1.8. Rekreasyon
1.8.7. İş yaşamı, Serbest zaman ve Rekreasyon ilişkisi…
Para a caracterização sedimentar dos testemunhos T1 e T2 foram realizadas análise granulométrica (fração inorgânica) e análise de MO, AH e AF (fração orgânica). Os perfis granulométricos dos testemunhos estudados apresentaram texturas distintas, sendo o T1 predominantemente composto de material fino (63,76 e 99,21 %), enquanto o T2 há predomínio de material arenoso (58,77 e 97,28 %) (Figura 22).
Figura 22 – Análise granulométrica dos testemunhos (T1 e T2) em termos percentuais
50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 0 20 40 60 80 100 Base Topo Granulometria (%) 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 0 20 40 60 80 100 P ro fu nd id ad e (c m ) Testemunho 1 Testemunho 2 Cascalho (%) Areia (%) Argila (%) Silte (%) Fonte: Autora, 2018.
O T1 apresentou um comportamento linear crescente da fração de areia do sedimento, ou seja, na base apresentou a menor fração de areia (0,79 %) e no topo a maior fração de areia (35,53 %).Vale salientar que a presença da barragem a jusante do ponto de coleta do testemunho, propicia o acumulo de material arenoso, permitindo que sólidos em suspensão(sedimento mais finos) possam ser transportados ao longo do rio (MARINS, 2003). Apesar desse material arenoso, ainda há a predominância de material
fino, e isso pode ser justificado ao baixo fluxo do rio, em períodos de baixos índices pluviométricos na região (HELLAND, 2002).
O T2 apresentou-se arenoso da base ao topo, no entanto com um incremento de sedimento mais fino a partir da sexta camada do testemunho. Assim, na base do testemunho e nas três camadas seguintes o incremento de material fino ainda é baixo, mas crescente e variando de 2,72 a 27, 41 %. Nas três camadas seguintes houve uma estabilidade relativa da proporção de material fino (41,23 a 38,32 %) e nas camadas mais superficiais começou a decair a quantidade de material fino (34,44 a 29, 72 %).
O transporte de sedimento ao longo do rio varia durante o ano, dependendo da intensidade do fluxo do rio. Em períodos com alto escoamento do rio, grandes quantidades de sedimento em suspensão são transportadas para regiões mais distantes até que encontre uma barreira e se depositem no sedimento de fundo (HELLAND, 2002). Assim, camadas caracterizadas por sedimentos grossos, como na base do T2, podem revelar regime fluvial com alta energia. Além disso, vale salientar que a presença da Barragem na região de Itaiçaba também propicia o transporte de material fino. Nas condições de alto fluxo, as partículas finas são transportadas como material em suspensão, enquanto os sedimentos grossos são transportados na base (ou próximo) do leito fluvial.
A construção da barragem de Itaiçaba promoveu alterações significativas no estuário do Rio Jaguaribe, com redução da vazão de água doce para o interior do sistema estuarino e interferências no balanço sedimentológico, ou seja, a alteração do fluxo hidrossedimentológico em direção ao ambiente estuarino comprometendo sua estabilidade ambiental (PAULA; MORAIS; PINHEIRO, 2006; PANTALENA; MAIA, 2014).
Devido à presença de barramentos, o transporte de sedimentos e o fluxo hídrico sofrem grande interferência, isso porque essas construções diminuem a vazão do rio, limitando sua capacidade de transportar sedimentos por longas distâncias e de escavar o canal, diminuindo sua profundidade e ocasionando assoreamento em vários trechos. Uma grande quantidade de sedimentos fica retida a montante dos reservatórios, modificando o processo hidrossedimentológico natural e causando o remodelamento da paisagem (PANTALENA; MAIA, 2014).
Segundo Fukumoto (2007), que encontrou comportamento deposicional no sistema estuarino de Santos e São Vicente em São Paulo semelhante ao do T2, ou seja, uma tendência nítida de aumento da proporção da frações finas (silte + argila) em direção ao topo do testemunho, atribuiu essa alteração a atividade antrópica, tais como: a aceleração dos processo a de remoção do solo, tanto por meio da construção de rodovias, ferrovias e núcleos habitacionais no sopé e encosta da Serra do Mar; e a eliminação da vegetação e terraplanagem extensiva em áreas de planície costeira. O autor relevou que às condições químicas da água, devido ao lançamento de resíduos industriais, podem causar alterações no processo deposicional de sedimento fino.
Em estudo realizado na mesma área de estudo, rio Jaguaribe, identificou diversos tipos de sedimento no mesmo testemunho, havendo camadas com grande quantidade de silte e argila e camadas formadas basicamente de grãos mais grossos e justificou tal comportamento por alterações nos padrões de deposição e as alterações na dinâmica do estuário, em que períodos de grande energia são seguidos por períodos de baixa capacidade de transporte de sedimento (Godoy, 2011).
A MO sedimentar é considerada um dos mais importantes e completos testemunhos de mudanças ambientais, em escala local e global (SUMMONS, 1993). Assim, a Figura 23 apresenta os valores de MO encontradas nos testemunhos sedimentar (T1 e T2) do rio Jaguaribe e as relações dos AH e AF pelo COT.
Figura 23 – Valores de MO e as relações AH e AF com COT encontradas nas amostras em estudo. 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 0 1 2 3 4 5 6 0,0 0,6 1,2 1,8 2,4 Testemunho 1 Testemunho 2 P ro fu nd id ad e (c m ) Média de MO (%)
Relação de AH e AF com COT (%)
MO AH/COT AF/COT 0 1 2 3 4 5 6 Base Topo 0,0 0,6 1,2 1,8 2,4 Fonte: Autora, 2018.
A MO mostrou comportamento semelhante aos finos do sedimento, ou seja, onde havia sedimentos mais finos, também foi encontrada uma maior quantidade de MO, o que era esperado visto que partículas mais finas de sedimento aumentam a superfície de contato do grão podendo aumentar a absorção de MO (MARTINS, 2008; MATER et al., 2004). Tal comportamento também foi observado por Godoy (2011) em testemunhos sedimentar da mesma região. Isso sugere que a deposição orgânica deve ser favorecida em áreas de pequena energia hidrodinâmica (MUNIZ; VENTURINI; ERACHE, 2004).
O T1 cuja granulometria havia predomínio de finos (silte + argila), apresentou maior porcentagem de MOméd variando de 0,65 a 5,45 %. Como pode ser visto na Figura 23.
, os maiores teores de matéria orgânica do T1 se deram nas profundidades de 15 até 25 cm (variando de 4,91 a 5,38 %) e na camada 45 cm (média de 5,45 %). Na camada superficial o teor de matéria orgânica foi de 2,96 %, nas camadas de 30 até 40 cm apresentaram os menores tores de MO variando de 0,65 a 2,03 %. Já o T2, que apresentou granulometria mais arenosa, obteve variações de 0,42 a 2,10 %. Nesse testemunho os maiores valores de MO foram encontrados entre as camadas 15 a 35 cm (variando de 1,46 a 2,03 %), os menores valores foram encontrados nas camadas 10 cm(média de 0,51 %) e 40 cm a 50 cm (variando de 0,42 a 0,69 %).