2.3. Seslerin Algılanması
2.3.2. İşitmenin Hassasiyeti
Conta Simonsen Leal: “Em 1991, iniciei um trabalho de geração de receita na Fundação Getulio Vargas. Comecei criando cursos de busi-
ness, ainda na Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE), pois eu
possuía experiência como consultor e também uma boa visão de negó- cios. Criei, então, uma série de produtos para serem vendidos pela FGV. Embora isso não representasse uma novidade para algumas das unida- des da Fundação em São Paulo, no Rio de Janeiro não havia ainda uma cultura enraizada de venda de produtos. Em um segundo momento, passamos a oferecer serviços de consultoria pública e privada no Rio de Janeiro, até que surgiu a ideia de expandir o oferecimento dos nossos cursos de educação continuada para outros estados brasileiros”. E mais adiante: “As mudanças que introduzi obviamente mexiam nas estrutu- ras de poder da Fundação, já que colocavam em xeque as práticas de gestão vigentes. Diante de uma política de geração de receitas, perdem voz aqueles que não são capazes de gerar produtos, e de contribuir para o saneamento financeiro da FGV. Ainda que o teste de mercado seja, às vezes, muito duro, ele é totalmente necessário para que a instituição possa cumprir adequadamente a sua missão, que não se confunde com a satisfação de interesses fragmentários de certos grupos”16.
A nova política de geração de receitas, em franco crescimento a partir de então, não se sobrepôs, no entanto, à missão pública da Fun- dação Getulio Vargas, que, no entender de seu atual presidente, conti- nua sendo a de “estimular o desenvolvimento socioeconômico do país, por meio da geração e difusão de conhecimento, e pelo esforço de for- mação de quadros para a administração pública e privada”. Cada uma das unidades da instituição, entretanto, deve perseguir objetivos pró- prios para ajudar a concretizar, de fato, a missão da FGV, afirma Si- monsen Leal: “Cada unidade da Fundação tem que ter clareza de sua missão específica, para que possa contribuir satisfatoriamente para a geração e produção do conhecimento novo e pertinente, objetivo maior da instituição como um todo. Um caso exemplar é o da EAESP: é pos- sível afirmar, por exemplo, que sua missão original era a de formar quadros para o desenvolvimento industrial do Brasil na década de 1950. Havia carência de quadros executivos, de quadros empresariais, e foi por isso que a Fundação criou a EAESP em São Paulo, para suprir essa demanda. Se, hoje, mais de um quarto dos executivos contratados pelas mil maiores empresas do país são formados pela EAESP, isso não é mera coincidência. Foi para isso que se criou a Escola”17.
Da mesma forma, a criação de duas novas escolas de Direito, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, no começo da década de 2000, fundamentou-se em um diagnóstico do estado do ensino jurí- dico brasileiro naquele momento, percebido pelo presidente Simonsen Leal como carente de novas experiências em produção e difusão de conhecimento. Nesse contexto, portanto, havia uma boa oportuni- dade para que a Fundação Getulio Vargas buscasse desenvolver uma atuação inovadora no setor: “No planejamento da difusão de conhe- cimento, é preciso identificar as deficiências e as lacunas existentes no sistema de ensino. Mesmo em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, há várias áreas que carecem de bons cursos. Sem desmerecer outras instituições, minha interpretação é que havia um enorme es- paço não preenchido por outras escolas para a difusão de conheci- mento na área de Direito. Entendo que no país inteiro, naquele momento, não havia nenhuma faculdade investindo seriamente na produção de conhecimento e que desse especial atenção à área de Di- reito Empresarial, por exemplo. Esse diagnóstico também pôde ser aplicado aos cursos de Economia na cidade de São Paulo. Ao me dar conta disso, eu decidi voltar meus esforços para vencer resistências oriundas da própria Fundação Getulio Vargas, temerosas da perda do monopólio das escolas do Rio de Janeiro”18.
