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İKİNCİ BÖLÜM Disiplin ve Ceza İşleri

Belgede SAYIŞTAY KANUNU (sayfa 46-50)

Apesar da recente utilização formal do termo Comunidades de Práticas (CdPs), o significado do conceito a que ele se refere é intrínseco ao círculo social de

indivíduos que dependem de um inter-relacionamento para a constituição do seu grupo e fortalecimento dos interesses comuns.

Comunidades de Práticas são formadas por pessoas que se reúnem em torno de um processo colaborativo de aprendizado, referente a algum domínio do conhecimento humano, de forma espontânea ou intencional. A combinação de três elementos caracterizam uma CdP:

 Domínio – área do conhecimento de interesse do grupo;

 Comunidade – grupo de pessoas interessadas e dispostas a compartilhar seu conhecimento entre si;

 Prática – disponibilização de métodos, ferramentas e ações destinadas a promover a interação sustentável entre os membros do grupo.

Grupos de indivíduos que compartilham interesse em torno de atividades comuns, as quais sabem realizar e sobre a quais interagem regularmente, movidos pela paixão, com o intuito de aprender mais sobre suas práticas, compõem a essência das CdPs. Isto serve como argumento de que elas podem atuar como pedras angulares da GC. Essas comunidades podem ser definidas através de disciplinas, problemas, ou mesmo situações (WENGER, 2004).

Qualquer indivíduo, mesmo que involuntariamente, faz parte de várias comunidades de práticas ao longo de sua vida quer seja na escola, em casa, entre amigos, nas atividades de lazer ou de trabalho, em associações formais ou informais e, num contexto mais amplo, em todos os círculos sociais dos quais faz parte. A intensidade com que o indivíduo participa em cada CdP pode ser categorizada em níveis entre os dois extremos “pertencer” ou “não pertencer” à CdP.

A seguinte classificação pode ser adotada para situar um indivíduo com relação a uma CdP, de acordo com o seu nível de participação:

 Grupo central – um pequeno grupo no qual a paixão e o engajamento energizam a comunidade;

 Participantes ativos – membros que são reconhecidos como praticantes e definem a comunidade;

 Participantes periféricos – pessoas que pertencem à comunidade, mas com menos engajamento e autoridade, talvez pelo fato de serem novatos ou porque não têm muito compromisso pessoal com a prática;

 Participantes ocasionais – pessoas de fora da comunidade que interagem com a comunidade ocasionalmente para receber ou prover um serviço sem tornar-se um membro da comunidade;

 Participante passivo – um grande número de pessoas que têm acesso aos artefatos produzidos pela comunidade, como suas publicações, seu website, ou suas ferramentas, mas sem ação proativa.

Quando um novato ou recém-chegado a uma comunidade de prática move-se da periferia para o centro, ele se torna mais ativo e engajado na sua cultura e, por conseguinte, assume o papel de experiente ou veterano. Lave e Wenger (1991) chamam este processo de participação periférica legitimada.

Segundo Wenger (2004), são três os principais níveis de participação dos membros de uma comunidade. Há o grupo central, composto em média por 10 a 15% da comunidade, que participa dos projetos, identifica tópicos de interesse para a comunidade e vai criando uma agenda de reflexões, através de suas mensagens, experiências, imagens e links. O próximo nível é dos membros ativos, em média 15 a 20% da comunidade, que participam dos eventos e ocasionalmente participam das discussões, porém sem a mesma regularidade e intensidade do grupo central. A maior parte da comunidade é composta pelo grupo periférico, que são os usuários que raramente participam.

Através de um esforço voltado para o desenvolvimento em paralelo dos três elementos caracterizadores das CdPs, Domínio, Comunidade e Prática, pode-se, intencionalmente, identificar, criar, incentivar e manter CdPs nos mais diversos ambientes. Também, podem-se desenvolver ações que facilitem a migração dos indivíduos da periferia para o centro da CdP, a fim de fortalecê-la.

A importância da identificação e promoção de CdPs em organizações reside no fato que, através da tomada de consciência que isto implica, os indivíduos tendem a assumir responsabilidades que fortalecem as comunidades e, consequentemente, a própria organização que as abrigam.

Os vários recursos utilizados por esses indivíduos para compartilharem suas práticas se revestem de um caráter dinâmico e evoluem para se adaptar às especificidades de cada CdP, de acordo com o conhecimento nela acumulado. Sendo assim, as formas de fortalecimento dessas comunidades devem também ser muito específicas, adequadamente moldadas para a CdP em questão, respeitando

seu ritmo, sua linguagem própria (ontologia) e as necessidades individuais dos atores envolvidos.

Ainda segundo Wenger (2008), o conceito de CdP foi mais facilmente absorvido pelas organizações produtivas, dada a constatação nessa esfera da importância do conhecimento como um ativo que necessita ser gerido estrategicamente. Esforços iniciais de gestão do conhecimento concentraram-se em sistemas de informação, todavia com resultados desapontadores. As CdPs forneceram uma nova abordagem focada nas pessoas e nas estruturas sociais que viabilizam o aprendizado coletivo dessas pessoas, promovendo um maior domínio sobre o conhecimento detido pelo grupo.

Atualmente, poucas são as organizações de porte que não possuem alguma forma de iniciativa de comunidades de prática. Algumas características explicam esse crescimento de interesse sobre CdPs como veículo para o desenvolvimento de competências estratégicas nas organizações:

 CdPs habilitam seus participantes a assumirem responsabilidade coletiva pela gestão do conhecimento da qual necessitam, reconhecendo que, dada a estrutura apropriada, eles estão na melhor posição para efetuar essa gestão;

 CdPs criam, entre seus participantes, um elo direto entre aprendizado e desempenho, pois os mesmos indivíduos participam das CdPs e de equipes intraorganizacionais;

 Participantes podem lidar com os aspectos tácitos e dinâmicos da criação e compartilhamento do conhecimento, como também os seus aspectos explícitos menos voláteis;

 CdPs não são limitadas por estruturas formais – elas criam conexões entre pessoas, cruzando fronteiras organizacionais e mesmo geográficas. Vários aspectos importantes da GC são contemplados na ótica da teoria que descreve as CdPs. Dentre eles o mais aparente é o mapeamento do conhecimento e identificação de lacunas existentes – "Quem detém o conhecimento? Com que outros grupos deverá haver interação/conexão para suprir as lacunas?"

Nesse contexto, as tecnologias da informação e comunicação entram como ferramenta de apoio ao processo de aprendizado, característico das CdPs, servindo como facilitadoras para uma prática de GC, espontânea ou intencional, realizada pelos participantes de uma dada CdP (COSTA et al, 2005).

Belgede SAYIŞTAY KANUNU (sayfa 46-50)