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İstanbul Boğazı’nın Hidrolojisi ve Hidrodinamiği

2. İSTANBUL BOĞAZI

2.3. İstanbul Boğazı’nın Hidrolojisi ve Hidrodinamiği

conviria verificar como tem sido o crescimento demográfico dos polos assinalados na Figura 21 nos últimos decênios, com base nos dados do universo dos quatro últimos censos.

Figura 21 - Região de Influência de Salvador - 2007 Fonte: IBGE, 2007.

189 A evolução do crescimento da população total e urbana dos municípios-polos e suas taxas de crescimento anual apresentadas na Tabela 22 permitem assinalar as seguintes conclusões.

Tabela 22 - Municípios polos integrantes da REGIC SSA, taxa de crescimento anual média das populações total e urbana - (1970 a 2010)

Municípios-Polos 1970-1980 1980-1991 1991-2000 2000-2010 Total Urbana Total Urbana Total Urbana Total Urbana Salvador 4,08 4,09 2,98 2,99 1,83 1,83 0,91 0,91 Aracaju 4,79 4,85 2,92 3,09 1,54 1,54 2,15 2,15 Feira de Santana 4,52 5,90 3,07 3,73 1,89 2,37 1,47 1,69 Petrolina/Juazeiro 6,11 6,06 2,88 4,57 2,89 3,10 2,27 2,41 Ilhéus/Itabuna 2,58 3,11 3,35 3,58 0,26 1,04 -0,74 0,05 Vitória da Conquista 3,11 4,26 2,55 3,61 1,72 2,02 1,57 1,99 Jequié 1,55 3,01 1,97 2,73 0,19 1,21 0,31 0,68 Teixeira de Freitas - - - - 2,57 3,22 2,56 2,74 Barreiras 7,11 11,90 7,58 8,11 4,00 5,61 0,42 0,67 Paulo Afonso 4,43 4,92 1,81 1,67 1,21 1,17 1,17 1,24 Santo Antônio de Jesus 2,65 4,79 2,03 3,92 2,07 2,54 1,63 1,81 Guanambi 3,86 8,26 3,38 5,55 1,00 2,02 0,95 1,48 Irecê 3,50 6,91 -4,85 0,62 1,35 3,19 1,43 1,39 Jacobina 3,11 3,64 -2,75 2,98 0,00 0,45 0,35 0,70 Itaberaba 3,01 5,60 1,58 2,70 1,03 2,10 0,45 0,86 Total 4,11 4,49 2,92 3,44 1,74 1,98 1,11 1,23 Bahia 2,35 4,21 2,09 3,79 1,08 2,51 0,70 1,42

FONTE: Censos Demográficos, IBGE.

O município de Salvador, provavelmente desde os anos de 1960 (a julgar pelos resultados do Censo de 1970), tem seu crescimento demográfico sustentado pela urbanização acelerada da grande cidade. As áreas ocupadas por residentes rurais tornaram-se diminutas. Aracaju, capital do estado de Sergipe, experimenta situação similar. O município não possui moradores em área rural desde 1991.

De todo o modo, entre 1970 e 2010, houve incremento demográfico em quase todos os municípios-polos. As exceções se referem a perdas significativas de população rural, especificamente nas “cidades irmãs” Ilhéus e Itabuna (tratadas neste tópico como um polo único), com decréscimo populacional no decênio 2000/2010, e

190 os polos de Irecê e Jacobina, com redução do contingente demográfico entre os censos de 1980 e 1991, a despeito de voltarem a ampliar suas populações em outros períodos.

Boa parte dos municípios listados na tabela sediava importantes cidades já na década de 1960 e outra parte desde o fim do Oitocentos. Alguns polos, entretanto, têm se destacado nos dois últimos censos. Teixeira de Freitas, Petrolina/Juazeiro, Aracaju e Vitória da Conquista lideraram o crescimento urbano depois do ano 2000. Entre 1991 e 2000 também comparecem os dois primeiros acompanhados de Barreiras e Irecê. Por outro lado, alguns outros casos são dignos de nota por traduzirem expansão de residentes em áreas rurais, notadamente em Juazeiro/Petrolina (nos anos de 1970), Paulo Afonso (nas décadas de 1980 e 1990) e Barreiras, que atraiu estoques significativos de população para sua área rural até 2000. O fator predominante é sem dúvida a primazia da expansão urbana nesses municípios polos, embora em alguns poucos casos a vida rural ainda seja marcante. Surtos emancipacionistas devem ter interferido nos resultados de alguns municípios, especialmente na década de 1980. Barreiras pode ter sido um caso, já que a jovem cidade de Luís Eduardo Magalhães passou a atrair grandes investimentos no setor do agronegócio e exibe um crescimento econômico e demográfico extraordinário.

