4. ÖZGÜRLÜK KAVRAMI
4.1. ARTHUR SCHOPENHAUER'DE İNSANIN ÖZGÜRLÜĞÜ
4.1.1. İsteme Özgürlüğü
A Diabetes Mellitus (DM) é uma das principais emergências de saúde do século XXI. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em todo o mundo, a DM é o terceiro principal fator de risco para mortalidade prematura, depois da pressão arterial elevada e do consumo de tabaco (WHO, 2016a).
Segundo dados do Atlas da Federação Internacional do Diabetes (2015) estima- se que existem atualmente mais de meio milhão de crianças menores de 14 anos com diabetes tipo 1 e um em cada 11 adultos tem diabetes, o que representa 415 milhões de adultos entre 20-79 anos com diabetes em todo o mundo, dos quais 193 milhões são diagnosticados. Projeções demonstraram que no ano de 2015 a diabetes teria causado aproximadamente cinco milhões de mortes, o equivalente a uma morte a cada seis segundos, como também onerado um custo entre 673.000 e 1.197.000 milhões de dólares em gastos de saúde. Além disso, foi responsável por 14,5% de todas as causas de morte na faixa etária de 20-79 anos, isto é maior do que o número combinado de mortes por doenças transmissíveis Desse modo, se este aumento não for interrompido, em 2040, haverá 642 milhões de pessoas com a doença.
Este mesmo documento, destaca que cerca de 75% das pessoas com DM vivem em países de renda média e baixa, sendo 186,2 milhões em áreas urbanas enquanto 126,7 milhões vivem em áreas rurais. A Figura 3 apresenta o número estimado de pessoas com DM por região do mundo no ano de 2015 e 2040 (projeção) e o Quadro 1 demonstra o ranking dos dez países com maior número de adultos com DM.
Figura 10 - Número estimado de pessoas com Diabetes no mundo e por região em 2015 e 2040 (20-79 anos)
Fonte: FID (2015).
Quadro 1- Dez primeiros países segundo o número de adultos com diabetes
País 2013 2015 2040 (projeção)
1 China 98,4 milhões 109,6 milhões 150,7 milhões
2 Índia 65,1 milhões 69,2 milhões 123,5 milhões
3 Estados Unidos 24,4 milhões 29,2 milhões 35,1 milhões
4 Brasil 11,9 milhões 14,3 milhões 23,3 milhões
5 Rússia 10,9 milhões 12,1 milhões 12,4 milhões
6 México 8,7 milhões 11,5 milhões 20,6 milhões
8 Egito (9º em 2013) 7,5 milhões 7,8 milhões 15,1 milhões 9 Japão (10º em 2013) 7,2 milhões 7,2 milhões (não divulgado) 10 Bangladesh (não estava na lista em 2013) — 7,1 milhões 13,6 milhões
Fonte: FID (2015). A Federação Internacinal de Diabetes (2015) estima que o número de pessoas com diabetes no Brasil em 2015 era de 14,3 milhões (9,4%) o que o coloca na liderança da região da América do Sul e Central e em 4º lugar mundialmente, atrás apenas de China com 109,6 milhões, Índia com 69,2 milhões e Estados Unidos da América com 29,3 milhões respectivamente. Para 2040 possui uma estimativa de que cerca de 23,2 milhões de brasileiros possuirão diabetes.
No Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde (2013), 500 novos casos de diabetes são diagnosticados todos os dias no Brasil através do SUS. Em 2013, a Pesquisa Nacional de Saúde - PNS estimou que no Brasil 6,2% da população de 18 anos ou mais de idade referiram diagnóstico médico de diabetes, o equivalente a um contingente de 9,1 milhões de pessoas (IBGE, 2014).
Em relação às características sociodemográficas, ao considerar a situação do domicílio, na área urbana 6,5% da população de 18 anos ou mais de idade referiu diagnóstico médico de diabetes, enquanto que na área rural a proporção foi de 4,6%. As mulheres (7,0%) apresentaram maior proporção, relacionado aos homens (5,4%). Em relação aos grupos de idade, quanto maior a faixa etária, maior o percentual, que variou de 0,6%, para aqueles de 18 a 29 anos de idade, a 19,9%, para as pessoas de 65 a 74 anos de idade. Para aqueles que tinham 75 anos ou mais de idade, o percentual foi de 19,6%. No que se refere à escolaridade, observou se que a faixa de escolaridade que apresentou maior predominância de diagnóstico de diabetes foi de sem instrução e fundamental incompleto, com 9,6% (IBGE, 2014).
Quanto à proporção de indivíduos maiores de 18 anos com DM por região (Figura 4), identificou-se que as regiões Sudeste (7,1%) e Centro-Oeste (6,5%) o diagnóstico médico de DM é superior a média nacional (6,2%), enquanto a região Sul (6,2%) apresenta uma média igual a nacional e as regiões Norte e Nordeste apresentaram as menores proporções, alcançando 4,3% e 5,4% respectivamente (IBGE, 2014).
Figura 11 - Proporção de indivíduos de 18 anos ou mais que referem diagnóstico médico de diabetes, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões – 2013
Fonte: IBGE (2014) Segundo informações do Vigitel (2015), a frequência, em termos percentuais, de adultos maiores de 18 anos que referiram diagnóstico médico de diabetes, estratificado por sexo e capitais dos estados brasileiros e Distrito Federal (Figura 5), variou entre 3,9% em Palmas e 8,8% no Rio de Janeiro. No sexo masculino, as maiores frequências foram observadas em São Paulo (8,2%), Porto Alegre (8,0%) e Rio de Janeiro (7,7%), e as menores em São Luís (2,8%), Macapá (3,8%) e Palmas (4,3%). No sexo feminino, o diagnóstico de diabetes foi mais frequente no Rio de Janeiro e em Natal (9,6%) e em Porto Alegre (9,3%) e menos frequente em Palmas (3,5%), Boa Vista (4,4%) e Macapá (5,3%). 6,2% 4,3% 5,4% 7,1% 6,2% 6,5% 0% 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 8%
Figura 12 - Percentual de adultos (≥ 18 anos) que referiram diagnóstico médico de diabetes, por sexo, segundo as capitais dos estados brasileiros e o Distrito Federal
Fonte: BRASIL (2015). Em relação ao Estado do Ceará, a DM juntamente com doenças do aparelho circulatório, neoplasias e causas externas vem ocupando um maior espaço no perfil da morbidade e mortalidade da população. Desse modo, a taxa de mortalidade proporcional por DM aumentou de 19,4 em 1998 para 24,2 em 2005 (CEARÁ, 2006).
Em um estudo realizado por Santos et al. (2014) foram registradas 51.317 hospitalizações por DM em pessoas de 20 ou mais anos de idade no período de 2001 a 2012 no estado do Ceará, sendo a maioria do sexo feminino (58,4%). Além disso,
evidenciou-se que na medida em que aumentava a idade, aumentava as taxas de hospitalização por DM.
Neste contexto, destaca-se à carga de prejuízos que a DM acarreta, tais como o surgimento de complicações e incapacidades e perda de produtividade, o que gera implicações diretas para a qualidade de vida das pessoas com DM, bem como a necessidade de atenção, prevenção, vigilância e promoção da saúde (LERARIO et al., 2008; DUARTE et al.; 2013)