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A- KISA VADELİ SİGORTA KOLLARI İŞLEMLERİ

1. İŞ KAZASI VE MESLEK HASTALIĞI

1.1. İş Kazası

A escola católica constitui uma marca da Igreja no setor da educação. Seu objetivo, como o das outras escolas, é de ordem cultural e pedagógica. (Documentos da CNBB nº47, 1992).103

Após a discussão da importância da CNBB para a educação católica, podemos relacionar seus escritos com as propostas educacionais colocadas pelo Colégio Arautos do Evangelho Internacional. Sendo assim, uma escola confessional católica tem importância aos olhos da CNBB, pois: “A escola católica constitui uma marca da Igreja na educação. (...) O que tem de próprio é que busca criar um ambiente escolar caracterizado pelo espírito evangélico de liberdade e de amor para ajudar os educandos a crescerem juntos.” (Documentos da CNBB, 1992, nº47). E estas escolas católicas têm o apoio da CNBB: “A Igreja reconhece o valor social e a potencialidade pastoral das instituições educacionais católicas e apoia decididamente aquelas que se empenham por expressar na prática a sua identidade evangélica confessional, comunitária ou filantrópica.” (Documentos da CNBB, 1992, nº 47).

Um destes colégios católicos é o Colégio Arautos do Evangelho Internacional, localizado na Granja Vianna - SP. A instituição iniciou suas atividades em 2005 e finalizou-as no ano de 2010.104 Ela possuía elementos educacionais que remetem aos objetivos da educação católica no Brasil postos pela CNBB.

Primeiramente, um destes elementos se deu na inauguração do Colégio, com uma missa realizada no dia 29 de janeiro de 2005 por Dom Cláudio Hummes.105 Este salientou que: “Esta nova escola se propõe ser uma nova escola católica, portanto, com esse diferencial forte, com esse acréscimo maior, que vai além das ciências humanas e tecnologias humanas”.106 Dizendo também que ali seria realizado um trabalho de educação católica, um colégio que estava “se inserindo no mundo para dar boa doutrina, transformando em cultura

103 Disponível em: http://www.divinoespiritosanto.org/cnbbdoc47.htm Acesso em: 02 mar. 2012.

104 A preocupação com a escola católica e o índice de fechamento destas está inserida em documentos da própria CNBB e presente nas estatísticas realizadas pelos órgãos ligados à Igreja como a ANAMEC e CERES. Demonstrando assim que, da década de 1990 para 2004, houve uma diminuição do número de matrículas e também de escolas. Maiores informações na pesquisa da ANAMEC/CERES, Censo das Escolas Católicas no Brasil, 2006.

105 Na época, arcebispo metropolitano de São Paulo e hoje prefeito da Congregação para o clero.

106 Disponível no site oficial dos Arautos: http://www.colegioarautos.com.br/artigo/18191/Historia.html Acesso em: 28 out. 2011.

sua própria fé”.107 Desta forma, fica claro que a finalidade é a formação católica.

Podemos encontrar a forma de organização e a proposta educacional do Colégio Arautos do Evangelho Internacional no plano escolar da escola. No ano de 2010, realizamos a leitura de seu plano escolar e identificamos o seguinte enfoque pedagógico: “O Colégio Arautos do Evangelho tem por objetivo precípuo o resgate e a consolidação dos valores que a sociedade reconhece como fundamentais para o exercício da cidadania e que estão consubstanciados nos princípios da LDB 9394/96, no ECA e no carisma da Igreja Católica” (PLANO ESCOLAR, 2010, p. 4).108 Desta forma, os objetivos de resgatar os valores católicos e de integrar o corpo docente ao carisma específico dos Arautos do Evangelho são elementos importantes enquanto propostas educacionais. E o estudo da religião na escola concretiza a busca destes objetivos: “O estudo da religião visa antes de tudo reavivar na criança e no adolescente o sentido do maravilhoso, que o (sic) faz procurar em todas as coisas o belo, o bom, o verdadeiro.” 109

No documento da CNBB nº 47, observamos que o estudo da religião:

Em grande parte das escolas católicas, o ensino religioso, dentro de uma dimensão antropológica visa dar ao aluno uma formação básica, social e religiosa cristã, não se limitando a aulas sistemáticas, mas perpassando toda a atividade educativa da escola. A escola católica enfrenta os desafios que a cultura coloca a fé. O ensino religioso ajuda os estudantes a conseguir a síntese entre fé e cultura, que é necessária ao processo de sua maturação na fé. (Documentos da CNBB nº47, 1992, p. 28).110

