26. Hidâyetü’r-rüvât ilâ tahrîc ehâdisi’l-mesâbih ve’l-mişkât
1.6. İbn Hacer’in Hadis Usûlüne Eklediği Konular
Inovações na concepção e avaliação dos impactos ambientais, e nos instrumentos para a sua regulação foram sendo incorporados na legislação a partir da década de 80, assim como foram criados novos fóruns de atuação com maior grau de participação da sociedade civil organizada.
ecológico que historicamente objetivou esta ampla e atual discussão sobre a temática ambiental, têm utilizado seu crescente envolvimento na sociedade brasileira, como forma de disseminar parte do conhecimento produzido sobre essa temática. Além de atuarem como grupos de pressão, para a efetivação de políticas ambientais, forçam a aplicação de instrumentos jurídicos já definidos. (VERDUM, 1995)
Dentre os instrumentos jurídicos mais importantes em nível nacional, está o de Política Nacional do Meio Ambiente - Lei 6.938, de 31 de agosto de 1981, com alterações posteriores efetuadas pela Lei 7.804, de 18 de julho de 1989 e pela Lei 8.028, de 12 de abril de 1990.
É esta lei, que, conforme Machado (1991), cria uma importante inovação dada ao Ministério Público da União aos Estados, ao conceder-lhe a “legitimidade para propor ação de responsabilidade civil por danos causados ao ambiente”.
A estrutura administrativa criada pela Lei 6.938/81 para o gerenciamento das ações da utilização dos recursos naturais e proteção da qualidade ambiental está constituída pelo Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, que tem como órgão superior o Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA e tinha como órgão central a Secretaria Especial de Meio Ambiente - SEMA, sendo constituída por todos os órgãos e entidades federais (órgãos setoriais), estaduais (órgãos seccionais) e municipais (órgãos locais) envolvidos com esse gerenciamento.
Posteriormente as atribuições do SEMA foram transferidas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, pela Lei 7.735 em 22 de fevereiro de 1989. A figura abaixo ilustra o organograma do SISNAMA:
Figura 2: Organograma do SISNAMA
Fonte: Coelho (1996, p. 38)
O CONAMA, ao lado do IBAMA, seu braço executivo, são os principais órgãos da política ambiental. Compete ao CONAMA estabelecer normas e critérios para o controle e a manutenção da qualidade ambiental, o licenciamento, fazer os estudos das alternativas e possíveis conseqüências ambientais das intervenções humanas, além de definir as multas e penalidades para crimes ambientais. Umas de suas atribuições é fixar resoluções (conforme Quadro 5), sendo que numa delas foi instituído o Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo relatório (EIA / RIMA).
CONSELHO DE GOVERNO CONAMA Consultivo Deliberativo SENAM / UF Central IBAMA Executivo ORGÃOS SECCIONAIS Estados ORGÃOS LOCAIS Municípios
Quadro 5: Resoluções CONAMA com enfoque no controle ambiental para o setor industrial
RESOLUÇÃO DISPÕE SOBRE
No 001/86 Estabelece critérios básicos, definições e diretrizes para adoção e elaboração de estudos e relatórios de impacto ambiental para praticamente todas as atividades modificadoras do meio (incluindo aterros sanitários, processamento de destino final de resíduos tóxicos) e cria a possibilidade de convocar audiências públicas;
No 018/86 e Decreto no 92.752/86 Prevê ações básicas para a defesa do ambiente;
No 006/87 Estabelece o Licenciamento Ambiental e a
obrigatoriedade de prévio EIA em obras de grande porte relacionados com a geração de energia elétrica;
No 009/87 Regulamenta a realização de audiências públicas para
aferição do conteúdo dos EIA/RIMA;
No 006/88 Estabelece a necessidade dos Estados elaborarem o inventário de resíduos sólidos industriais e o seu controle, significando o primeiro passode uma política de gerenciamento de resíduos sólidos industriais em âmbito nacional;
No 005/89 Institui o PRONAR – Programa Nacional de Controle
da Qualidade do Ar;
No 003/90 Reformula os padrões de qualidade do ar,
introduzindo o conceito de padrões primários e secundários para a qualidade do ar;
No 008/90 Estabelece limites de emissão de poluentes por fontes
fixas. Marca a incorporação dos assuntos ambientais na ação regulamentadora do Estado;
No 023/94 Institui procedimentos específicos para o
licenciamento e controle ambiental das atividades relacionadas à exploração de lavra de jazidas, combustíveis líquidos e gás natural;
No 037/94 Trata de questões referentes ao destino final de resíduos sólidos perigosos e tóxicos;
No 005/95 Cria a Câmara Técnica de Controle Ambiental.
Compete a ela analisar, elaborar e propor ao plenário do CONAMA as diretrizes e normas de implementação e execução da Política Nacional do Meio Ambiente em relação à poluição e padrões de qualidade do ar e da água;
No 013/95 Trata do assunto importação/exportação de produtos que destroem a camada de ozônio.
