4 KURUMSAL GELİŞİM
4.1 Faaliyetler
4.1.5 AB ve Diğer Dış Kaynaklı Programlar Kapsamındaki Projeler ......... ..Hata! Yer işareti
O Portal do professor foi lançado em 2008 em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia. É um ambiente virtual público com recursos educacionais que auxiliam o professor em suas aulas. É ainda um espaço de troca experiências entre professores do ensino fundamental e médio. Disponível pelo site: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/.
A TV Escola é o canal de televisão pública do Ministério da Educação. A proposta é que ela seja uma ferramenta disponível ao professor para subsidiar suas aulas, assim como um canal com programação para todos que querem aprender, sem a pretensão de substituir o professor. Disponível em: http://tvescola.mec.gov.br/. O Banco Internacional de Objetos Educacionais é um portal de acesso público no qual estão disponíveis recursos educacionais gratuitos em diversas mídias e idiomas que atendem desde a educação básica até a superior, nas diversas áreas do conhecimento.
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Conforme dados do portal, em junho de 2014 o Banco possuía 19.830 objetos publicados, 186 sendo avaliados ou aguardando autorização dos autores para a publicação e um total de 5.635.131 visitas de 190 países. Disponível em: http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/.
3.3 Conclusão
Ainda hoje, segundo Demerval Bruzzi, responsável pela formação de aproximadamente 475 mil professores em tecnologia educacional e pelo desenvolvimento de conteúdos entre 2008 a junho de 2011, a ideia de se “empurrar” softwares como solução pedagógica ao Ministério da Educação e Secretarias de Educação Estaduais e Municipais é constante. Os interesses políticos e empresariais a todo o momento tentam forçar as áreas responsáveis pela educação do Brasil a incluir em suas redes produtos que em nada auxiliam o desenvolvimento pedagógico. Um prova atual desse disparate, continua Bruzzi, é a criação do Guia de Tecnologias do Ministério da Educação que “valida” tecnologias educacionais. Se analisarmos com um pouco mais de atenção, veremos diversas tecnologias que em nada contribuem para o desenvolvimento da educação do Brasil, mas auxiliam as empresas privadas a vender para Estados e Municípios seus produtos ao invés de incentivarmos o desenvolvimento das pesquisas em nossas universidades públicas e privadas, completa.
Léa Fagundes, em entrevista concedida à Revista Nova Escola, dez anos atrás, já dizia que a falta de continuidade dos programas existentes nas sucessivas administrações é o que mais emperra o uso sistemático da informática nas escolas públicas, entendendo que não se pode esperar que educadores e gestores tomem a iniciativa se o estado e a administração da educação não garantem a infraestrutura nem sustentam técnica, financeira e politicamente o processo de inovação tecnológica (ALENCAR, 2012).
Parte dessa ideia é compartilhada também por Bruzzi, pois para ele, a política estava no caminho certo, havia a distribuição feita pela Diretoria de Tecnologia Educacional (DITEC) e a formação e criação de conteúdos pela Diretoria de Produção de Conteúdos e Formação em EAD (DPCEAD). Tal separação dava autonomia às diretorias para cada um trabalhar dentro do planejamento de
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universalização e apropriação das TIC pelos professores das escolas públicas do Brasil. A extinção da SEED foi, na opinião dele, um crime cometido contra a educação. Se analisarmos os números fornecidos pelo Ministério da Educação, de 2008 a 2011, foram formados aproximadamente 474 mil professores no uso da tecnologia na educação, sendo que, depois disso e até hoje, apenas 63 mil.
Na opinião do entrevistado, isso só foi possível,
Porque pensávamos criticamente as práticas já utilizadas, e as que estavam sendo utilizada para podermos pensar e preparar as próximas práticas; sabíamos que seria necessário unir o conhecimento já internalizado pelos professores às novas práticas pedagógicas que gostaríamos de implementar (BRUZZI, 2013, informação verbal).
É necessária ainda uma política pública mais rigorosa que beneficie as equipes compostas por profissionais públicos de renomado conhecimento sobre o tema, blindando de certa forma tais equipes das ingerências políticas, criando assim um ecossistema próprio que possa garantir o desenvolvimento a fim de corrigir as distorções existentes ao mesmo tempo em que se repensa o papel da Universidade como formadora de novos professores. A mudança, já dizia Almeida (2008), não pode ser imposta por decreto ou troca de favores, nem há uma solução que dê conta das diferentes situações, ou um currículo que possa ser prescrito por um órgão de qualquer instância. Mas há de ter orientações para a construção de espaços e práticas mais promissoras.