Esta ligação, fé e cultura no Ensino Religioso, existia no Colégio Arautos do Evangelho Internacional. Acrescenta-se ao Ensino Religioso o carisma dos arautos: o belo, o louvor à Virgem Maria. Também observamos uma abertura para participação de alunos e alunas que não são católicos nas aulas, enfatizando em seus objetivos que não se está buscando a conversão destes:

107 Disponível no site: http://www.colegioarautos.com.br/artigo/18191/Historia.html Acesso em: 28 out. 2011. 108 Pude somente realizar a cópia à mão do documento.

109 Disponível no site: http://www.colegioarautos.com.br/artigo/18469/Ensino-Religioso.html. Acesso em: 29 dez. 2010.

110 Perpassa toda a atividade educativa da escola porque: “Neste clima de abertura e de serviço, o ensino não será um mero fato técnico, mas um encontro de pessoas, no qual os professores respeitam o pluralismo dos dons e a originalidade de cada aluno.”(Estudos da CNBB, nº 47, p. 27) E desta forma “a escola pode também ser considerada sob o perfil da colaboração e (embora em modo decrescente) sob o aspecto de convivência.”

(Estudos da CNBB, nº 47, p. 51) Disponível em:http://www.catolicanet.com/pub/publicacoes/58b95f3145f5f9ee486b06b536daf18c.pdf Acesso em: 07 nov.

O curso comporta em sua realidade alunos de diversos credos, por isso a finalidade não é converter ao catolicismo quem a ele não pertença. Mas as aulas e as dinâmicas de ensino da matéria de religião serão aplicadas de tal maneira que preencha os anseios de conhecimento e espiritualidade mesmo naqueles crentes de outras denominações religiosas.111

Tendo em vista a diversidade de credos nas aulas, tem-se como objetivo preencher os anseios de espiritualidade112 dos jovens e adolescentes presentes no Colégio Arautos do Evangelho Internacional. Estes anseios realmente existem e como podemos identificá-los? (Estas questões não serão aqui respondidas, porém emergem das propostas educacionais aqui explicitadas e podem ser melhor aprofundadas).113

A questão da pluralidade religiosa nas aulas de Ensino Religioso também é explicitada nos documentos da CNBB, evidenciando que: “O respeito à liberdade religiosa do aluno deverá encontrar a indispensável garantia na legislação, nas escrituras e programas das escolas.” (Documentos da CNBB nº 47, 1992, p. 75).114 E ainda estabelece que a valorização religiosa do educando deve ser levada em conta:

O ensino religioso escolar visa à educação plena do aluno, a (sic) formação de valores fundamentais através da busca do transcendente e da descoberta do sentido mais profundo da existência humana, levando em conta a visão religiosa do educando. O ensino religioso deve encaminhar os alunos para a respectiva comunidade de fé, onde nas Igrejas cristãs se dá a evangelização, através da catequese, da celebração, da prática e da vivência religiosa. (Documentos da CNBB no. 47, 1992, p. 74).116

Nas escolas católicas, a disciplina pode ter caráter distinto: interconfessional ou confessional. No caso do Colégio Arautos do Evangelho Internacional, assim como posto nos

111 Disponível no site do Colégio Arautos: http://www.colegioarautos.com.br/artigo/18469/Ensino- Religioso.html Acesso em: 06 dez. 2010.

112 Os anseios de espiritualidade de uma forma não atrelada à religião, mas sim a uma espiritualidade diferenciada, como a ateia é proposta por autores como Sponville. Esta busca de “preencher” anseios de espiritualidade e atribuir espiritualidade somente à religião, esquecendo de quem não pertence a nenhuma religião é discutida por ele. Possivelmente os jovens podem ter algumas angústias, incertezas que precisam ser levadas em conta, porém, estes não cabem ser resolvidos somente por alguma religião ou através de aulas de ER. Seria então dever da escola educar a espiritualidade do aluno? Como fazê-lo? Para maiores informações ver SPONVILLE, André Comte. O espírito do ateísmo. Introdução a uma espiritualidade sem deus. Ed. Martins Fontes, 2007.

