II. BÖLÜM
2.1. İletişim ve Görsel İletişim Kavramı
No dia 24 de outubro de 1930 sai do Palácio Guanabara, residência oficial do Presidente
da República, uma limusine preta escoltada por veículos militares. No banco traseiro, um homem de cavanhaque e cabelos brancos: era o presidente Washington Luis Pereira de Sousa, deposto do cargo e sendo levado preso para o forte Copacabana. Encerrava-se assim a Primeira República (1889-1930). Em apenas vinte dias, a Revolução de 1930, iniciada em Porto Alegre
no dia 3 de outubro e chefiada por Getúlio Dornelles Vargas (1882-1954) havia desmontado a República Velha, encerrando um período de predomínio absoluto das oligarquias agrárias e do
revezamento no poder entre políticos de São Paulo e de Minas Gerais1.
No período republicano de pouco mais de quarenta anos a população brasileira havia aumentado muito, passando de 14 milhões em 1889, para 37 milhões de habitantes em 1930, sendo
o maior crescimento verificado nos
estados da região sul e sudeste do país. O Brasil já possuía duas grandes cidades, Rio de Janeiro e São Paulo, e outras duas de porte médio, como Belo Horizonte e Porto Alegre. A população urbana, ainda que menor que a rural, havia atingido
números bastante significativos.
As três primeiras décadas do século XX assistiram ao fortalecimento de uma classe média urbana, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, com o grande desenvolvimento das atividades
industriais, bancárias, comerciais e de serviços, num processo de autonomia e afirmação das
camadas médias da população. Além disso, a classe operária que até a Primeira Guerra Mundial era formada basicamente por estrangeiros, a partir de 1918 vai sendo aumentada por um forte contingente de brasileiros.
O grande número de imigrantes operários havia facilitado a entrada de idéias anarquistas, socialistas e comunistas, resultando na fundação do Partido Comunista Brasileiro, em 1922. Estas idéias orientavam a luta de classes por melhores salários, pela redução da jornada de trabalho, pela segurança do trabalho e pela proteção ao menor e à mulher. Entre 1911 e 1920 já haviam ocorrido mais de uma centena de movimentos grevistas. Também a partir da Primeira Guerra,
as revoltas militares que antes sempre eram chefiadas por oficiais de alta patente, passaram a ser lideradas por jovens oficiais, num movimento que recebeu o nome de Tenentismo2.
1. O constante revezamento no poder central entre políticos paulistas e mineiros ficou popularmente conhecido como a política do café com
leite.
2. Os principais líderes do Tenentismo foram os tenentes Siqueira Campos, Juarez Távora, Eduardo Gomes, Cordeiro de Farias, João Alberto, João Cabanas, Juraci Magalhães, o capitão Luiz Carlos Prestes e o major Miguel Costa.
Washington Luís, presidente deposto, a caminho da prisão no Forte Copacabana, em 24/10/1930.
Fonte: FAUSTO, Boris. Getúlio Vargas: o poder e o sorriso.
O governo de Washington Luís já havia sido precedido por um período de muita agitação quando o então Presidente Artur Bernardes (1922-1926) havia cumprido um mandato presidencial de 48 meses, sendo 44 deles sob Estado de Sítio.
Em julho de 1924 tinha ocorrido uma revolta paulista sob a liderança do general Isidoro
Dias Lopes, que defendia o voto secreto, a obrigatoriedade do ensino primário e algumas
limitações ao poder executivo federal. Reforçando este movimento o capitão Luis Carlos Prestes organizou uma expedição no Rio Grande do Sul com cerca de 2.000 homens e juntou-se aos
paulistas. Desta união surgiu a famosa Coluna Prestes, que percorreu 25.000 quilômetros a pé
pelos sertões brasileiros ao longo de quase dois anos, não sendo jamais vencida, pois contando ainda com 620 sobreviventes famintos e esfarrapados, refugiou-se na Bolívia em fevereiro de 1927.
