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İş bu antlaşma mahrem kalacaktır ve ancak iki yüksek tarafın muvafakatiyle ilan edilecektir.256

Quanto ao tema, Liberdade na Educação, poderemos considerar a existência de três liberdades: A Liber dade de aprender , a liber dade de ensinar e a liber dade de cr iar escolas, partilhando deste modo a mesma delimitação defendida por António dos Reis Rodrigues (2003).

Num contexto religioso, que faz sentido para nós referir neste momento, é a declaração de João Paulo II que relaciona o direito-dever educativo dos pais como sendo essencialmente ligada à vida. Segundo a sua consideração, na qual encontramos uma relação de proximidade com o autor Paulo Freire, uma relação de amor, insubstituível e inalienável que não poderá, de modo nenhum, ser quebrada, constituindo os pais, os primeiros e principais educadores da criança, uma primeira escola que todas as sociedades necessitam.

A Liberdade de aprender é um direito. A declaração Universal dos direitos do

Homem assevera que “Os pais têm, por pr ior idade, o direito de escolher o géner o de educação a ministrar aos filhos.” 108 por sua vez, a constituição da república Portuguesa

declara que “Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos.”109.

Consequentemente, qualquer indivíduo que não permita/faculta a aprendizage m a outrem, será responsabilizado não só ao nível jurídico como moral e social.

Ora, o tema da liberdade na educação é um assunto sensível. As últimas décadas do século XX são marcadas pela ideia de que a educação pode funcionar como uma forma de empower ment, capaz de apoiar o desenvolvimento dos grupos sociais, considerados mais desfavorecidos ou discriminados.

Acreditamos que seja possível a utilização da arte, e das várias formas de arte, como ar ma social. Assumir uma posição política, consciente e crítica acerca da sociedade onde se vive, optando por expressa-la através da criação artística é o que defendemos e pretendemos transmitir aos nossos jovens, durante a implementação do projeto. “…a

108 Art.26ª, 3. 109 Art.36ª, 5.

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pedagogia e o teatr o do oprimido pr oporcionam um fazer pedagógico onde os opr imidos se tor nam capazes de per ceber o mundo, r efletir sobre o mundo e se expr essar no mundo.”

Esta perspetiva baseia-se essencialmente nos livros de Paulo Freire na P edagogia do Opr imido(1968), Augusto Boal em A estética do Oprimido(2009) e Paulo Guinote,

Educação e Liber dade de Escolha (2014), que apesar de distanciados no tempo, todos os anteriores consideram a educação fundamental para formação de cidadãos, livre e críticos. Propõem novas técnicas, métodos e fórmulas para aplicar a pedagogia aos seus tempos. Paulo Freire (1968) por exemplo, defendia que os processos educativos deveriam ser mediatizados, funcionando dessa forma como forma de orientação para a emancipação, consciencialização e libertação social. Augusto Boal (2009) utiliza uma nova formula de expressão cénica, atuando contra os problemas identificados, por considerar que a arte é sempre uma reprodução da visão do seu criador “Com arte, o povo

pode constr uir meios de discussão política, mas também de ampliação da capacidade de leitura do mundo e do meios de intervenção sobre ele.” (Canda, 2012, p. 198).

Consideramos fundamental a intervenção educativa na construção de alicerces sólidos, que não impeçam ou inibam o jovem e criança, livre, de sonhar, livre, de escolher o seu percurso, mas que o instrua e o consciencialize, acerca da responsabilidade necessária para percorrer esse caminho.

Verificamos, que continuamente, temos vindo apoiar e defender o poder e direito de sonhar, desde que cumpram o que é pedido. E o que é que a escola contemporânea tem reclamado? Notas. Números. Respostas iguais, partidas de pessoas diferentes.

Não estamos nós a permitir a construção de uma sociedade cada vez mais

pequena? Reduzida e cada vez menos capaz de aceitar a diversidade?

George Steiner (2005) diz ‘’O mau ensino é, quase literalmente, criminoso e,

metaforicamente, um pecado.’’. De facto, podemos facilmente encontrar jovens que

justificam não gostar de certa disciplina, ou não gostar da escola, rigorosamente por causa dos professores110.

