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İş sözleşmesine bağlı sağlık çalışanlarının disiplin hukukuna

3. DİSİPLİN HUKUKU AÇISINDAN HAKLARI

3.1. Meslek Örgütleri Nezdinde Disiplin Hukukuna İlişkin Hakları

3.2.2. İş sözleşmesine bağlı sağlık çalışanlarının disiplin hukukuna

O presente estudo propõe verificar o incentivo à cultura no estado do Rio Grande do Norte, a partir dos instrumentos públicos presentes nas leis de incentivo, da participação das empresas privadas como entidades patrocinadoras e do papel exercido pelas entidades sociais sem fins lucrativos, oriundas da sociedade civil, na oferta de cultura para a sociedade; tomam- se como base os preceitos teóricos os quais concernem a Fenomenologia, em que se busca a compreensão do fenômeno contundente ao processo de incentivo à cultura no mesmo estado.

Serão verificadas, como fonte de coleta de dados primários, entidades inseridas no contexto operacional da cultura regional as quais são contempladas com recursos oriundos das políticas de incentivo (Organizações Culturais, na imagem jurídica de Organizações Não Governamentais, com o propósito de atuar na formação do “Produto Cultural Fim” e deliberá- lo para a sociedade, sem fins lucrativos e com o apoio de empresas, em relação regimentada juridicamente pelo Estado, através das leis de incentivo); organizações inseridas no contexto da oferta de recursos, na contrapartida da obtenção de incentivos fiscais junto ao Estado (empresas, destacando a entidade com maior participação no contexto regional regimentado pela administração direta estadual e municipal, Rio Grande do Norte e Natal, respectivamente); instituições do poder executivo local e regional que têm a atribuição de administrar e representar a atividade Cultural em ambos os contextos da Administração Pública (Secretarias de Cultura, Fundações e órgãos do governo incumbidos de absorver a atribuições constituintes).

Coloca-se que serão abordadas referências bibliográficas e registros documentais dos governos na área de Cultura – constituição, regimentos, projetos de lei, aditivos e emendas constitucionais –, como da participação de entidades adjacentes – a exemplo de empresas e instituições da sociedade civil.

Este estudo é caracterizado como uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, em que, em verificação à especificidade do objeto de pesquisa proposto neste trabalho, trata-se de um estudo de caso – conforme discutido por Flick (2002), em que o mesmo agrega que, em pesquisa qualitativa, um trabalho se submete a diversas e constantes

fases de remodelamento, abrindo espaço para novas contrapartidas de análise e interpretação de dados.

Acrescentando-se ao discurso referente ao conceito de pesquisa qualitativa, Triviños (1995) coloca que o pesquisador se insere em um contexto contínuo de reflexão, pensamento e ação, em que as teorias em discussão no estudo proposto agregam o caráter científico ao trabalho. Quanto à roupagem exploratória, Vergara (1997) afirma que uma pesquisa de tal tipologia permite conceber uma visão geral, ao leitor, acerca do tema tratado, a fim de que ele possa compreender as características e ações presentes e que qualificam um determinado fenômeno.

A busca por um espectro de visão e entendimento ampliados acerca do tema, considerando que estudos relativos a políticas públicas na área de cultura ainda o são escassos em Administração e na área de Ciências Sociais Aplicadas, ascende o caráter exploratório desta pesquisa; a descrição e o detalhamento do fenômeno proposto ascendem o seu caráter descritivo.

Ao universo deste trabalho, fez-se um estudo de caso acerca da atuação das Organizações Sociais, na imagem da Casa da Ribeira – instituição com maior representatividade no eixo operacional da ação cultural com o apoio de empresas, sob a ótica das políticas de incentivo à Cultura – no que se refere à relação de parceria e apoio estabelecida entre ela e os grupos Petróleo Brasileiro S.A. e Companhia Energética do Rio Grande do Norte, de acordo com os dispositivos previstos na Lei Rouanet, Lei Câmara Cascudo e Lei de Incentivo à Cultura Djalma Maranhão. A relação de patrocínio e de incentivo entre a mesma, A Casa da Ribeira, como Organização Cultural, e as empresas cujas quais a ela dedicaram apoio e patrocínio deu-se nos moldes propostos pelos dispositivos legais previstos pelas Leis de Incentivo à Cultura – sobretudo, estadual, na Lei Câmara Cascudo.

