4. BULGULAR
4.4. Fiziksel performans test bulguları
4.4.4. İvmelenme testi
Em uma pesquisa qualitativa, a escolha dos participantes tem um caráter proposital, porque o pesquisador seleciona os participantes em função dos interesses do estudo e da disponibilidade dos sujeitos (ALVES-MAZZOTTI; GEWANDSZNAJDER, 1999). Por essa razão, esta investigação concentrou-se em um aspecto particular no que se refere aos participantes da pesquisa, e embora a relação dos participantes com o todo tenha sido considerada, o pesquisador, pela necessidade de focar nas especificidades desta investigação, concentrou-se no modo como os estudantes do curso de Licenciatura em Química estabelecem relações com o professor, seus pares e como constroem conhecimentos relacionados à computação mediante a abordagem Blended Online POPBL (BOGDAN; BIKLEN, 1994).
A abordagem Blended Online POPBL foi desenvolvida com um grupo de 44 alunos, dos quais 17 eram homens e 27 mulheres com idades entre 17 e 29 anos (média de 22 anos de idade) cursando o 1º ano de faculdade (Tabela 3). Esse dado acerca do gênero dos participantes dessa pesquisa, de certo modo, já era esperado, uma vez que, segundo concepções do senso comum e concepções do próprio pesquisador a partir da experiência
empírica como professor, as mulheres representam a maioria das pessoas que realizam cursos de licenciatura. Mesmo assim, a existência deste dado justifica-se pelo fato de que para se produzir Ciência, mesmo o esperado precisa ser confirmado. Além disso, historicamente, em várias esferas sociais, inclusive na educação, o papel da mulher foi permeado por muitas especificidades, por essa razão esse dado possui relevância para entendermos possíveis paralelos entre as concepções desses sujeitos e seu gênero.
Idade dos Alunos Frequência das idades Porcentagem das Idades Ano de Nascimento do Aluno Ano de Início na Educação Básica 29 1 2,27% 1984 1991 25 1 2,27% 1988 1995 24 3 6,82% 1989 1996 23 3 6,82% 1990 1997 22 1 2,27% 1991 1998 21 2 4,55% 1992 1999 20 8 18,18% 1993 2000 19 4 9,09% 1994 2001 18 18 40,91% 1995 2002 17 3 6,82% 1996 2003 Total 44 100,00%
Tabela 3 – Idade dos participantes da pesquisa e ano de ingresso na Educação Básica.
Fonte: Dados colhidos pelo pesquisador mediante aplicação de questionário (APÊNDICE I, p. 259)
No que se refere à predominância de uma faixa etária nas idades, 75% dos alunos possuíam idades entre 17 e 20 anos e 25% deles, entre 21 e 29 anos. Dessa maneira, os alunos, em sua maioria, podem ser denominados como Geração Net, uma vez que nasceram com o advento da internet e cresceram acompanhando as várias mudanças trazidas pela popularização da informática e da web (CARNEIRO, 2002; GOMES, 2002).
São também alunos nativos de uma mudança bastante relevante na educação em sua esfera burocrática e normativa, pois, levando-se em consideração que os alunos iniciaram suas atividades escolares na educação básica com 7 anos de idade, a grande maioria, 33 alunos, ingressou na escola entre os anos de 2000 a 2003, conforme visto na Tabela 3. Nesse período, os alunos já eram nativos das grandes transformações que ocorrem na escola, como, por exemplo, a Progressão Continuada, um sistema em que não está prevista a reprovação do aluno ao final da série ou ano letivo, mas a recuperação, mediante aulas de reforço, como recomenda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96), que busca normatizar a organização dos sistemas educacionais no Brasil (BRASIL, 1996).
Este estudo lança também um olhar sobre a homogeneidade étnica e econômica dos participantes da pesquisa, ou seja, as regularidades percebidas no grupo nessas esferas.
