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5.4.2 İşbirliği ve Koordinasyon
[...] a incorporação das TIC às atividades de sala de aula não é, necessariamente, e nem em si mesma, um fator de transformação e inovação nas práticas educativas. Ao contrário, as TIC revelam-se antes como um elemento reforçador das práticas educativas existentes, o que equivale a dizer que só reforçam e promovem inovação quando se inserem em uma dinâmica de mudança educacional mais ampla (COLL, 2007, p. 124).
Não há consenso em torno da questão das competências que os professores devem adquirir para integrar as tecnologias nas suas práticas, pois está em questão a forma como se entende a dinâmica da integração entre professores, alunos e conteúdo.
Se cabe à escola o papel de formar cidadãos críticos e capazes de atuarem em uma sociedade em entornos tecnológicos em constante movimento (PADILHA, 2012, p. 5), esse papel requer mudanças na relação entre ensinar e aprender e exige dos professores habilidades e competências em busca de novas estratégias para incorporação das tecnologias digitais em sua aula. A quantidade e qualidade das informações e a rapidez das mudanças proporcionadas pela sociedade digital desafia professores a rever suas práticas e a esforçar-se para entender e integrar as tecnologias no processo de ensino-aprendizagem.
Mauri e Onrubia (2010, p.118), ao falar das competências que os professores devem adquirir para conseguir integrar as tecnologias na educação, traçam um panorama do perfil, condições e competências do professor, baseados na revisão das contribuições de diversos autores, afirmam que os professores precisam dominar e valorizar uma “nova cultura de aprendizagem”. Segundo os autores, essas competências são caracterizadas como:
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A capacidade que professores e alunos devem ter para procurar, selecionar e interpretar informações, atribuindo significado e sentido;
Capacidade de gestão do aprendizado, do conhecimento: formação permanente;
Aprendizagem para conviver com diversos pontos de vista, com a relatividade das teorias.
Consideraremos, assim como Mauri e Onrubia (2010, p. 127), que uma atuação competente supõe dispor dos conhecimentos e das capacidades necessárias para identificar e caracterizar contextos relevantes de atividade, o uso das TIC será analisada sob duas vertentes:
1. Dimensão tecnológica centrada em sim mesma como fator determinante da aprendizagem;
2. Como elementos mediadores, ricos de interação e mediação da aprendizagem e centrados na construção do conhecimento.
O Quadro 2, adaptado dos autores, mostra uma síntese do panorama da dimensão tecnológica centrada em si mesma em que o rendimento dos alunos está diretamente relacionado à introdução das tecnologias, no acesso aos computadores, às informações disponíveis e à elaboração de materiais utilizando as tecnologias. Assim, tendo à sua disposição recursos tecnológicos na sala de aula, no laboratório de informática ou nos dispositivos dos próprios alunos, a competência do professor está em valorizar, conhecer, dominar tecnicamente as ferramentas e ser capaz de usar as tecnologias para aproximá-las das necessidades dos alunos, selecionando o que é trivial.
Centrar o ensino em uma dimensão puramente tecnológica seria
[...] assumir, em maior ou menor grau, que a realidade é objetiva e que a finalidade do ensino é apresentá-lo o mais objetivamente possível, transmitir essa realidade e modificar a conduta dos alunos de acordo com o que se pretende transmitir. Consequentemente, o propósito do ensino virtual é facilitar a transferência do conhecimento de um especialista para um aprendiz da maneira mais objetiva possível, aceitando, além disso, a hipótese de que todos os aprendizes usam o mesmo tipo de critério o os mesmos processos para aprender (ONRUBIA; MAURI, 2010, p. 122).
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Em uma dimensão centrada na construção do conhecimento, a competência do professor está na sua capacidade para identificar contextos relevantes de atividades que promovam uma atividade individual adequada ao aluno, facilitando a ele a exploração do ambiente virtual. O foco sai exclusivamente das possibilidades das tecnologias e centra-se nas atividades que colocam os alunos como protagonistas. As atividades mediadas pelas TIC precisam dar sentido e significado ao conteúdo da aprendizagem e estar a serviço do professor e do aluno, conforme mostra o Quadro 3:
Quadro 2 - Concepções do processo de ensino e aprendizagem virtual e as competências profissionais necessárias ao professor – TIC centrada na dimensão tecnológica
Visões das TIC Propósito do ambiente virtual Aprendizagem dos alunos Competências do professor Centrada na dimensão tecnológica: TIC em si como fator explicativo fundamental da aprendizagem e do rendimento dos alunos Facilitar a transferência do conhecimento de um especialista para um aprendiz da maneira mais objetiva possível, aceitando, além disso, a hipótese de que todos os aprendizes usam o mesmo tipo de critério e os mesmos processos para aprender. Estudantes aprendem sozinhos confrontando individualmente o material e de modo complementar.
Ao professo cabe ser competente para aproximar a realidade objetiva do aluno à realidade objetiva do ambiente. Acesso a computadores e ao uso de programas de computador
A simples presença das TIC basta para melhorar o ensino e a aprendizagem
Capacidade para valorizar positivamente a integração das TIC na educação e para ensinar seu uso; Conhecimento e capacidade para usar
ferramentas tecnológicas diversas em contextos de prática profissional; Conhecimento do percurso das TIC,
suas implicações e consequências na vida das pessoas.
Acesso à informação multimídia e hipermídia
Os resultados podem ser atribuídos ao acesso à informação variada e diversidade de linguagens facilitadas pela TIC
Competências relacionadas com a obtenção de informação, utilizando as possibilidades que as TIC oferecem para procurar e consultar informação nova adaptada às necessidades de aprendizagem dos alunos e de gerenciar, armazenar e apresentar informação
Competências relacionadas a ensinar o aluno a informar-se para que o aluno explore as possibilidades, selecione e compreenda as informações, leias diversas linguagens, armazene e apresente informações.
Projeto de metodologias de ensino com TIC Os resultados podem ser atribuídos ao desenvolvimento de novos materiais e metodologias que a tecnologia oferece
Procurar eficazmente materiais e recursos diferentes entre os que já existem;
Projetar materiais;
Integrar os materiais no projeto de um curso ou currículo;
Favorecer a revisão dos conteúdos curriculares a partir das mudanças e avanços na nova sociedade e nos conhecimento.
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A integração das tecnologias nas escolas sempre está associada ao uso que os professores fazem dela. Considerando que as tecnologias evoluem rapidamente, envolver-se em educação continuada para adquirir competências necessárias para o
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seu uso é trivial. O estudo do NMC Horizont Report - que traça um panorama tecnológico para o Ensino Fundamental e Médio Brasileiro de 2012 a 2017 - identifica os principais desafios enfrentados para que a tecnologia faça parte da realidade das escolas brasileiras, mostrando que o principal desafio é a formação de professores para que este seja capaz de repensar metodologias para aproximar o aprendizado daquilo que é familiar e natural aos estudantes.
Figura 3 – Perspectivas Tecnológicas Brasileiras
Fonte: Perspectivas tecnológicas para o ensino fundamental e médio brasileiro de 2012 a 2017. 2012, p.6.