4. BULGULAR ve TARTIŞMA
4.8. ANN ile Aşınma Oranı Tahmini
4.8.3. İleri beslemeli geri yayılımlı ANN modeli
Temos na Constituição as diretrizes para o exercício do poder tributário. Esses preceitos estão destacados no Texto Máximo, devendo ser guia da legislação infraconstitucional.
a) princípio da estrita legalidade
O artigo 150, inciso I, da Constituição Federal, prescreve que “sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos
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Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I) exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça.(...).”
Sabemos que tal deflui do princípio a legalidade previsto no artigo 5º, II, da Constituição Federal. Assim, instituir tributo somente sob a égide de lei.
b) princípio da anterioridade
Empregado no artigo 150, inciso III, letra b: “sem prejuízo de
outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios(...) III) cobrar tributos (..). b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.”
A publicação de lei instituidora de tributo ou a que o aumentou deverá ser publicada no exercício financeiro anterior ao da sua cobrança.
c) princípio da irretroatividade da lei tributária
O princípio da irretroatividade está prescrito no artigo 150, inciso III, letra a, da Constituição Federal. Na visão do professor PAULO DE BARROS CARVALHO, tal prescrição é despicienda, uma vez que a mesma diretriz já está contida no artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal.32
36 Cabe aqui um advertência realizada por SACHA CALMON NAVARRO COÊLHO:
“Alguns autores estão procurando introduzir em nosso Direito, subrepticiamente, a retroatividade da lei fiscal, com elegantes citações de doutrinadores estrangeiros, em cujos países o princípio da irretroatividade da lei tributária não tem consagração constitucional como no Brasil.”33
No entanto, no Brasil, o princípio é consagrado no capítulo dos Direitos Fundamentais e é citado, novamente, no capítulo tributário da Constituição, consagrando que a lei tributária deve ser irretroativa.34
Assim, essa regra é absoluta no que diz respeito à criação ou aumento de tributos, suportando exceções se se tratarem de normas benéficas ao contribuinte.35
33 Curso de Direito Tributário Brasileiro, p. 235
34 A autora Misabel Abreu Machado Derzi, atualizando a obra de Aliomar Baleeiro, Limitações Constitucionais ao
Poder de Tributar, faz diferenciação entre retroatividade e retrospectividade: “A retroatividade será imprópria ou “retrospectiva”, se a lei não atuar nem sobre o passado nem também sobre o futuro, mas “ em um presente ainda não concluído, porém em vias de formar o fato jurídico e as relações jurídicas(...) no caso dos impostos periódicos, ela é editada no curso de um ano, antes do termo final do nascimento do direito. Na verdade, isso foi deduzido da técnica §38 AO e não da realidade dos fatos. Aumentos do imposto de renda e das sociedades para o ano de 1980 são admitidos também ainda em 20 de dezembro de 1980” (K. Tipke, Steuerrecht, Köln, Otto Schimidt KG, 1983, p. 46)
Essa diferenciação entre retroatividade autêntica e imprópria ou “retrospectiva” é aceita pelo Tribunal Constitucional Alemão, sob as críticas de grande parte da doutrina, porque, como diz Tipke, ela não convence, especialmente se considerarmos que o princípio da irretroatividade visa à proteção da confiança.” (pp. 191-193)
35 O artigo 106 do Código Tributário Nacional, prescreve:
“A lei aplica-se a ato ou fato pretérito:
I – em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados;
II – tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração;
b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha implicado em falta de pagamento de tributo;
37 Evidentemente, quando a lei for benéfica ao contribuinte, admite-se a irretroatividade. Tal preceito é idêntico ao preceito penal, prescrito na Constituição, o qual observa que a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu.
d) princípio da tipologia tributária
PAULO DE BARROS CARVALHO afirma:
“no direito positivo brasileiro, o tipo tributário é definido pela integração lógico-semântica de dois fatores: hipótese de incidência e base de cálculo. Ao binômio, o legislador constitucional outorgou a propriedade de diferençar as espécies tributárias entre si, sendo também operativo dentro das próprias subespécies. Adequadamente isolados os dois fatores, estaremos credenciados a dizer, sem hesitações e perplexidades, se um tributo é imposto, taxa ou contribuição de melhoria, bem como anunciar que tipo de imposto ou que modalidade de taxa.”36
Sendo dessa forma, por intermédio desses dois elementos, hipótese de incidência e base de cálculo, é possível distinguir o tipo tributário.
e) princípio da proibição de tributo com efeito de confisco
A vedação de que um tributo aja como expropriante encontra- se no artigo 150, inciso IV, da Constituição Federal. Tramitando em nuvens cinzentas, o
38 princípio apenas alerta que existe um limite para a carga tributária. Todavia, a mensuração é extremamente subjetiva, levando o professor PAULO DE BARROS CARVALHO a seguinte afirmação “a temática sobre as linhas demarcatórias do
confisco, em matéria de tributo, decididamente não foi desenvolvida de modo satisfatório, podendo-se dizer que sua doutrina está ainda por ser elaborada.”37
Esse princípio visa a proteger o patrimônio individual, perseguindo a diretriz de que não se admite apropriação através da tributação abusiva.38
f) princípio da vinculabilidade da tributação
Os atos administrativos mais relevantes da pretensão tributária são pautados pela vinculabilidade e não pela discricionariedade.
g) princípio da territorialidade da tributação
PAULO DE BARROS CARVALHO consagra:
“O poder vinculante de uma lei ensejará os efeitos jurídicos de estilo até os limites geográficos da pessoa política que a editou. A lei federal, por todo o território brasileiro; as estaduais, dentro de suas fronteiras regionais; e as municipais, nas lindes internas de
37 Curso de Direito Tributário, p. 159
38 Sacha Calmon Navarro Coelho observa que “ a) admite-se a tributação exacerbada, por razões extrafiscais e em
decorrência do exercício do poder de polícia (gravosidade que atinge o próprio direito de propriedade);
b) o direito de propriedade outrora intocável não o é mais. A Constituição o garante, mas subordina a garantia “à função social da propriedade” (ao direito de propriedade causador de disfunção social, retira-lhe a garantia).” (Curso de Direito Tributário Brasileiro, p. 247)
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seus espaços geográficos; assim acontecendo com as do Distrito Federal”.39
h) princípio da indelegabilidade da competência tributária
Trata-se da impossibilidade de a pessoa política transferir a competência tributária para outra pessoa, facultada à transferência da capacidade tributária ativa.40