A todos esses fatos veio se somar o período da Grande Depressão, inicialmente nos Estados Unidos e depois se espalhando aos demais países, e que ficou conhecida como a Crise
de 1929. Provocando desemprego em massa, causando inúmeras falências e atingindo os
países exportadores de alimentos e matérias primas como o Brasil, representou o golpe final na
Primeira República, legítima representante da oligarquia agrária brasileira.
Getúlio Vargas, natural de São Borja/RS onde nasceu a 19 de abril de 1882, e filho do
chefe do Partido Republicano da cidade, já na adolescência mudou-se para Porto Alegre onde foi
cursar a Faculdade de Direito. Na capital destacou-se como liderança da juventude republicana
elegendo-se deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, quando se revelou um político hábil e conciliador. Em 1924 foi eleito deputado federal assumindo a liderança da bancada republicana gaúcha na Câmara Federal. Em 1926 apoiou Washington Luis para a Presidência da República e acabou sendo nomeado seu Ministro da Fazenda.
A vitória da Revolução de 30 deu início ao período conhecido como a Segunda República que, segundo alguns historiadores, praticamente só terminou em 1964. A 3 de novembro de
1930 Getúlio Vargas assumiu a presidência para chefiar um governo provisório que, no entanto,
só iria encerrar-se em 1945.
De início Vargas suspendeu a Constituição de 1891, fechou o Congresso Nacional e as
assembléias estaduais e substituiu os governadores dos Estados por interventores federais, todos nomeados por ele mesmo. Instalou assim uma ditadura, mas prometeu uma futura eleição de uma assembléia constituinte. Levou ao poder os políticos que o apoiaram e que
representavam, basicamente, a burguesia industrial e financeira, as classes médias urbanas e
a aristocracia exportadora gaúcha. Para eliminar os segmentos indesejáveis, neutralizou os tenentistas promovendo vários deles à capitão e perseguindo duramente os opositores com prisões e torturas.
Em relação às camadas populares Vargas inaugurou um estilo que está presente até hoje
na política brasileira: o populismo. Nos anos 30 o populismo baseou-se em dois elementos fundamentais: a concessão de direitos previdenciários e trabalhistas às massas urbanas e o culto
a Getúlio Vargas. Ele concedeu várias vantagens trabalhistas, instituindo o salário mínimo, a
jornada diária de 8 horas, as férias anuais remuneradas e a indenização por demissões. Estes direitos trabalhistas, pelos quais os trabalhadores já lutavam desde o começo do século, foram
concedidos por Vargas somente aos trabalhadores urbanos, deixando de lado uma enorme
massa de trabalhadores rurais que não tinham condições de organizar-se para pressioná-lo. Ele fortaleceu o sindicalismo para transformá-lo em força orgânica de cooperação com o Estado,
conforme discurso do próprio Vargas.
A superação da estrutura de privilégios do domínio agrário somente se faria de forma
de modernização da chamada “Era Vargas” (1930-1945) fundamentava-se na transformação
das estruturas de sustentação da oligarquia cafeeira numa administração centralizada e intervencionista, de discurso nacionalista. (SEGAWA, 1999).
Após 18 meses da Revolução as forças por ele derrotadas começaram a se organizar. A oligarquia paulista, seu principal foco oposicionista, começou a articular-se para derrubar o
Governo Provisório de Getúlio Vargas. Em fevereiro de 1932 os partidos políticos de São Paulo
se uniram e formaram a Frente Única Paulista - FUP, que passou a exigir a autonomia de São
Paulo e a nomeação de um interventor civil e paulista. Pressionaram Vargas a conceder uma
nova Constituição para redemocratizar o país.
Para contemporizar a difícil situação Vargas publicou o Código Eleitoral, instituindo o
voto secreto e obrigatório inclusive às mulheres e marcou para maio de 1933 a eleição da Assembléia Constituinte. Nomeou um civil para interventor em São Paulo, o paulista Pedro de Toledo, e como comandante da Região
Militar, o general Isidoro Dias Lopes.
