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İhtiyaç-Arz Yaklaşımı Açısından Birey-İş Uyumunun Ölçülmesi

2. BİREY-ÇEVRE UYUMU

3.2 İhtiyaç-Arz Yaklaşımı Açısından Birey-İş Uyumunun Ölçülmesi

O Serviço Militar Obrigatório tornou-se uma grande fonte de tensão para o adolescente Testemunha de Jeová, sobretudo, jovens em muitos países no mundo. Em países como Malawi, ouviu-se falar em tensões, prisões, mortes, enquanto no México um suposto “suborno legal” foi permitido pelo Corpo Governante para que mais perseguições fossem evitadas. (FRANZ, 2002, p.173).

No Brasil, no ano em que o jovem completa 18 anos deve, compulsoriamente, alistar-se em uma junta militar mais próxima de sua casa. Após uma data estabelecida, tal jovem passará por um exame médico que o qualificará ou não para o serviço militar.

As Testemunhas de Jeová vêem soldados, armamentos e militares como instrumentos de iniqüidade a serviço de Satanás. Quem faz uso de tais forças, despreza a Jeová e ao seu mundo vindouro de paz, por isso, instruem os seus membros a jamais se envolverem com tal prática.

O jovem, não é submetido ao exame médico, pois ele é instruído pela organização da Torre de Vigia, a levar consigo uma declaração com pedido para isenção do serviço militar, que é assinada pelo superintendente-presidente da congregação ou o ancião da congregação a qual ele pertence. A partir deste ponto é que começa a grande tensão com o adolescente, pois servindo o exército por um ano ou sendo dispensado deste serviço, o jovem jurará a bandeira nacional e estará de posse em suas mãos de um documento chamado Certificado de Alistamento Militar, o CAM, que lhe dará plenos direitos de exercer a cidadania.

A não obtenção deste documento, através do pedido de eximição do Serviço Militar com a assinatura do ancião acarretará na perda dos direitos políticos e na impossibilidade de obter ou renovar seu título de leitor e CPF, de abrir firma, possuírem passaporte para viagens internacionais e dificuldade de obter empregos.

A fase final da perda dos direitos políticos é a sua cassação definitiva através da publicação do nome no Diário Oficial da União, o que acarretará no confinamento do adolescente que está chegando à vida adulta para o mundo do subemprego, da alienação social. No futuro terá que contar com os favores dos irmãos do Salão do Reino ou ingressar em Betel, o que muito interessa à Sociedade, na espera exaustivamente do Novo Mundo. (BERGER, 2004, P.93-113)

O adolescente somente poderá ter seus direitos readquiridos através da promulgação do Presidente da República, rompendo com a religião através de um auto- desligamento, que as testemunhas chamam de “dissociação” ou por desassociação.

O Exército Brasileiro, bem como a Marinha e a Aeronáutica propõem-se a oferecer às Testemunhas de Jeová, o Serviço alternativo, que não implica em treinamento militar ou manuseio de armamentos, porém estes também são ostensivamente proibidos pela Sociedade. Já permitiram em outras ocasiões, mas voltaram atrás.

As testemunhas abominam o exército, a polícia civil e militar, alegando neutralidade. Entretanto, em caso de assalto ou incêndios, acionam sem temor a ajuda destes serviços, desde que atendam a uma necessidade específica e esporádica.

2.2.8 Saúde (a questão do sangue e derivados)

Sem sombra de dúvidas, a questão mais polêmica e geradora da maior tensão entre adolescentes e a Torre de Vigia é a proibição da transfusão de sangue e derivados para tratamento ou terapia clínica em casos de acidente, cirurgias, pacientes hemofílicos, bebês com icterícia e transplante de medula óssea em caso de leucemia aguda ou esclerose. Desde 1977 adotam, oficialmente, esta posição através de uma publicação chamada As Testemunhas de Jeová e a Questão do Sangue.