Tendo identificado a oportunidade e tomado a decisão de criar duas escolas de Direito no âmbito da FGV, Simonsen Leal convidou dois conhecidos professores para dirigir as novas unidades de ensino e pesquisa. Para a direção da escola do Rio de Janeiro foi convocado Joaquim de Arruda Falcão Neto, consagrado autor de trabalhos sobre a evolução do ensino jurídico brasileiro. Já no caso de São Paulo, o profissional convidado para conduzir a criação da nova faculdade foi Ary Oswaldo Mattos Filho, advogado de renome e dono de um longo currículo como professor da EAESP.
Sobre os motivos que o levaram a convidar o professor Ary Os- waldo Mattos Filho para dirigir a Escola de Direito de São Paulo, diz Simonsen Leal: “Certa feita, li uma entrevista do professor Ary Os- waldo publicada em um livro sobre a história da Fundação Getulio Vargas. Aquele seu depoimento me causou um grande impacto, pois ali ele afirmava que a FGV precisava inovar, precisava ocupar novos nichos de mercado. Essa era uma opinião da qual eu compartilhava fortemente. Desde então, não tive dúvidas de que para criar uma escola
de Direito inovadora, tal como era a minha intenção, seria preciso con- tar com a ajuda de uma pessoa como ele. O nome do professor Ary Oswaldo surgiu antes, portanto, que aparecesse a oportunidade de es- tabelecimento da escola”19.
A ligação de Ary Oswaldo Mattos Filho com a Fundação Getulio Vargas vem desde 1969, quando ingressou como professor no quadro da EAESP, logo após concluir seu Mestrado na Universidade de Har- vard, nos Estados Unidos. A temporada norte-americana foi funda- mental para a formação de suas convicções sobre o ensino do Direito, como ele próprio relata: “Em Harvard, fui um atento espectador de um sistema completamente diferente de ensino, voltado para o desen- volvimento de habilidades indispensáveis para o exercício das profis- sões jurídicas, além de um diuturno exercício crítico do funcionamento da norma jurídica. Convivi com professores que se encontravam todo o tempo na escola, com alunos que se dedicavam totalmente aos estu- dos, com profissionais acadêmicos que pesquisavam e discutiam os problemas jurídicos levando em consideração a realidade política e jurídica norte-americana, com a seriedade dos artigos que necessaria- mente tinham de publicar, etc. Foi, enfim, a entrada e a vivência em um ‘admirável mundo novo’. Esse período que passei nos EUA pro- vocou uma completa revolução na minha percepção sobre o papel do Direito na sociedade brasileira e sobre a maneira como se poderia en- siná-lo, permitindo aos alunos discutir criticamente a norma jurídica e o resultado social decorrente de sua aplicação. Percebi que, mais im- portante do que ser uma caixa de ressonância de grandes autores ju- rídicos de outras nacionalidades e culturas, o objetivo de uma faculdade deveria ser o de estudar como o ordenamento jurídico atua na sociedade brasileira e qual o seu verdadeiro grau de eficácia. Esse tipo de preocupação, casado com a minha opção acadêmica e profis- sional pelo Direito Tributário, Societário e do Mercado de Capitais, conduziu-me naturalmente a prestar o concurso para ingressar como professor de Direito na EAESP. Lá encontrei uma ambiente de cama- radagem entre professores e alunos, acesso a metodologias distintas da aula meramente expositiva, além de toda uma infraestrutura de apoio que até então desconhecia no Brasil. Havia suporte acadêmico e financeiro destinado a incentivar a produção científica e os contactos institucionais com o mundo externo, local e internacional. Além disso, o ensino era levado muito a sério, com os alunos avaliando os profes-
sores, observando a regra rígida de que o professor tem um horário a cumprir e a falta às aulas implica a sua necessária reposição – sem mencionar o quanto isso era mal visto pela direção da Escola”20.
