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İnsani Buyruk Olarak Yasa: Hukuk ve Zorunlu Toplumsallık

2.1 YASA ÇEŞİTLERİ VE ARALARINDAKİ İLİŞKİLER

2.1.3 İnsani Buyruk Olarak Yasa: Hukuk ve Zorunlu Toplumsallık

A amostra utilizada é do tipo intencional, onde os entrevistados são selecionados conforme as características estabelecidas dentro do plano de pesquisa. Entende-se que os membros das diretorias das associações representantes do trade turístico (ou os secretários executivos das mesmas), secretários (ou superintendentes) dos órgãos públicos de turismo/ meio ambiente e presidentes de ONGs de meio ambiente correspondem aos sujeitos-tipo desses grupos, podendo representar a opinião dos respectivos grupos, sem que seja necessário estabelecer uma amostra quantitativa de todos os hotéis, agências, restaurantes, funcionários de órgãos públicos de turismo e meio ambiente, basta entrevistar os seus representantes legalmente constituídos.

O recorte geográfico da pesquisa é o município de João Pessoa, compreendendo os órgãos gestores do turismo e meio ambiente, assim como os demais stakeholders que sejam identificados pelos órgãos gestores.

A partir da teoria dos stakeholders de Freeman (1984) e Freeman et al. (2007), percebe-se que os principais stakeholders de turismo e meio ambiente são os órgãos públicos. Assim, a primeira etapa da pesquisa é identificar se, na concepção desses grupos de interesse, existem outros stakeholders primários (a exemplo de ONGs, associações de classe, institutos de educação, sindicatos de trabalhadores de turismo etc.) e quais são eles.

Os órgãos gestores de turismo do município de João Pessoa e do Estado da Paraíba participaram da pesquisa. Assim, os órgãos entrevistados foram: Secretaria Municipal de Turismo de João Pessoa (SETUR/JP), Secretaria Estadual de Turismo e Desenvolvimento Econômico (SETDE) e a Empresa Paraibana de Turismo (PBTUR).

A n n a K a r e n i n a C h a v e s D e l g a d o PPGTUR/ UFRN Apesar de a gestão do turismo no município ser de responsabilidade da SETUR/JP, entende-se que os órgãos públicos de turismo que participam da administração da atividade no Estado também desempenham ações junto ao turismo nos municípios. Por essa razão, a SETDE e a PBTUR foram incluídas na primeira fase da pesquisa.

Os órgãos gestores de meio ambiente que participaram da primeira etapa da pesquisa8 foram: Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (SEMAM/JP), Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Sede Paraíba (IBAMA/PB).

Os órgãos de gestão ambiental do Estado foram incluídos na pesquisa porque também participam da gestão ambiental do município, principalmente no que se refere às atividades de licenciamento ambiental e fiscalização.

De forma semelhante a Manenti (2007), por meio de uma pesquisa documental e de observação participante, foi criado um mapa genérico hipotético dos stakeholders primários que poderiam compor os grupos de interesse de turismo e meio ambiente.

Figura 13 - Mapa genérico hipotético dos stakeholders de turismo e meio ambiente de João Pessoa

Fonte: Dados da pesquisa, 2010.

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Na Paraíba existe outro órgão gestor do meio ambiente, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Paraíba (SEMARH/ PB). Ao realizar a primeira etapa da pesquisa, e entrar em contato com esse órgão, foi informado que sua atuação está mais centrada nos recursos hídricos, ficando principalmente por conta da SUDEMA a gestão do meio ambiente como um todo no Estado. Dessa forma, a SEMARH/ PB foi excluída da amostra inicial da pesquisa.

Participaram da segunda etapa da pesquisa somente aqueles stakeholders que foram citados por todos os órgãos gestores de turismo ou de meio ambiente. Se cada um dos agentes indicados por cada órgão gestor fossem entrevistados e considerados stakeholders, os dados da pesquisa refletiriam a opinião de cada órgão em separado (somando-se suas partes) e o objetivo da pesquisa é demonstrar a opinião dos órgãos de turismo e meio ambiente de forma conjunta, e não dos agentes em separado. Além de que, a pesquisa poderia se tornar muito extensa e inviável, caso fosse escolhido entrevistar todos os atores citados por cada um dos stakeholders entrevistados na primeira fase.

