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A empresa alemã SAP, mediante o seu sistema R/3, tem apresentado

anuário Melhores & Maiores, editado pela revista Exame (Gurovitz, 1998).

SAP 80% Magnus 6% Baan 2% Outros 12% G FONTE – Cavalcanti (2001: 209). 25

crescimento bem acima da média do setor. Presente no Brasil desde 1995, a empresa vem conquistando uma parcela cada vez maior do mercado de softwares de gestão integrada, atingindo, em 1998, uma carteira de clientes que englobava 78 das 500 maiores empresas do país, de acordo com o

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A SAP foi fundada em 1972, em Walldorf, Alemanha, contando hoje com mais de 8.000 clientes em mais de 50 diferentes países. É líder mundial em

so produtivo da organização,

frames.

open-system environments”.26 No entanto, como

Softwares Integrados de Gestão, possuindo 34% de market-share em todo o planeta (Gurovitz, 1998), e chegou ao ano 2000 como a quarta maior empresa de software do mundo (Greenberg, 2001: 276).

Mais do que um simples sistema de informações gerenciais, os ERP, incluindo o R/3, prometem um controle total do proces

integrando desde a colocação do pedido por parte do cliente à programação da produção, aquisição de matéria prima, produção, estocagem e embarque do material do pedido.

O R/3 na verdade é uma versão servidor/cliente do antigo sistema R/2 da SAP, que rodava em main

Curran (1998: XXII) diz que “more specifically, R/3 is an integrated enterprise software system that runs in

mostrou Cardoso et al. (1999), há questões que os ERP ainda não resolveram.

A implantação de um sistema integrado de gestão, como o SAP R/3, leva em torno de dois anos, desde a fase inicial, de seleção do sistema, até a parametrização final do mesmo. A FIG. 10 demonstra este processo, conforme utilizado pela SAP.

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Tradução do autor: “Mais especificamente, R/3 é um sistema de software empresarial integrado que roda em ambientes de sistemas abertos.”

FIGURA 10 – Módulos FI/CO do SAP R/3

FONTE – SAP A/G, 1999.27

O processo se inicia com os modelos de indústria, conhecidos como Business Blueprints. Eles são uma espécie de padrão do que determinado ramo industrial tem. De acordo com Curran (1998: XXIII), o Business Blueprint se concentra em quatro áreas chave necessárias para se compreender o negócio: eventos, tarefas ou funções, organização, e comunicação.

“The Business Blueprint serves as your conceptual master plan and is assembled into a detailed written document. This document summarizes and documents the business requirements in detail, and serves as the basis for organization, configuration and, if necessary, development activities.” (SAPFans, 2000)

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A partir deste modelo, faz-se a identificação (ou seleção) do setor de negócio da empresa e dos seus ramos de atividade, bem como do cenário em que o negócio está inserido.

A partir das informações coletadas, o Business Blueprint é reduzido, eliminando aquelas etapas que fogem ao cenário tanto do negócio quanto dos processos específicos da empresa que está implantando o sistema. São então selecionadas as funções a serem contempladas (os sistemas ERP são comumente vendidos em módulos, e é o cliente quem escolhe quais irá adquirir e implantar).

O resultado final é o modelo específico do cliente, ou seja, o Business Blueprint, adaptado às suas necessidades específicas, por meio de uma ferramenta conhecida como Business Engineer. Curran (1998: XXIII) diz que “the Business Engineer [...] includes customizing components that allow a user to adapt or modify the system to meet the user’s own specific needs”.28

O Business Engineer é na verdade:

“um ambiente de trabalho on-line para permitir uma implantação rápida, otimizando o uso dos recursos da empresa [...] oferece uma base funcional completa com mais de 800 processos de negócio, considerados como as melhores práticas empresariais no nível mundial e que são produtos de 25 anos de experiência trabalhando com mais de 7.500 empresas”. (Cavalcanti, 2001: 191).

A etapa final é a parametrização do sistema, isto é, o preenchimento de todas as suas facetas customizáveis, de modo a formar a estrutura de funcionamento da empresa. Curran (1998: XXIX) diz que “… as standard software, R/3 offers standard business solutions. R/3 is also flexible enough, however, to be customized or extended to meet special customer demands”.29

28

Tradução do autor: “o Business Engineer [...] inclui componentes customizáveis que permitem ao usuário adaptar ou modificar o sistema de modo a atender às necessidades específicas do próprio usuário.”

29

Tradução do autor: “como um software padrão, R/3 oferece soluções de negócio padrões. R/3 é também flexível o suficiente, entretanto, para ser customizado ou ampliado de modo a atender as demandas especiais do cliente.”

É nesta etapa que se faz necessária a participação de um grupo maior de funcionários da empresa, advindos das várias áreas da organização e que ficam cerca de um ano dedicados em tempo integral ao projeto.

