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İmanın Gerçek Anlamı ve Paradoksallık

3. BÖLÜM: KIERKEGAARD’IN BENLİK ARAYIŞI VE VAROLUŞ ALANLAR

3.6. Dinsel Varoluş Alanı ve Teolojik Benlik

3.6.1. İmanın Gerçek Anlamı ve Paradoksallık

O “Connecting the Globe - A Regulator´s Guide to building a Global

Information Community” foi divulgado pelos EEUU por intermédio da FCC do seu

Departamento de Estado, em 1999.

Já em seu prefácio, este guia menciona os princípios básicos de aplicabilidade global sob uma forma condensada em relação aos princípios constantes da ‘agenda de cooperação’. Nesse sentido, como primeiro princípio, são enumeradas a privatização, a

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A Lei de Metcalfe, apresentada como um princípio conhecido na ciência da computação, afirma que “o poder de uma rede de computadores aumenta aproximadamente na proporção direta do quadrado da quantidade de pessoas conectadas a ela” (GORE, 1996).

liberalização e a competição. O segundo princípio refere-se à desregulamentação (“na medida em que a competição possa se desenvolver”(sic)). O terceiro refere-se ao acesso universal aos serviços e tecnologias de comunicação. Como quarto e último princípio ele se refere às oportunidades para as populações desfavorecidas, como tema de ‘particular’ interesse para os países ‘em desenvolvimento’, o que de alguma forma reflete as constatações acerca do ‘fosso digital’88.

Também aqui o capital privado é encarecido como necessidade básica para a construção da moderna infra-estrutura de telecomunicações e aos governos é atribuído o papel de “promover mercados abertos e competitivos” (sic), estabelecendo sistemas reguladores independentes e, se e onde possível, viabilizando um ambiente “livre de regulação desnecessária” (KENNARD, 1999).

O guia aponta as diretrizes gerais que devem nortear a ação dos reguladores face a um ambiente ‘competitivo, liberalizado e privatizado recentemente’, a saber 1- o encorajamento ao investimento, inovação e infra-estrutura privados; 2- promoção da ampla competição; 3- gerenciamento eficiente dos recursos escassos89; e 4- promoção do interesse público em situações em que o mercado não atenda, ficando a cargo do regulador “prever e regular mecanismos que assegurem a neutralidade na oferta de serviços de telecomunicações para as comunidades incapazes, redes para atenderem à saúde e a interoperabilidade de todas as redes” (KENNARD, 1999, p.I3).

Em termos dos objetivos pretendidos com o guia, pela sua leitura é possível afirmar que os mesmos estão relacionados à adoção de um desenho institucional para as instâncias reguladoras e gestoras nos países periféricos, a qual permita o estabelecimento de diretrizes para suas infra-estruturas nacionais de informação, que atendam às necessidades econômicas da indústria e dos residentes estadunidenses e possibilitem o desenvolvimento da internet nestes países de forma compatível com os

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Como coloca Afonso (2000), além de lidar com questões como quem lucra com essa ‘nova sociedade’ ou quem a controla, “é preciso monitorar como ela se propaga e como a desigualdade social se reproduz nessa expansão”. Como bem destacado por este autor, “os saltos de modernização são realizados em função das elites – beneficiárias diretas e frequentemente únicas do desenvolvimento” (p.5)

interesses dos EEUU. Nesse sentido, o que se espera obter é a internacionalização de parâmetros que permitam ‘governar’ as infra-estruturas nacionais, reduzir a atividade reguladora ao mínimo e, quando necessária, orientá-la de conformidade com os padrões aceitos por ‘consenso’ em âmbito internacional. Espera-se, por fim, promover a ação governamental no sentido de estimular o ‘uso’ da internet e da infra-estrutura de informação, tendo em vista dinamizar o seu mercado interno.

O guia pode ser dividido em duas partes. A primeira delas descreve o modelo das entidades reguladoras dos EEUU, como exemplo que ‘pode ser adotado’ pelos países aos quais se dirige. A segunda trata das questões específicas da infra-estrutura de informação e dos requisitos para sua conformação global, tanto em termos comerciais – relativos à participação das empresas no seu provimento –, como em termos técnicos e tecnológicos – relativos à padronização e especificações.

Defende-se um modelo de ‘competição nos serviços de telecomunicações’, no qual exige-se que os governos removam as barreiras legais que protegem esses provedores sob monopólio contra a entrada de novos provedores. Tal como é discutido, fica evidente que os maiores objetivos em relação às telecomunicações foram a liberalização dos mercados nacionais à participação de empresas estrangeiras e a preparação de mecanismos reguladores para obrigar as concessionárias locais, já estabelecidas, a compartilharem o mercado até então cativo. No que se refere ao espectro de radiofreqüência, sua coordenação é considerada como uma questão crítica e as conferências de radiocomunicação da UIT são apontadas como o principal mecanismo de alocação internacional.

Como mencionado, a leitura do guia deixa claro como objetivo dos EEUU o de fixar, a priori, as posições do seu interesse em relação às diretrizes para a liberalização e privatização das telecomunicações, universalização dos serviços, estabelecimento dos marcos relativos ao espectro de radiofreqüência e redes de satélites; e, por fim, mas certamente não menos importante, para a discussão da que se tornou a rede das redes, a internet.

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Os ‘princípios centrais para gestão do espectro de radiofreqüência são justificados pela necessidade de maximizar o seu uso eficiente; assegurar que esteja disponível para novas tecnologias e serviços, preservar a flexibilidade para adaptar-se às novas necessidades do mercado. Visa-se, de acordo com o guia, desenvolver um processo amplo, eficiente e transparente de concessão de licenças; fazer a alocação do espectro e conceder o licenciamento com base nas demandas de mercado; promover a competição; e assegurar que o espectro esteja disponível para benefícios públicos importantes, como segurança e saúde.

O guia dedica um capítulo exclusivamente à internet. Uma das premissas ali apresentadas destaca o seu potencial para dirigir o crescimento econômico e cultural futuro, sugerindo-se que o desafio para os países periféricos é o de implementarem políticas consistentes que encorajem o crescimento dessa rede, mantendo a ausência de regulação nos seus limites territoriais. O foco adotado é o do comércio eletrônico via internet, para o qual, os princípios apontados pelo governo dos EEUU são a condução pelo setor privado; um comércio eletrônico guiado pelas forças de mercado e não por ações regulatórias; o envolvimento do governo, quando necessário, apoiando um ambiente legal previsível, minimalista e simples para o comércio; uma abordagem tecnologicamente neutra e descentralizada para a política do governo; e a constituição de um mercado global inédito através do comércio eletrônico.

A capacidade básica de transmissão é destacada como ‘fundamento físico’ necessário para a operação dos serviços e do comércio eletrônico pela internet e, uma vez mais, consideram-se como ‘motores básicos’ da infra-estrutura de informação global sobre a qual as aplicações da internet possam prosperar, a competição aberta e vigorosa; o investimento; e a “neutralidade tecnológica” (sic).

Como veremos nas próximas seções, os princípios colocados nos documentos dos EEUU vão estar presentes nas iniciativas da União Européia como recomendações e se transformarão em diretrizes para os projetos de ‘sociedade da informação’ disseminados pelas organizações internacionais. Isso nos permite identificar o advento de um ‘regime internacional’ de comunicação e informação.

3.3 União Européia e ‘Sociedade da Informação’: da unificação via infra-