• Sonuç bulunamadı

İşlevselci Değişim Modelleri

Belgede Selman Yılmaz (sayfa 45-61)

Em função do tamanho e do partido arquitetônico da Escola Ciranda, a área livre estudada corresponde aos pátios avaliados no item anterior. Assim, nos behavior settings observados (Figura 4), a caracterização das pessoas e do ambiente, e sua satisfação serão definidos antecipadamente. Os 2 BSs descritos podem acontecer simultaneamente, sendo habitual repetirem-se (com poucas variações) durante a semana. As pessoas:

No horário de recreio, os alunos de um mesmo turno (aproximadamente 90 crianças), podem usar a área livre da escola, enquanto professoras e/ou funcionários assistem suas atividades, só interferindo quando necessário ou mediante solicitação das crianças.

Nos casos observados (descritos a seguir), todas as pessoas podem ser substituídas sem alterar o programa. O ambiente:

A área contém ambientes cobertos (pátio e circulações) e descobertos (pátio central e playground). Nos primeiros o piso é revestido por cerâmica 30x30cm cor branca, as

paredes laterais ficam as portas das salas de aula e de apoio-pedagógico, e a copa/cantina. Todas as paredes são pintadas na cor branca, e os pilares (em formatos diferenciados) nas cores azul e amarela. No pátio coberto ficam os bebedouros. A área descoberta fica no centro do conjunto e é gramada. Na areia do recuo lateral entre o pátio coberto e o muro, fica o playground, constituído por um brinquedo multi-uso em madeira, pintado nas cores primárias. Todo o conjunto pode ser observado a partir da administração (secretaria/diretoria), que se encontra em local estratégico, tendo total controle do espaço. Satisfações proporcionadas:

• Crianças: boas condições para seu desenvolvimento (convívio social, aprendizagem de rotinas e normas, trabalho de cognição, psicomotricidade, afetividade, linguagem, hábitos de higiene, etc.)

• Pais: deixar os filhos em escola confiável, perto de casa. • Professoras: remuneração, bom ambiente de trabalho;

prazer de exercer a profissão e trabalhar com crianças; oportunidade de realizar trabalho leve e ao ar livre, que pode ser um momento de descanso na atividade diária.

CIRANDA -

18

• Funcionários: remuneração, prazer de exercer sua profissão e ter contato com crianças, oportunidade de realizar trabalho ao ar livre.

• Equipes administrativa e de manutenção: remuneração, prazer de exercer a profissão.

• Pesquisadora: obter material para a tese.

(i) Behavior Setting Externo 1: JOGO DE BAFO

Cena típica:

Quatro crianças jogam, sentadas no chão.

Limite temporal:

Das 15:10 às 15:30 horas.

Limite espacial:

Área na circulação próxima às salas de aula, ocupando cerca de 2,0x2,0m2

Componentes humanos:

Quatro crianças, entre 5 e 7 anos (3 meninos e 1 menina) e observadores eventuais.

Componentes não-humanos:

Quatro maços de figurinhas autocolantes (álbum de jogadores de futebol).

Programa básico (resumido):

Foram-se duas duplas. As duplas jogam, arrumando maços de figurinhas (pertencentes aos dois) entre si. O primeiro jogador as cobre rapidamente com as mãos, de modo a virar algumas cartas, que passam a pertencer a ele. Se conseguir virar, pode tentar novamente. Se não conseguir, perde a vez para o próximo. Quando acaba aquele monte as duplas mudam.

Hierarquia de posições:

Os jogadores são participantes ativos. Eventualmente algumas crianças observaram o jogo, até falaram algo, mas se retiraram. O pesquisador foi apenas espectador.

Número de pessoas:

O número mínimo de pessoas, considerando essa brincadeira, é de 2 jogadores

O número pode crescer muito, pois se trata de um jogo livre, no entanto, uma quantidade muito grande de crianças tornaria a atividade muito longa (tempo necessário para que todos jogassem com todos) ou exigiria a criação de outras regras. Acredita-se que a brincadeira funcione com até 10 crianças.