A SAP A/G disponibiliza diversos módulos para o SAP R/3, dentre eles:

a) SD – Sales & Distribution (Vendas e Distribuição); b) MM – Materials Management (Gestão de Materiais);

c) FI – Financial Accounting (Finanças, ou Contabilidade Financeira); d) CO – Controlling (Controladoria, ou Contabilidade de Custos); e) PP – Production Planning (Planejamento da Produção); f) PM – Plant Maintenance (Manutenção de Fábricas);

g) PS – Project System (Sistemas de Projeto, ou Projetos de Investimento);

h) QM – Quality Management (Controle da Qualidade); i) HR – Human Resources (Recursos Humanos);

j) AM – Asset Management (Gerenciamento de Ativos); k) WF – Workflow (Gerenciamento do Fluxo de Trabalho);

l) IS – Information System (Gerenciamento de Sistemas de Informações).

FIGURA 11 – Módulos do SAP R/3

R/3

R/3

Cliente / Servidor

Cliente / Servidor

Linguagem: ABAP/4

Linguagem: ABAP/4

FI

FI

CO

CO

AM

AM

PS

PS

WF

WF

IS

IS

MM

MM

HR

HR

SD

SD

PP/PI

PP/PI

QM

QM

PM

PM

FONTE – SAP A/G, 1999.30

A FIG. 12 mostra a integração entre as diferentes funções organizacionais propiciada pelo R/3.

30

FIGURA 12 – Integração dos módulos do SAP R/3

FONTE – SAP A/G, 1999.31

Os módulos FI e CO são, portanto, aqueles relacionados a finanças. O módulo FI tem as seguintes características:

“Contabilidade Financeira (FI). Um sistema de contabilidade capaz de gerir múltiplas funções – legais e gerenciais –, que permitem ter sempre o panorama completo e atualizado da situação global financeira da empresa.” (Cavalcanti, 2001: 186).

E quanto ao módulo CO:

“Contabilidade de Custos (CO). Uma ferramenta simples para a gestão da contabilidade de custos e relatório global da empresa, que permite uma análise de rentabilidade e custeio baseado em atividades (ABC).” (Cavalcanti, 2001: 186).

O fato de possuir o maior market-share de venda de sistemas ERP no mundo traz algumas dificuldades para a SAP e, em especial, para as empresas que

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implantaram seu sistema, o R/3. Um estudo de caso efetuado por Laudon & Laudon (2000) revela que “SAP is growing so fast that there is a worldwide shortage of SAP experts with experience implementing R/3”32 (Laudon & Laudon, 2000: 397). Este problema pode ser a causa de fracasso de muitas implementações de sistemas ERP, como mostrado no tópico 2.5, referente à avaliação de sistemas de informação.

Outro problema do R/3 surge do fato de os especialistas que auxiliam a implementação nas empresas serem mais consultores do produto que estão

“… the SAP experts tend to be troubleshooters or product experts, rather than business consultants, so clients do not necessarily get the best advice on how to integrate the

Outro problema abor

R/3 com sistemas ERP de outros fornecedores. Em relação à flexibilidade do

vendendo do que consultores empresariais, o que faz com que o resultado obtido não seja necessariamente o melhor para a empresa. Laudon & Laudon dizem que:

software into their business operations efficiently and painlessly.”33 (Laudon & Laudon, 2000: 397).

dado na literatura acadêmica refere-se à comparação do

sistema e ao fato de ser amigável ao usuário, a Peoplesoft e a Baan oferecem melhores soluções, segundo Laudon & Laudon (2000): “competing ERP packages such as those offered by Peoplesoft and Baan are considered more flexible and user-friendly, with installations that might cost half the price of SAP per 1000 user […] SAP’s lack of flexibility and complexity have created serious problems for some companies”34 (Laudon & Laudon, 2000: 397).

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Tradução do autor: “A SAP está crescendo tão rápido que existe uma carência mundial de especialistas com experiência na implementação do R/3”.

empresariais, de modo que os clientes não necessariamente

xíveis e amigáveis ao usuário, com instalações que podem custar metade do preço 33

Tradução do autor: “os especialistas da SAP tendem a ser mais solucionadores de problemas ou especialistas no produto do que consultores

têm os melhores conselhos em como integrar o software dentro de suas operações de negócio de maneira eficiente e sem dor”.

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Tradução do autor: “Pacotes ERP de concorrentes, como aqueles oferecidos pela Peoplesoft e Baan são considerados mais fle

do SAP por 1000 usuários [...] a falta de flexibilidade e a complexidade do SAP têm criado sérios problemas para algumas empresas”.

Segundo os autores, a SAP tem procurado dividir o R/3 em módulos independentes, que possam ser instalados um de cada vez, além de criar uma interface mais amigável com o usuário para o software.

Greenberg (2001) é outro autor que cita o problema da falta de flexibilidade dos sistemas ERP – não só do SAP R/3 – , enfatizando que sua origem proveniente dos sistemas MRP e MRP II os tornaram muito voltados para o ambiente interno das organizações, esquecendo a dinâmica ambiental externa na qual as empresas estão inseridas. Para ele:

“Por mais que tenha tentado tornar-se modular e flexível, o ERP tem um embasamento (proveniente dos antigos aplicativos de MRP – Manufacturing Resource Planning – e de suas versões posteriores, MRP II) direcionado à criação de funções empresariais estáveis internamente e controle de processos previsíveis.” Greenberg (2001: 282).

Benzer Belgeler