Apesar dos gestos do presidente a elite paulista decidiu-se pela revolta armada,
insuflando a opinião pública contra Vargas. A morte de quatro manifestantes paulistas - Miragaia, Martins, Dráusio
e Camargo em 23 de maio de 1932, fez surgir um clube cívico denominado
MMDC, resultado das iniciais daqueles
quatro sobrenomes.
A Revolução Constitucionalista de 1932 recebeu o apoio maciço da oligarquia cafeeira, da burguesia e da classe média de São Paulo. Os operários, entretanto, apoiaram discretamente esta revolta temendo perder as vantagens trabalhistas que haviam conquistado. A 9 de julho de 1932 estourou o movimento sob a liderança política do interventor Pedro de Toledo. O Exército Constitucionalista obteve a adesão de 200 mil voluntários e os industriais paulistas transformaram suas linhas de produção no sentido de produzir material bélico. Muitas senhoras de famílias abastadas passaram a costurar uniformes militares e a população contribuiu doando ouro para o bem de São Paulo.
São Paulo esperava obter o apoio de Minas Gerais e de outros Estados da região sul, mas
acabou lutando sozinho, dispondo de um armamento insuficiente e sendo atacado pelas forças federais em diversas frentes. Divididos, os rebeldes paulistas se renderam a Getúlio Vargas,
que nomeou o general Castilho de Lima como o novo interventor de São Paulo. O movimento terminou com a prisão de seus líderes e o banimento de 77 pessoas.
Em maio de 1933 foi eleita a Assembléia Constituinte, formada por 214 deputados e 40 representantes sindicais. A constituição de 1934 foi aprovada em 16 de julho, sendo a mais democrática até então. Ela previa o sistema presidencialista com a eleição do presidente através de voto popular direto para um período de quatro anos. Cada Estado teria o número de deputados federais proporcionais à população e o Senado seria composto por 2 representantes de cada estado da federação. Todos os direitos trabalhistas conseguidos até então foram incorporados à nova Constituição. No dia seguinte à aprovação da nova constituição, a Assembléia Constituinte
Posse de Getúlio Vargas, em 1934.
elegeu, indiretamente como estava previsto, Getúlio Vargas como o novo Presidente da
República para o período 1934-1938.
Vargas assumiu o poder em uma situação que o favorecia amplamente. As elites cafeeira e industrial eram suas aliadas por motivos econômicos, pois necessitavam de seu apoio ao café
e à indústria, e por motivos políticos, pois receavam a ação do operariado urbano. Percebendo
esta situação Vargas agiu com habilidade e estratégia para se manter como o fiel da balança,
aumentando o seu prestígio pessoal e o do próprio Estado.
Durante a década de 30 o choque entre a direita e a esquerda intensificou-se no mundo todo
devido à ascensão de governos fascistas como o de Mussolini (Itália), o de Hitler (Alemanha), o
de Salazar (Portugal) e o de Franco (Espanha). Esta situação também se refletiu no Brasil com
o aparecimento de diversas organizações de caráter fascista que, em 1934, fundiram-se em um movimento só: a Ação Integralista Brasileira3 , sob a liderança do político e intelectual Plínio Salgado.
Reagindo ao Integralismo a esquerda formou uma frente ampla denominada Aliança Nacional Libertadora que congregava comunistas, socialistas, uma facção do tenentismo, vários líderes sindicais e muitos elementos da classe média que eram antifascistas. ANL arregimentou em apenas três meses 400 mil membros espalhados por 1.600 núcleos.
Temendo o crescimento dos setores da esquerda e com o apoio das classes mais conservadoras, a Câmara Federal aprovou a Lei de Segurança Nacional, em abril de 1935.
O Partido Comunista, influenciado por militares do movimento Tenentista, planejou um
levante armado esperando que o povo apoiasse maciçamente. Mas os líderes da esquerda se distanciaram das bases e superestimaram a capacidade do movimento. Com base na Lei de
Segurança Nacional Vargas fechou a ANL que passou a funcionar na clandestinidade. Em 23 de novembro de 1935 teve início o levante que ficou conhecido como a Intentona Comunista. Deste levante participaram quatro guarnições militares4
mas, em 27 de novembro, as tropas do governo sufocaram a revolta militar comunista.
