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Os capítulos referentes à Avaliação de Impactos Ambientais, juntamente com o capítulo de medidas mitigadoras devem ser analisados com especial atenção, pois é justamente nesses dois “tópicos” que está concentrado o principal objetivo dos estudos de impacto ambiental realizados e, mais especificamente, um dos principais pontos de análise desta pesquisa.

Segundo Bisset (1992) apud Fogliatti (2004), os métodos de Avaliação de Impactos Ambientais (AIA) são definidos como “mecanismos estruturados para identificação, comparação e organização de dados sobre impactos ambientais”, permitindo que as informações sejam apresentadas em diversos formatos visuais para que possam ser interpretados pelos responsáveis na tomada de decisão e pelos membros do público.

De acordo Moura & Oliveira (2003), as linhas metodológicas adotadas para avaliação de impactos ambientais tiveram início logo após a promulgação da Lei NEPA nos EUA. Desde então, começaram a se desenvolver métodos com o objetivo de sistematizar as análises realizadas, apropriando-se, muitas vezes, de técnicas empregadas em outras áreas. Em relação a esse assunto, é necessário salientar que a utilização de metodologias inadequadas é um problema comum em estudos de impactos ambientais realizados no Brasil. Sobre isso alguns autores esclarecem:

4 Dados primários são aqueles inéditos, levantados com a finalidade específica do Estudo de Impacto Ambiental.

Como dados secundários, podem ser relacionadas informações existentes e que estão disponíveis junto a diferentes fontes, como: bibliotecas, órgãos públicos, ONG´s ou até mesmo dados obtidos pelo próprio empreendedor.

Devido à diversidade de método de AIA existente, onde muitos não são compatíveis com as condições socioeconômicas e política do Brasil faz-se necessário que sejam selecionados sob as próprias condições, muitas vezes até adaptando-os através de modificações e/ou revisões, para que sejam relativamente úteis na tomada de decisão de um projeto. (MOURA & OLIVEIRA, 2003, p. 6).

Dessa maneira, como não existe nenhum tipo de lei ou recomendação específica para utilização de metodologia para um ou outro projeto, fica a critério de cada equipe técnica responsável pela elaboração do EIA a seleção daqueles métodos ou até mesmo parte deles que forem julgados mais apropriados.

De acordo com Braga et al (2005), as metodologias hoje utilizadas para análise dos impactos ambientais de determinada região, em sua maioria, são adaptações ou evolução de metodologias existentes. Segundo os autores, esses métodos possuem como característica comum o disciplinamento do raciocínio e os procedimentos destinados a identificar os agentes causadores e as respectivas modificações decorrentes de determinada ação ou conjunto de ações.

Para Sánchez (2006), as metodologias são descritas como ferramentas que auxiliam na identificação dos impactos, contudo, ele também não deixa de fora o aspecto de que cabe à equipe técnica responsável pelo estudo a maior responsabilidade na previsão e identificação desses impactos. Para que isso aconteça, além da utilização dos métodos adequados, é de fundamental importância o diálogo entre os técnicos e cientistas que compõem o projeto. Sobre esse assunto, o autor comenta:

Há diversos tipos de ferramentas utilizáveis para auxiliar uma equipe na tarefa de identificar os impactos ambientais. Tais instrumentos foram desenvolvidos para facilitar o trabalho dos analistas, mas não se trata de pacotes acabados. São, na verdade, métodos de trabalho cuja aplicação demanda (i) um razoável domínio dos conceitos subjacentes; (ii) uma compreensão detalhada do projeto analisado e de todos os seus componentes; e (iii) um razoável entendimento das dinâmica socioambiental do local ou região potencialmente afetada. (SANCHEZ, 2006, p. 179).

Outros autores, como Braga et al (2005), afirmam que, apesar da origem, os métodos passaram a se tornar cada vez mais específicos, à medida que o aprofundamento do conhecimento permitiu tipificar causas correspondentes aos efeitos em diferentes segmentos do ambiente, em fase de intervenções também específicas. Ainda segundo os autores, estão disponíveis no mercado métodos bastante elaborados e detalhados, visando a apoiar a avaliação de impactos de empreendimentos das mais diferentes naturezas, tais como: aproveitamentos hidroenergéticos, usinas e indústrias com vários processos de produção, obras hidráulicas e sanitárias, rodoviárias, habitacionais etc.

