II. UŞAK VE ÇEVRESİNİN COĞRAFYA VE TARİHİ COĞRAFYASI
3.2. İLK TUNÇ ÇAĞI (M.Ö 3000 2000)
Os afloramentos estudados (Fig. 1)) estão inseridos no Domínio Rio Grande do Norte (Brito Neves et al. 2000) localizado na porção NE da Província Borborema de Almeida et al., (1977). O Domínio Rio Grande do norte é composto pelos Maciços Rio Piranhas e São José de Campestre, Jaguaribe-Oeste Potiguar e Faixa Seridó. A Província Borborema (Fig. 1) consiste de uma série de fragmentos crustais que participaram de um processo de aglutinação do oeste do Gondwana pela convergência de grandes massas cratônicas do oeste Africano e Congo-São Francisco. Trata-se de uma província tectônica Brasiliana-Pan Africana, formada por uma colagem tectônica de vários terrenos que colidiram durante o Neoproterozóico. Na Província Borborema estão registrados eventos que vão desde o Arqueano ao Neoproterozóico.
3.1 - HISTÓRIA ARQUENA
Os primeiros registros da história arqueana na Província Borborema foram obtidos por Brito Neves (1975, 1983) através de idades Rb-Sr em torno de 2.7 Ga no Maciço Caldas Brandão. Porém a maior quantidade dos dados mais importantes foram obtidos a partir da segunda metade dos anos 90, através de datações obtidas pelo método U-Pb em zircão e Sm- Nd em rocha total na porção a norte do Lineamento Patos, com destaque para os trabalhos de Dantas et al., 1995, 1997 e 1998; Dantas, 1996; Gomes et al., 1998 e Fetter, 1999), que delimitaram três núcleos arqueanos.
As rochas arqueanas mais antigas da Província foram descritas por Dantas et al. (1998) na porção leste do Terreno Rio Grande do Norte, que foi denominada de Maciço São José de Campestre, onde através de dados U-Pb e Sm-Nd foram identificados três períodos distintos de magmatismo. O mais antigo em rochas com idade de cristalização superior a 3.4 Ga foi denominada de unidade Bom Jesus. O segundo com idades entre 3.25 e 3.0 Ga representado pelos Complexos Presidente Juscelino, o mais antigo, e Brejinho e Senador Elói de Souza. E por último, rochas representada pela unidade São José de Campestre com idade de 2.7 Ga.
Dantas et al. (1998), através de dados isotópicos Sm-Nd, determinaram dois períodos distintos de geração de crosta juvenil no Arqueano, o primeiro em cerca de 3.2 e 3.4-3.7 Ga e um episódio mais novo de refusão de crosta mais antiga em ca. de 2,7 Ga.
o c o m port am ent o d o s i sót o p o s ra d iogê ni cos d u ra nt e o de sen v o lv im ent o do s pr ocess o s de rindade , I.R . 16
Figura 1.1 - Arcabouço geológico regional da Província Borborema e do Domínio Rio grande do Norte (DRGN), com a localização dos afloramentos estudados nesse trabalho. (Adaptado de Brito Neves, 1975, 1983 e Jardim de Sá, 1994).
LEGENDA PROVÍNCIA BORBOREMA MSJC ZRP ZCPJC ZCRP 5 30' S o ZCP ZCP JC
FSe
MRP
MSJC
ZCRP 7 00' S o MRP FSe Afloramentos estudados Coberturas Fanerozóicas Embasamento gnaissico-migmatítico a granulítico Arqueana a Paleoproterozóico Coberturas pericratônicas Neoproterozóicas Faixas metasupracrustaisPaleoproterozóicas a Neoproterozóicas Plutons granitóides Neoproterozóicos
3.2 - HISTÓRIA PALEOPROTEROZÓICA.
As litologias Paleoproterozóicas perfazem a maior parte do embasamento da Província Borborema. Os eventos ocorridos entre 2.4 – 2.3 Ga de formação crustal pré-Transamazônica, compõem o embasamento da região do Ceará (Fetter; 1999, 2000). Segundo Brito Neves et al., (2000) entre 2.2 – 2.1 Ga corresponde ao período de principal formação crustal Transamazônica e entre 2.1 – 2.0 Ga plutonismo e metamorfismo tarde Transamazônico. Esses períodos foram documentados através de vários dados geocronológicos por toda a província, entre eles Pessoa (1976), Legrand et al. (1991) e Macedo et al. (1991), Hackspacher et al. (1990), Jardim de Sá (1994), Legrand et al., (1997), Dantas et al., (1995, 1997, 1998), Fetter; (1999, 2000).
O Maciço Rio Piranhas (Grupo São Vicente/Complexo Caicó) faz parte do embasamento do Terreno Rio Grande do Norte, é constituído por uma seqüência de rochas metavulcanossedimentares mais antigas, que inclui rochas metassedimentares grauváquicas e psamíticas, englobando gnaisses diversos, metavulcânicas básicas andesíticas e anfibolíticas. Esse contexto foi intrudido por rochas plutônicas de composição granítica a tonalítica correspondente aos granitóides G1 de Jardim de Sá et al. (1981). Datações Rb-Sr realizadas
por Pessoa (1976) mostraram idade de 2170 Ma no Grupo São Vicente. Macedo et al. (1991) obtiveram idade de 2180 Ma em augen gnaisses e 2230 Ma em ortognaisses tonalítico- granodiorítico. Com datações U-Pb em zircão de ortognaisses do complexo Caicó, Hackspacher et al. (1991) obtiveram idade em torno de 2.15 Ga. Legrand et al. (1997) dataram zircões previamente abradados de ortognaisses migmatizados do tipo G1, e obtiveram idades em torno de 2267 Ma. Estes dados colocam estas unidades com idades correlatas ao Ciclo Orogênico Transamazônico ocorrido no Paleoproterozóico.