Fonte: GUTBERLET (1996, p. 43)
Segundo Verdum (1995), as principais mudanças introduzidas por esta lei foram:
- a descentralização das ações executivas respaldando expressamente a atuação dos Estados e Municípios, reservando-se à União apenas a edição de normas gerais e a ação supletiva na omissão das demais esferas de poder; e
- a mudança de enfoque das prioridades da ação governamental, antes limitado ao desenvolvimento econômico.
A Lei 6.938/81 considera o meio ambiente como patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, privilegiando e enfatizando o aspecto “preventivo” do controle ambiental. Isso pode ser constatado no exame da listagem de instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente, que inclui, entre outros:
- o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental; - o zoneamento ambiental;
- avaliação de impactos ambientais;
- o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras;
- incentivos à produção e instalação de equipamentos e criação ou absorção de “tecnologias limpas”, voltadas para a melhoria da qualidade ambiental; e
- penalidades ao descumprimento das medidas necessárias à preservação ou recuperação da qualidade ambiental.
O Decreto 88.351/83 que regulamentou esta lei, vinculou a utilização da avaliação de impacto ambiental aos sistemas de licenciamento dos órgãos estaduais de controle ambiental, para as atividades poluidoras ou mitigadoras do meio ambiente.
A Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, em consonância com a Lei 7.347, de 24 de julho de 1985, que “disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor...” (artigo 6o), abre importante espaço de ação para as organizações civis e até mesmo ao cidadão, em relação à responsabilidade pelos danos causados ao ambiente.
Outro marco jurídico no contexto nacional se deu em 1988, com a edição da nova Constituição Brasileira que demonstrou progresso notável na medida em que deu à matéria do meio ambiente um capítulo próprio em um dos textos mais avançados em todo o mundo, na época. (PALAMANOS, 2000)
Na nova Constituição Brasileira, o direito ambiental encontra sua atenção no Capítulo VI do Título VIII, que só contém o art. 225 (Anexo A), com seus parágrafos e incisos. Por estar inserido no capítulo da ordem social, o direito do meio ambiente passa a ser dimensionado no direito social. (QUEIROZ, 1990) O meio ambiente passou, então, a ter tratamento específico e abrangente na constituição, que atribui ao Poder Público
responsabilidade pela sua defesa e preservação.
Devido às obrigações legais constitucionais serem atribuídas às três esferas do Governo, após a Constituição Federal vieram as Constituições Estaduais, seguidas das Leis Orgânicas dos Municípios (como se fossem verdadeiras constituições locais), todos marcados por intensa preocupação ecológica e que segundo defendido por Carvalho (2002), por certo acabarão por desembocar no futuro Código de Meio Ambiente.
Sendo a administração municipal componente do Poder Público, esta passou a ter obrigações constitucionais na manutenção do equilíbrio ecológico. A forma de atuação do município para o atendimento dessa atribuição abrange, necessariamente, o exercício das competências comuns e concorrentes, seja protegendo o meio ambiente e combatendo a poluição em qualquer de suas formas, seja preservando as florestas, a fauna ou estabelecendo legislação de interesse local, sobre a matéria ambiental. Logo, no exercício de sua competência e observando o tratamento que a Constituição Estadual concede ao meio ambiente, os municípios devem, dentre outras ações:
- estabelecer legislação suplementar à da União e dos Estados, em atendimento ao interesse local;
- aplicar sanções aos responsáveis por atividades que estejam causando danos ao meio ambiente;
- controle e observância das normas ambientais;
- participar ativamente do processo de licenciamento de atividades e obras poluidoras ou potencialmente;
- implementar medidas concernentes às formas e padrões de proteção e preservação ambiental e de fiscalização e controle de atividades; e
- crias espaços territoriais a serem especialmente protegidos, como áreas de proteção ambiental, parques, reservas e estações ecológicas.
A competência própria do município no trato das questões ambientais não exclui a possibilidade de ação conjugada com a União e o Estado. Por isso, é recomendável que as ações municipais sejam realizadas, sempre que possível, de forma integrada com essa esferas de governo, sem prejuízo das atribuições específicas de cada parte.
Na visão de Loureiro & Pacheco (1995), se de um lado houve a introdução da ação concorrente das três esferas da Federação (União, Estados e Municípios) na responsabilidade pela garantia da qualidade ambiental, por outro, ela aumenta a possibilidade de conflitos na área inter-governamental. Exemplo disso é que a partir de 1988 acirrou-se o atrito entre o IBAMA e os Estados, na medida em que estes ganharam
mais autonomia para elaborarem seus Códigos, até então atribuição do órgão federal. A Constituição de 1988 introduziu ainda algumas novidades referentes a "produção e consumo", responsabilidade por dano ao meio ambiente, regulamentados pelo Decreto n° 99.274/90. Esta lei trata principalmente da competência do CONAMA, da EIA/RIMA e do licenciamento de atividades que requerem o uso e/ou a transformação de recursos ambientais com potencial poder poluidor.