De acordo com IBAMA (1995), existe na literatura diversas classificações para estas técnicas, que variam conforme a óptica adotada. Nesse contexto, a primeira divisão está restrita a dois grandes grupos: a) o dos métodos tradicionais de avaliação de projetos, em que as técnicas buscam uma avaliação em termos monetários, como a análise custo-benefício; b) aquele relacionado aos métodos calcados na utilização de pesos escalonados, buscando-se aplicar valores previamente definidos a impactos ambientais gerados, que são medidas previamente em suas respectivas unidades físicas. Segundo o documento, ao segundo grupo são atribuídas as técnicas definidas, genericamente, como quantitativas.

De acordo com todas as características apresentadas, pode-se considerar que um método é mais adequado quando ele pode suprir de maneira eficiente todos os parâmetros ambientais considerados para determinado empreendimento. Consoante Braga et al (2005), no Brasil, um método é considerado mais adequado quanto maior a sua utilidade para dar suporte ao conjunto mínimo de atividades e produtos legalmente exigidos na execução dos EIA/RIMA (arts. 6º e 9º da Resolução CONAMA 001/86) e para torná-los adequados ao processo de sua apreciação pelos técnicos e pelo público interessado (art. 11).

Assim, muitos autores abordam as metodologias de Avaliação de Impactos Ambientais em seus trabalhos e fazem descrições detalhadas sobre elas. Alguns chegam até a ordená-las em categorias diferenciadas ou a fazer pequenas subdivisões, contudo, a essência das abordagens permanece sempre a mesma. Dentre os vários métodos para Avaliação dos Impactos Ambientais no Brasil, recorreu-se a alguns autores, como: Moura & Oliveira (2003), Fogliatti (2004), IBAMA (1995), Sánchez (2006), La Rovere (2001) e Braga et al (2005), para definir quais metodologias são mais utilizadas na atualidade, suas contextualizações, pontos fracos e fortes.

Dessa maneira, os quatro métodos que se mostraram comuns entre os autores citados serão aqui descritos. É necessário salientar, entretanto, que existem outras metodologias em bibliografia específica e que não serão descritas, sendo apenas citadas, por não ser este o objetivo deste ensaio.

De acordo com Fogliatti (2004), as metodologias mais atuais para Avaliação de Impactos Ambientais no Brasil são: método Espontâneo (Ad-Hoc), método das Listagens de Controle, Matrizes, Redes de Interação, Superposição de Mapas, Modelos de Simulação, Análise Multicritério, Sistemas Especializados e o Método do Modelo Fuzzy.

Braga et al (2005) também se utilizam de uma “classificação” ordenada e bastante parecida com a de Fogliatti (2004). Para os autores, as metodologias para a Avaliações de Impactos Ambientais podem ser divididas em: método Ad Hoc, método das

Listagens de Controle, método da Superposição de Cartas, método das Redes de Interação, método das Matrizes de Interação, método dos Modelos de Interação, métodos dos Modelos de Simulação, método da Análise Benefício-Custo e método da Análise Multiobjetivo.

Moura & Oliveira (2003) também utilizam a mesma forma de classificação que os autores citados acima, com apenas pequenas mudanças na escrita ou em suas divisões. As metodologias apresentadas pelos autores são: Espontâneas (Ad Hoc); Listagem (Check – list); Matrizes de Interações, Redes de Interações (Network); Metodologias Quantitativas; Modelos de Simulação; Mapas de Superposição (Overlay Mapping) e a Projeção de Cenários.

