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CHEKHOV OYUNCULUK YÖNTEMİNDE İTKİ ÇALIŞMALAR

OYUNCULUK YÖNTEMLERİNDE İTKİ ÇALIŞMALAR

2.3. CHEKHOV OYUNCULUK YÖNTEMİNDE İTKİ ÇALIŞMALAR

VidaLonga Educação PadrãoVida

IDH =III

(3) O valor do IDH é expresso entre 0 (nenhum desenvolvimento humano) e 1 (total desenvolvimento humano). Pode ser classificado em baixo desenvolvimento humano (entre 0 e 0,499), médio desenvolvimento humano (entre 0,5 e 0,799) e alto desenvolvimento humano (0,8 e 1,0) (SANTOS, 2007). É possível encontrar valores do IDH para os municípios e estados do Brasil no UNDP (2003).

Sen (1999a) destaca que o sucesso do IDH se deve a insistência de Mahbub em criar uma medida que não fosse apenas um complemento do PIB, mas que servisse também para ampliar o interesse público nas outras variáveis plenamente analisadas no Relatório de Desenvolvimento Humano. Assim, o índice tem um espaço informacional pluralista não se refere exclusivamente à opulência econômica isso porque dentro dos limites das três dimensões o IDH tem contribuído para ampliar significativamente a atenção empírica dedicada à avaliação dos processos de desenvolvimento.

Com isso o IDH se tornou uma poderosa ferramenta de avaliação do desenvolvimento humano mundial por possibilitar a constante discussão sobre o assunto e a comparação do índice entre países e regiões geográficas. É utilizado por muitos governos como base para políticas públicas. Impulsionou a elaboração de outras medidas de desenvolvimento humano e pobreza.

1.2.2.2 Medida de Pobreza de Capacitações (MPC) e Índice de Pobreza Humana (IPH)

A publicação do IDH fez com que, em 1996, o relatório do UNDP (1996) introduzisse uma nova medida multidimensional de privação humana, a “medida de pobreza de capacitação” (the capability poverty measure), MPC. A intenção da proposta é complementar as medidas de pobreza baseadas na renda, como o IDH faz. Reflete o percentual de pessoas carentes de capacitações humanas consideradas básicas ou minimamente essenciais.

O MPC considera a carência em três capacitações básicas. A primeira é a capacitação de estar bem nutrida e ter boa saúde, medida pela proporção de crianças de até cinco anos com baixo do peso. A segunda é a capacitação para reprodução saudável, medida pela proporção de partos não assistidos por profissionais da saúde. E a terceira é a capacitação de

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educação e conhecimentos, medido pelo analfabetismo feminino. Essa última capacitação enfatiza a privação sofrida pelas mulheres, que é muito severa em alguns países, e influencia no desenvolvimento humano de suas famílias e da sociedade. E o valor da medida é encontrado por meio da média aritmética simples entre os indicadores (UNDP, 1996).

Essa medida expandiu o espaço informacional para avaliação da pobreza, assim como o IDH expandiu o espaço informacional para a avaliação do desenvolvimento humano. Com base nessas medidas, e na abordagem da capacitação, o relatório do UNDP (1997) apresentou o índice de pobreza humana, IPH3, (human poverty index), focando em mais amplos e representativos conjunto de variáveis. O objetivo da medida consiste em revisar o desafio de reduzir a pobreza com foco não apenas na pobreza de renda, mas “on poverty from a human development perspective – on poverty as a denial of choices and opportunities for living a tolerable life” (UNDP, 1997, p. 2).

A publicação de uma nova medida multidimensional de pobreza pelo UNDP (1997, p. 17) visava responder às questões: “can the concept of human poverty be targeted and monitored? Can an overall measure of poverty be developed that can inform as well as be used for policy? Can an internationally comparable measure be defined?”. A medida consiste em uma tentativa de reunir em um índice composto diferentes características da privação da qualidade de vida de forma a chegar a um julgamento agregado sobre a dimensão da pobreza em uma comunidade (UNDP, 1997).

