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Outra questão levantada aos participantes fora sobre qual a maneira que a plataforma de Ambiente Virtual de Aprendizagem, no caso o Moodle, consegue atender às necessidades de interação com os alunos.

Para esse aspecto, puderam ser entendidas 4 categorias: Disponibilidade, Inadequada, Possibilidades de Adequação e Indiferente.

A categoria que trata sobre Disponibilidade aponta que os participantes creem que a plataforma dispõe de elementos suficientes para interação, já a categoria Inadequada mostra que alguns participantes pensam que a plataforma não é adequada para que haja total interação entre os atores da EAD.

Já a categoria Possibilidades de Adequação assinala que existem meios para que a plataforma se torne totalmente adequada nos aspectos interativos e a categoria Indiferente, mostra o pensamento de a interação parte somente das partes, sem a ação da plataforma.

Quadro 11 – Distribuição das categorias e segmentos ilustrativos sobre a Adequação da Plataforma (AVA) às necessidades de interação

CATEGORIAS SEGMENTOS ILUSTRATIVOS Quantidade de

participantes Disponibilidade “Todas possibilidades de interação e

disponibilização de conteúdo estão disponíveis na plataforma utilizada” (P15).

8

Inadequada “É um pouco limitada e, portanto não acredito que atenda às necessidades de todos os alunos. Os formadores devem ser treinados para serem capazes de preparar diferentes níveis de interatividade entre plataforma e aluno” (P14).

3

Possibilidades de adequação

“Ela tem bastante possibilidades de anexar recursos. A gente está caminhando nesse curso, especificamente, pra haver maior interação e não ficar só na apostila” (P4).

3

Indiferente “A interação depende do próprio aluno e do tutor; a plataforma por si só não é nada” (P11).

1

No tocante à plataforma utilizada pela rede e-Tec Brasil, a Moodle, e a maneira com que ela atende às necessidades para a interação com os alunos, foi possível traçar quatro categorias, como exposto acima.

A maioria dos participantes da pesquisa (oito) ressaltou que a plataforma AVA possui as ferramentas básicas síncronas (chats, videoconferências) e assíncronas (fóruns de discussão, e-mail), necessárias para a interação com os alunos. Como aponta a P3 “Ela tem bastante possibilidades de anexar recursos”, mas alguns observam que o tutor/professor deve estar sempre atento às ferramentas, sempre buscando fomentar a discussão de conteúdos com os alunos.

No caso da P2, porém, foi apontado que, apesar da disponibilidade de recursos, há pouca participação por parte dos alunos. “Os recursos utilizados para interação com alunos são o chat e os fóruns de discussão. Porém, a participação dos alunos nos chats, em minha experiência, é ínfima. Nos fóruns há pouca ou nenhuma interação” (P2).

É válido ressaltar que não só basta a plataforma estar adequada às necessidades de interação com os alunos, é preciso também do constante estímulo criado pela figura do tutor virtual, como aponta o Participante 12:

Hoje em dia acho que a plataforma tem uma boa capacidade de proporcionar esta interação. Tem que ter o tutor que faz esta interação. Se o tutor simplesmente usar a plataforma de forma fria o aluno fica perdido. Ele tem que estar o tempo todo estimulando, colocando o diálogo em dia com o aluno através da plataforma. Quando o tutor quer ele consegue através da plataforma da e-Tec Brasil, esse diálogo (P12).

Vygotsky (1996), em sua abordagem socioconstrutiva, afirma que a interação social, a cultura e a linguagem são fatores importantes e exercem grande influência sobre o processo cognitivo.

Guarezi e Matos (2009) vão ao encontro das ideias desse autor ao apontar que sem a interação a aprendizagem não acontece. Eles citam Freire (1987) para definir interação: “Entende-se por interação, um processo comunicativo centrado em uma relação dialógica, horizontal, entre os pares envolvidos e a interatividade desses como objeto de conhecimento” (FREIRE apud GUAREZI, MATOS, 2009).

A P3 lembra que a plataforma já foi atualizada várias vezes e agora passa por um novo processo de atualização, buscando mais interatividade com o aluno, para que surja nesse aluno o sentimento de pertença, que para ela é muito importante. O espaço virtual, na visão dessa participante, deve ter ferramentas que possibilitem a troca de conhecimentos pessoais além dos conteúdos abordados nas disciplinas e também vê a necessidade de exercícios práticos por tratar-se de alunos de Curso Técnico, onde a formação do aluno é feita especificamente para o nível operacional “Então ele tem que saber fazer, não adianta ele só ler o conteúdo, ele tem que ter atividades que simulem a rotina do dia-a-dia nas empresas” (P3).

Apesar de a maioria dos participantes da pesquisa (8 deles) ter apontado que a plataforma disponibiliza ferramentas que atendam às necessidades para interação com os alunos, outros participantes acham-na inadequada ou mesmo passível de adequações.

Pela visão de três participantes formou-se a categoria Inadequada, ilustrada, no quadro 11 pelo P14. A P5 advoga que apesar de oferecer recursos, a plataforma é inadequada, pois os alunos do qual foi tutora não participavam ativamente das atividades propostas, limitando-se a plagiar respostas em fóruns e não se preocupando em construir o conhecimento coletivamente.

A categoria Possibilidades de Adequação, levantada na visão de três participantes, aponta que a plataforma necessita de ajustes para que o processo de interação ocorra de

maneira plena. A P3 advoga que a plataforma deve estar em constante mudança para que atenda as necessidades crescentes de interação, inclusive com exercícios que simulem o cotidiano empresarial, visto que o curso técnico é voltado para o nível operacional:

Essa plataforma ela foi várias vezes atualizada e nós estamos passando por um novo processo de atualização onde a gente vai ter uma plataforma mais interativa porque o aluno a distancia você deve ter um outro olhar, um olhar mais de cuidar, de fazer com que ele sinta que ele pertence a alguma coisa e não está somente na frente de uma máquina. Deve ter espaços pra trocas de conhecimento pessoal, problemas que eles têm, deve ter todo material conteudista e muitos exercícios práticos. Porque o curso técnico ele é feito especificamente para o nível operacional, então ele tem que saber fazer ele tem que ter atividades que simulem o dia-a-dia na empresa (P3).

Somente um participante formou a categoria Indiferente, o P11 aponta que a plataforma é só um meio e não tem significado se não houver inciativas de interação por parte do tutor ou do aluno.

Sendo assim, os 14 participantes que responderam sobre a plataforma como ambiente mediatizador de aprendizagem divergiram entre 3 categorias, sendo que uma delas aponta que a plataforma disponibiliza de todas ferramentas necessárias para o processo de interação, outra ressaltando que são necessárias adequações na plataforma e outra categoria que acredita que a AVA esteja inadequada para esse processo.

Benzer Belgeler