Certamente esse estudo se preocupa com as singularidades dos indivíduos, mas são sujeitos que interagem em um grupo social e, por essa razão, compartilham muitas similaridades, ou seja, padrões existentes nas relações que acontecem no universo pesquisado. Dessa forma, no tocante à cor11, 70,5% dos alunos se identificaram como brancos, 15,9% se consideram pardos ou mulatos, 9,1% se consideram orientais e, por fim, apenas 4,5% dos alunos se consideram negros. No Gráfico 1 temos a representação da relação entre cor e renda familiar, essa relação foi necessária para elucidar possíveis confusões sociais que concebem a cor como categoria social. Convém ressaltar que o eixo Y do Gráfico 1 refere-se à frequência absoluta dos participantes e não à porcentagem.
Gráfico 1 – Relação entre Cor e Renda Familiar.
Fonte: Dados colhidos pelo pesquisador mediante aplicação de questionário (APÊNDICE I, p. 259)
Os participantes dessa pesquisa são alunos que podem ser classificados como alunos de classe média, a maioria composta por brancos e mulatos e uma minoria de orientais e negros. É importante informar que 63,6% dos alunos não exercem atividade remunerada, dos 16 alunos que trabalham (36,4%), metade deles (8 alunos) é sustentado pela família ou outras pessoas, ou seja, o dinheiro que recebem por seu trabalho é para uso particular. Apenas um dos alunos que trabalha declarou ser o principal responsável pelo sustento da família. A maioria desses alunos (65,9%) possui plano médico ou odontológico, confirmando a classe social descrita no início deste parágrafo. Com relação ao meio de transporte utilizado pelos alunos, há um equilibro entre uso de transporte público e o uso de transporte particular: 54,5%
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Nesta pesquisa, o termo "Cor" está alinhado ao conceito elaborado por Guimarães (2011, p. 266), para quem, "Cor, no Brasil, é mais que cor de pele: na nossa classificação, a textura do cabelo e o formato de nariz e lábios, além de traços culturais, são elementos importantes na definição de cor (preto, pardo, amarelo e branco).".
dos alunos utilizam transporte público, já 15,9% dos alunos utilizam carro da família, 15,9 utilizam carro próprio e, por fim, 13,6% dos alunos utilizam motocicleta.
A grande maioria dos alunos, 43 alunos (97,7%) possui acesso à internet, apenas uma aluna com renda entre 1 e 2 salários mínimos e de cor parda/mulata não possui acesso à internet. Mais uma vez se confirma a categorização dos participantes como Geração Net, mas além de classificar um grupo como Geração Net, Pretto e Assis (2008) chamam a atenção para a necessidade de identificar quem são essas pessoas da geração conectada e o que fazem.
O tempo livre desses alunos é dedicado à acessar a internet, ouvir música, assistir televisão e ler, nessa ordem de prioridade, porém assistir televisão e o ato de leitura possuem o mesmo nível de importância para eles. Convém salientar que as atividades individuais são as mais valorizadas por esses alunos em detrimento de atividades realizadas em grupo sociais como estar com os amigos, ir a cinema, bares ou igreja e realização de esportes (Gráfico 2). Nessa perspectiva, a Geração Net desenvolve uma vida online, a também chamada e-life ou vida eletrônica, para essa geração o espaço virtual é parte constituinte do cotidiano (MONEREO; POZO, 2010).
Gráfico 2 – Atividades que ocupam o tempo livre dos alunos.
Fonte: Dados colhidos pelo pesquisador mediante aplicação de questionário (APÊNDICE I, p. 259)
No tocante ao consumo de informações, em termos de acesso diário, a internet, a televisão e os livros são os meios mais utilizados pelos alunos, como evidencia o Gráfico 3. Esses dados reforçam a pertinência do estudo com os participantes, sendo que os sujeitos
desta pesquisa, potenciais futuros professores, também possuem uma carga enorme de informação e novos “modos de aprender”, uma vez que estão envolvidos com a tecnologia, e não apenas com o meio tecnológico em si, mas com a rapidez, o volume, a qualidade e a acessibilidade da informação promovida por esses meios (BELLONI, 2001).
Gráfico 3 – Frequência de Acesso dos Alunos aos Meios de Informação.
