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ACİL DURUM PLANININ YENİLENMESİ

3. ACİL DURUM PLANI HAZIRLANMASI AŞAMALARI

3.8. ACİL DURUM PLANININ YENİLENMESİ

Na opinião de Soares (2006), existem diferentes formas de dinheiro/moeda que são construídas em diferentes momentos sócio econômicos e simultaneamente. O dinheiro é o resultado da criatividade, da capacidade e da necessidade humana e não é só estático e imutável.

De acordo com Arkel (2002), apresenta-se de forma resumida os tipos de moeda: 1 – moeda fiduciária; 2 – moeda bancária; 3 – moeda eletrônica; 4 – moeda paralela.

1. Para Hillbrecht (1999) e Soares (2006), a moeda fiduciária é um tipo de moeda que circula na confiança dos bancos (fidúcia) conversível em metal, todas com valor nominal. Conforme Lopes e Rosseti (1998, p. 35), “os sistemas monetários são, em sua quase totalidade, fiduciários e marcados pela inexistência de lastro metálico, inconversibilidade absoluta e monopólio estatal das emissões”;

2. Segundo Lopes e Rosseti (1998, p. 35), “a moeda bancária, que também é chamada de moeda escritural ou invisível, representa a parcela maior dos meios de pagamento em todos os países.” É constituída por depósitos à vista a curto prazo, existentes nos bancos ou outras instituições creditícias movimentados, principalmente, por meio de cheques ou ordens de pagamento (TRIGUEIRO, 2012);

3. A moeda eletrônica, ou e-money, é armazenada virtualmente por meio de sistemas eletrônicos de transferência de fundos. Apresenta-se sob as formas de cartões de débito e crédito, cartão de valor acumulado, dinheiro eletrônico e cheques eletrônicos e transações via internet (MISHKIN, 1998). As inovações tecnológicas em informática e telecomunicações aumentam a eficiência do sistema de pagamentos, com as transações efetuadas via computador em tempo real, reduzindo os custos provenientes da compensação de cheques e do fluxo de moeda de um lugar para o outro (HILLBRECHT, 1999);

4. A moeda paralela, para Soares (2006, p. 135), é “qualquer instrumento utilizado como meio de pagamento e no estabelecimento de contratos, que não a moeda nacional.” São consideradas nesta modalidade tanto moedas com lógica puramente comercial quanto com a lógica social, alguns exemplos, a saber: vale refeição, vale transporte, cesta alimentação, programas de fidelidade, o Euro, a moeda social, entre outras.

Segundo Primavera (2003, p. 192),

A existência de moedas paralelas à moeda oficial é uma situação relativamente frequente e todas as vezes em que os produtores e os consumidores locais se defrontam com a hiperinflação de moedas nacionais ou com planos de ação política para o crescimento econômico sem empregos, eles recorrem a maneiras pragmáticas de desobstruir os mercados locais, criando empregos e fomentando o bem-estar da comunidade.

Para Soares (2006), existem inúmeras iniciativas da moeda social no Brasil e no resto do mundo, dentre elas os clubes de trocas, o sistema LETS11, Talento, Banco do Tempo e o circulante local. Essas experiências visam por um lado à inclusão social e à melhoria das condições de vida, através da troca de bens e serviços, valorização do trabalho (talentos e dons), produção descentralizada da moeda e da gestão construída coletivamente de forma transparente e trabalhando em conjunto com associações do bairro, com consumo solidário e consciente, mobilizando a economia local.

A moeda social (paralela) é criada e administrada por seus próprios usuários, não tem vínculo com a moeda nacional e sua circulação é baseada na confiança mútua entre os usuários. Em contraponto à moeda formal, a moeda social

11 LETS: Os Clubes de Troca sempre tiveram uma dimensão territorial, por isso sua denominação em inglês é

geralmente é isenta de juros com vistas a desestimular sua concentração e favorecer a circulação, o que, por sua vez, possibilita o desenvolvimento de outras formas de organização econômica, social e cultural. O sentido real da moeda social reside na circulação, e “um crédito só precisa gerar o montante inicial para ser viável. Isto implica que muito mais empreendimentos poderão ser iniciados e gerarão resultados” (ARKEL et al, 2002, p. 89-90).

