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İnsan, İnsanoğlu (ر َشَب)

Belgede Kur'an'da beşîr kavramı (sayfa 54-57)

BEŞÎR VE TÜREVLERİNİN KAVRAMSAL ÇERÇEVESİ 1 Beşîr Kavramı

2. Kur’an’da Beşîr Kavramının Kullanımı 1 Şekilsel Kullanım

2.2. Anlamsal Kullanım

2.2.2. İnsan, İnsanoğlu (ر َشَب)

Segundo BORJA (1996), para que as grandes cidades possam ser competitivas nesse novo cenário mundial, inserir-se nos espaços econômicos globais e garantir à população o bem-estar mínimo, necessário à consolidação da convivência democrática, devem enfrentar cinco tipos de desafio: nova base econômica, infra-estrutura urbana, qualidade de vida, integração social e governabilidade. E, para reagir a esses desafios, propõe a realização de um projeto de cidade.

Esse projeto de cidade, por sua vez, deve ser definido por um plano estratégico, que tem como objetivos unificar diagnósticos, concretizar atuações públicas e privadas e estabelecer um quadro coerente de mobilização e cooperação dos atores sociais urbanos. No entanto, o resultado de um plano estratégico não é uma norma ou um plano de governo – mesmo que ele utilize normas, medidas administrativas ou iniciativas políticas –, mas um contrato político entre instituições públicas e sociedade civil. Isso faz com que o processo posterior à aprovação do plano, sua continuidade e a implantação de medidas ou atuações sejam tão ou mais importantes que o processo de elaboração e aprovação consensuais.

Para PORTAS (1998), a diferença mais significativa entre uma intervenção resultante de um plano regulador tradicional e um que se gera no processo de planejamento estratégico consiste na diferença das margens de escolha, tanto das localizações urbanísticas do que se pretende implantar, quanto da composição funcional, da configuração espacial e da infra-estrutura propostas. Enquanto no primeiro caso a localização, os tipos de usos e parâmetros construtivos estão previamente definidos no zoneamento – sendo que, muitas vezes, as áreas destinadas a um tipo de investimento não satisfazem plenamente as condições esperadas pelos investidores, ou a oportunidade manifestada não se enquadra nas prioridades da

ação pública, para que possa criar as condições no lugar previsto –; no segundo caso, a prioridade é dada à montagem das condições de viabilidade, à procura dos parceiros ou consensos necessários, à avaliação dos impactos positivos e negativos, sendo a localização somente um dos dados a serem considerados e a integrarem a matriz de decisão, juntamente com outras alternativas possíveis, porém diferentes das previstas.

Ambos os modelos se situam dentro do campo do planejamento urbanístico, porém apresentam diferentes instrumentos de plano e projeto, com diferentes escalas temporais e diferentes "graus de rigidez" jurídico-administrativa. O autor acredita em mecanismos de regulação variáveis, que possam substituir o determinismo das regras sobre o quê se pode fazer (zoneamento de usos do solo) por outro tipo de disposições, mais processuais, que privilegiem a forma e os critérios com os quais deverão ser tomadas as decisões administrativas, quando ocorram iniciativas que não dependam apenas dos previsíveis agentes tradicionais de comportamento.

O planejamento estratégico é mais contínuo e menos definido espacialmente. Seu principal objetivo não reside na definição de edificabilidades, mas na transparência e na concretização da vontade política e dos possíveis consensos sobre os objetivos e os meios de atuação, não apenas de natureza territorial, mas principalmente de desenvolvimento socioeconônico local. Como não é um plano regulador das capacidades de usos do solo, o planejamento pode promover alterações parciais em normas estabelecidas pela legislação vigente, desde que em nome do interesse coletivo. A possibilidade de regulação variável no espaço do plano e no tempo de sua vigência pode gerar situações de conflito entre a previsão e a ocasião, mas é preferível à perda de projetos positivos para a cidade, em decorrência de processos burocráticos ou formalistas. Dessa forma, o planejamento estratégico de cidades deve ser privilegiado, segundo PORTAS (1998), uma vez que o caráter intemporal das normas de regulação territorial impõe um obstáculo à sustentabilidade urbana.

