C. Karakterler ve İç Çatışmalar
2. İoakim’in İç Çatışmaları
Analisando os platôs ferríferos que ocorrem na região da vila de Nova
Aurora, é possível ver na imagem de satélite do sensor ASTER, no espectro
visível (bandas 1, 2 e 3), as regiões aflorantes das ocorrências ferríferas da Formação Nova Aurora, demarcadas em amarelo na imagem da Figura 6_1. A partir da demarcação das regiões de ocorrência conhecidas e visíveis, realizou-se o cruzamento desses dados com as imagens de geofísica processadas, com o objetivo de analisar a resposta obtida nos processamentos realizados e buscar uma assinatura geofísica para essas ocorrências.
Dessa maneira, analisando primeiramente o filtro do sinal analítico, que é um processamento que visa modelar o topo e a base das camadas magneticamente anômalas, foi possível verificar que estas ocorrências se estendem além da região
visível da imagem ASTER e marcam uma anomalia positiva de direção NE-SW
com continuidade tanto para norte como para sul, com grande extensão regional, conforme demarcado em azul na Figura 6.1_2. Em escala de detalhe, é possível perceber que as anomalias correspondentes às ocorrências ferríferas extraídas da
imagem de satélite (Figura 6.1_1) possuem direção NE-SW com mergulho para SE, fato este evidenciado pelo decaimento da amplitude do sinal analítico, que indica a direção de mergulho da camada modelada (Figura 6.1_3).
Figura 6.1_1 – Imagem do sensor ASTER (espectro visível) na região de ocorrência
de formações ferríferas conhecidas, sendo que a mesma foi utilizada como padrão para o estudo dessas ocorrências nos produtos gerados a partir do processamento geofísico
Figura 6.1_2 – Imagem do Filtro do Sinal Analítico (Magnetometria) na região de ocorrência de formações ferríferas conhecidas (demarcadas em amarelo), mostrando que as formações ferríferas geram uma anomalia positiva que continua além da região visível na imagem de satélite da Figura 6.1_1, demarcada em azul
Figura 6.1_3 – Imagem do Filtro do Sinal Analítico (Magnetometria) na região de ocorrência de formações ferríferas conhecidas (demarcadas em amarelo), com o decaimento da amplitude do filtro do sinal analítico na direção SE (seta amarela), indicando a direção de mergulho das ocorrências anômalas estudadas
Analisando os outros produtos geofísicos, percebeu-se que:
1- A região de ocorrência das formações ferríferas da formação Nova Aurora, membro Riacho Poções, na região central da área de estudo, é marcada por um dipolo magnético de direção NE-SW (Figura 6.1_4); 2- As imagens do sensor gamaespectométrico para os canais Th e U não
indicam nenhuma anomalia desses elementos na região de ocorrência das formações ferríferas da formação Nova Aurora (Figura 6.1_5);
3- A imagem do sensor gamaespectométrico para o canal K mostrou uma grande aderência na região de ocorrência das formações ferríferas da Formação Nova Aurora, representada por um baixo de contagem no canal K, indicando a presença das formações ferríferas nestas regiões (Figura 6.1_6).
Figura 6.1_4 – Imagem do Campo Total (Magnetometria) na região de ocorrência de formações ferríferas conhecidas (demarcadas em amarelo), mostrando a ocorrência de um dipolo magnético relacionado a elas
Figura 6.1_5 – Imagem da razão U/Th (gamaespectometria) na região de ocorrência de formações ferríferas conhecidas (demarcadas em amarelo) da Formação Nova Aurora. É possível notar que este produto não delimita as ocorrências ferríferas.
Figura 6.1_6 – Imagem de contagem de K (gamaespectometria) na região de ocorrência de formações ferríferas conhecidas (demarcadas em amarelo), mostrando a ocorrência de um baixo de K coincidente com as ocorrências extraídas da imagem de satélite, mostrando alta aderência da região de baixo K com a camada ferrífera da Formação Nova Aurora
A partir da análise preliminar das anomalias modeladas pelo filtro do sinal analítico na região da vila de Nova Aurora, realizou-se a extração das demais anomalias magnéticas modeladas, cruzando as mesmas com o mapa geológico regional para análise do ambiente geológico, sendo que, a partir deste trabalho, foi possível perceber que existem basicamente 3 tipos de anomalias magnéticas:
1- Anomalias de geometria circular ou pouco orientadas, esse tipo de anomalia é relacionada normalmente a intrusões vulcânicas ácidas ou corpos máficos alojados no embasamento, pois as mesmas não seguem o padrão estrutural regional;
2- Anomalias direcionais em padrão de dique, essas anomalias costumam ocorrer por dezenas de quilômetros e possuem um padrão retilíneo e orientado, normalmente cortando estruturas regionais com direção de mergulho verticalizada no filtro do sinal analítico;
3- Anomalias estruturadas, essas anomalias possuem direção de camada e mergulho facilmente identificável através da análise do filtro do sinal analítico, sendo possível a visualização de dobras e outros elementos estruturais correlacionáveis com a geologia local.
Na figura 6.1_7, são apresentados os tipos de anomalias extraídas da imagem do sinal analítico, sendo que as anomalias correlacionáveis as formações ferríferas foram analisadas em relação ao seu grau de similaridade com as anomalias vistas na região da Vila de Nova Aurora, que são geradas pelas formações ferríferas.
Figura 6.1_7 – Imagem do filtro do sinal analítico (magnetometria) mostrando os tipos de anomalias identificadas na área de estudo
Com base na assinatura geofísica identificada para as ocorrências ferríferas da Formação Nova Aurora, consideraram-se os seguintes parâmetros para a construção de uma análise das anomalias da bacia:
1- Anomalia Magnética Positiva; 2- Contagem de Potássio baixa;
3- Área de ocorrência da Formação Nova Aurora;
4- Ocorrências Ferríferas registrada em campo ou nos mapas bases disponíveis.
Considerando os quatro elementos relatados acima, que, quando positivos, validam uma área de ocorrência de formação ferrífera, realizou-se a estimativa de probabilidade das anomalias correlacionáveis aos sedimentos da bacia serem correspondentes às formações ferríferas, de acordo com as seguintes premissas:
x Alta Probabilidade: foram classificadas como de alta probabilidade de ocorrência de formação ferrífera as anomalias magnéticas que apresentaram em conjunto mais 3 fatores relevantes favoráveis;
x Média Probabilidade: foram classificadas como de média probabilidade de ocorrência de formação ferrífera as anomalias magnéticas que apresentaram em conjunto mais 2 fatores relevantes favoráveis.
x Baixa Probabilidade: foram classificadas como de baixa probabilidade as áreas que apresentaram a anomalia magnética em conjunto com mais um fator favorável.
Na figura 6.1_8, são apresentadas as anomalias extraídas e classificadas de acordo com a sua probabilidade de serem correspondentes às ocorrências de formação ferrífera.
Figura 6.1_8 – Imagem do filtro do sinal analítico (magnetometria) mostrando as anomalias magnéticas modeladas e interpretadas como prováveis ocorrências de formação ferrífera, de acordo com o seu grau de correspondência com as ocorrências previamente conhecidas da Formação Nova Aurora