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Tip II kistler daha büyük üçgen veya dörtgen görünümlü kistlerdir. İnsular korteksin medial sınırı ile sylvian fissürün orta proksimal bölümünü içerirler

3.1. HASTA VE KONTROL GRUBU SEÇİMİ

3.4. İSTATİSTİKSEL ANALİZ

A maior parte das pessoas guarda recordações privilegiadas da sua passagem pela escola. As recordações da primeira escola, a escola a sério como tantas vezes ouvi os pais e as crianças fazem parte do nosso passado. Cada um de nós conserva imagens inesquecíveis dos primeiros dias de aulas e da lenta “odisseia” pedagógica a que se deve o desenvolvimento do nosso espírito, e em larga medida, a formação da nossa personalidade. O que nos ensinaram, a matéria desse ensino, perdeu-se. Mas se, em adultos, esquecemos o que em crianças

aprendemos, o que nunca pode desaparecer é a lembrança desses dias passados na escola; as aulas, o recreio, os jogos, os colegas e os professores (infelizmente chamados de primários, apesar de não o serem, primário é o ensino) que nos conheciam tão bem e nos davam beijos, sorrisos, que se zangavam quando era preciso, ou davam um conselho, um elogio ou um castigo que nos surge na memória sempre que o recordamos.

Aos olhos das crianças os pais são as figuras mais importantes, aqueles em quem confiam, os modelos que importa seguir. Mas a partir de certa altura, essa cega veneração dá origem a uma descoberta, onde os pais deixam de ser os seus ídolos. Aí descobrem que os pais não são infalíveis, que às vezes mentem, e que por vezes não são sinceros. Esta constatação que também afecta os adultos, vai ajudar-nos a crescer e simultaneamente, fazer- nos sentir desprotegidos, pois que, um a um, vamos duvidando daqueles em quem confiávamos, e que eram os nossos naturais protectores. Antes de nos resignarmos e de aceitarmos o nosso destino, vamos procurar outra fonte de tranquilidade e de segurança. (Apesar deste texto estar personalizado, acreditamos que representaria o que diriam muitas crianças). É assim que a criança, nestes princípios de vida, encontra um substituto, o professor.

Sem querermos tirar mérito aos professores dos outros ciclos, é no primeiro ciclo do ensino básico que a criança pensa encontrar a segurança, a ideia de que o seu professor sabe tudo e estudou para isso. Ele, vai ser a pessoa que o vai aconselhar e orientar, a segunda mãe ou o segundo pai, o amigo, o brincalhão, o que está com ela a maior e a melhor parte do dia e, principalmente aquele que a conhece bem e se preocupa com ela. No resto da sua vida mais nenhum professor terá um papel idêntico ao do professor do 1º ciclo.

Aproveitando este facto, e o impacto que tem para o desenvolvimento da criança, os professores do 1º ciclo deverão ser os mediadores/ organizadores privilegiados na aproximação entre a escola e as famílias, e estarem em colaboração directa com os professores do 2º ciclo, precisando ambos de serem sensibilizados para uma formação.

Para as crianças a mudança de escola (do 1º ciclo para o 2º ciclo) envolve, normalmente, uma transição normativa e ecológica que “ may exert a strong influence on emerging pevelopmental trajectories as result of the multiple role disruptions and the new task demands that frequentky accompany such transitions “ (Rudolph, Lambert, Clark & Kurlakowski, 2001, p.929).

Segundo Akos e Galassi (2004), a transição de escolas deve ser conceptualizada como um fenómeno temporal que coloca, simultaneamente desafios aos alunos em três grandes áreas: académica, regras/procedimentos e social.

Para Pereira (2007, p: 142): “ no contexto português, a transição do primeiro para o segundo ciclo implica a mudança para um ambiente mais complexo: a criança transita de um sistema de ensino de monodocência para a pluridocência, e de uma escola com cerca de 100 a 200 alunos para uma escola com 800 a 1000 alunos. Estes factores colocam mais exigências à criança que tem que se adaptar a diferentes rotinas, a expectativas mais elevadas relativas a normas de comportamento e a horários mais irregulares.”

Ainda de acordo com esta autora a relação professor-aluno ganha também contornos mais complexos. O estudante passa de um para oito professores, que por vezes, têm conhecimento pouco aprofundado dos seus alunos. Os alunos, frequentemente lidam com relações professor-estudante qualitativamente mais negativas, dada a existência de maior desconfiança e ênfase no controlo e disciplina, numa altura em que as crianças começam progressivamente a procurar mais autonomia.

Também a nível académico são mais pressionadas devido às expectativas de sucesso académico, que são mais elevadas quer por parte dos professores, quer por parte dos pais.

Socialmente, a transição entre escolas pode implicar a ruptura da rede social de apoio, com o afastamento dos colegas e amigos da antiga turma e escola, numa altura em que a pertença e a aceitação pelos pares ganham maior importância.

Para Pereira (2007) as novas relações têm de ser estabelecidas dentro de uma rede de pares de maior dimensão e heterogeneidade. Pois, os alunos que nas escolas do 1º ciclo eram os mais velhos, passam a ser os alunos mais jovens. A existência, nas escolas, de diferentes ciclos, pode agravar as dificuldades de integração e, em casos extremos, levar mesmo à vitimização dos novos alunos pelos mais velhos. No projecto de investigação já referido várias vezes podemos afirmar que uma das preocupações que os alunos revelaram ter relaciona-se precisamente com a segurança e a possibilidade de serem vitimizados por alunos mais velhos.

