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İlkyardım ve Tahliye Gerektirecek Olay ve Kazalar İçin Acil Durum Müdahale

3. ACİL DURUM PLANI HAZIRLANMASI AŞAMALARI

3.2. ÖNLEYİCİ VE SINIRLANDIRICI TEDBİRLERİN BELİRLENMESİ

3.3.4. İlkyardım ve Tahliye Gerektirecek Olay ve Kazalar İçin Acil Durum Müdahale

A sustentabilidade procura assegurar a permanência e a continuidade, no médio e longo prazo, dos avanços e melhorias na qualidade de vida, na organização econômica e na conservação do meio ambiente.

O termo "sustentável" provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar). Para Marcondes (2008), nos anos 80 a Organização das Nações Unidas (ONU) encomendou um estudo à então primeira- ministra da Noruega, Gro Brundtland. O trabalho foi publicado em 1987 sob o nome "Relatório Brundtland", ou "Nosso Futuro Comum". Era a primeira vez que um conceito de sustentabilidade fora expresso e mundialmente aceito. De acordo com o relatório, "ser sustentável é conseguir prover as necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras em garantir suas próprias necessidades" (RELATÓRIO DE BRUNDTLAND, 1987, p. 23).

Foi também a primeira vez que um estudo patrocinado pela ONU chega à conclusão de que é preciso mudar os atuais padrões de produção e consumo adotados pelas diversas sociedades da Terra, de forma a preservar os recursos e serviços ambientais necessários à sobrevivência humana. Desde então, existe um grande movimento de governos, empresas e ONGs que buscam criar parâmetros para o desenvolvimento sustentável.

O conceito de sustentabilidade começou a ser delineado na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (United Nations Conference on the

1972, a primeira conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e a primeira grande reunião internacional para discutir as atividades humanas em relação ao meio ambiente. A Conferência de Estocolmo lançou as bases das ações ambientais em nível internacional, chamando a atenção do mundo especialmente para questões relacionadas com a degradação ambiental e a poluição, que não se limita às fronteiras políticas, mas afeta países, regiões e povos, localizados muito além do seu ponto de origem. A Declaração de Estocolmo, que se traduziu em um Plano de Ação, define princípios de preservação e melhoria do ambiente natural, destacando a necessidade de apoio financeiro e assistência técnica a comunidades e países mais pobres. Embora a expressão "desenvolvimento sustentável" ainda não fosse usada, a declaração já abordava a necessidade de "defender e melhorar o ambiente humano para as atuais e futuras gerações" (Item 6, p. 3), um objetivo a ser alcançado juntamente com a paz e o desenvolvimento econômico e social.

A Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92), realizada em 1992 no Rio de Janeiro, consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável. A mais importante conquista da Conferência foi colocar esses dois termos, meio ambiente e desenvolvimento juntos, concretizando a possibilidade apenas esboçada na Conferência de Estocolmo, em 1972, e consagrando o uso do conceito de desenvolvimento sustentável, defendido, em 1987, pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Comissão Brundtland). O conceito de desenvolvimento sustentável, entendido como o desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das futuras gerações de atenderem às suas próprias necessidades, foi concebido de modo a conciliar as reivindicações dos defensores do desenvolvimento econômico com as

biodiversidade. Essa formulação é uma resposta aos problemas e desigualdades sociais, comprometendo a satisfação das necessidades de uma parcela significativa da população mundial; e uma resposta ao processo de degradação ambiental gerado pelo estilo de crescimento, que tende a limitar as oportunidades das gerações futuras.

A Agenda 21 foi um dos principais resultados da conferência Eco-92 ou Rio- 92, um amplo e abrangente programa de ação, visando à sustentabilidade global no século XXI. É um documento que estabeleceu a importância do comportamento de cada país em refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não-governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas socioambientais.

Em 2002, a Cúpula da Terra sobre Desenvolvimento Sustentável, de Joanesburgo, reafirmou os compromissos da Agenda 21, propondo a maior integração das três dimensões do desenvolvimento sustentável (econômica, social e ambiental) através de programas e políticas centrados nas questões sociais e, particularmente, nos sistemas de proteção social.

Segundo Sachs (2000), o grande marco para o desenvolvimento sustentável mundial foi, sem dúvida, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992 (a Rio 92), quando se foi aprovada uma série de documentos importantes, entre os quais a Agenda 21, um plano de ação mundial para orientar a transformação desenvolvimentista, identificando, em 40 capítulos, 115 áreas de ação prioritária. A Agenda 21 apresenta como um dos principais fundamentos da sustentabilidade o fortalecimento da democracia e da cidadania, por meio da participação dos indivíduos no processo de

desenvolvimento, combinando ideais de ética, justiça, participação, democracia e satisfação de necessidades. O processo iniciado no Rio em 92 reforça que, antes de se reduzir a questão ambiental a argumentos técnicos, devem-se consolidar alianças entre os diversos grupos sociais responsáveis pela catalisação das transformações necessárias.