113 Neste sentido, o Colégio Arautos revelou alguns destes aspectos dentre seus alunos e alunas, inclusive alguns judeus, outros protestantes (como relatou o arauto e a direção do Colégio), outros católicos não praticantes. E neste sentido as conversas com alunos do 8º ano ajudaram bastante na compreensão destes dados, pois muitos se declaram católicos, mas não praticam (todos os alunos entrevistados do 8º ano), ou têm dupla pertença (o aluno anglicano e católico do 8º ano por exemplo). Alguns dados foram obtidos a partir de conversas com diretores.

114Também disponível no site:

estudos da CNBB nº 6: “proporciona um fortalecimento da fé” e “anuncia a mensagem cristã”. Evidenciamos algumas destas informações nos planos de ensino do professor de ER do Colégio Arautos do Evangelho Internacional, que se diferencia entre as diferentes salas. No objetivo inserido do plano do 9º ano: “Despertar no aluno o interesse pelo conhecimento de Deus, apresentando ao educando temas como o belo, o bom, a fé, a família, a amizade, a origem do mundo, a origem da vida, a ciência, os caminhos da razão para Deus”.115 Há, neste sentido, o anúncio da mensagem cristã, inclusive a presença de estudo sobre a vida dos santos, textos bíblicos sobre a Criação, os símbolos da Bíblia.

Também observamos os interesses de uma escola católica no objetivo do professor de ER no 8º ano: “Despertar o interesse pelo conhecimento de Deus, apresentando ao educando temas como a fé, a amizade, a solidariedade, para que ele descubra valores que o levem ao crescimento como pessoas cristãs.” Este objetivo reforça aquilo que está presente nos objetivos do próprio Colégio Arautos do Evangelho Internacional, que seria o reavivar na criança os valores cristãos, o belo, o bom, o verdadeiro como vimos anteriormente.

Estes objetivos da educação cristã não se colocam apenas nas aulas de Ensino Religioso: “A aula de religião é apenas um momento dentro de um processo educativo que, por si mesmo já deve ser evangelizador.” (Documentos da CNBB nº 6, p. 46). Permeiam também outros espaços, através de símbolos, imagens como as de Nossa Senhora nas salas, ritos como a missa e orações diárias. Alguns objetivos do Colégio são divulgados em um vídeo postado no site do youtube116, que revela que o colégio tem como base o ensino da religião católica. Coloca que a finalidade é despertar nos jovens os seus pontos fortes e “formar homens e mulheres de bem”. Como diferencial se coloca a formação cultural e social (aulas de música e eventos). Também pela primeira ação que o Colégio faz antes das aulas cotidianas, que é a oração, “resgatando os valores cristãos” e de família.

Podemos perceber que uma característica que é evidenciada e posta pelo Colégio em seus objetivos, e que também é visada pela CNBB é a valorização da espiritualidade e da família. Em relação ao componente espiritualidade na educação, esta é considerada importante não só pela escola, mas também pelos pais de alunos e alunas, pois compreendem que, despertando a espiritualidade e a fé, se obtém a formação de um cidadão que valorize a questão do respeito, use de solidariedade e de cooperação.117 Observando no Colégio Arautos do Evangelho Internacional a proposta pedagógica que se refere à formação religiosa,

115 O plano de ensino se encontra nos anexos.

116 O vídeo de divulgação do Colégio Arautos se encontra disponível no site: http://www.arautos.org/tv/interna.html?id=575&title=Colegio+Arautos+Granja+Viana Acesso dia 12/1/2012. 117 Elementos explicitados em (D’AMBROSIO, 1997).

percebemos a busca do resgate das convicções religiosas dos alunos e alunas:

Falta ao jovem ouvir falar de Deus e suas obras. Falta ouvir falar de Jesus e sua Santa Mãe intercedendo pelo gênero humano. Propõe a criação de uma coordenadoria especial para cuidar do Carisma religioso, é óbvio que se preocupa com a preservação dos valores/ ideais de sua criação. Porém mais importante é a possibilidade para resgatar as convicções religiosas, a prática da fé, o reconhecimento da graça divina. (PROPOSTA PEDAGÓGICA, 2010, p. 20).

Por conseguinte, é possível ver com nitidez que a preocupação da escola em relação aos estudantes jovens se dá em resgatar a religião. Contudo, vemos na mesma proposta que não é objetivo converter os alunos, mesmo que na escola haja momentos voltados à religião. Apesar de não ter o objetivo explícito de conversão do alunato, existe um resgate da convicção religiosa daescola, como acontece no recurso a figuras religiosas católicas, como Jesus e Maria, o que não deixa de ter um caráter catequético. Enquanto Instituição confessional, os pressupostoseducacionais específicos que se constroem possuirão suas bases religiosas e filosóficas.