Com a desculpa da Intentona Comunista Vargas decretou estado de sítio e iniciou uma
repressão violenta, começando a apavorar a elite e a classe média com o espantalho do perigo
comunista. Passou a reprimir não somente aos comunistas, como também qualquer grupo ou
elemento que lhe oferecesse resistência.
Com as eleições presidenciais marcadas para janeiro de 1938, o ano de 1937 se desenvolveu sob uma forte campanha eleitoral. Lançaram-se candidatos à Presidência da República o integralista Plínio Salgado, o oposicionista e ex-governador de São Paulo Armando de Sales
Oliveira e o candidato de Vargas, o ex-ministro José Américo de Almeida. O favorito disparado
era Sales Oliveira, mas a eleição não chegou a ser realizada.
Apoiado pelo general Góes Monteiro, chefe do Estado-Maior e pelo general Eurico
Gaspar Dutra, Ministro da Guerra, Getúlio Vargas deu um novo golpe em 10 de novembro de
1937, sem tiros, sem mortes e sem resistência. Fechado o Congresso e com as tropas em estado
de prontidão, Vargas fez um discurso pelo rádio, anunciando o nascer da nova era. O Estado Novo (1937-1945)
Vitorioso no golpe de 1937 Vargas se fortaleceu e, com isto, fortaleceu o poder do Estado.
Apoiado pelos cafeicultores, que dependiam do Estado para manter o preço do café, pelos
3. O movimento Integralista no Brasil cresceu rapidamente, chegando a ter cerca de 300.000 membros, que se vestiam com camisas verdes.
Várias personalidades importantes aderiram a ele como Miguel Reale, Antônio Toledo Piza, Gustavo Barroso, Vicente Rao, Francisco Campos, Santiago Dantas, etc.
industriais que queriam a proteção estatal para crescer, e pelas classes médias assustadas com o perigo comunista, Getúlio Vargas conseguiu aprovar uma nova Constituição5 , outorgada por ele mesmo e que vigorou até a sua queda em 1945.
No Estado Novo o poder político
ficou todo concentrado nas mãos de Vargas, que fechou o Congresso Nacional,
as Assembléias Legislativas e todas as Câmaras Municipais. O Poder Judiciário
ficou subordinado ao Poder Executivo
e os Estados passaram a ser governados por interventores federais nomeados pelo presidente.
Vargas criou a Polícia Especial e o Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP, que passaram a censurar a imprensa
e a fazer a propaganda do governo. Com um total domínio político e utilizando
fartamente a propaganda oficial, em 2 de dezembro, Vargas extinguiu por decreto
todos os partidos políticos.
Vargas decretou a Consolidação
das Leis do Trabalho - CLT, instituiu o salário mínimo e a lei do inquilinato, que congelou o valor dos aluguéis por cinco anos. Misturando propaganda, repressão
e concessões Getúlio Vargas obteve um
amplo apoio das camadas populares, sendo apelidado de o pai dos pobres.
Getúlio Vargas deu a seu governo uma configuração dualista: uma ação política reacionária e uma ação econômica
progressista. Entre 1937 e 1940 consolidou- se o poder do estado central e, através dos
interventores federais, ele também dominou o poder político nos Estados.
A partir de 1940, com a instalação de grandes empresas estatais6, o Estado passou a ser o principal investidor do setor industrial, particularmente no campo da indústria pesada. Isto fez aumentar a participação estatal na economia e aumentou o poder político dos tecnocratas, que atingiram os mais altos escalões governamentais.
Os investimentos estatais foram concentrados na siderurgia, na indústria química, na mecânica pesada, na metalurgia, na mineração e na geração de energia elétrica. Estes setores
Cartaz do Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP
(10/11/1937).
Fonte: FAUSTO, 2006.
