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3. BULGULAR 1 Genotipleme

3.4 İleri Mikroskopik Görüntüleme

de gramática? Qual? Que influência essa formação exerce no fazer pedagógico?9

A essência das questões formuladas diz respeito à preocupação em captar o ponto de vista dos professores em relação à consciência dos fatores que influenciaram em sua formação. Nesse sentido, ao serem questionadas sobre como construíram sua concepção acerca do ensino de gramática, brotam referências à importante influência do aprendizado construído na universidade em seu processo de formação acadêmica.

Leia-se os comentários:

(15) Com os conhecimentos adquiridos durante o período da faculdade, mais especificamente na disciplina Ensino da Língua Portuguesa como também no desenvolvimento da minha prática em sala de aula. (Professor B, 1º ano, Pedagogia)

(16) Construí ao longo de minha vida estudantil e através das leituras realizadas, na universidade quando fui compreendendo através da disciplina que a exigia e falava do ensino de gramática no cotidiano escolar. (Professor B, 1º ano, Pedagogia)

9

Nessa seção, aglutinam-se duas das indagações formuladas no questionário. Por se entender que elas se complementam, resolveu-se analisá-las em conjunto.

(17) Construí na escola durante minha vida estudantil e passei a vê-la de outra forma quando cursei pedagogia na UFRN. A metodologia do Ensino de Língua Portuguesa. (Professor M, 3º ano, Pedagogia)

Percebe-se que as professoras estabelecem uma relação significativa entre o conhecimento adquirido durante o período em que cursaram, na graduação, determinadas disciplinas relacionadas ao ensino de língua.

Nesse ponto, é pertinente, mais uma vez, compartilhar o pensamento de Neves (2004, p. 17) que, a respeito desse aspecto da formação docente, reitera:

[...] cabe especialmente aos docentes de graduação em letras, que são os formadores de professores de língua materna, preparar as bases de um tratamento escolar cientificamente embasado – e operacionalizável – da gramática do português para falantes nativos, o que representaria dar aquele passo tão reclamado entre o conhecimento das teorias linguísticas e a sua aplicação na prática.

Também há, entre os informantes, remissão à vivência da sala de aula e às leituras “extras” que vão além do livro didático. Citam, ainda, as experiências vivenciadas nos cursos de formação continuada.

É significativo anotar que essas impressões não coincidem com a divisão estabelecida nos grupos (I e II) segmentados na interpretação da primeira questão formulada. As respostas dadas pelos professores remetem, predominantemente, à memória de suas influências ao processo de formação acadêmica e à formação continuada, formal ou informal, qualquer que seja sua concepção de gramática e de ensino.

A tabela seguinte apresenta o panorama da segmentação das diversas respostas fornecidas pelos informantes, ao serem indagados sobre como construíram suas concepções sobre ensino de gramática:

CONSTRUÇÃO DE CONCEPÇÕES DE ENSINO DE GRAMÁTICA NÚMERO DE PROFESSORAS %

Vida estudantil e faculdade 10 50

Prática da sala de aula e leituras diversas

06 30

Reflexão sobre a prática 01 5

Experiência na sala de aula e formação continuada

03 15

TOTAL 20 100%

Tabela 2: Construção de concepções de ensino de gramática

Na passagem a seguir, um dos professores informantes desenvolve uma reflexão sobre a forma como sua prática vai se sedimentando em investimentos formativos:

(18) Refletindo na prática da sala de aula, a gramática não pode ser trabalhada fragmentada (como no passado) e sim no contexto, avaliando a leitura, a escrita constantemente e tendo assim a visão de como melhor ensinar uma gramática mais reflexiva, levando o aluno a ser consciente no uso da língua. (Professor J, 2º ano, Teologia)

Esse ponto do questionário aponta que os professores constroem suas concepções acerca do ensino de gramática em momentos os mais diversificados, posto que esse é um processo contínuo, que está sempre em movimento, daí a posição não estática dessa construção. A vida estudantil torna-se o marco inicial. Posteriormente, a prática da sala de aula evidencia e consolida suas experiências, o que se soma à formação continuada. E nessa dinâmica em permanente evolução sobrevivem e se cristalizam as crenças docentes.