Na EAESP, Ary Oswaldo Mattos Filho lecionou durante mais de trinta anos, além de ter ocupado a direção da faculdade por um curto período, em 1974. Alguns dos marcos de sua trajetória acadêmica foram sintetizados por ele da seguinte forma: “Desde o início de minha carreira como professor de Direito, estabeleci um vínculo muito forte com a instituição, um intenso contato com sua vida acadêmica e política. Participei de um concurso de ingresso com vários outros professores recém-chegados do exterior e todos nós, muito jovens, permanecíamos o dia inteiro na EAESP e, à noite, nos reuníamos para continuar a discutir a escola, o ensino e sua política. Em 1974, tornei- me diretor da faculdade, em meio a uma contenda seríssima entre o pre- sidente da FGV, Dr. Simões Lopes, e a grande maioria dos professores e alunos de nossa Escola. O conflito terminou sem maiores consequên- cias, graças aos esforços de dois membros do Conselho de Administra- ção da EAESP, Lucas Nogueira Garcez e Murilo Macedo, além da interferência direta e pacificadora do então governador paulista, Paulo
Ary Oswaldo Mattos Filho, Diretor da DIREITO GV
Egídio Martins. Anos depois, já na década seguinte, a FGV atraves- sou uma crise financeira extremamente séria, o que levou vários pro- fessores, inclusive eu, a trabalhar em regime de tempo parcial. Passei, então, a me dedicar à advocacia, sem, no entanto, jamais abandonar a docência e sem deixar de buscar permanentemente o meu aperfei- çoamento acadêmico”21.
Além de Ary Oswaldo Mattos Filho, também fizeram longa car- reira na EAESP Antonio Angarita e Paulo Clarindo Goldschmidt, os dois outros membros da atual diretoria da DIREITO GV.
Antonio Angarita vinculou-se à EAESP ainda no ano de sua fun- dação, em 1954, e também chegou a ser diretor por um breve período, em 1964, além de ter ali assumido, por sucessivas gestões, a função de chefe do Departamento de Fundamentos Sociais e Jurídicos. É ele próprio quem relata alguns episódios de sua longa trajetória na insti- tuição: “Em 1953, eu trabalhava como advogado nas áreas de Direito Tributário e Direito Comercial, e fiquei sabendo que a Fundação Ge- tulio Vargas instalaria em São Paulo uma escola de Administração de Empresas. A FGV já possuía uma escola de Administração Pública no Rio de Janeiro e decidiu criar cursos para preparar contingentes de
Antonio Angarita
administradores e gestores também para setor privado. O responsável por contratar os professores para a Escola de Administração, então, era o Astério Dardeau Vieira, um bacharel gaúcho, amigo pessoal do Dr. Simões Lopes, presidente da Fundação. Nosso contato inicial foi muito cordial, e acabei sendo contratado por ele. Eu costumo dizer que não me submeti a um concurso para ingressar na docência, mas a um tole- rável processo de seleção. O meu primeiro e único empregador foi, por- tanto, a Fundação Getulio Vargas, a partir de 1º de agosto de 1954. A EAESP, em sua primeira curva ascendente, tornou-se uma espécie de moda em São Paulo. Era uma grande grife. Desde a sua fundação, ficou muito notória, muito conhecida e reconhecida. Ofereceu inicialmente um ‘Curso Intensivo de Administradores’, só para diretores de empresas e herdeiros de grandes famílias, de viés mais elitista. O curso de gra- duação em Administração, instituído logo depois, era uma novidade completa no país, já que, anteriormente, havia apenas os cursos clássi- cos de Engenharia, Medicina e Direito. Mas aquele era um momento muito oportuno, com o desenvolvimento da indústria automobilística em seu auge. Nesse contexto, cada vez mais fui me identificando com o que fazia na escola. Nos anos seguintes, Dardeau deixou a coordena- ção da EAESP e foi substituído pelo sociólogo Flávio Penteado Sampaio, em cuja gestão foram realizados os primeiros passos de institucionali- zação da entidade, como a criação de departamentos reunindo especia- lizações afins e a instituição dos cursos semestrais. Sabendo que eu possuía um bom convívio com a maioria dos colegas, Flávio Sampaio convidou-me para ser vice-diretor da escola e, pouco depois, quando ele foi para a Bélgica continuar suas pesquisas sobre sociologia indus- trial, eu assumi interinamente a direção da instituição, no final de 1963. Dadas as condições excepcionais em que cheguei à chefia da escola, as- sumi como principal tarefa do meu mandato (que durou mais ou menos um ano e meio) instituir o processo eleitoral por lista tríplice para a es- colha do próximo diretor da entidade, tal como se costumava fazer nas universidades públicas. O Dr. Simões Lopes, por seu temperamento e por sua história – era um homem autoritário do ponto de vista ideoló- gico –, acreditava em qulaquer coisa, menos em lista tríplice. A despeito disso, era uma pessoa muito correta, muito digna, e sempre tive com ele uma relação especial, mesmo marcando posição literalmente oposta. A partir daí, houve a primeira eleição administrativa, em que foi eleito Gustavo Sá e Silva. Assim, minha experiência na EAESP, do