O conceito de pobreza humana é mais amplo do que qualquer medida particular e inclui muitos aspectos que não podem ser medidos. Essa dificuldade se reflete na elaboração de uma medida. Dessa forma, o IPH é composto de três dimensões: longevidade, conhecimento e um padrão de vida decente. A primeira privação relacionada a sobrevivência é medida pelo percentual de pessoas com espectativa de vida até 40 anos. A segunda privação relacionada a educação é medida pelo percentual de adultos analfabetos. A terceira privação relacionada a um padrão de vida decente, particularmente, a provisão econômica geral é medida por três variáveis: o percentual de pessoas com acesso a serviços de saúde, o percentual de pessoas com acesso a água potável e percentual de crianças de até 5 anos desnutridas (UNDP, 1997).

O IPH reflete a distribuição do progresso e mede a acumulação de privações que ainda existe, nas mesmas dimensões que o IDH. No ano seguinte a publicação do IPH, o UNDP (1998) apresentou um novo índice de pobreza em países industrializados. Uma medida

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multidimensional de privação humana, no mesma linha como foi apresentado o índice no UNDP (1997) para países desenvolvidos, mas mais apropriado a condições sociais e econômicas destes países.

Dessa forma, o relatório apresenta duas medidas: o IPH-1 e o IPH-2. O primeiro índice mede a pobreza em países em desenvolvimento. O IPH-1 consiste no IPH anteriormente proposto, composto por três dimensões: longevidade, medida pelo percentual de pessoas com espectativa de vida até 40 anos; educação, medido pela taxa de analfabetismo; e padrão de vida decente, medido pelo percentual de pessoas sem acesso a água ou serviços de saúde e pelo percentual de crianças de até 5 anos desnutridas (UNDP, 1998).

A nova mendida, o IPH-2, mede a pobreza humana em países industrializados. Essa medida precisa diferir do IPH-1 porque a pviação humana varia com as condições sociais e econômicas da comunidade, e foi concebino nesses países por terem maior disponibilidade de dados. Segue as mesmas dimensões que o IPH-1 e adiciona uma: a exlusão social. Portanto, é composto por quatro dimensões: longevidade, medida pelo percentual de pessoas com espectativa de vida até 60 anos; educação, medido pela taxa de analfabetismo funcional; padrão de vida decente, medido pelo percentual de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza (50% do rendimento disponível médio); e participação ou exclusão, medido pela taxa de desemprego a longo-prazo (12 meses ou mais) (UNDP, 1998).

1.2.2.3 Índice de Pobreza Multidimensional (IMP)

Em 2010, com base no trabalho de Alkire e Santos (2010), o PNUD (UNDP, 2010) publicou o Índice Multidimensional de Pobreza, de modo a substituir o Índice de Pobreza Humana (UNDP, 1997). Esse índice tem como proposta a focalização do estudo da pobreza, diferente da proposta universal das outras medidas.

O novo IMP capta quantas pessoas sofrem privações sobrepostas e quantas privações enfrentam em média. Pode ser discriminado por dimensão para mostrar como modifica a composição da pobreza multidimensional em incidência e em intensidade nas diferentes regiões, grupos étnicos, trazendo implicações úteis para as políticas públicas. Usa 10 indicadores para medir três dimensões da pobreza familiar: a educação, saúde e padrão de vida (UNDP, 2010, 2011).

Pode ser usado como uma ferramenta para apontar as pessoas mais vulneráveis, mostrando aspectos em que são carentes, e ajudam a indicar as interconexões entre as

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privações. O índice proposto também mostra a intensidade da pobreza que cada família sofre, usando como instrumento a soma ponderada de privações. Isso permite que os formuladores de políticas públicas possam direcionar os recursos de forma mais eficaz, focalizado na fonte de pobreza de uma região, grupo populacional ou nação e direcionar suas metas de desenvolvimento em conformidade com as respectivas privações.