Já para IBAMA (1995), como mencionado anteriormente, as técnicas para identificação dos impactos ambientais são divididas inicialmente em dois grupos distintos: o grupo dos métodos tradicionais, onde está presente a análise custo-benefício, e os métodos calcados na utilização de pesos escalonados, também conhecido como métodos quantitativos. Para o segundo grupo, também há outras duas subdivisões que são:

a) métodos centrados preponderantemente na identificação e sintetização dos impactos, onde estão presentes as técnicas das Listagens de Controle (Check-list), as Matrizes de Interação, os Diagramas de Sistemas, os Métodos Cartográficos, as Redes de Interação e os Métodos Ad Hoc;

b) já o segundo grupo é caracterizado por incorporar de forma mais efetiva o conceito de avaliação, onde podem estar presentes as bases de cálculos ou a óptica de variados grupos sociais. O segundo grupo é representado pelos métodos de Battelle e Análise Multicritério, que explicitam as bases de cálculos, e a Folha de Balanço e a Matriz de Realização de Objetivos, que desagregam a avaliação segundo a óptica de variados grupos.

Outros autores, como Sánchez (2006), fogem um pouco a regra das classificações até aqui apresentadas. Para ele, as técnicas metodológicas são “ferramentas”, o que permite se deduzir que os métodos são ferramentas possuidoras do intuito de ajudar o analista na determinação dos possíveis impactos ambientais. Assim, o autor recém citado descreve três tipos de métodos para a avaliação dos possíveis impactos ambientais ocasionados por um determinado projeto: listas de verificações, matrizes e diagramas de interação, cada um deles apresentando suas próprias subdivisões. Sánchez (2006), contudo, ainda salienta que, apesar das técnicas apresentarem importância primordial na avaliação dos impactos, elas devem vir

acompanhadas de uma participação direta das comunidades afetadas, tanto para os impactos referentes ao meio social como para os relativos ao meio físico-biótico.

Metodologias espontâneas – método Ad Hoc;

O método Espontâneo, também conhecido Ad – Hoc, ou reunião de especialistas, consiste basicamente no agrupamento de vários profissionais, das mais diferentes áreas, que possuam conhecimentos teóricos e práticos acerta do ambiente a estudar. Essa reunião acontece para discutir os possíveis impactos que um empreendimento poderá ocasionar, além das medidas mitigadoras para prevenir ou remediar a ação desses impactos. De acordo com Fogliatti (2004), “o método Ad - Hoc teve sua utilização no início da década de 1950 e ainda hoje é bastante utilizado”.

Para La Rovere (2001), esse método é mais utilizado para projetos específicos, identificando normalmente os impactos por meio de longa reflexão, caracterizando-os e sistematizando-os em seguida por meio de tabelas ou matrizes. Por se tratar, porém, de um método bastante subjetivo, ele deverá ser utilizado com moderação. De acordo com Kohän – Saagoyen (1997) apud Fogliatti (2004, p.43),

(...) o método deve ser usado apenas como uma etapa do processo de avaliação e não como um método absoluto, pois o mesmo propicia uma orientação mínima para a avaliação de impactos de forma qualitativa, não definindo parâmetros específicos a serem investigados e apresentando assim resultados restritos.

Dessa maneira, essa metodologia apresenta algumas vantagens e desvantagens. De acordo com Braga et al (2007), as principais vantagens estão associadas à rapidez na identificação dos impactos mais prováveis, a pois alternativa melhor e a grande viabilidade de aplicação. Já as desvantagens são mais nítidas, pois relacionadas, principalmente, com a grande subjetividade e vulnerabilidade apresentadas por esse método.

Método das Listagens de Controle

Na perspectiva de Braga et al (2007), as listagens de controle são uma evolução natural do método anterior. Alguns especialistas preparam listagens de fatores (ou componentes) ambientais potencialmente afetáveis pelas ações propostas, e, com o decorrer do tempo, essas listagens se tornaram disponíveis para um grande número de empreendimentos-padrão e facilmente acessíveis pela bibliografia especializada.

É necessário enfatizar, entretanto, que o método das listagens apresenta uma série de variações que conduzem um grau crescente de complexidade e detalhamento. Essas diferentes variações podem ser utilizadas de acordo com o tipo de estudo em questão e com a disponibilidade da equipe técnica. Além disso, as listagens também recebem nomes diferentes e subdivisões também diferenciadas, de acordo com determinados autores. Dessa maneira, as listagens de controle também podem ser conhecidas como check – list. (OLIVEIRA & MEDEIROS, 2007); (FOGLIATTI, 2004).

