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2. İŞLEMSEL YÜKSELTEÇ UYGULAMALARI

2.3. İşlemsel Yükseltecin Karşılaştırıcı Açık Döngü Kullanımı

A memória é um processo cognitivo de armazenamento de informações. O SNC adquire informações constantemente através do aprendizado e demais acontecimentos da vida, no qual o organismo e seus sentindos são expostos. Entretanto, apenas uma pequena parte dessas informações é retida de forma duradoura. Existe um processo de seleção para a armazenação da informação na memória e a sua duração é determinada pelo impacto emocional, grau de atenção e importância dessa informação no processo de sua aquisição. A memória é estudada num processo constituído de fases, respeitando a uma sequencia de eventos que corresponde à aquisição, consolidação e evocação da informação (IZQUIERDO, 2002).

A aquisição é a primeira fase do processamento da memória. É onde toda a informação é adiquirida através dos sistemas sensoriais. Após a aquisição, se dá o processo de consolidação, a informação é consolidada “armazenada”. A última fase do processo de memória é a evocação, onde toda a informação armazenada pode ser acessada “evocada”, constituindo o ato de lembrar (ABEL e LATTAL, 2001).

A memória é divida em dois tipos, memória declarativa e não-declarativa. A memória declarativa é uma memória explícita. É uma memória usada para recordação de fatos e eventos, como, datas importantes, fatos históricos marcantes, nomes de pessoas e lugares. A memória declarativa é ainda dividida em episódica e semântica. A episódica está relaconada com o tempo. A semântica envolve o significado de palavras. A memória declarativa é armazenada no diencéfalo e no lobo temporal. A memória não-declarativa é uma memória implícita ou de procedimento. Está relacionada com a memória para o desenvolvimento de habilidades, como o ato de escrever, de mastigar, de amarrar o cadarço, de dirigir e ainda a habilidade de identificar um estímulo como um resultado de uma exposição prévia (LENT, 2005). As regiões envolvidas nesse tipo de memória incluem amígdala, o cerebelo e os núcleos da base (SQUIRE e KANDEL, 2003; IZQUIERDO, 2002).

A memória declarativa pode ser classificada ainda como memória recente (curto prazo) e memória de longo prazo ou remota. A memória recente está relacionada a lembranças de eventos que ocorrem minutos e horas antes da evocação. A memória de longo prazo se refere a eventos do passado distante. Um aspecto da memória de curto prazo é a memória operacional (working memory), um arquivamento temporário de informação utilizado para

planejar uma ação futura (SQUIRE e ZOLA-MORGAN, 1996). A memória de curta duração pode ser perdida ou convertida em longa duração (GOLDMAN-RAKIC, 1992). As áreas cerebrais responsáveis pela memória de trabalho são o córtex pré-frontal, córtex orbitofrontal e suas conexões com o córtex temporal e parietal, hipocampo e amígdala (IZQUIERDO et al., 1998).

Danos ao tecido cerebral resultante de isquemia cerebral podem levar a problemas de cognição, como déficits de memória (AVIRAM et al., 2000). Alguns trabalhos têm demonstrado défictis na aquisição e retenção da memória após a oclusão da artéria cerebral média em animais, utilizando o teste de esquiva passiva e Y-maze (SARKAKI et al., 2015; CARMO et al., 2014; FERNANDES et al., 2014).

A esquiva passiva é um teste comportamental utilizado para mensurar a memória de curta e longa duração. É um teste que analisa respostas de alerta e ansiedade associada a um estímulo aversivo em modelos animais. As principais regiões envolvidas nessa tarefa incluem a amígdala, o hipocampo e septo medial (IZQUIERDO et al., 1992, 1993a). A avaliação de alternações espontâneas no Y-maze possibilita ao pesquisador analisar a memória de trabalho em roedores. O Y-maze é um labirinto formado de três braços, dispondo aos animais nele observados a explorarem novos ambientes. Geralmente, os animais preferem explorar um novo braço do labirinto em vez de retornar a um que foi anteriormente visitado. As áreas cerebrais envolvidas nessa tarefa incluem, córtex occipital, parietal e frontal direitos (SQUIRE e ZOLA-MORGAN, 1996).

A morte celular no córtex, corpo estriado e hipocampo podem levar a severos défictis de memória (GU et al., 2010). Um estudo de Hong et al. (2000), mostrou que animais isquemiados apresentaram graves déficits de memória de curta e longa duração e estes déficits estavam parcialmente relacionados com a morte de células piramidais do córtex e do estriado. Segundo LEE et al. (2003) a morte celular após AVE pode acontecer precocemente ou de forma tardia. Acontece uma “morte precoce” por necrose no core isquêmico e uma “morte tardia” de células susceptíveis de outras regiões vizinhas. O hipocampo é outra estrutura relacionada com a aprendizagem e a memória. Estudos mostraram que animais submetidos AVE experimental apresentam morte celular no hipocampo. Assim, os déficits de memória ocasionados por lesões no hipocampo, podem também estar relacionados primariamente a danos corticais e estriatais, visto que, os déficitis cognitivos causados pela isquemia cerebral podem ser por lesão extra ou intra hipocampal (BACHEVALIER e MEUNIER, 1996).

1.5. Flavonóides e Neuroproteção

Os flavonóides são compostos polifenólicos, encontrados em frutas, sementes, legumes, ervas, mel, dentre outros alimentos da dieta consumidos cotidianamente (KOES e QUATTROCCHIO, 1994). Os flavonóides possuem propriedades antinflamatórias, antioxidantes, antiapoptótica, vasodilatadoras, antialérgicas, antiplaquetária, antitumorais e antimicrobianas (RATTY e DAS, 1998). Vários estudos têm demonstrado a capacidade dos flavonóides em melhorar a cognição e prevenir danos neuronais causados por isquemia cerebral induzida em modelos animais (FU et al., 2014; MIAO et al., 2014; DONG et al., 2013).

Os flavonóides são dividos em classes: flavonas, flavanonas, flavonóis, auronas, isoflavonas, flavanas, antocianidinas, leucoantocianidinas, chalconas, neoflavonóides, proantocianidinas (Bravo, 1998). Particularmente, a classe das flavanonas se destaca por serem compostos encontrados em altas concentrações nos cítricos e em algumas ervas. As flavanonas são representadas pelos compostos: eriodictiol, naringenina, naringina e hesperidina.

Vários estudos reportaram a capacidade das flavanonas em inibir o processo inflamatório (WU et al., 2015), o estresse oxidativo (KOCYIGIT, et al., 2015) e a apoptose (MUTHAIAH, et al., 2013), bem como as ações benéficas sobre déficits cognitivos, por exemplo, a naringenina preveniu animiais de déficitis de memória ocasionados por modelo de Alzheimer induzido (MA et al., 2013). Por essa razão, é relevante dar continuidade a investigação dos efeitos neuroprotetores de outras flavanonas, como por exemplo, o eriodictiol, que demonstrou proteger animais do dano cerebral isquêmico. No entanto, não existem na literatura estudos que relatem seus efeitos sobre déficits de memória.

Benzer Belgeler