110 Durante o período de voluntariado, realizado entre ano 2014 e 2015, numa instituição de acolhimento

temporário, na zona da Maia, numa das sessões coordenadas pela psicóloga (Estagiaria), foi -me possível identificar, respostas para este mesmo tema como ‘’Só gosto de educação física, porque jogamos futebol e professor manda-nos correr.’’ MJol, 13anos ; ‘’Não serve para nada, eu não aprendo nada e os professores

só ensinam a quem percebe.’’ FMonic, 15anos ‘’Se eles fossem mais simpáticos comigo eu até gostava

mais, mas eles não nos ouvem, falam aos berros e só nos mandam calar.’’ F.Di, 17anos; ‘’Matemática é mais difícil, o meu professor é zarolho e eu nunca sei se ele está a falar comigo ou com outro’’ M.Vit,

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Mas será realmente o professor a causa da desmotivação e desinteresse dos alunos? Ou será resultado de um sistema de ensino que condiciona quer os professores quer os alunos e que impede a concretização do objetivo e missão principais da escola/ensino?

Ao pensar nesta limitação dada aos jovens pelo sistema de ensino, relembramos um filme, F r eedom Wr iter s, na sua tradução portuguesa “Páginas de Liberdade” (LaGravenese, 2007). Este filme é um exemplo de que nem sempre as matérias propostas pelo ministério da educação (transferindo para um contexto português) são as que permitem responder a necessidades do jovem aprendiz. Concordamos que deverá de facto existir uma programação unanima, permitindo que dessa forma todos os jovens do mesmo ano letivo se encontrem, pelo menos, no conhecimento de matérias. Contudo, defendemos que, essencialmente, deva ser respeitado a existência de um tempo letivo (incluído na programação escolar) para que da relação aluno-professor possam ser selecionadas matérias de interesse, que respondam às duvidas, curiosidades e outros interesses. ‘’Aluno

que adquir iu liber dade par a curiosar deu gr ande passo par a tor nar -se estudante sério imbuído da efetiva vontade de aprender.’’ (Assmann, 2004)

A expectativa é outro tema abordado neste filme, sendo uma das condicionantes que acompanha o indivíduo ao longo de toda a sua vida e em vários âmbitos, podemos observar que a expectativa do indivíduo perante o outro (e vice-versa) poderá alterar o estabelecimento de comunicação entre dois ou mais indivíduos. Relativamente às expectativas encontradas no sistema de ensino (do indivíduo para com o espaço do sistema de ensino), podemos admitir algumas considerações gerais, como: i) espera-se que uma sala de aula tenha algumas mesas e cadeiras; ii) espera-se que exista mais do que um elemento na turma; iii) espera-se que exista no mínimo um professor (monitor) na sala responsável pela turma. É do mesmo modo identificado que “Escolas eficazes são

aquelas nas quais existe uma for te convicção de que os alunos são capazes de atingir os objetivos de aprendizagem por elas estabelecidas.” (Mello, 1993, p. 161) dessa forma, não só as expectativas do aluno perante a escola constituem uma condicionante, mas também a expectativa dos professores e da escola perante os alunos são determinantes para o processo de aprendizagem.

Relativamente à programação escolar, verificamos que a mesma é tão estreita que teima a roubar o espaço de liberdade, alterando mesmo as condições do ensino inicialmente regulamentadas. “O Estado pensa cuidar do bem do homem tão

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deixam sem possibilidade de evidenciar o seu poder de iniciativa e criatividade.”

(Rodrigues A. d., Fins do Estado, 2003, p. 114) e o mesmo ocorre nas atuais escolas. É fundamental que ‘’Para convocar os alunos como parceiros pode-se explicitar

diver sos r ecur sos: conver sas entr e eles sobr e o que poder ia mudar , reflexões pessoais, sugestões por escrito sobr e as r azões das mudanças, minipesquisas de temas diver sos e a descober ta juntos (pr ofessor e aluno) de novos textos, músicas, filmes, quadr os, pr ogr amas de TV, sites de inter net. E tudo isso confiando na capacidade de os alunos se or ganizarem entre si par a as tar efas e de encontr arem lider anças par a coor dená -las e executá-las.’’ (Assmann, 2004)

O autor Hugo Assmann (Curiosidade e Prazer de Aprender, 2004), quanto à educação e à curiosidade, levanta um tema que consideramos de importante reflexão por se questionar quanto ao ‘’Aspeto temporal. A hora da curiosidade é a do seu

sur gimento.’’ (Assmann, 2004, p. 209).

