2.1. İMLA ÖZELLİKLERİ
2.1.3. Bitişik Yazılan Kelimeler
2.3.1.3. Hâl Ekler
2.3.1.3.1. İlgi Hâli Eki: +Uñ / +nUñ
Em vista do que pensamos, frente ao que acabamos de expor e diante do que estamos a apresentar, ajuizamos que nosso objetivo central neste trabalho de pesquisa foi analisar o discurso ambiental contido nas recomendações internacionais e nas orientações para a Educação Ambiental em documentos oficiais produzidos nas conferências internacionais sobre meio ambiente, capitaneadas pela ONU/UNESCO/PNUMA12 e seus braços institucionais, desde a Conferência de Estocolmo-1972 até a Rio+20-2012.
Enquanto hipóteses desta pesquisa, ponderamos as seguintes premissas:
De Estocolmo-1972 à Rio+20, as recomendações internacionais trazem um discurso com propostas de mudanças para o tratamento das questões ambientais, entre as quais, a efetivação da Educação Ambiental;
Recomendações e orientações por si só não são suficientes para desencadear as mudanças necessárias para o enfrentamento das questões ambientais;
O enfrentamento das questões ambientais envolve a participação de diferentes atores (países, governos, empresas, organizações, pessoas, etc.), com objetivos e ações nem sempre consensuais;
12 ONU – Organização das Nações Unidas. UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a
A Educação Ambiental é considerada um fator importante no enfrentamento das questões ambientais.
Em relação aos Procedimentos Metodológicos adotados no presente trabalho, temos a discorrer sobre a pesquisa documental realizada, cujo foco foi a compilação dos documentos oficiais produzidos nas conferências e encontros internacionais no referido período; a Análise de/do Discurso enquanto posicionamento teórico/conceitual acerca dos sentidos, contextos, conexões e autoria daquilo que foi produzido; e a utilização de entrevista por meio de questionário aberto enviado através de correio eletrônico (e-mail, gerenciador MS/Outlook©) e mensagens postadas em perfis pessoais em rede social na Internet (Facebook©).
Da Pesquisa Documental:
A pesquisa documental deu-se através da busca/compilação dos documentos produzidos nas conferências, encontros, congressos e outros eventos internacionais congêneres promovidos e/ou patrocinados pelos sistemas ligados à ONU e suas Agências, como a UNESCO e o PNUMA, disponibilizados na rede mundial de computadores ou em materiais impressos13.
Estes documentos encontram-se divididos em Acordos, Tratados, Resoluções e outras publicações oficiais ou patrocinadas, adotadas oficialmente nas reuniões da Assembleia-Geral das Nações Unidas e pelos respectivos Secretariados das conferências, encontros e eventos, cujos conteúdos abordam a temática sobre meio ambiente e Educação Ambiental.
Sobre o uso desses materiais, nos apoiamos em Lüdke & André (1986, p.38), que afirmam que os documentos incluem “desde leis e regulamentos, normas, pareceres, cartas, memorandos, diários pessoais, autobiografias, jornais, revistas, discursos, roteiros de programas de rádio e televisão até livros, estatísticas e arquivos escolares”.
Segundo as autoras,
Os documentos constituem também uma fonte poderosa de onde podem ser retiradas evidências que fundamentam afirmações e declarações do pesquisador. Representam ainda uma fonte “natural” de informação. Não são apenas uma fonte de informação contextualizada, mas surgem num determinado contexto e fornecem informações sobre esse mesmo contexto (LÜDKE & ANDRÉ, 1986, p.39).
13 A diferenciação entre material digitalizado/disponível em meio eletrônico ou impresso/meio físico para os
Lüdke & André (1986, p.40), discorrem que a escolha, caracterização e a utilização de documentos não é aleatória, uma vez que dizem respeito diretamente aos “propósitos, ideias ou hipóteses” que guiaram a sua seleção tendo em vista o objetivo e as intenções do pesquisador diante de seu objeto de pesquisa.
Também consideramos a definição de Severino (2007, p.124), que define como documento
todo objeto (livro, jornal, estátua, escultura, edifício, ferramenta, túmulo, monumento, foto, filme, vídeo, disco, CD, etc.) que se torna suporte material (pedra, madeira, metal, papel, etc.) de uma informação (oral, escrita, gestual, visual, sonora, etc.) que nele é fixada mediante técnicas especiais (escritura, impressão, incrustação, pintura, escultura, construção, etc.). Nessa condição, transforma-se em fonte durável de informação sobre os fenômenos pesquisados.