Satisfações proporcionadas pelo setting:

Para as crianças, acrescentar, o exercício de convívio social, aprendizagem de regras, e trabalho da psicomotricidade fina (controle das mãos e movimentos).

Sistemas auto-reguladores:

Durante a brincadeira 1 dos meninos não conseguiu virar as cartas e tentou fazê-lo rapidamente com uma das mãos (problema). Os outros 3 reclamaram imediatamente, travando-se uma discussão (mecanismo de manutenção contra-desviante). O menino voltou atras, devolveu a figurinha, e cedeu a vez. O jogo continuou.

Sinomorfia:

Total, inclusive entre as mãos das crianças e o tamanho das figurinhas. O tipo de piso facilitou a atividade.

Ponto focal de comportamento:

O jogo, especialmente as figurinhas.

(ii) Behavior Setting Externo 2: FUTEBOL

Cena típica:

CIRANDA -

19

outras crianças assistem.

Limite temporal:

Ocorre quase diariamente, nos horários de recreio nos dois turnos - no caso observado, ocorreu de 9:10 as 9:30.

Limite espacial:

Área gramada do pátio de central, definida pelo piso das laterais das circulações adjacentes.

Componentes humanos:

11 crianças entre 5 e 6 anos (sendo 9 meninos e 2 meninas), 3 meninas (platéia), 1 funcionária.

Componentes não-humanos:

1 bola, 8 sapatos

Programa básico (resumido):

As crianças jogam “mini-futebol” seguindo as regras que conhecem. No início do jogo, como o número de jogadores era ímpar, ficou definido que um dos garotos maiores seria o juiz. Três meninas, sentadas na circulação, assistem.

Hierarquia de posições:

O juiz atuou como líder. Os jogadores foram participantes ativos. A secretária foi funcionária ativa. As crianças da platéia e o pesquisador foram espectadores.

Número de pessoas:

O número mínimo de pessoas é 6 alunos (sendo 3 em cada time, um dos quais fazendo o papel de goleiro), pois se a quantidade de crianças for menor a atividade não iria se configurar como um jogo de futebol.

Provavelmente o máximo que o local comporta como jogadores é cerca de 21 crianças (dois times de 10 e um juiz). Não é possível dimensionar uma platéia máxima.

Satisfações proporcionadas pelo setting:

Acrescer o incentivo/incremento de habilidades esportivas das crianças (sobretudo os meninos)

Sistemas auto-reguladores:

Durante o jogo um dos meninos chutou mais forte, e a bola bateu na parede com força, perto da sala da diretoria (problema). As crianças sabiam que haveria alguma reação, pois ficaram inquietas, conversando entre si. Quase imediatamente a secretária (mecanismo sensor) abriu a porta e os repreendeu, perguntando quem tinha chutado a bola. As crianças começaram a falar todas ao mesmo tempo, inclusive as da platéia, tentando explicar o que acontecera. A secretária disse que, se aquilo acontecesse outra vez iria guardar a bola. O juiz prontamente falou que se alguém chutasse para aquele lado seria expulso. A secretária voltou para sua sala. O jogo continuou normalmente.

Sinomorfia:

Embora o jogo tenha transcorrido como esperado pelo grupo e o gramado seja ótimo para jogar, o episódio da bola batendo na parede (e atrapalhando o serviço da administração), foi um indicativo da falta de sinomorfia na localização do setting (a bola poderia ter batido em qualquer outra parede, ou até atingido alguma criança na circulação). Uma solução para isso seria a definição de outro local para os jogos (talvez na área frontal). Sobre isso se conversou com uma das professoras, que reconhece o problema, falando de vários episódios semelhantes, mas não vê solução imediata, já que aquela é a única área grande disponível para jogos. Segundo a mesma, a dificuldade na realização de jogos sem a ocorrência de problemas semelhantes é um dos motivos para a pouca utilização da área descoberta central da escola.

Ponto focal de comportamento:

CIRANDA -

20

Belgede Selman Yılmaz (sayfa 45-61)

Benzer Belgeler