As Organizações Culturais são instituições de iniciativa da sociedade civil, ou Organizações Sociais, com interesse público de prestar serviço à sociedade, com autonomia financeira e administrativa, em que mantém relações diretas com as instituições representativas do Estado na consolidação de suas ações, com empresas e instituições capacitadas a ofertar recursos para patrocínio e com grupos da sociedade civil – artistas, grupos culturais, músicos e atores sociais inseridos nesta condição.

Fez-se uso da Entrevista, como instrumento de coleta de dados primários. Foram realizadas entrevistas junto aos responsáveis-chave, ou representantes gestores, das ações de Cultura em suas esferas contextuais envolvidas, tratadas neste trabalho: Empresas privadas que patrocinam ações no âmbito da cultura (Empresas); instituições das esferas municipal e estadual da administração direta incumbidas de gerir a cultura e as leis de incentivo (Estado); organizações sociais oriundas da sociedade civil que ofertam cultura para a sociedade fazendo uso dos instrumentos legais presentes nas leis de incentivo e do patrocínio oriundo das empresas privadas (Organizações Culturais). De acordo com o que fora discriminado anteriormente e conferidos nos Apêndices “A”, “B” e “C”, constados neste trabalho, nos Apêndices.

Considerando que os objetivos da pesquisa propõem vislumbrar o processo de incentivo à cultura conferida no Rio Grande do Norte, não cabe à importância deste trabalho colocar em questão as ações condizentes com a promoção de eventos artísticos não locais, integrados a outro contexto ou apoiados por redes de negócios baseados em esferas econômicas e mercadológicas, inseridas no discurso conceitual relativo à Mainstream4.

Assim, as percepções a respeito do processo de incentivo à Cultura no Rio Grande do Norte, tratadas neste trabalho, tomam como base o funcionamento da Casa da Ribeira, como Organização Cultural e instituição social, e sua ação junto à comunidade; são averiguadas as relações da referida instituição com as empresas as quais a direcionam apoio e ofertam os recursos necessários para o seu funcionamento e sua relação com as instituições de Estado.

Em outras palavras, as percepções relativas ao funcionamento de uma Organização Cultural no Rio Grande do Norte, segundo as Leis de Incentivo à Cultura e o patrocínio empresarial, tal qual o processo de fomento e incentivo à Cultura, tomarão como base a Casa da Ribeira – Organização Cultural que se beneficia das políticas de responsabilidade social das empresas e que atua dentro dos dispositivos legais colocados pelas Leis de Incentivo à Cultura (Lei de Incentivo à Cultura Djalma Maranhão, Lei Câmara Cascudo e Lei Rouanet) –, percepções estas obtidas a partir do estudo de caso particular desenvolvido na mesma instituição, segundo o conceito de Deviant Case (traduzido para o português como “Caso Desviante” ou “Estudo de Caso Desviante”) proposto por Molnar (2007, p. 1):

4 Smiers (2006) discute que o termo Mainstream se insere no discurso relativo à promoção de ações e atores de cultura a fim de definir a tipologia dessa promoção como sendo de caráter mercadológico, voltado para grandes massas, apoiado por uma infraestrutura diferenciada e capaz de romper barreiras geográficas, culturais e moldais das características comportamentais de público, grupo, indivíduo e região.

A Análise Deviant Case é o estudo de casos particulares, casos estes anómalos, com respeito a uma determinada hipótese. Tal estudo pode, de acordo com Paul Lazarsfeld, “refinar a estrutura teórica dos estudos empíricos, aumentar o valor preditivo de seus achados”. Também, nos é dito que "a análise Deviant Case pode e deve desempenhar um papel positivo na pesquisa empírica, em vez de ser apenas a arrumação do “processo através do qual as exceções à regra empírica são dadas a partir de alguma plausibilidade e, portanto, eliminadas”. Este breve conceito aplica- se aos casos de investigação minimamente desviantes e está longe de ser inédito: fora das ciências sociais o valor obtido com o estudo das exceções aparentes nos propostos teóricos têm sido apreciados. Charles Darwin, por exemplo, infinitamente defendeu este método. O que está faltando na literatura até o momento é um relato razoavelmente claro e moderadamente sofisticado da lógica da análise Deviant Case. A experiência conferida junto à Casa da Ribeira corrobora com o discurso formado acerca do funcionamento e do processo de incentivo à Cultura no Rio Grande do Norte; apesar de esta instituição ter o município do Natal como sua área de atuação, suas relações com a oferta de cultura para a comunidade conferem com os dispositivos legais previstos nas leis de incentivo à Cultura os quais disciplinam as relações entre as Organizações Culturais, as empresas e a comunidade.