Para BORJA (1996), "em um momento histórico caracterizado pela globalização

da economia e das políticas de abertura dos mercados, pela descentralização política, pela revalorização das esferas e identidades locais ou regionais e pela multiplicação de demandas sociais heterogêneas que não são satisfeitas por respostas estatais, o projeto de cidade (ou de região), baseado num plano estratégico de ampla concordância social, representa uma grande oportunidade democrática. Por um lado, constitui uma resposta integrada, que parte do próprio lugar onde os problemas da sociedade se apresentam e onde os agentes públicos e privados podem atuar conjuntamente. Por outro, permite reconstruir o sentido da cidade, do território, em uma época em que a perda de consciência de seus limites e a dissolução das ideologias que fundamentam os projetos coletivos vêm nos desafiar a refazer nossos sistemas de convivência."15

FIGUEIREDO (1995) entende o planejamento estratégico como um processo permanente, que se vai renovando ao longo do tempo, num valioso exercício de aprendizagem coletiva. Defende, assim, o planejamento estratégico incremental, visto que numa sociedade em permanente mudança, um planejamento rígido e estático rapidamente se torna inibidor da ação, tornando-se então o maior inimigo de qualquer visão estratégica. O planejamento estratégico é, dessa forma, um processo que, uma vez iniciado, nunca mais acaba.

Segundo o autor, a concepção de um plano estratégico obedece, normalmente, três fases:

! a análise estratégica, que permite identificar a missão, as finalidades e os objetivos do planejamento, as forças e fraquezas internas da cidade, bem como as oportunidades e ameaças que o meio onde está inserida lhe oferece;

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! a formulação das estratégias, que pressupõe a aceitação do fator concorrência e se destina à formulação de estratégias, não apenas ao nível funcional, mas também ao nível concorrencial;

! a implementação das estratégias, fase final do processo de planejamento estratégico – que o leva à prática e o valida – decompõe-se, por sua vez, em quatro elementos-chave: estrutura organizacional, integração, mecanismos de controle estratégico e liderança estratégica.

A missão exprime a "razão de ser" em termos estratégicos. Constitui uma "visão" do que a cidade pretende ser e de como pretende se posicionar relativamente ao meio em que se integra. Para cumprir sua função de referencial para uma estratégia, a missão deve ser expressa de forma simples, clara e mobilizadora. Simples e clara, para que possa ser facilmente interiorizada por todos os seus atores; mobilizadora, para que esses se empenhem coletivamente em lutar, no dia-a-dia, pelo seu sucesso (FIGUEIREDO, 1995).

Para McNAMARA (2000), mais importante que um documento originado pelo planejamento estratégico é o processo de planejamento em si. Existe uma enorme variedade de perspectivas sobre o planejamento estratégico, bem como uma série de abordagens utilizadas nos processos de planejamento. Dessa forma, propostas urbanas podem e devem ser beneficiadas pelo planejamento estratégico, para atingir os seguintes objetivos:

! definir claramente a proposta da cidade e estabelecer metas realistas, consistentes com o objetivo desejado, em uma fração definida de tempo dentro da capacidade para implementação local;

! comunicar essas metas e objetivos aos cidadãos;

! assegurar que os mais efetivos usos sejam feitos pelas reservas da cidade, direcionando os recursos para as prioridades;

! fornecer uma base a partir da qual os progressos possam ser mensurados e estabelecer um mecanismo para mudanças, quando necessárias;

! indicar mais claramente as metas da cidade, produzindo maior eficiência e eficácia das ações;

! solucionar os principais problemas urbanos;

! produzir grande satisfação entre planejadores e cidadãos, com a construção de um consenso sobre o futuro desejado para a cidade.

O conceito de planejamento estratégico, no qual o Poder Público fortalece seu papel de agente articulador e propositivo, dando ênfase à atuação integrada dos diversos atores que participam da construção da cidade, foi implantado, por exemplo, na reestruturação urbana de Porto Alegre (JARDIM, 1996). Ao contrário do planejamento normativo adotado até então – baseado essencialmente na elaboração de normas para construções –, o planejamento estratégico aumenta a importância da gestão, uma vez que o caráter de processo confere ao modelo espacial proposto pelo Plano Diretor um sentido aberto, transformando-o em um arcabouço orientador para propostas que serão desenvolvidas.

A programação do processo de planejamento estratégico depende da natureza e das necessidades da cidade e de seu entorno imediato. Não basta, de fato, identificar os objetivos em vários níveis e determinar, a partir deles, os fatores críticos que determinarão as soluções a adotar. É igualmente importante reconhecer a situação em que se encontra a cidade, tanto internamente (forças e fraquezas), quanto em relação ao exterior (oportunidades e ameaças). A análise estratégica se configura, dessa forma, como a base do processo de planejamento estratégico, que não deve absolutamente ser ignorada.

Belgede Kur'an'da beşîr kavramı (sayfa 54-57)