A. ALLAH’IN BİRLİK ve KUDRETİNİN DELİLLERİ
1. İhtirâ/ Yaratma
O conceito de redes de transporte ópticas (OTN-optical transport network) foi criado no ITU-T a fim de acomodar diferentes clientes (IP, ATM) em redes WDM, dotá-las com a propriedade de roteamento e sinalização (networking) e gerenciá-las de uma maneira unificada. Para definir o conceito de OTN e estabelecer interoperabilidade dos equipamentos de diferentes fabricantes e entre diferentes operadores, o ITU-T desenvolveu uma série de recomendações. Tais recomendações são classificadas em termos de arquiteturas ou planos: plano de transporte, plano de gerenciamento e plano de controle.
Por serem desacopladas, interfaces de comunicação entre os referidos planos estão em estudo e serão especificadas em futuras recomendações. A interface entre o plano de controle e o plano de transporte será denominada CCI (connection controller interface) e terá o CC como a entidade gerenciadora no plano de controle. Entre o plano de controle e o plano de gerenciamento interfaces serão criadas entre os componentes CC, LRM e CallC e o plano de gerenciamento. O plano de gerenciamento será conectado ao de transporte por intermédio de interfaces DCN ou pelo canal OSC. Espera-se para o biênio 2003/2004 a incorporação de protocolos (por exemplo, RSVP e CR-LDP) à padronização da rede ASON.
115
CAPÍTULO 6
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
6.1 CONCLUSÕES
Para sobreviver no ambiente competitivo dos dias atuais, os provedores de serviços (ISPs) devem melhorar continuamente suas redes de transporte de dados e habilitar a seus usuários serviços mais rápidos e eficientes em termos de custo. No cerne da questão estão as redes ópticas, nas quais a tecnologia dominante é a fibra óptica. Este trabalho analisou a evolução de tais redes desde a sua origem no início dos anos 80, com a implantação de fibras monomodo, principalmente nos Estados Unidos, Europa e Japão, até os dias atuais onde se utilizam sistemas SONET/SDH e sistemas DWDM ponto a ponto. A introdução de equipamentos ópticos, como os amplificadores EDFAs, foi discutida, além de serem mencionadas algumas tecnologias, especificamente os MEMS (micro-electromechanical systems), para a confecção de OXCs e OADMs puramente ópticos. Estes últimos poderão dotar as redes ópticas com a função de
networking, ou seja, a capacidade de manipular comprimentos de onda de forma a implementar o
roteamento destes comprimentos de onda. Esta possibilidade implica em uma nova forma de relacionamento das aplicações com esta camada física.
Com o intuito de explicitar tal relacionamento apresentaram-se duas pilhas de protocolos IP/ATM/SONET-SDH e IP/PPP-HDLC/ SONET-SDH, analisou-se, para cada uma delas, a forma de encapsulamento e calculou-se o overhead introduzido. Este cálculo apontou um overhead médio ponderado de 24 % para a arquitetura IP/ATM/SONET-SDH e de 2% para a arquitetura IP/PPP-HDLC/ SONET-SDH. Ressalta-se que o overhead inserido pela infra- estrutura de transporte SONET/SDH (aproximadamente 4,6 %) não está computado nos cálculos acima. De fato, estruturas multicamadas apresentam efeitos nos quais uma camada pode limitar a escalabilidade de redes inteiras, tanto quanto aumentar os custos das mesmas. Sendo assim, objetivando-se diminuir o número de camadas como forma de eliminar as limitações de desempenho devido à inserção de overheads, discutiu-se um cenário no qual a função de
116
engenharia de tráfego propiciada pela camada ATM deverá ser absorvida pela camada IP e a capacidade de transporte do protocolo SONET-SDH deverá ser absorvida pela camada óptica, culminando em uma arquitetura com duas camadas, chamada IP sobre DWDM.
A primeira parte deste objetivo pode ser alcançada através da inclusão na camada IP de novas funcionalidades proporcionadas pela tecnologia MPLS (Multiprotocol Label Switching- Internet Engineering Task Force-IETF), sendo este um plano de controle que pode ser usado não somente com roteadores, mas também em equipamentos SONET/SDH. Com este intuito foram analisados os conceitos básicos da arquitetura MPLS e demonstrou-se como tais conceitos podem ser empregados visando dotar redes IP com engenharia de tráfego. A funcionalidade restante pode ser alcançada na medida em que comutadores ópticos forem empregados em conjunto com os sistemas DWDM, transformando, ou melhor, dotando, esta camada de meios para realizar a comutação óptica.
A arquitetura com duas camadas surge assim com a utilização de Generalized MPLS (GMPLS) e a disponibilização de sistemas DWDM com comutação óptica. A arquitetura GMPLS visa prover às redes ópticas um único plano de controle, derivado do MPLS, ou seja, algumas modificações e adições são necessárias para que os protocolos de sinalização e roteamento presentes no MPLS se adaptem às peculiaridades da comutação óptica. Apresentaram-se, assim, as extensões aplicadas aos protocolos de roteamento (OSPF e IS-IS), aos protocolos de sinalização (RSVP e CR-LDP) e introduziu-se um novo protocolo, o LMP, visando este gerenciar enlaces ópticos. Com esta tríade de conceitos, o GMPLS é estendido para incluir um grupo de elementos de redes que não tomam decisões de comutação e roteamento baseados somente nas informações carregadas nos cabeçalhos de pacotes ou células, mas sim baseados em intervalos de tempo (time slots), comprimentos de onda, ou portas. A arquitetura MPLS original está, assim, sendo estendida para incluir dispositivos cujos planos de envio não reconhecem pacotes e não podem enviar dados baseados em informações neles contida. Especificamente, tais equipamentos incluem dispositivos nos quais a decisão de envio é baseada em intervalos de tempo (time slots), comprimentos de onda (wavelengths) ou portas físicas (OXCs).
Em relação aos aspectos de padronização das redes ópticas foram mencionadas várias instituições de padronização, OIF, IETF e ITU-T. Enquanto o OIF e o IETF trabalham na padronização de um plano de controle para as redes ópticas, o ITU-T padroniza, por meio dos grupos de estudos 13 e15, não somente o plano de controle como também a arquitetura inteira de uma rede óptica. Tal arquitetura foi avaliada em relação às recomendações que especificam
117
os planos de controle, gerenciamento e transporte que a compõem. A estrutura do plano de controle foi apresentada, bem como a abordagem relacionada à inserção da arquitetura GMPLS à arquitetura de redes ópticas padronizada pelo ITU-T (ASON). Esta inserção justifica-se, uma vez que as redes ópticas padronizadas pelo ITU-T utilizam um plano de controle, o qual pode ser composto pelos protocolos empregados pelo plano de controle GMPLS.