Ou seja, toda e qualquer Organização Cultural que se propõe a ofertar produto cultural para a sociedade, obter recursos na forma de patrocínio empresarial e até os recursos oriundos dos cofres públicos – como proposto pela criação dos fundos públicos de incentivo à Cultura (Fundo Nacional de Cultura, a nível Brasil, Fundo Estadual de Cultura, a nível Rio Grande do Norte, e Fundo de Incentivo à Cultura, a nível Natal) – seja em território nacional ou nas unidades federativas, devem obedecer aos critérios colocados nas Leis de Incentivo à Cultura.

Molnar (2007, p. 1) acrescenta que:

O mais completo modelo de Análise Deviant Case de que se tem conhecimento é o proposto por Lipset, Trow e Coleman em seu ensaio sobre exame a “I.T.U.”5. O

estímulo inicial para este estudo foi fornecido pelo contraste entre a experiência prática observada de um sindicato democraticamente aceito e as expectativas geradas pela lei de ferro da oligarquia, como observou Michaels. Este interesse na “I.T.U.”, como uma exceção à lei da oligarquia, é auto-conscientemente sustentada por toda a extensão do projeto de pesquisa. A abundância de material é, assim, sugerida para qualquer pessoa interessada em aspectos metodológicos de Análise Deviant Case.

5 I.T.U., ou Política Interna da União Internacional da Tipografia (do inglês, “Internal Politics of the International Typographical Union”), publicação original de Seymour Martin Lipset, Martin Trow e James S. Coleman, originalmente do “New York Free Press”, em 1956, segundo Molnar (2007), trata dos fatores que influenciam a estrutura de poder e tomada de decisão nas organizações, com foco específico sobre os sistemas políticos da democracia e da oligarquia.

Desta forma, foram pesquisadas as instituições as quais mantinham relações diretas com a Organização Cultural proposta neste trabalho, empresas e entidades governamentais, estruturando o modelo de estudo Deviant Case, tal qual presente nesta pesquisa.

Assim, estão colocadas as instituições, com suas devidas informações referentes, em suas esferas de atuação ou categoria institucional, que atuam de modo a formar o processo de incentivo à Cultura junto à Casa da Ribeira, na imagem de Organização Cultural, conforme o Quadro 01.

Quadro 01 – Codificação dos atores da pesquisa

Fonte: O autor, 2012.

A escolha dos atores propostos no Quadro 01 se justifica na relação desempenhada por eles junto à Casa da Ribeira, instituição esta vislumbrada como Organização Social a ser investigada conforme o modelo de Análise Deviant Case, ou seja, trata-se de instituições que participam do processo de incentivo à Cultura, a partir da relação estabelecida entre Organizações Sociais como promotoras e agentes ofertantes junto à sociedade, empresas, na imagem de entidades patrocinadoras das ações das organizações sociais, e Estado, como agente regulador das relações entre empresas e organizações sociais através de seus dispositivos legais encontrados nas Leis de Incentivo à Cultura (REIS, 2007).

Esta fase do discurso levará em consideração o proposto documental conferido nas leis de incentivo à cultura tanto abordada na Lei Nacional de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet – como nas leis regionais de incentivo (Cultural) – Lei de Incentivo à Cultura Djalma Maranhão (na esfera municipal da cidade do Natal) e Lei Câmara Cascudo (na esfera regional do estado do Rio Grande do Norte).

Esfera Código Sujeito

Estado Est.1 Ministério da Cultura do Brasil

Estado Est.2 Secretaria Extraordinária de Cultura do Rio Grande do Norte Estado Est.3 Secretaria Municipal de Cultura do Natal

Empresa Emp.1 Petróleo Brasileiro S.A.

Empresa Emp.2 Companhia Energética do Rio Grande do Norte Empresa Emp.3 SGS Soluções Empresariais LTDA

Os dados aqui apresentados são resultado da investigação realizada em sete entidades inseridas no contexto das ações de incentivo e oferta de cultura no estado do Rio Grande do Norte, sendo seis delas fontes de coleta de dados realizada através de pesquisa de campo com Roteiro de Pesquisa, aplicado junto aos membros responsáveis pela manutenção das relações estabelecidas entre sua instituição e o processo de incentivo à cultura, em cada entidade, uma como fonte de coleta de dados oriundos somente de fontes documentais oficiais e três como fonte de coleta de dados em ambas as modalidades (documental e campo).