Fonte: Dados colhidos pelo pesquisador mediante aplicação de questionário (APÊNDICE I, p. 259)
Embora a internet seja uma manifestação a mais para o acesso às informações, é o único meio que os alunos utilizaram para acessar informação pelo menos uma vez na vida. Por essa razão, a internet se configura como um complexo espaço global para a ação social, por extensão, para o aprendizado e para a ação educacional (COLL; MONEREO, 2010)
Confirmando a importância da internet, a maioria dos alunos acessa diariamente ou quase diariamente as Redes Sociais como podemos observar no Gráfico 4. Esse dado evidencia que são alunos com uma forte cultura centrada nas mídias sociais que privilegiam o uso de textos curtos, informação rápida e extremamente visual para criar uma identidade virtual na rede. Por outro lado, a importância que os alunos conferem à internet em detrimento de outros meios para acessar informação, entreter-se ou conviver socialmente, pode ser um indicador de mania e/ou dependência na medida em que essas pessoas se desligam da realidade física para se ligarem à realidade virtual (BELLONI, 2001). Assim, são alunos, como relata Shayo et al, (2007 apud COLL; MONEREO, 2010), que partilham de
uma nova organização social em que as pessoas não estão mais condicionadas a viver, encontrar-se ou trabalhar face a face para manter relações sociais significativas.
Gráfico 4 – Frequência de Acesso dos Alunos às Redes Sociais (Facebook, Twitter, Instagram).
Fonte: Dados colhidos pelo pesquisador mediante aplicação de questionário (APÊNDICE I, p. 259)
No Gráfico 5 podemos observar o grau de habilidade dos alunos no uso de alguns softwares. Os alunos consideram ter boa habilidade em utilizar aplicativos informatizados, sobretudo o sistema operacional Windows, e o editor de texto MS-Word, um navegador para internet e o MS-Power Point. Por outro lado, os aplicativos destinados à edição de vídeos e imagens, bem como a planilha eletrônica MS-Excel são os aplicativos que os alunos disseram possuir poucas habilidades de uso, sendo os de maior representatividade em termos de falta de habilidades na manipulação do software. É interessante notar que alguns desses softwares fazem parte do conteúdo programático da disciplina de Computação (ANEXO I, p. 255). Logo, esses dados oferecem subsídios para justificar uma intervenção que contemple uma abordagem diferenciada de ensino e de aprendizagem, uma abordagem cuja ênfase é dada no uso dos softwares como instrumentos para resolução de problemas e não apenas enfocando seu aspecto técnico, aspecto que os alunos demonstraram já ter conhecimento.
Gráfico 5 – Habilidade dos Alunos em Utilizar Aplicativos Informatizados.
Fonte: Dados colhidos pelo pesquisador mediante aplicação de questionário (APÊNDICE I, p. 259)
Como os alunos demonstraram estar habituados com o uso do browser e também com o acesso à sites, a maioria deles disse não necessitar de treinamento prévio em informática para cursar uma disciplina/curso à distância (Gráfico 6). Esse dado é importante porque em atenção aos 27,3% dos alunos que disseram o oposto, o Ambiente Virtual de Aprendizagem foi apresentado em detalhes à todos os alunos.
Gráfico 6 – Opinião dos Alunos Sobre Treinamento para Cursar uma Disciplina/curso a Distância.
Fonte: Dados colhidos pelo pesquisador mediante aplicação de questionário (APÊNDICE I, p. 259)
Dessa maneira, como o foco deste estudo é a abordagem Blended Online POPBL para o ensino e aprendizagem de conteúdos referentes à tecnologia e à computação, a escolha dos
participantes da pesquisa encontra um argumento consistente no fato de que é necessário incluir na formação de professores elementos que possibilitem a esses futuros professores a competência de, durante sua prática, integrar o conhecimento adquirido por seus futuros alunos, mediante os meios tecnológicos, aos conhecimentos que deverão ser sistematizados pela escola (BELLONI, 2001).
É importante salientar que em uma pesquisa-intervenção, o pesquisador também é um participante da pesquisa. Veiga (1985 apud NORONHA, 2008, p. 139) ressalta que, neste tipo de pesquisa, “pesquisadores e pesquisados seriam sujeitos ativos da produção do conhecimento”. Assim, o autor desse estudo também se caracteriza como participante da pesquisa, tendo também em suas ações e reflexões elementos para a produção do conhecimento.