3.3 – PLANO DE COLETA DE DADOS

A coleta de dados da presente pesquisa pode ser estruturada em quatro fases: 1ª) Etapa: Identificação dos demais stakeholders de turismo e meio ambiente considerados chave junto aos órgãos públicos de turismo e meio ambiente de João Pessoa e do Estado da Paraíba (SETUR/JP, PBTUR, SETDE, SEMAM/JP, IBAMA/PB e SUDEMA);

2ª) Etapa: Levantamento da opinião que os seis órgãos públicos têm sobre a relação entre turismo e meio ambiente na capital paraibana, assim como, dos stakeholders identificados em comum pelos órgãos públicos de turismo e meio ambiente;

3ª) Etapa: Coleta das atas dos principais do Conselho Municipal de Turismo de João Pessoa (COMTUR/JP). A escolha do COMTUR/JP se deu devido a este ser o único espaço ativo de diálogo dentro do município que inclui órgãos de turismo e meio ambiente.

O principal instrumento utilizado para a coleta de dados foi a entrevista semi- estruturada (roteiro de entrevista ver Apêndice B), por meio dela foi possível entender a opinião dos órgãos de turismo e meio ambiente. Todavia, também foram utilizadas a observação participante e a pesquisa documental.

As entrevistas semi-estruturadas são aquelas baseadas em um roteiro já previamente estabelecido, que permite, no entanto, a inclusão ou exclusão de perguntas no momento da entrevista, que nesse caso foi criado com base nos objetivos da pesquisa e no referencial teórico (ver Quadro 8).

Enquanto técnica de coleta de dados, a observação não consiste apenas em ver ou ouvir aspectos de um determinado objeto de estudo, mas também engloba a análise dos fatos ou fenômenos relacionados ao objeto de estudo. De acordo com Marconi e Lakatos (2007), a técnica de observação pode ser classificada em assistemática, sistemática, não participante, participante, individual, em equipe ou em laboratório.

A n n a K a r e n i n a C h a v e s D e l g a d o PPGTUR/ UFRN O tipo de observação utilizada neste trabalho foi a assistemática, participante e individual. Na observação assistemática, o pesquisador detém especial atenção a alguns aspectos do campo de estudo, sem, no entanto, estabelecer procedimentos padronizados para a sua avaliação. Já a observação participante “implica a interação entre investigador e grupos sociais, visando coletar modos de vida sistemáticos, diretamente do contexto ou situação específica do grupo” (MARCONNI e LAKATOS, 2007, p.277). A observação individual é aquela onde apenas um pesquisador atua.

A princípio, foi desenvolvido um único instrumento para coleta de dados comum aos órgãos gestores de meio ambiente e de turismo, no entanto, notou-se na fase do pré-teste que alguns questionamentos direcionados aos órgãos de meio ambiente estavam fora de contexto (os entrevistados não sabiam responder), a exemplo da quarta pergunta do roteiro direcionado aos órgãos de turismo: “o que poderia ser modificado para melhorar a oferta turística do município de João Pessoa?” Dessa forma, o roteiro da entrevista sofreu pequenas alterações, tendo em vista a adaptação aos órgãos de meio ambiente.

A pesquisa documental foi realizada nas atas do COMTUR/JP (fonte secundária), estas foram solicitadas à SETUR/JP (órgão que preside o COMTUR/JP), com o objetivo de entender quais são as principais discussões dos órgãos de turismo e de meio ambiente de João Pessoa, em conjunto. Apesar da existência de outros espaços de discussão tanto de turismo como de meio ambiente, o COMTUR/JP compreende o único espaço que congrega representantes de turismo e de meio ambiente para discutir questões exclusivamente relacionadas a João Pessoa/PB.