Questões básicas não resolvidas como a falta de infraestrutura tecnológica das escolas públicas, da falta de acesso a computadores, internet, rede sem fio, aliados à falta de compreensão por parte dos professores e gestores públicos sobre as potencialidades educacionais das tecnologias, ampliam a brecha digital existente nas escolas.
A formação direta do professor para a apropriação e não apenas para o uso da tecnologia na educação é fator determinante para o sucesso ou fracasso da universalização das TIC, sejam elas nas escolas públicas ou particulares. A inclusão digital é, portanto, um desafio constante para as políticas públicas.
58 4 ENSINAR COM AS TECNOLOGIAS: UMA REALIDADE, UMA NECESSIDADE, UM DESAFIO
No caso da educação, a solução não pode ser sentir saudades dos tempos passados, da velha escola, muito menos, como alguns pretendem, fazer o possível para que ela volte. Mas também não basta fazer pequenos ajustes, colocar band-aids em nossas aulas e em nossos hábitos docentes, introduzindo os computadores e alguma outra tecnologia para continuar desenvolvendo os mesmos currículos [...] chega um momento quem que o acúmulo de pequenos ajustes nas formas culturais para aprender e ensinar não é mais suficiente e é necessário fazer uma verdadeira reestruturação, uma mudança radical das estruturas e hábitos anteriores. Mas também sabemos que essa reestruturação somente será possível quando tivermos construído uma teoria ou modelo alternativo que de alguma maneira integre o que havia antes. É daí que surge a perplexidade atual do nosso sistema educacional, que navega entre a crise constante e a introspecção, cada vez mais consciente de que o que havia antes não vale mais, mas sem saber muito bem o que é o novo, porque conhecemos somente os primeiros brotos, o germe dessas formas de pensar, de comunicar-se: em resumo, de conhecer (MONEREO; POZO, 2010, p. 97).
No trecho acima destacado, os autores afirmam que nosso sistema de ensino navega entre a crise de saber que o que havia antes não vale mais, mas sem saber muito bem o que é o novo. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman (2007) diz que os tempos são líquidos porque tudo muda muito rapidamente, nada é feito para durar, para ser sólido. De fato, a sociedade vem passando por transformações culturais, mercadológicas, econômicas e sociais de forma surpreendente graças às tecnologias, que modificam a forma de produção e disseminação de informações da vida em sociedade.
Educar nessa e para essa sociedade é ser desafiado a rever concepções, formas de ensinar, estratégias metodológicas e a relação com os conteúdos de ensino.
A discussão sobre a importância das tecnologias na educação não é recente e, embora grande parte dos educadores reconheça que não dá para desconsiderar a presença delas nas sala de aula, as contribuição para os processos de ensino e aprendizagem e os avanços no seu uso em abordagens pedagógicas ainda causam desconforto e opiniões muito controvertidas, como a polêmica discussão sobre o uso do celular na sala de aula15.
15 A Lei Nº 4.131/2008, do Distrito Federal, proíbe o uso de aparelhos celulares, bem como de
aparelhos eletrônicos capazes de armazenar e reproduzir arquivos de áudio do tipo MP3, CDs e jogos,pelos alunos das escolas públicas e privadas de Educação Básica do Distrito Federal. Muitas escolas se apoiam nessa lei para proibir o uso.
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Considerando a evolução do pensamento pedagógico e das tecnologias, elas deveriam ser encaradas como potencializadoras do processo de ensino e aprendizagem. Afinal, qual ambiente hoje é mais provocador, desafiador e fascinante para os alunos do que aqueles proporcionados pelas tecnologias digitais?
Se entendermos que a escola quer estar em consonância com a sociedade, e que as práticas de ensino devem considerar o contexto social e cultural dos alunos, não é possível pensar o cidadão do século XXI sem pensar em um indivíduo incluído digitalmente e que saiba fazer uso das possibilidades que lhe são oferecidas. A escola é lugar privilegiado para oferecer condições cognitivas para que o sujeito saiba fazer uso do mundo de informações disponíveis na rede. A educação deveria estar muito mais próxima do universo cultural em que estão e atuam os sujeitos que fazem o uso dessas tecnologias para além dos espaços formais de aprendizagem (SANTOS, 2011).
Este capítulo se propõe a discutir sobre os desafios que as tecnologias, especialmente as tecnologias móveis, com sua característica ubíqua, presente em dispositivos como celulares, smartphones, tablets, trazem para os ambientes educacionais, exigindo do professor uma nova forma de lidar com o conhecimento, exigindo novas competências para ensinar, buscando subsídios que justifiquem a importância de práticas pedagógicas mediadas pela tecnologia. No entanto, esse propósito pressupõe questões que antecedem o uso de qualquer que seja a tecnologia em ambientes educacionais e necessita nossa atenção.