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BÖLÜM II................................................................................................................................................ 13

2.3. İlgili Araştırmalar

1.3.1 Berço do fracasso escolar: um pouco da história

É indiscutível que a educação se apresenta como fator básico para a constituição do indivíduo, para que este se torne um cidadão consciente e que tenha vez e voz na sociedade em que está inserido.

Estudos mostram que a escola pública dos dias atuais destinada a crianças e jovens não é algo antigo na história da educação brasileira. Nos tempos idos, eram ministrados às novas gerações o conhecimento sistematizado e as regras de comportamento consideradas importantes para os jovens.O olhar preocupado da escola era com a formação cultural das camadas dominantes. As escolas que existiam eram privadas e se destinavam a atender as crianças ricas da população.

Apenas a partir de 1930, iniciou-se, de forma bastante discreta, a oferta de escolas públicas no Brasil. A Constituição de 1934 determinou que as escolas públicas, que até então só atendiam ao ensino primário, fossem obrigatoriamente gratuitas e em 1961 foi elaborada a primeira lei (LDB, Lei Nº 4024/61), de âmbito nacional. Em seguida, com as mudanças políticas ocorridas no país, vieram as Leis Nº5540/68, que desencadeou a Reforma Universitária e a deNº 5692/91, que reforma o ensino primário e o secundário, aumentando a oferta de escolaridade obrigatória de quatro para oito anos, instituindo o ensino de 1º e 2º graus e o ensino profissionalizante.

Historicamente, visualizou-se um ganho, o número de crianças nas escolas aumentou.No entanto, começou a nascer a cultura do fracasso escolar e, desta forma, o aumento dos problemas relacionados à qualidade da educação.Com o passar do tempo, a legislação foi determinando a finalidade da escola pública. A Constituição de 1988 estabelece que a educação é um direito de todos e um dever do Estado e da família. Sua finalidade é o "pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para a cidadania e sua qualificação para o

trabalho" (Constituição, artigo 205). A LDB retoma esse dispositivo, incluindo-o entre os Princípios e Fins da Educação Nacional .

Os artigos 205 e 206 da Constituição Federal da República Federativa do Brasil de 1988 determinam:

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;

III - pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;

IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;

V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas;

VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; VII - garantia de padrão de qualidade.

VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal.

Em muitos casos, o sujeito não se apropria da educação por vários motivos: desistência, condições financeiras precárias, necessidade de trabalhar, que impossibilita a assiduidade à escola, a falta de adequação às normas da escola, a baixa autoestima, a repetência, sente-se desestimulado e desiste, o aluno vê na escola um empecilho para seus interesses e necessidades, entre tantos outros motivos. Mesmo diante dos avanços no sistema educacional brasileiro nos últimos anos, há muitos desafios a serem enfrentados, entre os quais se ressaltam os altos índices das taxas de distorção idade/série dos alunos matriculados no Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

Tal situação pode ser atribuída à escola pública no Brasil, diante do fracasso das suas ações, e isto pode ser comprovado pelos dados do INEP (2007), que apresentam esta realidade: 41% dos alunos que ingressam na 1ª série do Ensino Fundamental não conseguem terminar a 8ª série; dos que entram no Ensino Médio, 26% não concluem e levam em torno de 10,2 anos e 3,7 anos para concluírem os Ensinos Fundamental e Médio, respectivamente. Analisando os dois ensinos juntos, apenas 40% dos que ingressam no nível obrigatório concluem a 3ª série do Ensino Médio, num prazo de aproximadamente 13,9 anos. Esses dados evidenciam uma distorção série/idade, que é um sério problema para a educação brasileira.

Salienta-se que esses dados supracitados não sofreram mudanças significativas ao longo de cinco anos na educação pública, pois os números ainda se apresentam assustadores de acordo com os dados do INEP (2012), que apontam o seguinte:em torno de dois milhões de

jovens com idade entre 15 e 17 anos ficaram fora das escolas em 2011. Segundo o relatório do censo escolar, o Brasil tem 10,4 milhões de jovens nesta faixa etária, no entanto, só 8,4 milhões foram matriculados em 2011 (MEC/INEP, 2012). Portanto, ainda são obervadas altas taxas de evasão escolar aliadas a altos índices de reprovação. O índice de alunos reprovados em 2011 foi de 13,1% no ensino médio e 9,6% no fundamental (INEP, 2012).

Diante disso, comprova-se que, apesar dos esforços para mudar o modelo vigente de educação, principalmente neste terceiro milênio, não foi possível mudar o cenário de evasão escolar das escolas públicas brasileiras. A aceleração da aprendizagem, que é um dos objetivos do programa Travessia, pode se enquadrar dentro dessas tentativas de mudar este modelo que exclui o educando, já que defende uma educação centrada no estudante, a partir de uma proposta pedagógica que respeita a adversidade do ser humano, indo de encontro ao ensino tradicional centrado no professor que transmite o conteúdo aos aprendizes numa lógica de transmissão e reprodução.

CAPÍTULO II - PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO CONTEXTO DE ENSINO E

Benzer Belgeler