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SONUÇ, TARTIŞMA VE ÖNERİLER

5.2 ÖNERİLER

5.2.2 İleride Yapılabilecek Araştırmalara Yönelik Öneriler

O crime é praticado por um sujeito (sujeito ativo), podendo ser praticado por vários sujeitos, caso em que todos, desde que tenham colaborado conscientemente para o delito, serão considerados seus autores, ou pelo menos partícipes.

156 Autor é aquele que fisicamente pratica a conduta descrita no dispositivo legal definidor do tipo penal. A descrição da conduta vem sempre expressa através de um (ou mais de um) verbo; por exemplo, matar, subtrair, obter, transportar, constranger. Esse verbo é considerado o núcleo do tipo. Sem a conduta do autor não haverá o fato típico, para o qual ela é requisito essencial. Quando mais de uma pessoa pratica o que está descrito nesse núcleo do tipo, se diz que há vários autores, ou simplesmente co-autores.

Ao lado do autor, ou dos co-autores, pode haver uma outra espécie de sujeito ativo (ou agente) do fato típico, representado pela figura daquele que contribui para a conduta do autor e o alcance do resultado, mas sem praticar o que está descrito no núcleo do tipo penal. Sua conduta via de regra não constitui, por si só, um fato típico, e a sua relevância penal apenas aflora porque, no caso específico, concorreu para o agir, ou o não agir, do autor.

É o caso, por exemplo, do indivíduo que, no crime de roubo, não subtrai nem constrange, mas vigia o local para que o autor pratique a subtração. Trata-se do partícipe, cuja conduta só configura fato típico na medida em que contribui para aquilo que foi praticado pelo autor.

O partícipe, segundo o Código Penal, pode merecer uma pena mais branda que o autor, se sua participação for considerada de menor importância, ou se ele desejou atuar em um crime menos grave do que aquele que acabou sendo praticado. Nessa última hipótese diz-se que houve, do partícipe, uma cooperação dolosamente distinta, o que altera, para ele, a modalidade do fato típico, que já não será o mesmo no qual incide o autor, o que lhe resultará numa pena mais leve.

Praticamente há consenso, entre os teóricos, quanto a não haver concurso em casos de participação dolosa em crime culposo, ou de participação culposa em crime doloso. Isso porque a diferença de objetivos por parte dos agentes (quem age com dolo quer um resultado e quem atua com culpa deseja apenas praticar a conduta, sem chegar ao resultado) desnatura o vínculo subjetivo entre eles. De tal maneira, numa hipótese dessas, responderá por crime culposo quem agiu com culpa – se houver essa modalidade para tal infração – e por crime doloso quem atuou intencionalmente.

O tema relativo à autoria e à participação é tratado pelo ordenamento jurídico brasileiro sob o nome de concurso de pessoas.

Presumem-se em concurso aqueles que, cada qual a seu modo, praticaram condutas que foram eficientes na produção do resultado final. Mas para se entenderem concorrentes na produção de tal resultado, há também necessidade de um vínculo subjetivo entre os agentes, que caracterize uma espécie de atuação conjunta voltada ao mesmo objetivo. Esse vínculo não é obrigatoriamente fruto de um ajuste prévio, um planejamento do agir criminoso, bastando que, no momento de sua prática, outra pessoa, com seu comportamento, expresse adesão à conduta do autor do delito.

Afirmam os doutrinadores que mesmo a ignorância por parte do autor quanto a ser auxiliado por outrem não é impedimento para o reconhecimento do concurso; isso quer significar que essa vinculação subjetiva não é necessariamente multilateral. De outro lado, não representa atuação em concurso a conduta de quem, sem ter o dever de impedir determinado resultado, mas podendo fazê-lo, deixa de agir, porque deseja sua ocorrência, para a qual também não concorre. É a conivência, que, por si só, não configura incidência no tipo penal.

Diversas teorias procuram explicar o concurso de pessoas.