No entanto, a transição de escolas também está associada ao facto de se conhecer novos colegas e de ter uma maior liberdade.

O professor deve ter ser sensibilizado para esta problemática tendo conhecimento destes estudos e das diferentes variáveis que podem encontrar quer no período da sua formação quer ao longo da sua vida profissional.

O conhecimento destes estudos permite-nos conhecer os factores e processos que nos permitem entender os diferentes estilos parentais e as crianças contribuindo dessa forma para um melhor funcionamento e organização das estruturas escolares, e da escola em geral.

Segundo Garcia (1995), a formação de professores é um processo contínuo, sistemático e organizado, onde os professores devem adquirir conhecimentos, competências e atitudes adequados para desenvolver um ensino de qualidade.

A presença, em cada escola, de um grupo de professores/mediadores/organizadores, pessoas com formação adequada para incrementar e desenvolver programas/estratégias que facilitem uma maior comunicação e aproximação das famílias, permitiria o estabelecimento de relações positivas entre as famílias e a escola, em estreita colaboração com os colegas, e, poderá contribuir, sem dúvida, para diminuir as descontinuidades culturais, e desenvolver junto dos alunos, uma atitude mais positiva em relação à escola e à aprendizagem aumentando a sua probabilidade de sucesso escolar e social.

Das inúmeras leituras realizadas sobre esta temática e, apesar da diversidade de contextos escolares onde os futuros professores vão ser inseridos, algumas das áreas problemáticas mantêm-se. Como podemos constatar, são, sobretudo, os aspectos universais do ensino que mais problemas provocam aos professores principiantes. Esta situação suscita-nos algumas reflexões sobre a formação de professores.

Que causas estarão subjacentes aos problemas universais que os professores principiantes enfrentam? Como atenuar este choque com a realidade da sala de aula? Estarão os programas de formação inicial orientados para a prática real de ensino? Será possível e viável “antecipar” o confronto com a dinâmica escolar que vai ser encontrada e desenvolvida?

A resposta a estas questões é complexa e multifacetada. Parece-nos, no entanto, fundamental reflectir sobre a formação inicial enquanto etapa do desenvolvimento profissional do professor. O sentido desta formação pressupõe, por um lado, a oportunidade de dotar o futuro professor de um conjunto de técnicas e de métodos que lhe permitirá integrar-se na profissão e, por outro, de consciencializar o candidato a professor para os aspectos educacionais e relacionais com vista a uma adaptação e desenvolvimento posteriores. Como sustenta Perrenoud (1993) formar novos professores requer um equilíbrio entre

realismo conservador e idealismo ingénuo, ou seja, deverá situar-se num nível de realismo inovador em função da prática pedagógica e da profissão docente. É portanto, pertinente

repensar a formação inicial numa óptica de real e efectiva interacção entre teoria e prática e de promoção de atitudes reflexivas sobre o ensino.

Urge fazer-se uma análise integral do problema para conseguirmos chegar perto de uma sociedade mais enriquecedora, construtiva, equilibrada, harmoniosa. Os especialistas no tema insistem na necessidade de prestar atenção não só às qualificações dos futuros docentes mas também aos traços da sua personalidade. Para que a carreira docente alcance um verdadeiro profissionalismo, é necessário que o recrutamento e a formação sejam mais exigentes.

A aposta num acompanhamento nesta etapa fundamental do processo formativo do professor, é justificável e pertinente. A sua operacionalização, através da implementação de medidas de apoio e assistência junto dos professores principiantes, deverá ser conduzida numa óptica de formação global e orientada para a ajuda efectiva, pelo que a sua concepção e elaboração requerem algum pragmatismo e funcionalidade.

Será útil e desejável a criação de locais de discussão e intercâmbio tanto entre colegas como com pessoas provenientes de outras profissões, em particular professores com experiência e investigadores que trabalhem nas suas respectivas disciplinas. Estes intercâmbios permitiriam, além do mais, evitar que a formação inicial se torne rapidamente ultrapassada.

É certo que esta reforma de fundo das profissões docentes, que passa por uma melhor qualidade da formação inicial dos seus intervenientes, não será feita de um dia para o outro. Mas se os objectivos não são fáceis de alcançar têm, pelo menos, o mérito de voltar a centrar a actividade de professor num verdadeiro projecto de coesão social para devolver o entusiasmo a quem se prepara para adoptá-la.

John Masefield escreveu esta frase que ilustra bem o quanto é difícil e limitada o tipo de vida que levamos nos dias que correm: “ Fazer com que todo o mundo se levante da cama, e que se lave, e que se vista, e que se aqueça e se alimente para trabalhar e regressar novamente à cama, acredita-me Saul, custa mundos de dor.” (Apple, Michael W. 1999. Políticas Culturais e Educação. Porto: Porto Editora).

A educação deve possibilitar a todas as pessoas a participação efectiva na sociedade, deve promover a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as pessoas, independentemente do seu nível social, religião ou raça. Dar sentido à vida da criança faz parte da nossa obrigação enquanto pais e educadores, a vida tem que ser forçosamente melhor do que a que foi citada. Encontrar novos caminhos é colorir e, dar sentido à nossa existência.

Benzer Belgeler