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4. İSTANBUL BOĞAZI’NDA SU KALİTESİ İZLEME VE MODELLEME

4.1. Önceki Çalışmalar

A média de idade dos pacientes do estudo foi em torno de 10 anos. A hanseníase em crianças geralmente se inicia após 5 anos de idade (LAUER; LILLA; GOLITZ, 1980; WHO, 2006). Cestari (1990) estudou 89 casos de crianças com hanseníase, menores de 8 anos, registrados no Rio Grande do Sul, de 1940 a 1988. Nessa amostra, 59,5% das crianças tinham idade igual ou maior que 6 anos. Nos estudos envolvendo menores de 15 anos, a média de idade geralmente varia entre 10 e 14 anos (ARAÚJO et al., 2004; COSTA, 1991; FERREIRA et al., 2008; FERREIRA; ANTUNES, 2008; FLAGEUL, 2001; JAIN et al., 2002; SINGAL; SONTHALIA; PANDHI, 2011).

A hanseníase é uma doença de longo período de incubação e acomete os indivíduos nos anos mais produtivos de suas vidas. As referências da literatura mostram que se trata de uma doença do adulto jovem e do adulto, com predominância entre 20 e 50 anos, como pode ser confirmado pelos dados obtidos por vários autores (AMARAL; LANA, 2008; ARAÚJO et al., 2004; GROSSI et al., 2008; LANA et al., 2000; LYON et al., 2008). Assim, o início da hanseníase ocorre na época em que as pessoas estão no auge da construção de suas vidas, isto é, estudando, trabalhando e em plena fase das conquistas afetivas.

Em 2010, o relatório anual da OMS revelou uma proporção de 37% (85.285 / 228.474) de mulheres entre os casos detectados no mundo. No Brasil, o percentual do gênero feminino foi de 45% (15.513 / 34.894). Considerando a divisão por regiões feita pela OMS, a contribuição de cada região com o gênero

feminino variou de 2% a 67% com os seguintes percentuais: África 10%, Américas 19%, Sudeste Asiático 67%, Mediterrâneo Oriental 2% e Pacífico Ocidental 2% (WHO, 2011).

A proporção de mulheres entre os casos novos constitui um dos principais indicadores da OMS para avaliar atividades de detecção de casos. Segundo a OMS, muitos serviços diagnosticam mais hanseníase em homens que em mulheres. Os levantamentos levam em consideração que as mulheres poderiam estar com menos acesso aos cuidados de saúde em algumas situações. Assim, se houver

taxas maiores que dois homens para uma mulher, a OMS recomenda tomar medidas para assegurar o acesso das mulheres aos serviços de diagnóstico de hanseníase (WHO, 2009).

Quanto ao gênero, a maioria dos casos neste estudo foi constituída por mulheres (56%), como encontrado no estudo de Ferreira e Alvarez (2005).

A maioria dos estudos não mostra diferença significativa no gênero na infância (CESTARI, 1990; FERREIRA; ANTUNES, 2008). Segundo Noordeen (1994), as influências ambientais sobre o risco de exposição na infância são similares para ambos os gêneros. Entretanto, no estudo com 172 menores de 14 anos realizado de 2001 a 2009 por Singal, Sonathalia e Pandhi (2011), em Dheli, foi relatada a predominância de gênero masculino na proporção de 2,3:1. Segundo esses autores, isso é observado em outros estudos na Índia e poderia ser devido à negligência com as crianças do gênero feminino. Além disso, as crianças do gênero masculino têm oportunidade aumentada de contato.

Grossi et al. (2008), num estudo com 1.072 casos de hanseníase, envolvendo 998 maiores que 15 anos de idade, mostram a predominância do gênero masculino (51%) numa população com predominância de mulheres. Os autores concluem que, embora fatores biológicos pareçam desempenhar importante papel na proteção de mulheres contra a hanseníase e outras infecções, eles não explicam

satisfatoriamente as diferenças entre gênero, no caso da hanseníase. Assim, é provável que, além de fatores biológicos, aspectos socioeconômicos,

socioculturais e operacionais relacionados com os serviços de saúde sejam igualmente importantes (GROSSI et al., 2008).

No total de casos detectados em menores de 15 anos de idade, foi notada a presença de grau 2 de incapacidade (1,7%) e de classificação MB (35%). O grau 2 de incapacidade indica diagnóstico tardio e evidencia a necessidade de melhorar a eficácia dos serviços de saúde quanto à detecção precoce da hanseníase. Assim, ações de controle da hanseníase devem ser intensificadas nas Unidades Básicas de Saúde por meio da capacitação da equipe para diagnosticar e tratar precocemente a doença e fazer a vigilância epidemiológica dos contatos, como concluem Lana et al. (2007).

A proporção de grau 2 de incapacidade e a proporção de MB são indicadores da OMS para avaliar a demora no diagnóstico da hanseníase e a qualidade das atividades de detecção de casos dos serviços de saúde (WHO, 2006).

Em 2010, a proporção de grau 2 de incapacidade entre os casos novos foi de aproximadamente 6% no mundo e no Brasil. A de MB foi de 55% para o mundo e 41% para o Brasil.

O novo indicador proposto para o monitoramento da carga da hanseníase é o coeficiente de casos novos diagnosticados com grau 2 de incapacidade por 100.000 hab. (PENNA et al., 2011; WHO, 2009, 2011). Não foi indicado um parâmetro do valor desse coeficiente. Porém, a estratégia global para a maior redução da carga da hanseníase, no quinquênio 2011 a 2015, visa reduzir a taxa de grau 2 de incapacidade dos casos novos no mundo em pelo menos 35% até 2015. A base para esse monitoramento é o ano de 2010 (BRASIL, 2011b; DECLERCQ, 2011; WHO, 2009, 2011). Com essa meta, espera-se estimular a implementação de atividades para aumentar o diagnóstico precoce e o pronto-tratamento com PQT. O objetivo é reduzir a ocorrência de novos casos e, subsequentemente, causar impacto na redução da transmissão da doença na comunidade (DECLERCQ, 2011; PENNA et al., 2011; WHO, 2011).

A ocorrência de formas MB poderia ser consequência da suscetibilidade

individual determinada por fatores genéticos, e não necessariamente devido a diagnóstico tardio. Estudos indicam que a constituição genética favorável do

hospedeiro somada a fatores propícios, ambientais e relativos ao agente patogênico

tem alto impacto na definição da suscetibilidade à infecção propriamente dita e à evolução clínica da doença (PREVEDELLO; MIRA, 2007).

6.2 EVOLUÇÃO DAS TAXAS DE DETECÇÃO DE HANSENÍASE EM MENORES DE

Benzer Belgeler