Tomando como referência Reis (2007) e seu discurso sobre as entidades que dão luz aos conceitos de Responsabilidade Cultural, as entidades pesquisadas teriam que atender aos requisitos de estarem envolvidas, de alguma forma, com a atividade cultural, como: instituições do Estado responsáveis pela manutenção das políticas públicas voltadas para a Cultura; instituições de mercado com ações voltadas à Responsabilidade Social com foco na Responsabilidade Cultura; instituições da Sociedade Civil aptas a fazerem uso dos mecanismos de Estado para atender às demandas da comunidade aberta por cultura.

Com base em Tenório (2004), Reis (2007) e Albuquerque (2009), foram definidas três categorias tomando como ponto de partida o discurso teórico que define os atores sociais como entidades que dão luz à Responsabilidade Social e Responsabilidade Cultural, a partir das seguintes categorias de análise:

Categoria C1 – O Estado no processo de incentivo à Cultura;

Categoria C2 – As Organizações Culturais no processo de incentivo à Cultura; Categoria C3 – As empresas e sua responsabilidade junto ao processo de incentivo; Categoria C4 – Controle Social e Transparência.

Na Categoria C1 foi verificada a participação do Estado e das entidades governamentais no processo de incentivo à Cultura, segundo Reis (2007) e a participação do Estado como entidade disciplinar no processo de incentivo à Cultura e nas relações entre as empresas e as entidades culturais, quanto à: elaboração de critérios (alíneas 1, 2 e 3, do Apêndice A); procedimentos adotados quanto à gestão dos recursos (alíneas 4, 5 e 7, do Apêndice A); procedimentos exigidos da parte das organizações interessadas – empresas e Organizações Culturais (alínea 6, subitens 6.1 e 6.2, do Apêndice A); sua relação com as entidades proponentes a receber recursos e propostos no que confere à oferta dos mesmos

(alíneas 9, 10, 11, 12, 13 e 14, do Apêndice A); conhecimento de causa quanto às outras instituições envolvidas e as medidas de controle e de prestação de contas adotadas junto à sociedade (alíneas 8, 15 e 16, do Apêndice A).

Na Categoria C2, foi averiguada a participação das organizações culturais e sua importância para a consolidação do processo de incentivo e oferta de cultura para a sociedade, em Reis (2007), acerca do surgimento de entidades sociais voltadas à promoção e manutenção do direito à cultura por parte da sociedade, a partir das relações estabelecidas entre elas e as empresas no âmbito da Responsabilidade Social, no conceito de Responsabilidade Cultural, quanto à: relações entre organizações culturais, Estado, empresas e sociedade (alíneas 1, 2, 3, 4 e 5 do Apêndice C); conhecimento de causa quanto à participação das demais esferas envolvidas (alíneas 6, 7, 8, 9, 10 e 11, do Apêndice C); procedimentos adotados quanto à demanda por incentivos e recursos oriundos das fontes patrocinadoras (alíneas 12, 13 e 15, do Apêndice C); origem dos recursos no processo de incentivo à Cultura (alíneas 16, 17 e 18, do Apêndice C); conhecimento de causa quanto às outras instituições envolvidas e as medidas de controle e de prestação de contas adotadas junto à sociedade (alíneas 14, 19, 20 e 21, do Apêndice C).

Na Categoria C3 foi levantada a participação das empresas no processo de incentivo à Cultura e sua importância como entidades de fomento e de propulsão das ações vivenciadas pelas Organizações Culturais, como acrescenta Albuquerque (2009) com a essencialidade das empresas no fator prático da atividade cultural junto à sociedade, a fim de que se propaguem as opções e os canais levam a Cultura até o seu destino, a comunidade, a tratar: relação entre empresa e demais esferas envolvidas (alíneas 1, 2, 3 e 4, do Apêndice B); conceito da instituição quanto à Cultura e à responsabilidade social (alíneas 5, 11 e 14, do Apêndice B); práticas adotadas quanto a sua política de responsabilidade social / responsabilidade cultural (alíneas 6, 7, 8, 9, 12, 13 e 16, do Apêndice B); conhecimento de causa quanto às outras instituições envolvidas e as medidas de controle e de prestação de contas adotadas junto à sociedade (alíneas 10, 15 e 17, do Apêndice B).