3.3 - HISTÓRIA MESOPROTEROZÓICA
Para Brito Neves et al. (2000) o período entre 1.7 – 1.1 Ga foi caracterizado por pequenas suítes de rochas ígneas, sedimentares ou metamórficas. A formação de rochas supracrustais entre 1.7 e 1.1 Ga estar relacionado ao evento Cariris Velho. O augen gnaisse de Taquarintinga datado em cerca de 1.5 Ga (Sá et al., 1997), segundo Brito Neves et al. (2000) pode representar um fenômeno extensional intraplaca que precedeu a fase extensioanal da Orogênese Cariris Velho em cerca de 1.1 a 1.0 Ga no porção leste da Zona Transversal.
3.4 - HISTÓRIA NEOPROTEROZÓICA
Os eventos Neoproterozóicos foram os responsáveis pela última forma estrutural e arranjo do embasamento da Província Borborema (Brito Neves et al., 2000). Esses eventos provocaram intenso retrabalhamento das estruturas geradas na orogênese Transamazônica, dificultando qualquer tentativa de reconstrução dessas estruturas.
Brito Neves et al., (2000) resumem a história neoproterozóica com os eventos: entre 1000 e 950 Ma, Orogênese Cariris Velho sensu strictu com plutonismo, vulcanismo e sedimentação; entre 850 e 790 Ma com formação de rochas supracrustais pré Brasiliana; entre 640 – 620 Ma com magmatismo e sedimentação inicial da Orogênese Brasiliana; 610 – 600 Ma período da principal deformação e metamorfismo do evento Brasiliano; em 580 Ma plutonismo tarde evento Brasiliano. No Cambriano: entre 554 – 500 Ma plutonismo pós tectônico e falhamentos transcorrentes.
No Domínio Rio Grande do Norte a história Neoproterozóica é representada pelas rochas metassedimentares da Faixa Seridó, cuja idade tem sido discutida nas duas últimas décadas, apoiada em critérios tectonomagmáticos e dados isotópicos de granitóides intrusivos. Segundo Jardim de Sá e Barbalho (1991) e Jardim de Sá (1994) existem relações de contato intrusivo e apófises dos granitóides G2 nos paragnaisses da Formação Jucurutu e micaxistos da Formação Seridó. Apoiado em idades Rb-Sr em rocha total e U-Pb em zircão por diluição isotópica na faixa de 1.95 Ga desses granitóides, estes autores defendem uma idade paleoproterozóica para o Grupo Seridó. Porém dados U-Pb em cristais de zircão pelo método SHRIMP obtidos por Hollanda (in: Hollanda et al., 2003) mostraram idade de 1.74 Ga para a cristalização dos granitóides G2. Com isso a deformação tangencial D2 presente nestas rochas,
foram geradas durante a Orogênese Neoproterozóica como defendida por Legrand et al. (1995), Caby (1985, 1988) e Caby et al. (1991).
Van Schmus et al. (1995, 1996) apresentaram dados U-Pb em cristais de zircão por diluição isotópica e Sm-Nd em rocha total, e Van Schmus et al. (2003) mostraram dados U-Pb pelo método SHRIMP obtidos em cristais detríticos de zircões das Formaçoes Jucurutu e Seridó, cujas imagens de catodoluminescência mostraram se tratar de zircões magmáticos, com as idades mais novas ficando em média com 650 Ma, que é a idade de cristalização de uma das rochas fontes para os sedimentos da bacia do Seridó. Os valores de Sm-Nd mostraram idades modelo TDM em média de 1,2 – 1,6 Ga.
Observando a variação isotópica de δC13 no Grupo Seridó, e levando-se em consideração que a Fm. Jucurutu é mais antiga que a Seridó, Nascimento (2002) e
Nascimento e Sial (2000) comparando esta variação com os trends de variação isotópica de δC13
existentes na literatura, sugerem que a idade de sedimentação das rochas carbonáticas do Grupo Seridó, estaria aproximadamente entre 620 e 580 Ma. Estes dados reforçam a hipótese
defendida por Van Schmus et al. (1995, 1997 e 2003) de que a idade de sedimentação para o Grupo Seridó ocorreu no Neoproterozóico entre 650 e 610 Ma.
O magmatismo neoproterozóico é representado pelos granitóides G3, cuja idade obtida
por Legrand et al. (1991), pelo método U-Pb em zircão foi de 555 ± 5 Ma. Galindo et al. (1993) obtiveram idades isocrônicas Rb-Sr em rocha total de 545 ± 7 Ma para o Granitóide Umarizal, 600 ± 7 Ma para o Granitóide Tourão e 631 ± 23 Ma e de 575 ± 15 Ma para o Complexo Granítico Serra do Lima. Jardim de Sá (1994) determinou pelo método Rb-Sr, com sete amostras do granito porfirítico dente de cavalo do maciço Acari, uma idade de 547 ± 21 Ma e, para o plúton de São João do Sabugi, a idade de 587 ± 41 Ma. Portanto estas idades colocam os corpos de granitóides G3, com idade neoproterozóica correlata à orogênese