A teoria pluralista sustenta que cada agente pratica um crime autônomo, independente dos demais. Assim, se três pessoas, ajustadas entre si, cometem um furto, entende-se que cada um praticou um delito, o que resultaria na prática de três furtos distintos, pelos quais responderiam os três agentes de acordo com suas circunstâncias pessoais.

Outra é a teoria dualista, que, ao invés de compreender cada conduta como um crime diferente, limita-se a fazer uma divisão mais ampla entre as condutas, situando, de um lado, os autores (que executam o núcleo do tipo) e, de outro, os partícipes (que concorrem para a obtenção do resultado sem fazerem o que indica o verbo definidor do tipo penal). Vistas as coisas sob essa ótica, dir-se-ia que há duas espécies de crimes: o dos autores e o dos partícipes.

Por fim, a teoria monista entende que todos os agentes atuaram na prática de um só delito, desde que, de uma forma ou de outra, concorreram para o resultado que o caracteriza. Isso é o que justifica a regra geral estabelecida pelo art. 29, caput, do Código Penal, segundo a qual quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas [...].

158 Em princípio, trata-se da teoria adotada pelo ordenamento brasileiro, embora hoje contendo muitos matizes da teoria dualista, já que se reconhece a possibilidade de que o partícipe responda por delito diverso daquele praticado pelo autor.

Interessa questionar a possibilidade de se transmitirem ao partícipe as condições do autor do crime definido no tipo. Já que, de acordo com a teoria monista, todos, em princípio, praticam o mesmo delito, é de indagar se o partícipe absorve do autor a forma de cometê-lo e as suas próprias características pessoais.

Isso tem importância porque, segundo o ordenamento penal, há meios de execução de um fato típico que o tornam mais grave e seu praticante, portanto, fica sujeito a uma pena maior; é o que se dá, por exemplo, no caso do crime de homicídio cometido com emprego de fogo. Nessa hipótese o partícipe deve responder pela modalidade agravada do delito, recebendo, assim como o autor, uma pena maior, desde que esse partícipe soubesse e tivesse assentido com o emprego do meio letal utilizado. Isto quer significar que, conforme a sistemática vigente, as condições de caráter objetivo comunicam-se (do autor para o partícipe).

Situação diversa é a relacionada às condições pessoais, ou subjetivas, do autor do fato, que podem reduzir-lhe ou aumentar-lhe a pena. É o caso do agente reincidente, que, por isso, terá a pena agravada, ou do menor de vinte e um anos, que faz jus a uma atenuação do castigo. Nessas hipóteses, o partícipe não absorverá nem a circunstância agravadora da pena, nem sua atenuante, o que está a indicar a regra geral de que as condições subjetivas não se comunicam.

Poderá, entretanto, ocorrer ainda uma terceira situação: quando as condições pessoais constituem, elas próprias, elementos essenciais do tipo penal, ou elementares, querendo isso dizer que configuram a marca identificadora do crime; se ela for retirada, o fato típico não se verifica, ou não se estará diante daquele fato típico.

Tome-se como exemplo o crime de peculato, que, numa de suas formas, é a subtração de bem pertencente à administração pública, ou sob sua guarda, praticada por funcionário público, que se vale dessa qualidade para cometer o delito. Ser funcionário público é uma dos sinais identificadores do crime de peculato. Sendo o autor da conduta descrita no tipo penal auxiliado por outra pessoa, que não seja funcionário público, nem execute o ato definido no núcleo do tipo, mas que esteja ciente da condição de funcionário

do autor, responderá esse agente que prestou auxílio – que, na verdade, é partícipe – pelo delito de peculato, conquanto ser funcionário público fosse uma condição pessoal do autor.

Tal solução evidencia uma outra regra, agora indicativa de que as condições pessoais comunicam-se quando forem elementares do tipo penal. O tratamento desse assunto, em suma, está expresso, com defeituosa redação81, no art. 30 do Código Penal, a determinar que não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime.