ÇETİN SARIKARTAL İTKİLERİ DİNLEME EGZERSİZİ
3.3. İTKİLERİ DİNLEME EGZERSİZİ UYGULAMA SONUCU OYUNCU DENEYİMLERİ
3.3.2. İtkileri Dinleme Egzersizi Uygulama 2 Oyuncu Deneyimleri ve Seyirci Değerlendirmesi Değerlendirmes
As transformações econômicas registradas a partir dos anos de 1970, nas economias capitalistas centrais e periféricas, provocaram alterações significativas nas formas de produção e no mercado de trabalho. Esse processo permitiu o avanço da ofensiva empresarial no domínio das relações capitalista, reduzindo, dessa forma, a participação do Estado no domínio econômico (HELOANI, 2002). Esse cenário permitiu a elevação da produtividade do trabalho sem ser seguido pela melhoria salarial e, consequentemente, das condições de vida do trabalhador (POCHMANN, 1999).
Com a desestruturação dos modelos de produção taylorista/fordista no final dos anos de 1970 e inicio dos anos de 1980, o cenário que se estruturou para o mercado de trabalho tornou-se hostil. O elevado padrão tecnológico utilizado no processo de produção e a crescente redução da participação do trabalho vivo indicavam os novos rumos para o mundo capitalista e para o mercado de trabalho. Na compreensão de Dedecca (1998, p. 167).
A perspectiva de automação aparecia para as empresas como um meio de superação dos conflitos entre capital e trabalho, graças à visão de que o trabalho na nova configuração produtiva se tornaria residual. Sinalizava-se a desativação das plantas produtivas concentradas nos grandes e tradicionais centros industriais e sugeria-se que o fantasma do desemprego não era um problema conjuntural, mas que deveria se estender e se agravar no futuro.
Nessas configurações, o mundo do trabalho foi severamente abalado pela onda de inovações que se vislumbravam no contexto industrial se estendendo pelas economias de todo o mundo. No Brasil o fantasma do desemprego afetou profundamente o mercado de trabalho nacional. Os problemas inerentes a economia brasileira nos anos de 1980, com redução no crescimento e a elevação de transferências de recursos para o exterior como pagamento da divida externa em amortização ou taxas de juros (CARNEIRO, 2002), colaborou ainda mais para a acentuada crise do mundo do trabalho.
Com tal contexto, assistiram-se ainda os problemas de ordem estrutural10 do processo de produção que afetam muito mais o mundo do trabalho do que os problemas cíclicos da economia (RAMOS, 2002). As mudanças vivenciadas nos padrões de produção no Brasil proporcionaram novas formas de contrato de trabalho e exigiu um trabalhador com um perfil diferenciado daquele das formas de produção anterior. Dessa forma, assistiu-se ao crescente aumento da contratação na informalidade e a reduzida participação daqueles com contrato formal de trabalho na economia brasileira.
O desemprego crescente ainda no inicio dos anos de 1980 e a onda de estagnação do emprego duradouro, vivenciado anteriormente, provocou o medo crescente do desemprego e a falta de crédito dada às instituições defensoras do mercado de trabalho nacional (DEDECCA, 1998). A ruptura com o sistema de produção anterior e as novas configurações na economia brasileira, indicavam sinais de aproximação de uma estrutura de mercado de trabalho altamente flexível onde a ofensiva empresarial avançava livremente sobre os direitos e as conquistas da classe trabalhadora que estava ameaçada.
Além dos problemas relatados na economia brasileira, as transformações estruturais vivenciadas nas formas de produção foram significativas. O setor de serviços aumentou sua participação na geração de riquezas, assumindo setores, antes dominados pela indústria, ou em função da própria expansão dos serviços inerentes ao processo de terceirização da produção no país (SILVA, 2009). Tal cenário apontava para as transformações estruturais denominadas de sociedade pós-industrial de Bell (1977) ou a sociedade de acumulação
10 Os problemas de ordem estrutural, aos quais Ramos (2002) se refere, estão associados ao aumento da
flexível de David Harvey (1996), como também, a sociedade transformacional de Castells (2000).