ponto de vista acadêmico, foi sempre bastante profícua. Depois desse breve período na diretoria, voltei à condição de professor e por muito tempo fui chefe do Departamento de Ciências Sociais, que aglutinava as disciplinas de Direito, Ciência Política, Psicologia, Sociologia e Eco- nomia. Tenho a impressão que foi o meu melhor papel na instituição. Apelidavam-me de ‘Rainha da Inglaterra’, pela função um tanto lateral que o Departamento tinha na escola. Em 1994, eu me aposentei e fui colaborar com o governo Mário Covas. Trabalhei, portanto, quarenta anos na Fundação Getúlio Vargas, de 1954 a 1994”22.
Ao longo de sua carreira como professor da EAESP, Antonio An- garita teve algumas incursões na política, candidatando-se a deputado federal em duas oportunidades (1978 e 1982), e também na adminis- tração pública, com destaque para a presidência da Vasp, que exerceu por quatro anos, durante o governo de André Franco Montoro. Após aposentar-se, em 1994, Angarita assumiu o cargo de Secretário de Es- tado de Gestão Estratégica, a convite do governador Mário Covas. Em 2002, o professor regressou à FGV, inicialmente como assessor da presidência da Fundação, para logo depois assumir o cargo de vice- diretor acadêmico da DIREITO GV, em que está até hoje.
Paulo Clarindo Goldschmidt, graduado em Administração de Em- presas, ingressou na EAESP também em 1969 e foi vice-diretor admi- nistrativo da instituição de 1979 a 1983. Paulo Goldschmidt assim narra a sua passagem pela EAESP: “Minha carreira foi toda construída na área de Administração, razão pela qual exerço, hoje, o cargo de di- retor-administrativo da DIREITO GV. Graduei-me em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1966. Comecei a lecio- nar na UFMG em 1967 e, no ano seguinte, vim para São Paulo fazer um curso de pós-graduação na Fundação Getúlio Vargas, aproveitando um convênio assinado pelas duas escolas. Era um curso equivalente ao que é, hoje, o ‘Curso de Especialização em Administração para Gra- duados’ (CEAG). Concluí o programa rapidamente e, incentivado pelos colegas, decidi prestar um concurso para me tornar professor da EAESP. Passei nesse concurso, fui contratado em 1969, e acabo de completar, portanto, quarenta anos de trabalho na Fundação. Até 2008, permaneci formalmente vinculado à EAESP, embora desde 2004 venha traba- lhando para a DIREITO GV. Na EAESP, consolidei minha carreira na área de marketing, na qual defendi um mestrado pouco depois, na Mi-
eleição para a diretoria da escola, e acabei eleito vice-diretor adminis- trativo, por uma diferença de apenas dois ou três votos em relação ao meu adversário, o professor Francisco Mazzuca. Esse foi um período bastante conturbado, em que o nosso curso de graduação quase foi ex- tinto por uma resolução do Conselho Diretor da FGV, que já havia fe- chado a graduação em Administração Pública do Rio de Janeiro, argumentando que a vocação da Fundação era a pesquisa, e não a do- cência. Felizmente, conseguimos unir as várias tendências internas da EAESP para alcançar o objetivo comum de evitar o encerramento das atividades da escola, que já àquela época era considerada uma das me- lhores do Brasil em sua área. Mas esse embate trouxe consequências duras para a unidade. Tivemos que nos adaptar a um novo modelo de gestão, capaz de garantir o equilíbrio financeiro da entidade. Para tanto, criamos um curso em período noturno e ampliamos o número de vagas, na tentativa de aumentar a receita. Muitos professores, que trabalhavam em período integral, passaram a ter dedicação parcial e a política salarial ficou muito defasada. Os anos 1980 foram complica- dos para a EAESP, mas acredito que aprendemos com a experiência, e todo o nosso esforço se mostrou válido no longo prazo. Basta olhar para a EAESP hoje, para chegar a essa conclusão”23.