De acordo com La Rovere (2001), “os métodos de check-list são relações padronizadas de fatores ambientais a partir das quais se identificam os impactos provocados por um projeto específico”. Embora os métodos de check-list sejam basicamente técnicas de identificação, podem incorporar escalas de valoração e ponderação dos fatores. Contudo, apesar de constituírem, porém, uma forma concisa e organizada de relacionar os impactos, são métodos por demais simples e estáticos, que não evidenciam as inter-relações dos fatores ambientais.

De acordo com alguns autores como Fogliatti (2004), no entanto, existem hoje no mercado diversos tipos de listas previamente preparadas para projetos exclusivos, tais como: projetos hídricos, mineração, estradas, hotéis etc. Um dos pontos mais criticados desse método, contudo, é a não-inter-relação dos impactos, o que pode, muitas vezes, levar à subestimação de alguns ou até mesmo a negligência de outros, principalmente os relacionados às características sociais.

Metodologia de Matrizes

De acordo com Fogliatti (2004), “as matrizes começaram a ser utilizadas na década de 1970 do século passado e continuam até a atualidade sendo muito empregadas para relacionar as ações de um projeto a seus efeitos sobre o meio ambiente”. Ainda segundo o autor, “as matrizes tem como principal função a identificação do impacto por meio impactado”. De acordo com o comentário de alguns autores, e como se observa em diversos estudos ambientais, no entanto, juntamente com essa metodologia, sempre há a necessidade do emprego de outros métodos ou técnicas complementares para o desenvolvimento de uma avaliação global da alternativa ou até mesmo para sua interpretação. Outro fator que também deve ocasionar essa união de metodologias está relacionado ao fato de esse método não deixar espaço para a descrição dos componentes ambientais, além de não permitir uma dinâmica das suas inter-relações. Sobre esse assunto Omena & Santos (2008, p.231) apontam:

(...) as matrizes são consideradas como uma tentativa de aperfeiçoamento do “check- list” e começaram a ser introduzidas na AIA na década de 1970 com o objetivo de tentar qualificar as diversas análises dos impactos ambientais previstos, principalmente porque permitem uma boa associação com os meios influenciados pelos impactos, possibilitando assim, que a equipe possa inserir variados atributos e parâmetros qualitativos.

Na compreensão de La Rovere (2001), as Matrizes de Interação constituem técnicas bidimensionais que relacionam ações com fatores ambientais que, embora possam incorporar parâmetros de avaliação, constituem métodos basicamente de identificação. Segundo ele, entre os métodos de matrizes mais conhecidos está a Matriz de Leopold, elaborada em 1971 para o Serviço Geológico do Ministério do Interior dos Estados Unidos.

O princípio básico da Matriz de Leopold é estabelecer primeiramente todas as relações entre as ações e os fatores ambientais de determinado projeto. Em seguida, são atribuídas notas que variam em escalas específicas para se estabelecer principalmente a importância e a magnitude de cada impacto, identificando ainda se ele é positivo ou negativo. De acordo com La Rovere (2001), enquanto a valoração da magnitude é relativamente objetiva ou empírica, pois se refere ao grau de alteração provocado pela ação sobre o fato ambiental, a pontuação da importância é subjetiva ou normativa, uma vez que envolve atribuição de peso relativo ao fator afetado no âmbito do projeto.

Para Sánchez (2006), uma das críticas mais usuais à matriz de Leopold e suas congêneres está relacionada ao fato de ela representar o meio ambiente como um conjunto de compartimentos que não se relacionam. Na realidade, acontece nesse método é que os possíveis impactos e as ações que podem ocasioná-los são muitas vezes apenas citados, sem serem descritos ou analisados.

Na perspectiva de La Rovere (2001), o estabelecimento de pesos para avaliação dos impactos constitui um dos pontos mais críticos, não só das técnicas matriciais, mas também dos demais métodos quantitativos. Dessa maneira, a Matriz de Leopold pode ser criticada no sentido da atribuição dos pesos, pois, em sua concepção primeira, não explicita claramente as bases de cálculo das escalas de pontuação de importância e, magnitude e de algumas outras características.