Em estudos realizados por Kon (1997; 1999); Melo et al (1998) foi constatado que o advento da tecnologia impulsionado pelos novos modelos de produção tornou a estrutura produtiva nacional competitiva, a partir da incorporação da terceirização em setores da atividade industrial que onerava altos custos. A desverticalização da produção, através da constituição de várias empresas na mesma indústria, ocasionou ganhos de escopo e de escala (SANTOS e MOREIRA, 2006). No entanto, tornaram o mundo do trabalho mais frágil às transformações diárias das atividades produtivas através da inovação seguido da redução de postos de trabalho (MATTOSO, 1998; SANTOS e MOREIRA, 2006).
Novo mercado foi estruturado na economia brasileira, a partir da desverticalização da produção, do aumento da competitividade industrial e do aumento das atividades terceirizadas no processo de produção. Tais práticas tornaram o mundo do trabalho mais frágil às oscilações e incertezas do mercado desregulado. Diante disso, o país passou a ser mais competitivo no setor externo. Porém, com elevados custos para a mão-de-obra, agora desprotegida, mediante a ideologia de estado mínimo implementada pelo neoliberalismo econômico, e pela perda de poder das organizações de defesa do trabalhador (ANTUNES, 2005).
Concomitante ao anteriormente exposto, a mão-de-obra mesmo com melhora no nível de instrução ao longo dos anos (ARRAES, QUEIROZ e ALVES, 2008; SILVA FILHO e QUEIROZ, 2009), não foi capaz de conseguir melhores postos de trabalho, dado que, no mercado brasileiro o empregador dispõe de liberdade para contratar e substituir sempre que necessário, a mão-de-obra empregada, sem nenhum tipo de intervenção estatal, diante da flexibilidade nos contratos de trabalho e a falência das instituições defensoras do trabalhador (POCHMANN, 1999). Isso, porém, acarreta perda para o Estado, sobretudo, quando tem que arcar com o ônus elevado na implementação de políticas sociais de proteção àqueles gravemente prejudicados pela desregulamentação.
Nesse sentido a desestruturação do mercado de trabalho à luz da concorrência desregulada de capitais financeiros ou produtivos tem implicado em problemas elevados para o Estado brasileiro. Por um lado, esse perde a capacidade de atuação no cenário econômico através da elaboração de políticas macroeconômicas que busquem manter o crescimento e elevar o nível de emprego; por outro, ganha a responsabilidade de atenuar os problemas gerados pela desregulamentação econômica através de ações voltadas à força de trabalho mais afetada (MATTOSO, 1998).
Os principais problemas elencados pela desregulamentação do mercado de trabalho foram a redução do ritmo de crescimento do emprego formal nos anos de 1980 e o aprofundamento da crise no mercado de trabalho nos anos que seguiram. A reduzida taxa de crescimento do emprego formal em detrimento do aumento da participação da informalidade no país apontou para a intensidade com que a economia brasileira caminhava no sentido de criar postos de trabalho cada vez mais precários em consequência da elevada produtividade do trabalho que se assistiu.
A rapidez em que as transformações da robótica e da microinformática se apresentou, exigiu um trabalhador com melhor nível de qualificação. Além do mais, a forma como a terceirização se deu no Brasil fugiu aos padrões de desenvolvimento das atividades terciárias do mundo desenvolvido (POCHMANN, 2001). Nesse a elevação se deu pelo aumento da força de trabalho contratada com elevado nível de instrução e seguido de salários elevados. Diferentemente do setor de serviços vislumbrado na economia brasileira.
Neves e Pedrosa (2007), Maia (2009), destacam ainda o elevado poder que tem o capital em admitir, sob novos processos, mão-de-obra, com custos menos elevados, sem incorrer a nenhum custo no processo de demissão. O contrato temporário, o emprego em tempo parcial e a terceirização da produção, têm projetado um novo cenário no mundo do trabalho e tem, cada vez mais, sacrificado as possibilidades do emprego duradouro além de provocar a fragilidade do mercado de trabalho e a insegurança do trabalhador já no final dos anos de 1980.