Paulo Clarindo Goldschmidt, Vice-Diretor Administrativo
O longo período em que os três professores conviveram no âmbito da EAESP estreitou os laços de uma amizade baseada no mútuo res- peito profissional. É como conta Antonio Angarita: “O Ary me foi apresentado pelo professor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Mauro Brandão Lopes, um grande comercialista. Recém- formado, ele dirigiu-se a mim, que na época era chefe de Departa- mento e, portanto, responsável pelas contratações de professores. Na ocasião, Ary me disse que estaria viajando para a Harvard Law School para fazer um curso e que, na volta, tinha intenção de se submeter a um concurso para ingressar na EAESP. As coisas se deram da exata forma como ele planejou: foi a Harvard, voltou para o Brasil, subme- teu-se ao concurso e ingressou na escola. A partir de então, iniciamos nossa amizade. Desde o início compartilhamos muitas das nossas preocupações sobre o ensino do Direito e sobre a formação intelectual do jurista. Já o Paulo veio da Universidade de Minas, para fazer um curso na Escola de Administração. Ele foi meu aluno, embora não fosse bacharel em Direito. Nos anos seguintes, na política interna da escola, sempre estivemos do mesmo lado, e acabamos nos tornando amigos. Quando se tornou vice-diretor administrativo da EAESP, ele fez uma excelente gestão. Além disso, durante o período em que eu presidi a Vasp, no governo Franco Montoro, chamei-o para ser Dire- tor Financeiro da companhia. Trabalhamos quatro anos juntos na Vasp, e nos aproximamos ainda mais”24.
Paulo Goldschmidt, por sua vez, também dá seu depoimento: “In- gressei na EAESP no mesmo ano em que o professor Ary Oswaldo Mattos Filho. Prestamos concursos para áreas diferentes, mas como pertencemos à mesma geração, desde cedo estabelecemos um forte convívio. Na Escola, pode-se dizer que eu e o Ary Oswaldo fizemos parte de uma terceira geração de professores. A primeira foi a dos fun- dadores, na qual estavam nomes como Antonio Angarita e Gustavo Sá e Silva. A segunda geração foi representada por um número não muito significativo de professores contratados assistematicamente ao longo de alguns anos. E a terceira, da qual eu e o Ary tomamos parte, formou-se a partir de uma grande leva de contratações de jovens pro- fessores que fizeram longa carreira na escola e hoje estão prestes a se aposentar. Eu era, portanto, amigo dos professores Ary Oswaldo e An- tonio Angarita. Era contemporâneo do Ary Oswaldo na EAESP e me relacionava muito bem com o Angarita, com quem inclusive trabalhei
na Vasp, quando ele assumiu a presidência e eu a diretoria financeira da empresa. Mantenho com eles uma relação de confiança e afinidade e valorizo muito a oportunidade de trabalhar com os dois”25.
Ary Oswaldo Mattos Filho também expressa sua admiração pelos seus colegas de EAESP: “Muito mais importante do que minhas vivên- cias pessoais na EAESP, foram fundamentais a experiência e a dedica- ção de alguns professores daquela escola, que, aceitando o convite, vieram trabalhar, com a emoção característica dos jovens, na criação da DIREITO GV. O meu chefe no Departamento de Ciências Sociais era o ainda hoje professor Antonio Angarita, o qual, como meu chefe perene, vem contribuindo generosa e imensamente para o processo de criação da escola e para a luta iconoclasta de levarmos avante o difícil, mas desafiador projeto que tem sido a DIREITO GV. A ele, a nossa escola muito deve. Além do professor Angarita, a DIREITO GV e a