Entre alguns dos focos discriminados na Agenda 21, podemos destacar:  Cooperação internacional;

 Combate à pobreza;

 Mudança dos padrões de consumo;  Habitação adequada;

 Integração entre meio ambiente e desenvolvimento na tomada de decisões;

 Proteção da atmosfera;

 Abordagem integrada do planejamento e do gerenciamento dos recursos terrestres;

 Combate ao desflorestamento;

 Manejo de ecossistemas frágeis: a luta contra a desertificação e a seca;  Promoção do desenvolvimento rural e agrícola sustentável;

 Conservação da diversidade biológica;

 Manejo ambientalmente saudável dos resíduos sólidos e questões relacionadas com os esgotos;

 Fortalecimento do papel das organizações não-governamentais: parceiros para um desenvolvimento sustentável;

 Comunidade científica e tecnológica;  Fortalecimento do papel dos agricultores;

 Transferência de tecnologia ambientalmente saudável, cooperação e fortalecimento institucional;

 Ciência para o desenvolvimento sustentável;

 Promoção do ensino, da conscientização e do treinamento.

A Sustentabilidade tem grande impacto em nossa sociedade, tendo em vista o voluntariado, o combate à fome e à pobreza, a ecologia e meio ambiente, a educação, os direitos humanos, a saúde e bem estar, a inclusão social, a distribuição de renda, o desenvolvimento local. Quando a ação social se utiliza desses temas emergentes demonstra uma ação na direção da Sustentabilidade.

Esses temas estão presentes em diversos meios de comunicação, em debates entre empresários, intelectuais, líderes políticos e sociais e grandes formadores de opinião.

Para Melo Neto (2004), a contribuição para assegurar um futuro mais otimista para o nosso planeta e para as próximas gerações está vinculada à percepção das empresas em preservarem o meio ambiente, através de tecnologias limpas, produtos e energias que se renovam; dessa forma, houve uma evolução da preservação para o foco de ação sustentável, surgindo novas práticas de gestão de

“economia ambiental”, com a reciclagem de produtos, reaproveitamento de resíduos,

gerando novos negócios, empregos e renda.

Tivemos também um esgotamento do modelo de filantropia, pois as doações solucionavam parcialmente e tornavam-se necessários resultados bem definidos com estratégias precisas.

Barajas (2002), fazendo reflexões sobre o conceito de desenvolvimento sustentável, indica que o quadro teórico vem de diversos campos do saber, como ciências naturais, engenharia, sociologia, política e economia, mostrando uma amplitude multidisciplinar para o entendimento do que realmente constitui um problema de desenvolvimento sustentável e suas respectivas soluções.

Segundo Melo Neto (2004), o social se torna sustentável quando se iniciam as condições institucionais na própria comunidade afetada:

 Problemas de desemprego exigindo a capacitação, escolaridade e empregabilidade;

 Problemas de saúde, sendo necessárias ações de prevenção com a formação de agentes de saúde;

 Problemas de renda baixa, desenvolvendo movimentos de iniciativas de gestão de empreendedorismo de forma local e regional;

 Problemas de violência, realizando ações na geração de emprego e renda.

Dessa forma, os temas sociais emergentes se transformaram em modelos institucionais, e os grandes problemas sociais tornaram-se oportunidades de ações sociais sustentáveis; de obstáculos ao desenvolvimento, a fatores de alavancagem do desenvolvimento social local e regional.

Com visão mais econômica, Norton (apud GARCIA, 2000) considera que a sustentabilidade contenha duas graduações: ‘forte’ ou ‘fraca’.

A sustentabilidade forte é definida como a viabilidade da relação que contém um sistema socioeconômico com o ecossistema, conforme Naredo (apud Garcia,

2000). A sustentabilidade forte é a composição desses dois elementos, a variável dependente, o sistema socioeconômico, de não ser capaz de manter um crescimento contínuo, pois estaria limitado pela variável independente, que é o ecossistema. Assim, seria necessária a criação de procedimentos reguladores dessa relação, tanto no nível local quanto no global, desde a produção de recursos até a produção de dejetos.

Para Garcia (2000), o conceito de meio ambiente construído com a concepção de sustentabilidade forte é sistêmico e global, pois a preservação do ecossistema é fundamental para a ocorrência da sustentabilidade.

Sustentabilidade fraca pode ser definida como a viabilidade de um sistema socioeconômico no tempo, cuja característica fundamental é a quantidade de capital. Assim, a viabilidade da sustentabilidade se consegue mantendo o capital global, geração após geração. O capital global é, para esses economistas, o resultado da soma de dois outros: capital natural e o capital criado pelo homem.

Capital natural, segundo Berkes (apud VIVIEN, 1994), é definido como o conjunto de recursos naturais renováveis e não renováveis, que possam garantir o conjunto de serviços assegurados gratuitamente pelo meio ambiente, e que permitem a constituição e a manutenção da vida; é o estoque responsável pelo fluxo de recursos naturais que entram numa sociedade. Já o capital criado pelo homem é definido como a disponibilidade de capital financeiro, tecnológico, intelectual etc. Segundo essa teoria, não há incompatibilidade entre crescimento econômico e conservação do capital natural; assim, quando os recursos se esgotarem, serão substituídos por outros, vindos do capital natural ou do capital criado pelo homem. Para ser aplicado o princípio de sustentabilidade, é necessário, pelo menos, que o

recurso substituto consiga realizar a mesma função que o recurso anterior, dando a ideia de substituição do capital natural pelo capital de criação humana.

A economia tradicional responde a essa afirmação com um axioma: onde ambos os capitais forem substituíveis entre si não haverá limitação alguma para o crescimento, mantendo o “estoque” de capital global.

Benzer Belgeler