O valor do IMP é produto de duas medidas: a taxa multidimensional de contagem das pessoas

( )

H e a intensidade (ou amplitude da pobreza)

( )

A . A primeira medida consiste na proporção da população que é multidimensionalmente pobre, encontrada pela razão entre o número de pessoas multidimensionalmente pobres, q, pela população total, n. A segunda medida reflete a proporção de indicadores ponderados, d, na qual, em média, as pessoas pobres sofrem privação, c . Apenas para as famílias pobres, as pontuações de privação são somadas e divididas pelo número total de indicadores e pelo número total de pessoas pobres, conforme equação (4): IM P =HxA (4) Onde: H =q n e 1 q A=

c qd .

O surgimento das medidas de pobreza multidimensionais impulsionou a aplicação de diferentes técnicas para a mensuração da pobreza. Algumas dessas técnicas são apresentadas a seguir.

1.2.2.4 Outras medidas multidimensionais de pobreza

Outras tentativas de incluir mais dimensões de bem-estar na medição de pobreza podem ser observadas. Tsui (1995) propôs medidas multidimensionais de desigualdade de forma a sumarizar as desigualdades relacionadas às diferentes atribuições do bem-estar. Tsui (2002) parte da abordagem da renda que mede pobreza por meio da agregação de insuficiência de renda de uma linha de pobreza pré-determinada para um índice multidimensional como uma representação numérica de insuficiência de necessidades básicas de algum nível mínimo pré-determinado.

Bourguignon e Chakravarty (2002, 2003) sugerem que uma forma alternativa de levar em conta a multidimensionalidade da pobreza é especificar uma linha de pobreza para cada dimensão da pobreza e considerar que uma pessoa é pobre, se cai abaixo de pelo menos uma dessas diferentes linhas. Combinam, dessa forma, linhas de pobreza, generalizando critéiros disponíveis de ordenamento de pobreza unidimensional de renda para o caso dos atributos

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multidimensionais do bem-estar.

Conforme a Abordagem da Capacitação de Sen (1985, 2000, 2001), a medição da pobreza precisa ser feita considerando múltiplas dimensões que reflitam as privações sofridas pelas pessoas. Em cada local existem diversidades e necessidades especiais. Dessa forma, algumas tentativas de construção de medidas de pobreza e aplicação de técnicas para mensuração da Abordagem da Capacitação.

Brandolini e D’Alessio (1998) e Chiappero Martinetti (2000) exploraram a possibilidade da análise multidimensional da privação e desigualdade sob a perspectiva teórica da Abordagem da Capacitação, usando dados secundários. Segundo Picolotto (2006) algumas técnicas para operacionalizar a Abordagem da Capacitação, consistem na análise multivariada, modelo multivariado com múltiplos indicadores e múltiplas causas (MIMIC), análise fatorial e técnicas dos Conjuntos Fuzzy.

Santos (2007) propôs o índice de liberdade (IL) para calcular o índice de bem-estar para a população da favela do Vidigal no Rio de Janeiro. Entrevistou mulheres e identificou treze funcionamentos relevantes: morar bem; ser saudável; realizar um trabalho gratificante; ter boa escolaridade; ter os filhos protegidos; comer adequadamente; vestir-se adequadamente; ter acesso a serviços básicos; não sofrer preconceito; viver sem medo; participar da vida da comunidade; participar da vida associativa da cidade; e ser feliz e ter orgulho próprio.

Picolotto (2006) avaliou funcionamentos alcançados por pessoas pobres da Região Metropolitana de Porto Alegre, por meio da Teoria dos Conjuntos Fuzzy. Definiu 24 indicadores distribuídos sete funcionamentos para investigação: saúde, nutrição, educação, política, solidariedade, liberdade e satisfação. O autor concluiu que os funcionamentos participação e educação apresentam os piores resultados e que mulheres, negros, pardos e pessoas mais velhas (em parte) são considerados mais pobres quando vistos pela perspectiva multidimensional.