De acordo com Severino (2007, p.122-123), a pesquisa documental tem como fonte “documentos no amplo sentido”, ou seja, compõe-se de “documentos impressos, mas sobretudo de outros tipos de documentos, tais como jornais, fotos, filmes, gravações, documentos legais”, cujos conteúdos que “ainda não tiveram nenhum tratamento analítico”, tornam-se “matéria- prima” original que permitem ao pesquisador conduzir sua “investigação e análise”.
Para o autor, documentação é “toda forma de registro e sistematização de dados, informações, colocando-os em condições de análise por parte do pesquisador”, podendo ser tomada no sentido de ser o “levantamento, exploração de documentos fontes do objeto pesquisado e registro das informações retiradas nessas fontes e que serão utilizadas no desenvolvimento do trabalho” (SEVERINO, 2007, p.124).
Paralelamente também foram utilizadas fontes textuais diversas – livros, artigos e outros gêneros (jornais, revistas, entrevistas, etc.) – em material impresso/meio físico, digitalizado (arquivos em PDF14 transmitidos por meio eletrônico ou de armazenamento15) ou disponíveis na rede mundial de computadores – Internet – em sítios, websites ou páginas (home pages), que abordam, diretamente o tema meio ambiente e Educação Ambiental no conjunto das conferências e eventos internacionais, como já identificado anteriormente.
14 PDF é a sigla para Portable Document Format (Formato Portátil de Documento), originalmente criado pela
Adobe Systems™, com o objetivo de permitir a visualização de qualquer documento (texto ou imagem) em qualquer computador, de forma independente ao programa/software que criou o arquivo. Trata-se de um formato – agora aberto, disponibilizado pela Adobe®, incorporado a programas que produzem estes documentos, incluindo a captura (digitalização) de obras completas, como livros.
15 Entende-se que estes arquivos circulam por meio de troca de mensagens (e-mail ou redes sociais), bem como
podem estar armazenados em websites que disponibilizam conteúdos de livre acesso e distribuição, que não infrinjam leis de direitos autorais e copyright.
Os textos/documentos pesquisados e utilizados, conforme qualificado nas referências bibliográficas, dão conta de proporcionar informações, conteúdos e subsídios às nossas análises e interpretações sobre elementos diretamente ligados à temática ambiental para além dos documentos oficiais.
Da Análise de/do Discurso:
A Análise de/do Discurso, que será abordada mais detalhadamente no próximo tópico do capítulo, nos permite direcionar nosso olhar para a descrição, análise e reflexão dos discursos existentes no repertório documental selecionado e trazido na pesquisa, possibilitando-nos adotar um posicionamento conceitual sobre os mesmos.
A Análise de/do Discurso, seus fundamentos e seus conceitos, com os devidos créditos aos intelectuais deste campo, nos auxilia no entendimento da história, da ideologia e dos sujeitos sob a ótica da materialidade discursiva, considerando: as condições de produção; a autoria dos discursos; os sentidos e os contextos; as vozes, os saberes e os poderes existentes.
Estes elementos nos auxiliam a reconhecer as condições sociais, culturais, históricas e materiais de produção dos documentos selecionados, proporcionando pistas e indícios com os quais construímos nossa possibilidade de verdade ou, mais precisamente, nossa perspectiva de verdade frente ao período compreendido entre as três grandes conferências mundiais sobre meio ambiente.
Da Entrevista por Questionário via Internet:
Diante das inúmeras possibilidades e facilidades que a Internet e sua constante evolução proporcionam enquanto meio de comunicação e de interação entre indivíduos e conteúdos por todos os cantos do mundo de forma instantânea e relativamente acessível16, optamos por buscar informações e outros elementos acerca da nossa temática de pesquisa junto a diversos interlocutores-especialistas.
Dentro das prerrogativas da pesquisa acadêmica, é certo afirmar que a Internet (a rede mundial de computadores e os conteúdos disponibilizados) se configura enquanto uma ferramenta e fonte de informações que podem ser tomadas como seguras e verdadeiras, desde
16 O acesso universalizado à Internet e seus produtos, no sentido de comunicação, informação e entretenimento,
tende, no âmbito social, econômico, político e jurídico, a tornar-se um serviço público essencial, da mesma forma como são considerados o abastecimento de energia elétrica, água e esgoto e outros. Todavia, isto ainda carece de discussão no âmbito Federal, tanto pelo Executivo, como pelo Legislativo e Judiciário. Disponível em: <http://jus.com.br/artigos/2800/a-internet-como-servico-publico-essencial-de-consumo>. Acesso em: 23 mar. 2014.
que adequadamente avaliada, validada, confirmada e confrontada com outras referências e cruzamentos de dados por parte do pesquisador.