Tais bases advêm do que já colocamos anteriormente, dos conhecimentos prévios do aluno e da influência familiar. Pois também faz parte da educação a questão familiar. Podemos então compreender a importância do componente “família” na educação dentro do Colégio Arautos do Evangelho Internacional e também nos documentos da CNBB:

O acelerado processo de transformações pelo qual passa a sociedade brasileira trouxe a (sic) família inúmeros problemas de ordem econômica, social e ética, culminando em muitos lares com a desagregação familiar. Os pais passam a delegar toda responsabilidadeeducativa à escola, que por sua vez não encontra meios de envolver os pais para uma participação efetiva no processo educacional dos filhos. (Documentos da CNBB nº 47, 1992, p. 6).

A família é considerada um fator importante para a educação da criança118, e a CNBB coloca que a desagregação familiar e a sua não estruturação se encontra mais acelerada na sociedade brasileira atual119. Por essa razão, relembra que é importante encontrar algumas

118 A CNBB acrescenta ainda em seus documentos a mudança na participação da família no processo de socialização da criança: “A família, como fundamento da sociedade, é uma instituição para a educação das novas gerações. A socialização dos jovens se faz hoje em um espaço social muito mais complexo do que em outras fases históricas, nas quais a família era quase que a única agência responsável pelo processo da educação.” (Documentos da CNBB, nº 47, p. 46).

119A CNBB, em seu documento nº 47, salienta que a socialização dos jovens se faz hoje de uma forma muito mais complexa do que anteriormente; porém, a família é imprescindível, pois configura a afetividade,

saídas: “Há, todavia, por parte de muitos pais, a preocupação de encontrar saída para os problemas educacionais da família. Neste sentido, lutam a associação de pais, as escolas de pais, a pastoral familiar, os grupos de casais na Igreja.” (Documentos da CNBB nº 47,1992, p. 6).

Ao pensarmos então na criança e no “jovem de hoje” 120e seu modo de vida, vemos que é bem diferente da época de seus pais, pois as diferenças ligadas às mudanças tecnológicas121 possivelmente alteram o tipo de conhecimento a ser exigido de seus alunos e alunas na escola. Também a escola católica pode buscar e adequar seus objetivos às mudanças que vão ocorrendo na sociedade122 e, consequentemente, as exigências educacionais da época. Pois a sociedade renova as condições de sua própria existência por meio da educação. (DURKHEIM, 1967).

Ainda observando as propostas educacionais colocadas no plano escolar do Colégio Arautos do Evangelho Internacional quando se refere aos objetivos da Instituição em relação aos alunos, procura-se: 1.“fazer o aluno entender o carisma e a filosofia dos Arautos do Evangelho, mediante a prática de pequenas atividades cotidianas;” 2. “resgatar e desenvolver no aluno o gosto pelo estudo”; 3. “desenvolver seu espírito de trabalho.” (PROJETO PEDAGÓGICO, 2010, p. 9). 1. As práticas utilizadas no cotidiano como as orações e as missas que ocorrem naquele espaço mostram o que acreditam os Arautos; porém, um momento específico para o conhecimento dos alunos sobre a filosofia dos Arautos e sua história é raro, ao menos pelo que se pode constatar nas entrevistas feitas aos alunos do 8º ano123. 2. Em relação ao gosto pelo estudo é possível referir-se ao que se pode observar nas falas dos alunos sobre o não interesse na disciplina de ER (o não gostar do assunto, valorização da disciplina de que mais gosta) e no que faz parte da discussão de educação acerca das possíveis alternativas didáticas que incentivem uma maior atenção dos alunos e seu

personalidade, atitudes e aprendizagens sociais. E completa: “Surgiram novos agentes com poder de influenciar as novas gerações, tirando à família algumas de suas funções anteriores. Esses novos atores educativos não eliminam, no entanto, o influxo da família na configuração da vida e da atuação da juventude.” (Documentos da CNBB nº 47, 1992, p. 47).