Ottonelli et. al (2011) entrevistaram mulheres de três bairros pobres de Palmeira das Missões/RS. Calcularam uma medida multidimensional de pobreza para grupo de entrevistadas por bairros (INDG) e identificaram doze funcionamentos: morar bem; ter boa

saúde; ter trabalho; ter acesso ao conhecimento; ter filhos protegidos; ter acesso aos serviços básicos; ter perspectiva para o futuro; comer adequadamente; vestir-se adequadamente; participar da vida da comunidade; ter bom relacionamento familiar; e ter disponibilidade de recursos.

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O cálculo do índice de pobreza nos trabalhos de Santos (2007) e Ottonelli et. al (2011) envolve a determinação de indicadores para cada funcionamento. Cada indicador corresponde a uma questão que tem resposta sim (não limitação no indicador) e não (limitação no indicador). Dessa forma, quanto mais próximo de um for o índice, maior o grau de existência de pobreza. Os indivíduos ou famílias podem vivenciar algum grau de pobreza em algum instante da vida.

Diante das medidas e técnicas para a mensuração da pobreza, neste estudo a escolheu- se a Teoria dos Conjuntos Fuzzy. A escolha tem como justificativa o fato de ser uma técnica que pode ser aplicada a diferentes estudos e temas. Além disso, possui a característica de permitir o cálculo de índices relativos aos municípios objetos deste estudo, dada as informações apresentadas. Portanto, essa técnica permite a geração de informações para cada município considerado, de forma que se possa fazer comparações.

Antes de apresentar o cálculo e resultados da medida de pobreza multidimensional, apresentam-se algumas informações sobre os programas de assistência aos pobres no Brasil e na Região Nordeste, bem como estrutura e funcionamento de tais políticas.

37 2 PROGRAMAS DE ASSISTÊNCIA AOS POBRES

Quando se discute pobreza, é importante apresentar algumas informações relacionadas à pobreza e aos programas de assistência aos pobres. Ações para a redução da pobreza por meio de programas de transferência de renda tornaram-se possíveis no Brasil com a introdução do conceito de Seguridade Social na Constituição Federal de 1988 (CF/88). Por meio deste conceito institui-se a responsabilidade dos governos federais, estaduais e municipais bem como da sociedade, de assistir a pessoas com deficiência, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade e pobreza. A definição de pobreza usada para a identificação e atendimento dos pobres pelos programas de assistência aos pobres tem como base a abordagem unidimensional, baseada na renda monetária.

Deste modo, essa seção busca apresentar, primeiro, informações relacionadas à assistência social, principalmente no que diz respeito ao atendimento das pessoas consideradas pobres na Região Nordeste e, segundo, algumas informações sobre o surgimento e funcionamento de tais programas. Atualmente, os programas4 mais importantes de assistência aos pobres do Governo Federal são o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Programa Bolsa Família (PBF). O BPC assiste aos idosos e pessoas com deficiência (PCD) em situação de baixa renda e que não tem condições de participar do mercado de trabalho. O PBF atende famílias de baixa renda com objetivo de reduzir tirar essas famílias da situação da extrema pobres. Para serem atendidas pelos programas de transferência de renda, as famílias de baixa renda precisam ser cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal.

2.1 Caracterização e aspectos da assistência aos pobres no Brasil e na Região Nordeste

O objetivo desta seção é fornecer um panorama do atendimento às pessoas pobres na Região Nordeste pelos programas de transferência de renda. Como a proposta deste trabalho consiste em mensurar a pobreza multidimensional para os municípios nordestinos a partir dos mais recentes dados publicados em 2010 (IBGE, 2010), as informações apresentadas aqui, que resultam de abordagem unidimensional da pobreza, também serão para o mesmo ano, de forma a permitir a realização de comparações e inferências sobre o assunto.

4 Outros programas gerenciados pelo MDS: Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), Programa Brasil Carinhoso, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Nacional de Acesso Técnico e Emprego (Pronatec).