Na Categoria C4 foi discutida a transparência, a responsabilidade na aplicação dos recursos e o conhecimento mútuo quanto à participação de cada uma no processo de incentivo à cultura e Responsabilidade Cultural, o grau de entendimento de cada entidade quanto à sua responsabilidade e a responsabilidade das demais instituições, o conhecimento acerca de

procedimentos e objetivos e o respeito aos preceitos legais garantidos na forma legal para a sociedade.

Nos Roteiros de Pesquisa, as alíneas 15 e 16, do Apêndice A, alíneas 10 e 17, do Apêndice B, e alíneas 14 e 21, do Apêndice C, identificam o discurso do ente entrevistado quanto a esta categoria (Categoria C4).

Desta forma, pôde-se verificar o Grau de Interação das Entidades Envolvidas com o processo de incentivo à Cultura, averiguando o modo como às instituições estudadas neste trabalho estabelecem conexão com as políticas culturais, com as ações de incentivo e com a promoção, tanto do produto cultural final, quanto de seus entes – Organizações Culturais – os quais trabalham diretamente com a oferta para a comunidade aberta, como coloca Albuquerque (2009, p. 24):

O acesso aos bens e serviços culturais é uma estratégia de democratização dos valores, hábitos e conhecimentos utilizados nos processos de sociabilidade das pessoas e grupos. Portanto, a cultura compõe uma agenda de responsabilidade social em que o Estado, empresas e organizações da sociedade civil, comprometidas com a mitigação das consequências da crise social e com o estabelecimento do sujeito cidadão, contribuem com a democratização do acesso aos bens e serviços culturais, preservação do patrimônio histórico e cultural, reforço da memória como processo de constituição do presente e valorização dos diversos modos de vida que se constituem nas localidades e regiões do Brasil.

Ferreira (1998) coloca que:

Há também uma crescente demanda [...] pela implantação de mecanismos de accountability, ou seja, mecanismos que possibilitem a responsabilização daquelas pessoas que ocupam cargos públicos, sejam eleitos ou não, por seus atos à frente das instituições do Estado. Podendo ser entendida como a prestação de contas dessas mesmas pessoas perante a sociedade, sendo de dois tipos: vertical, quando essa prestação de contas se dá por meio das eleições e das reivindicações sociais através da liberdade de opinião e de associação, bem como pelo livre acesso às informações, sendo para isso necessária a existência de uma mídia livre. Portanto, se há uma accountability vertical, há democracia. E a horizontal, que é mais difícil de ser obtida, pois envolve “a existência de agências estatais que têm autoridade legal e estão realmente dispostas e capacitadas para empreender ações que vão desde o controle rotineiro até sanções legais ou inclusive impeachment, em relação a atos e/ou omissões de outros agentes ou agências do Estado que podem, em princípio ou presumidamente ser qualificadas como ilícitas” (O‟Donnell, 2000:01).

As entidades investigadas foram categorizadas de acordo com a esfera a qual ela se insere no contexto – “Estado”, “Empresas” e “Organizações Culturais”, a fim de distribuir as análises de acordo com as atribuições conjunturais referentes a cada uma das sete entidades pesquisadas, conforme sua participação no meio e sua importância para a manutenção do

ambiente favorável ao incentivo à Cultura, estando essas instituições agrupadas, identificadas e caracterizadas, a seguir:

 Estado: duas entidades governamentais com foco na atuação cultural – Fundação José Augusto, ou FJA, instituição que atua como Secretaria Estadual de Cultura ou Secretaria Extraordinária de Cultura (SECULTRN); e Fundação Cultural Capitania das Artes, ou FUNCARTE, entidade a qual atua como a Secretaria Municipal de Cultura do Natal;

 Organizações Culturais: uma entidade cultural, tratando-se de um organismo de cunho social, que têm atua na oferta e promoção de ações culturais para a população sem fins lucrativos – Casa da Ribeira, organização não governamental que funciona como elo entre artistas independentes locais e a sociedade, promovendo ações de entidades e grupos (atores, cantores, escritores, produtores culturais e grupos musicais), assim como a sua divulgação;

 Empresas: duas organizações da iniciativa privada que atuam como entidades patrocinadoras de trabalhos culturais, de acordo com os dispositivos previstos nas Leis de Incentivo à Cultura, e que desempenham papel fundamental junto às organizações culturais na oferta de recursos – Petróleo Brasileiro S.A. e Companhia Energética do Rio Grande do Norte – e uma organização prestadora de serviços na área de consultoria empresarial em responsabilidade social – SGS Soluções Empresariais LTDA;

O Quadro 02 ilustra a distribuição dessas organizações por categoria institucional, de