De outra parte, o crescimento demográfico do município de Salvador foi notável particularmente entre 1970 e 1991. De lá para cá as taxas são positivas, mas declinantes. Um provável ponto de inflexão de mudança no processo de concentração macrocefálica de população na capital pode ser situado em 1991. Entre 1991 e 2000 a cidade não cresceu mais de 1,83% a.a., e na primeira década do século XXI sua taxa de 0,91% a.a. foi ultrapassada por nove dos 14 polos integrantes de sua área de influência. A população urbana dos municípios-polos aumentou de forma apreciável, convém, no entanto, considerar o papel de Salvador na rede urbana por ela comandada. O estoque populacional deste município, se comparado aos demais polos é muito alto. Em 1970 equivalia a 59% da população do estado, declinando continuamente a partir daí, mas de forma tênue. No ano de 2010 perto de 52% da população urbana do estado estava sediada na capital.

Se a comparação for feita com as populações urbanas das cidades que compõem a região de influência de Salvador verifica-se que, a despeito do declínio do peso do macropolo a partir de 1970, especialmente sobre Aracaju, Feira de Santana,

191 Petrolina/Juazeiro, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Guanambi e Santo Antônio de Jesus (que é 33,7 vezes menor que Salvador em 2010), há cidades-polos nas quais a proporção de macrocefalia tem se mantido muito alta ou até aumentado, a exemplo de Ilhéus/Itabuna (7,5 vezes menor que Salvador em 2010 contra 6,3 vezes em 1970),Jequié e Jacobina (TABELA 23).

Como se sabe, esses três últimos núcleos já foram mais florescentes no passado, bem como a macrocefalia urbana de Salvador existe desde longa data. Esses dados indicam a perda de relativa centralidade de alguns polos como Jequié, Paulo Afonso e Jacobina, em que pese o fato de continuarem com papel de comando regional. No entanto, ao mesmo tempo em que os valores da Tabela 23 expressam a polarização histórica de Salvador, prestam-se também a outra interpretação: é possível afirmar que a partir do município-núcleo da metrópole tenha se iniciado um processo de desconcentração da população na região, ainda que de forma incipiente. Ou nos termos de Santos (2009, p. 91): “estaria havendo um fenômeno de desmetropolização, definida como a repartição, com outros grandes núcleos, de novos contingentes de população urbana”.

Tabela 23 - Salvador, proporção da macrocefalia urbana* em relação aos polos sob sua influência - (1970 a 2010) Áreas Urbanas 1970 1980 1991 2000 2010 Salvador 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 Aracaju 5,60 5,21 5,15 5,29 4,68 Feira de Santana 7,63 6,42 5,93 5,66 5,24 Petrolina/Juazeiro 13,00 10,78 9,11 8,15 7,04 Ilhéus/Itabuna 6,25 6,86 6,44 6,91 7,54 Vitória da Conquista 11,95 11,76 11,01 10,83 9,74 Jequié 15,55 17,25 17,74 18,74 19,19 Teixeira de Freitas - - 27,94 24,75 20,69 Barreiras 102,94 49,90 29,26 21,09 21,62 Paulo Afonso 26,20 24,20 27,89 29,57 28,64 Santo Antônio de Jesus 46,31 43,31 39,23 36,86 33,73 Guanambi 89,24 60,22 45,95 45,22 42,75 Irecê 52,33 40,06 51,75 45,95 43,84 Jacobina 39,70 41,44 41,46 46,88 47,88 Itaberaba 62,87 54,44 56,14 54,86 55,17

Fonte: Censos Demográficos, IBGE.

*= A proporção de macrocefalia urbana é o quociente entre a população da cidade de Salvador e a população de cada cidade-polo de sua área de influência.

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Benzer Belgeler