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Para começar, apresenta-se algumas informações sobre o tamanho população nos Estados e Municípios objetos deste estudo. Tais informações são importantes porque ajudam no entendimento das diferenças do número atendimentos feitos pelos programas assistenciais entre as regiões. Em 2010 a população residente na Região Nordeste ultrapassou 53 milhões, representando 28% da população do país que era de 190 milhões (IBGE, 2010). A Figura 1 mostra a população total em todos os Estados do Nordeste. Verifica-se que os Estados com maior população são Bahia (14 milhões), Pernambuco (8,7 milhões), Ceará (8,4 milhões) e Maranhão (6,5 milhões) que possuem, respectivamente, a participação de 26,41%, 16,57%, 15,92% e 12,39%. Os Estados com menor população são Paraíba (3,7 milhões), Rio Grande do Norte (3,16 milhões), Alagoas (3,12 milhões), Piauí (3,11 milhões) e Sergipe (2 milhões) que possuem a respectiva representação da população total na região de 7,1%, 5,97%, 5,88%, 5,87% e 3,9%. Observa-se que os quatro Estados mais populosos juntos abrangem 71,29% de toda a população.

Figura 1. População dos Estados do NE e percentual em relação ao total do NE (2010).

Fonte: IBGE – Censo Demográfico 2010.

A Figura 2 apresenta a população residente nos municípios do Nordeste em 2010. Observa-se que os Estados de Piauí, Rio Grande do Norte e Paraíba apresentam muitos municípios com menor população, representados pela cor mais clara. Enquanto que Maranhão, Ceará, Pernambuco e Bahia apresentam mais municípios com maior número de população, representados pela cor mais escura.

5,88% 26,41% 15,92% 12,39% 7,10% 16,57% 5,87% 5,97% 3,90% 0 2 4 6 8 10 12 14 16 AL BA CE MA PB PE PI RN SE P o p u la çã o ( e m 2 0 1 0 ) M il h õ e s Estados do Nordeste

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Figura 2. População dos municípios do Nordeste em 2010.

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Com o auxílio da Tabela 1 é possível verificar que os Estados que possuem maior incidência de municípios com até 10 mil habitantes são Piauí (73%), Paraíba (61%) e Rio Grande do Norte (60%) e os que apresentam menor incidência são Pernambuco (9%) e Ceará (11%). Quando somados os dois intervalos de classe que indicam população de até 25 mil habitantes, tem-se que os Estados que apresentam maior concentração de municípios com população até essa faixa são Piauí (91%), Paraíba (90%), Rio Grande do Norte (88%), Sergipe (77%), Alagoas (73%), Bahia (71%) e Maranhão (70%).

Tabela 1. Incidência de municípios (%) por intervalo de classes da população

População (2010)

Estado Número de Municípios

Percentual de municípios por intervalo de classes (%)

1.253 - 10.000 10.001 - 25.000 25.001 - 50.001 50.001 - 2.675.656 Alagoas 102 26,47 47,06 17,65 8,82 Bahia 417 16,55 55,40 17,75 10,31 Ceará 184 11,41 47,83 22,83 17,93 Maranhão 217 17,05 53,92 18,89 10,14 Paraíba 223 61,43 29,15 4,93 4,48 Pernambuco 185 9,19 50,81 21,08 18,92 Piauí 224 73,21 17,86 6,70 2,23

Rio Grande do Norte 167 60,48 28,14 6,59 4,79

Sergipe 75 37,33 40,00 13,33 9,33

Total NE 1794 33,50 42,36 14,55 9,59

Fonte: Elaborado com dados do IBGE – Censo Demográfico 2010.

Os Estados que existe maior número de municípios com população superior a 50 mil habitantes são Pernambuco (19%) e Ceará (17%). Se forem somados os intervalos de classe que indicam população acima de 25 mil habitantes, tem-se que os Estados que apresentam maior concentração de municípios com essa faixa de população são Ceará (40,7%), Pernambuco (40%), Maranhão (29%), Bahia (28%) e Alagoas (26%).

Quando observados todos os municípios em conjunto, tem-se para o Nordeste que 33,5% dos municípios possuem população de até dez mil habitantes; 42,4% têm população de 10 até 25 mil habitantes; 14,5% têm população de 25 até 50 mil habitantes; e 9,6% têm mais de 50 mil habitantes.