Baseiam-se na interpretação extremada da lei de Moisés que proíbe a ingestão do sangue para a nação de Israel. Entendem que tal proibição é agora para eles, como o “Hodierno Israel Espiritual de Jeová”. Vão além da ingestão, pois pelas artérias ou veias também é uma séria violação a esta lei. (Raciocínios a Base das Escrituras páginas 343- 348)

A obediência zelosa e cega a esta imposição da Sociedade, ocasionou na perda de milhares de vidas, dentre estes, adolescentes de muitos países como relata a

Despertai! de 22 de maio de 1994 que estampam em sua capa fotos de 24 adolescentes

que perderam suas vidas atendendo a este mandamento. (Vide Anexo 04)

Nessa situação coexistem pais angustiados e temerosos, filhos adolescentes decididos, médicos entre o juramento profissional de salvar vidas, liminares, batalhas judiciais e morte.

Pode ser citada a comovente história de Adrian Yeatts, jovem de 15 anos que travou uma árdua batalha judicial com médicos que queriam muito salvá-lo. Sua obstinação em não receber sangue, fez com que ganhasse o direito de “menor amadurecido”, a saber, um reconhecimento de maioridade legal, apesar da idade. Com tal direito adquirido, ainda que em caráter extraordinário, pode por si só, abster-se definitivamente do uso do sangue.

Seu último desejo foi visitar a congênere da Torre de Vigia no Canadá. Voltando para o hospital de onde não pode mais sair, foi batizado um dia antes de morrer. A revista narra a conclusão da história sobre a morte deste jovem: Por rejeitar transfusões de sangue que poderia possivelmente estender a sua vida atual, Adrien Yeatts mostrou ser um dos muitos jovens que colocaram a Deus em primeiro lugar.

Lenae Martinez, de 12 anos, morreu nos braços da mãe. Crystal Moore aos 17 anos, escapou por milagre da morte e hoje dedica a sua vida na construção e reforma de Salões do Reino. Lisa Kosack foi forçada a fazer uma transfusão de sangue por ordem judicial, tendo seus braços amarrados. Argumentou que tal transfusão fora como um estupro e sentiu-se amargurada pela possibilidade de ter transgredido a lei de Jeová.

Ernestine Gregory, de 17 anos após longa batalha judicial, obteve o direito de não receber a transfusão e faleceu, segundo a revista, por outro motivo que não a leucemia que a acometia.

No último artigo desta revista, lê-se a notícia de hemofílicos que receberam sangue contaminado com o vírus HVI, com certeza um grande trunfo nas mãos daqueles que negam a transfusão.

Orgulhosamente são estampadas histórias de fidelidade pela observância deste mandamento, histórias de escapes da morte, tragédias pela transfusão imposta por sangue contaminado. Jamais mencionam, no entanto, qualquer artigo sobre o salvamento de vidas sequer, pela mesma transfusão de sangue.

Qualquer Testemunha de Jeová, o que inclui também o adolescente, porta um documento, uma carteirinha que explica, em casos extremos de necessidade, sua posição em relação ao sangue. O adolescente viverá o paradoxo de correr o risco de morrer jovem, mas ressurgir numa Nova Ordem futura, que conhece através de gravuras criativas das publicações ou receber a transfusão, vivendo mais alguns anos, podendo ser desassociado e ganhar o ódio contumaz de Jeová no Armagedom.

Deve-se notar que a transfusão é uma terapia, um tratamento. Não se pode negar que traga algum tipo de risco à saúde. Os médicos e juristas dividem-se quanto a esse procedimento ligado às Testemunhas de Jeová. O que está em discussão é o fato da inevitável tensão e o conseqüente dano pela imposição do direito isento de escolha, sem interferência de quem quer que seja.

Caso fosse revogada esta posição assumida em 1980 por Nathan Hommer Knorr, é bem provável que alguns poderiam adotar tal procedimento em casos extremos, como já aconteceu com Testemunhas que no momento crítico aceitaram sangue e estão vivas, apesar de desassociadas. Segundo a Torre de Vigia, estar longe do coração de Jeová e de sua organização.