Método de Redes de Interação

As Redes de Interação representam um avanço em relação às técnicas anteriores, pois, ao estabelecerem relações do tipo causa-condição-efeito, permitem melhor identificação dos impactos e de suas inter-relações. (LA ROVERE, 2001). Segundo Fogliatti (2004), com esse método, é possível visualizar a cadeia de relacionamento entre os diferentes impactos que surgem das intervenções humanas no meio ambiente. Sobre esse assunto, o autor esclarece:

Este método delineia conexões ou conjuntos de dependências entre as ações de um projeto e seus impactos resultantes, podendo ser usado para mostrar o relacionamento dos impactos de primeira, segunda e terceira ordens, sendo esta sua principal vantagem, pois uma ação qualquer dificilmente ocasiona apenas um impacto. As redes de interação ajudam a promover uma abordagem integrada na análise dos impactos ambientais de um ou mais projetos. (FLOGLIATTI, 2004, p. 49).

Uma das redes de interação mais conhecidas é a de Sorensen, criada inicialmente para análise de tipos de solos diversos e controle da degradação ambiental em regiões costeiras da Califórnia. De acordo com La Rovere (2001), o método de Sorensen é “uma técnica preponderantemente de identificação de efeitos, que parte da caracterização de diferentes usos do solo, os quais se desdobram em diversos fatores causais que, por sua vez, acarretam impactos ambientais classificados em condições iniciais, conseqüências e efeitos”. Dessa maneira, o método de Sorensen apresenta um avanço considerado em relação aos outros métodos, pois além de apresentar todas as consequências e efeitos de determinado projeto, também apresenta ações corretivas e mecanismos de controle.

Mesmo com todas as características positivas apresentadas, porém, esse método também possui algumas limitações quando ligado a projetos de grande porte ou a projetos que apresentam muitas opções. Acontece é que, por se tratar de um método bastante descritivo, sua disposição se torna muito extensa e ele poderá perder o seu valor prático.

Considerações sobre as Metodologias de Impactos Ambientais

Como observado ao longo de toda essa discussão, os estudos ambientais seguem metodologias das mais variadas. O que se pode concluir, no entanto, depois de toda a análise, é que esses métodos, sejam eles no modelo de Matrizes, Redes de Interação ou Cheque List, não devem deixar de avaliar o caráter sistêmico do ambiente no qual os projetos estão sendo

implantados. Alguns outros aspectos inerentes à Avaliação de Impactos Ambientais serão discutidos mais adiante.

Na perspectiva de Braga et al (2005), o capítulo referente à Avaliação de Impacto Ambiental deve apresentar a identificação, valoração e interpretação dos prováveis impactos nas diferentes fases do empreendimento, de “Síntese Conclusiva” a “Descrição Detalhada,” e eles devem ser analisados segundo alguns critérios:

impactos diretos ou indiretos; impactos benéficos ou adversos;

impactos temporários, permanentes ou cíclicos; impactos imediatos, médio ou em longo prazo; impactos reversíveis ou irreversíveis; e

impactos locais, regionais ou estratégicos.

No exame do capítulo referente à análise dos impactos ambientais, além de serem observados a coerência, o método utilizado e a forma de análise, também será avaliado se o mesmo atende à legislação brasileira específica, Resolução CONAMA 001/86, no que diz respeito a: identificação dos impactos, previsão da magnitude e interpretação da importância dos prováveis impactos relevantes. Além disso, deve ser discriminado se os impactos são benéficos ou adversos, diretos ou indiretos, imediatos ou não, a longo ou em curto prazo, temporários ou permanentes, se reversíveis ou irreversíveis, se são cumulativos ou sinérgicos, entre outros.

Em relação à análise metodológica, como já discutido, os estudos ambientais seguem metodologias das mais variadas possíveis, conforme se pode observar no que foi discutido por Braga et al (2005): “os métodos hoje correntemente disponíveis para a avaliação de impactos ambientais, em sua maioria, resultam da evolução de outros já existentes”. Sejam estas metodologias apresentadas no modelo de matrizes, redes de interação ou cheque-list, porém, o que será verificado durante a análise desse capítulo é se elas avaliam o caráter sistêmico do ambiente em estudo e não somente se mencionam esses impactos de maneira contingente e desarticulada. Além disso, também não se pode deixar de verificar se os impactos descritos nos estudos se encontram discriminados em suas três fases: - etapa de instalação, operação e desativação.