120 Expressão utilizada por NOVAES, 2001.

121 No livro do censo das escolas católicas no Brasil realizado pela ANAMEC - Associação Nacional de Mantenedoras de Escolas Católicas do Brasil encontramos: “É necessário ter cuidado ao assimilar inovações, realizando-o na medida em que estas se harmonizem coerentemente com a tradição educativa da Igreja (novas tecnologias, teorias do conhecimento, técnicas de gestão etc.), sob pena de irremediável perda de identidade” (ALVES, 2006, p. 33) O diferencial da escola católica é a sua identidade confessional, e a preservação desta identidade também se enquadra no seu espectro pedagógico.

122

Assim como posto no documento nº 6 da CNBB: “A escola não pode também hoje atingir seu objetivo sem estar atenta a certos valores que caracterizam a civilização de nosso tempo: o senso do coletivo e do universal, o desejo de justiça e paz, o respeito às pessoas e às categorias sociais menos desenvolvidas, a liberdade de consciência, o anseio de promoção a força dos grupos e o interesse pela criatividade”. (CNBB, p. 26).

interesse pelo conhecimento. Porém, existem diversos fatores que englobam esse desenvolvimento do “gosto” pelo estudo, dificuldades individuais como: a) dificuldades psicopedagógicas; b) pais que não acompanham a vida escolar dos filhos; c) problemas de sociabilidade e de normalização (a não organização e não aderência às normas). Enfim, buscar resgatar esse interesse em estudar é algo que merece ser visto de forma individualizada e com parceria dos pais ou responsáveis.

E, por último, 3. o desenvolvimento do espírito de trabalho, que é a preparação deste para os desafios da vida e para o curso superior, que faz com que este aluno possa se enquadrar às exigências que se colocam em nossa vida social. Neste sentido, um dos objetivos da educação católica, pelo que se insere no plano educacional do Colégio Arautos do Evangelho Internacional e pela CNBB, é não somente transmitir o conhecimento científico e preparar para o vestibular. É também o preparo para a “vida”, abordando questões éticas e morais.

A CNBB insere estas questões em seus estudos nº 6 sobre Igreja e educação, em que estabelece que o ensino não será mero fato técnico, mas sim encontro de pessoas, no qual os professores respeitam o pluralismo dos dons e a originalidade dos alunos, vivem entre estes uma presença de testemunho, de educação e de evangelização graduais. (Estudos da CNBB nº 6, 1977, p. 27). Seria desta forma a escola um lugar de encontro de pessoas em que o pluralismo fosse respeitado. Isso nos faz pensar nos alunos e alunas não católicos dentro do Colégio Arautos do Evangelho Internacional.

Vejamos como estes estão inseridos nos estudos da CNBB:

Para os alunos não-católicos a escola católica representa um serviço da comunidade católica. Tal serviço se inscreve na perspectiva da Igreja “servidora do mundo” que o Vaticano II tão bem explicitou. O respeito à liberdade das convicções religiosas dos alunos e de suas opções pessoais, que se impõe especialmente no caso de alunos não- católicos, é, sem dúvida, um valor evangélico e humano fundamental. (Estudos da CNBB nº 6, 1977, p. 26).

O respeito às outras convicções religiosas está presente nos estudos da CNBB e também na proposta do Colégio Arautos do Evangelho Internacional. Sendo assim: “Neste respeito à liberdade, a escola católica apresenta um testemunho evangélico cujo valor até os não crentes percebem e que, de modo discreto, mas real, prepara o anúncio explícito da mensagem cristã.” (Documentos da CNBB, nº 47, 1992, p. 27).

Internacional. O fato de apresentar testemunhos e transmitir mensagens religiosasnas aulas de Ensino Religioso, através de leituras bíblicas e trabalho com textos de sites da Canção Nova, dos franciscanos capuchinhos, do livro do catecismo da Igreja Católica, demonstra isso124

. Também em outros momentos de oração diária, com o Pai-Nosso e Ave-Maria. Além de

frases colocadas pela escola que evidenciam a religião católica.

Sobre a aplicação do Ensino Religioso enquanto anúncio da mensagem cristã e como momento importante na escola, observaremos a classificação desta disciplina em relação a sua utilização na escola no próximo tópico, de forma que possamos perceber como o Ensino Religioso no Colégio Arautos do Evangelho Internacional se insere dentro das classificações e modelos da disciplina, fazendo parte da educação cristã nos Colégios referidos no trabalho.

2.1.5 A educação cristã e a aplicação do ER: Classificações de ER dentro dos modelos