Assim, diante desta perspectiva promissora de comunicação instantânea, que não impôs limites como custos com ligações telefônicas e locomoção física através de viagens, optamos por construir um questionário aberto com perguntas acerca da temática que nos mobilizou na realização desta pesquisa.
São questões que remetem a uma reflexão sobre o percurso histórico das conferências, o envolvimento de seus atores, as facilidades e dificuldades do processo e também sobre o olhar para a Educação Ambiental e para as expectativas com relação a ela, com o propósito de fomentar um diálogo, ainda que por via remota, sobre aquilo que buscamos debater em nosso trabalho de pesquisa.
Nesta perspectiva, as perguntas propostas encontram-se com a seguinte redação: 1. Na sua opinião, diante dos pouco mais de 40 anos de mobilização, a partir de
Estocolmo/1972, que avanços você destaca em relação às propostas para o tratamento das questões ambientais no plano internacional e especificamente no Brasil?
2. Como você analisa a atuação dos diferentes atores (países/governos, instituições, pessoas, etc.) neste movimento histórico de pensar soluções aos problemas ambientais enfrentados pela humanidade?
3. Daquilo que foi proposto desde Estocolmo, o que vem sendo efetivamente colocado em prática?
4. Que elementos podem ser apontados como dificultadores para que os diversos acordos, tratados e convenções estabelecidos nestes encontros alcancem o seu efetivo cumprimento?
5. Como você vê o papel da Escola e da Educação Ambiental no processo de enfrentamento das questões ambientais presentes na sociedade?
Junto com estas perguntas, elaboramos uma carta de apresentação contendo detalhes da pesquisa ora realizada e do objeto de nosso interesse, além de um perfil dos realizadores – Orientando e Orientador – e formas de contato e referências dos mesmos. Também solicitamos o consentimento do respondente para a publicação das respostas fornecidas (Anexo 1),
Uma vez elaborado este questionário aberto, organizamos uma lista de possíveis respondentes, tendo como preocupação selecionar o seguinte perfil: profissionais cujo histórico pessoal, profissional, acadêmico, militante ou político fosse ligado, direta ou indiretamente, a assuntos, temas e discussões que abordamos nos conteúdos e recortes trazidos no presente trabalho de pesquisa.
Tendo em vista o universo dos possíveis respondentes frente ao perfil proposto, redigimos uma lista com dezesseis nomes de personalidades, sendo que, deste total, obtivemos respostas completas de quatro delas ao questionário proposto, conforme apresentamos nos “agradecimentos especiais”.
Outros três respondentes, que entraram em contato conosco após o envio das mensagens, relataram problemas com a indisponibilidade de tempo e outras responsabilidades que os impediam de responder ao questionário. Os demais dez contatos, não responderam às mensagens enviadas.
O mecanismo que utilizamos para enviar a carta de apresentação e o questionário foi o contato por e-mail e por mensagens postadas nos perfis pessoais em redes sociais. No caso do e-mail, usamos o programa de gerenciamento de mensagens Outlook® da suíte MS/Office©, por meio do qual enviamos mensagens de correio eletrônico aos possíveis respondentes. Quanto a rede social, utilizamos nosso perfil no Facebook© como contato para envio do questionário. Considerando os preceitos da ética na pesquisa, todos os contatados foram comunicados de que eram livres para responder ao convite e enviar suas respostas, inclusive, fazendo questionamentos e observações que considerassem pertinentes.
Toda esta correspondência encontra-se registrada em mensagens eletrônicas nas redes sociais (arquivo e histórico), bem como nos arquivos de e-mails enviados e recebidos entre proponente e respondentes.
O envio e o recebimento das mensagens com as questões aos possíveis respondentes ocorreram no período entre novembro e dezembro de 2013 (pelos dois canais de comunicação), sendo que as respostas retornaram no endereço de e-mail disponibilizado aos respondentes.
Os quatro respondentes, que gentilmente aceitaram participar deste percurso, concordando com o uso das respostas em nosso trabalho, são personalidades que circulam no cenário histórico das discussões sobre meio ambiente e Educação Ambiental e como autores,
escritores, professores e pesquisadores exercem suas funções e militâncias em instituições e organizações.
Na premissa de preservar a identidade e a liberdade de expressão de cada um dos que contribuíram com a pesquisa, respondendo ao questionário proposto, foi atribuído ao respondente a identificação de [R] e o ordenamento numeral aleatório de 1 a 4.