Os programas assistenciais atendem as famílias. Em 2010, o número de famílias na Região Nordeste era de mais de 14,6 milhões, representado 27% do total de mais de 54,3 milhões de famílias no país (IBGE, 2010). A Figura 3 mostra o número de famílias nos

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Estados. Observam-se percentuais quase idênticos aos apresentados pelo total da população residente. Os Estados com maior número de famílias são Bahia (3,8 milhões), Pernambuco (2,4 milhões), Ceará (8,4 milhões) e Maranhão (2,3 milhões) que representam, respectivamente, 26,66%, 16,86%, 15,97% e 11,62% do total de famílias da região. Os Estados com menor número de famílias são Paraíba (1,05 milhões), Rio Grande do Norte (0,9 milhões), Alagoas (0,8 milhões), Piauí (0,8 milhões) e Sergipe (0,5 milhões) que possuem a respectiva representação do número total de famílias na região de 7,23%, 6,16%, 5,75%, 5,84% e 3,9%.

Figura 3. Famílias dos Estados do NE e percentual em relação ao total do NE (2010).

Fonte: IBGE – Censo Demográfico 2010.

Para ter acesso aos programas de assistência social as famílias precisam estar cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Essas famílias podem ser consideradas em situação de pobreza e, portanto, passíveis de serem atendidas por programas de assistência social se apresentarem: (i) renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa ou (ii) renda mensal total de até três salários mínimos (MDS, 2013).

No Brasil, o número de famílias cadastradas em 2010 era de 20,8 milhões, correspondendo a 38% do total de famílias do país. No Nordeste, o número de famílias cadastradas era de 9,4 milhões, correspondendo a 65,5% do total e famílias na região. Conforme a Figura 4, os Estados com maior número de famílias cadastradas foram Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão.

5,75% 26,66% 15,97% 11,62% 7,23% 16,86% 5,84% 6,16% 3,90% 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 4.000 4.500 AL BA CE MA PB PE PI RN SE N ú m e ro d e f a m íl ia s (e m 2 0 1 0 ) M il h a re s Estados do Nordeste

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Figura 4. Famílias dos Estados do NE cadastradas no CadÚnico (2010).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Conforme dados do CadÚnico, em 2010 o número de famílias cadastradas que apresentavam renda per capita mensal de até R$140,00, ou seja, em situação de pobreza, chegou a mais de 17 milhões para o Brasil e mais de 8 milhões para o Nordeste, correspondendo, respectivamente, a 31,6% do total de famílias do país e 56,46% do total das famílias do Nordeste. A Figura 5 mostra o número de famílias dos Estados do NE com renda de até R$140,00, em situação de pobreza, com cadastro no CadÚnico. Os Estados que apresentam maior número de famílias cadastradas em situação de pobreza são Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão.

Figura 5. Famílias pobres dos Estados do NE, renda de até RS 140,00 (2010).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

560 2.460 1.488 1.181 689 1.579 604 539 343 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 AL BA CE MA PB PE PI RN SE N ú m e ro d e f a m íl ia s (e m 2 0 1 0 ) M il h a re s Estados do Nordeste 504 2.143 1.257 1.082 597 1.398 533 443 301 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 AL BA CE MA PB PE PI RN SE N ú m e ro d e f a m íl ia s (2 0 1 0 ) M il h a re s

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A Figura 6 mostra as informações apresentadas pelas Figuras 3, 4 e 5 juntamente. Verifica-se a proporção do número de famílias cadastradas no CadÚnico e número de famílias pobres cadastradas no CadÚnico com relação ao total de famílias em cada Estado. Em todos os Estados, mais de 60% das famílias possuem cadastro no CadÚnico e mais de 49% das famílias cadastradas tem renda de até R$140,00, configurando situação de pobreza, com destaque para Maranhão (64%), Piauí (62%) e Alagoas (60%).

Figura 6. Famílias dos Estados do NE: total e cadastradas no CadÚnico (2010).