Isso tudo vem a reboque das exigências impostas pelo sistema de ensino atual, que cobra do docente uma postura crítica e reflexiva. Muitas vezes, essas cobranças apresentam resultados positivos; noutras, se perdem

no vazio a que a mera pressão política desacompanhada de condições ideais de trabalho está condenada.

Comumente, ao serem provocados a refletirem sobre a prática pedagógica, visando à proposição de ações que efetivem mudanças qualitativas no processo de ensino e aprendizagem de gramática, a tábua de salvação são as teorias resgatadas dos tempos da graduação, em disciplinas como Metodologia do Ensino de Português e Prática de Ensino de Português, ou remetem aos cursos de formação continuada:

(19) Com os conhecimentos adquiridos durante o período da faculdade, mais especificamente na disciplina “Ensino da Língua Portuguesa”, como também no desenrolar da minha prática em sala de aula. (Professor B, 1º ano, Pedagogia)

(20) A minha concepção sobre o ensino de gramática foi construída ao longo de minha experiência em sala de aula e foi aperfeiçoada em alguns cursos de formação continuada que tive a oportunidade de participar. (Professor D, 4º e 5º anos, Letras)

Nesse contexto, os professores relatam, também, como intervenientes na consolidação de sua formação, as diversas leituras realizadas quando buscam material de suporte para planejarem suas aulas. São leituras em revistas como Nova Escola, Língua Portuguesa e outras relacionadas à elaboração de projetos.

Grande parte dos professores informantes corroboram a crença de que ensinar gramática é retransmitir as regras - sem explorar reflexivamente os conteúdos - ratificando a impressão sobre o predomínio de um ensino que privilegia a mera reprodução de informações. Essa postura não estimula o aluno a pensar acerca dos conteúdos, relacionando-os com o uso social da linguagem.

Hoje, muito já se sabe sobre a necessidade de que os alunos tenham acesso aos conhecimentos gramaticais de forma a estabelecer relação entre o que a escola ensina e o contexto sociocultural em que estão inseridos.

Sobre o ensino de gramática com uma preocupação normativa, Perini (2006, p. 34) é taxativo:

[...] é necessário ensinar o português padrão; mas esse ensino (o “ensino normativo” da língua) deve ser atacado com muita cautela e com toda a diplomacia. Como qualquer material potencialmente explosivo, deve ser manejado com cuidado. Acredito que, com o desenvolvimento da leitura fluente e do hábito da leitura, a maior parte do problema acaba desaparecendo por si só.

As falas dos informantes também estão pontuadas pela preocupação que parecem ter com a valorização da leitura e a pretensa tentativa de estabelecer alguma relação desta com o ensino de gramática. Observe-se, na fala de um dos professores, a referência à diversidade textual como elemento essencial a uma boa aula de gramática:

(21) Baseada na diversidade de texto que nos rodeia, valorizando o

conhecimento do aluno, socializando experiências e

conhecimentos, favorecendo a troca do saber construído. (Professor G, 5º ano. Pedagogia)

Esse aspecto pontuado pela professora já fora alvo de questionamento de Marcuschi (2010, p. 52), que afirma:

Sabemos que um problema do ensino é o tratamento inadequado, para não dizer desastroso, que o texto vem recebendo, não obstante as muitas alternativas e experimentações que estão sendo hoje tentadas.

Nesse contexto, o ensino de gramática com vistas à apreensão de conteúdos relacionados aos usos sociais da língua poderia muito bem estar incorporado numa sequência didática que explorasse a diversidade textual, trabalhada de forma interativa e reflexiva.

Observe-se a resposta a seguir:

(22) Considerando o nível no qual eu ensino, fica difícil ensinar gramática em si, devido os alunos estarem descobrindo a leitura. A maior dificuldade é a falta de interesse por parte dos alunos, no entanto

aproveito os momentos de interesse para transmitir os

conhecimentos necessários para a formação das palavras entre outros. (Professor B, 1º ano, Pedagogia)

Os objetivos relacionados ao ensino de gramática parecem confusos, como se pode perceber no recorte exposto. A posição defendida não expressa com clareza de que forma a leitura se relacionaria com os conhecimentos gramaticais. A relação entre leitura, gramática e formação de palavras denota uma indefinição sobre qual seria exatamente o conteúdo enfocado.

Benzer Belgeler