Lisboa e Faustino (2006, p.7) argumentam que o uso da moeda social como circulante local numa comunidade tem o poder de desfazer “o círculo vicioso da pobreza e da miséria, o qual em grande parte é decorrente da escassez de moeda como meio de pagamento que inibe a produção e circulação da riqueza”. Além de desenvolver a economia local, a utilização da moeda social circulante local com perspectiva de continuidade e aceitação, fortifica a proximidade entre as pessoas ao estabelecer vínculos baseados na confiança e na reciprocidade.

Conforme Arkel (2002, p. 89), a eficiência da moeda social decorre da criação de “possibilidades para as comunidades se autogestionarem as próprias escolhas, trazendo consigo um debate político que reforça a identidade do território, da característica histórico-cultural da comunidade ou nação em questão”.

Desta forma, a moeda social circulante local é complementar à moeda nacional, criada pelo Banco Comunitário de Desenvolvimento, com a finalidade de fazer circular as riquezas em determinado território, por meio do estímulo à comercialização, produção e consumo, gerando trabalho e renda.

As dificuldades estruturais do Norte e do Nordeste brasileiros, que vêm desde a colonização, atrelados à grande concentração de renda, exclusão social, falta de emprego, falta de educação, pouca infraestrutura e, mais recentemente, às crises

financeiras globais, têm provocado grandes problemas sociais, ambientais e econômicos, colocando em dúvida o atual modelo de desenvolvimento. Como forma de contrapor esta situação, várias alternativas estão sendo construídas em âmbito local, com mecanismo participativo para a construção de meios sustentáveis de desenvolvimento local, a partir de processos democráticos participativos, em cidades situadas em região periférica, no contexto econômico, social e político da globalização.

A quantidade insuficiente de moeda na economia (paralela ou oficial) impossibilita a apropriação de bens e serviços pelos produtores e consumidores na medida de suas necessidades, diminuindo o bem estar da região e indivíduos (LISBOA e FAUSTINO, 2006).

Com a escassez de moeda, o que mais afeta a circulação e intercâmbio de bens e serviços está na forma como são regidas as relações com base no sistema monetário. Para Lisboa e Faustino (2006, p. 4),

Há um alto preço a pagar quando é apenas através da moeda que nos relacionamos, pois aqui estamos diante duma espécie de socialização associal, a qual permite uma participação do indivíduo na sociedade de consumo, mas não o integra nas redes primárias de sociabilidade e apoio mútuo, gerando um indivíduo socialmente desintegrado, indiferente e alienado, afetivamente carente e neurótico. No extremo, esta forma moderna de socialização constitui uma socialização dessocializante, dessolidarizante, que nesta forma limite ameaça a continuidade da vida social.

Segundo Soares (2006, p. 90), o uso intensivo do dinheiro num processo natural, em que “cada indivíduo depende de um número sempre maior de pessoas, reconhece cada vez menos os indivíduos enquanto tal, identificando neles apenas os bens e serviços prestados, não mais as suas personalidades”.

Em contrapartida da concentração de renda e da exclusão social, temos os trabalhos em rede social e desenvolvimento local, como forma de amenizar os impactos da fuga do emprego e renda. Assim, nesse contexto desfavorável aos interesses dos trabalhadores, os desempregados se organizaram na forma de cooperativas e associações, como estratégia para enfrentar a desorganização do mundo do trabalho pelo capital globalizado. A socioeconomia solidária constituiu-se, portanto, em uma das alternativas mais viáveis na luta contra os ditames dessa relação capital/trabalho.

Benzer Belgeler