5. A Constituição de 1937, apelidada de “Polaca” foi elaborada por Francisco Campos, o “Chico Ciência” que em 1964 também elaborou o Ato
Institucional n.1 , que legalizou o golpe militar. 6. 1940 - CSN - Cia. Siderúrgica Nacional.
1942 - Cia. Vale do Rio Doce.
1943 - Cia. Nacional de Álcalis e FNM - Fábrica Nacional de Motores. 1944 - Conselho Nacional de Política Industrial.
não interessavam à burguesia nacional, pois exigiam grandes investimentos financeiros. Com a intensa participação do Estado na indústria de base Getúlio Vargas consolidou definitivamente
o desenvolvimento industrial do Brasil.
Apesar da Polônia ter sido invadida por Adolf Hitler, Getúlio Vargas declarou a neutralidade do Brasil em relação à segunda guerra. Dessa forma conseguiu manter uma
habilidosa neutralidade, oscilando às vezes em direção aos Aliados e, às vezes, em direção do
Eixo. Com essa postura conseguiu obter dos Estado Unidos o financiamento para a construção da Cia. Siderúrgica Nacional em Volta Redonda7.
O Ministério de Vargas também estava dividido: enquanto o Ministro das Relações
Exteriores, Oswaldo Aranha era francamente favorável aos Estados Unidos, os ministros
militares, Gaspar Dutra e Góes Monteiro eram favoráveis aos nazistas, chegando inclusive a
sugerir que o Brasil declarasse guerra à Inglaterra.
No final de 1941, a entrada dos Estados Unidos no conflito fez o Brasil inclinar-se a
favor dos Aliados. Em janeiro de 1942 rompemos as relações diplomáticas com os países do Eixo e em agosto do mesmo ano declaramos guerra a eles. Em 1943 foi formada a FEB - Força Expedicionária Brasileira com 25.000 soldados e, em 1944, as tropas brasileiras desembarcaram na Itália.
A entrada do Brasil na guerra contra o nazismo trouxe fortes conseqüências sobre a nossa política interna, pois o Estado Novo não mais poderia manter a ditadura aqui enquanto nossas tropas combatiam o fascismo na Europa. Uma parte da elite que até então tinha apoiado a ditadura, retirou publicamente esse apoio.
Se lutamos contra o fascismo, ao lado das Nações Unidas, para que a liberdade e a democracia sejam restituídas a todos os povos, certamente não pedimos demais reclamando para nós mesmo os direitos e as garantias que os caracterizam... (trecho do Manifesto dos Mineiros, em outubro de 1943).
Politicamente pressionado Getúlio Vargas assinou em fevereiro de 1945, um Ato Institucional convocando as eleições presidenciais para o final daquele ano. Formaram-se então vários partidos políticos: a UDN, o PSD, o PTB, e legalizou-se o Partido Comunista. O PSD e o PTB lançaram a candidatura do general Eurico Gaspar Dutra, a UDN indicou o brigadeiro
Eduardo Gomes e o PCB lançou o nome de Yedo Fiúza.
Foi decretada a anistia a todos os presos políticos e concedida a liberdade de imprensa.
Apesar de existirem setores que queriam a permanência de Vargas, conhecida como Queremismo,
as forças políticas mais poderosas, tanto as civis como as militares, posicionaram-se contra ele.
Em 29 de outubro de 1945 os generais Gaspar Dutra e Góes Monteiro ordenaram o cerco ao Palácio Guanabara obrigando Getúlio Vargas a renunciar. Vargas retirou-se para sua estância
em São Borja, no Rio Grande do Sul, terminando assim o Estado Novo. Em 2 de dezembro de
1945 realizaram-se as eleições diretas que colocaram no poder o general Gaspar Dutra, que
obteve 55% do total dos votos.
7. O arquiteto Attílio Corrêa Lima elaborou em 1941, o Plano Urbanístico de Volta Redonda, seguindo o modelo de Tony Garnier para a “Citté Industriélle”.