O facto de procurar-se limitar os alunos, na obrigatoriedade de cumprirem certos

timings111, e do mesmo modo temer, o professor, que uma curiosidade desvie o assunto, prejudicando a aula, ‘’E que tem de mal que haja desvios, se todos os assuntos pr ecisam

muito deles para se tornarem interessantes e complexos?’’ (Assmann, 2004, p. 210), leva

o mesmo autor a considerar a verdadeira curiosidade como sendo algo que não é

‘’postergável’’, por assim dizer, não se guarda, ‘’Ela precisa poder expressar-se no momento em que br ota no aluno. Sofreada e poster gada já não voltar á a ter a for ma e a intensidade que tinha ao nascer.’’ (Assmann, 2004, p. 209), assim como para Paulo Freire “ A educação é um ato de amor, por isso um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa.”. Perguntamo-nos, não será já suficiente todas as limitações, causas de muitos frustrações e mesmo delinquências juvenis, criadas por um grupo que se assume como adulto, responsável e ainda se diz motivar pela preservação e segurança da criança? Não estaremos nós, ao limitar, impedir e negligenciar a curiosidade dos nossos jovens, impedindo-os de questionar o que realmente os faz questionar?

De facto, temos verificado, com o decorrer da investigação, demasiados livros, uma imensidão de autores e até mesmo filmes que nos permitem lançar questões sobre este tema.

111 Utilizando os mesmos exemplos do autor, por concordar com esse ato limitador e castrador ‘’colocar as

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Para Paulo Freire, no seu livro A pedagogia do opr imido o professor surge como uma figura que“ Não teme enfrentar, não teme ouvir, não teme o desvelamento do mundo.

Não teme o encontr o com o povo. Não teme o diálogo com ele, de que r esulta o crescente saber de ambos. Não se sente dono do tempo, nem dono dos homens, nem liber tador dos oprimidos. Com eles se compromete, dentro do tempo, para com eles lutar”.

Na nossa opinião estas deveriam ser as características de um professor, detentor da liberdade de ensinar.

Retomando o assunto da liberdade, ou, a falta da mesma, no sistema educativo atual, recordamos Paulo Freire112 que considera o diálogo (sobre o qual apresenta outros conceitos como a verdade, a palavra) uma exigência no ensino, através da qual é possível conquistar a libertação dos oprimidos e, dessa mesma forma, considera que a existência humana apenas será verdadeira se os seres sociais forem capazes de pensar por eles, criticamente sobre o mundo, comprometendo-se com a sua transformação.

‘’Curiosos para ser competentes e curiosos para ser planetariamente solidários.”

(Assmann, 2004) ao contrário ‘’Os incuriosos radicais são eticamente apagados para a

sensibilidade social.’’ (Assmann, 2004)

A educação, tal como defendemos, apresenta um papel importantíssimo no apoio à criação de uma sociedade mais inclusiva, por ser capaz de criar uma maior homogeneização, reduzindo o tamanho da pirâmide hierárquica e aproximando os polos sem que o conjunto fique prejudicado, nem dando fim à diferença.

Podermos considerar que “O maior entrave à liberdade na sala de

aula…encontra-se…quando o verdadeiro poder de definir o que é uma aula está fora dela e condiciona de for ma pr ofunda o que se passa no interior da sala,…” (Guinote,

2014, p. 26) e da mesma forma, questionar-nos acerca das medidas que poderão ser criadas para reduzir esse impacto que constitui também um condicionalismo à educação?

112 Paulo Freire foi um educador, pedagogo e filósofo brasileiro, influenciador da pedagogia critica,

desenvolveu questões, oferecendo, contributos intemporais, tanto educativos como aborda temas sobre a liberdade do educando no seu percurso escolar e a opressão anti pedagógica. Destaca-se, dando igualmente destaque ao trabalho na área da educação considerando que a verdadeira educação como formação de consciência politica.

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4. Educação, formação e arte - uma proposta para o combate ao fenómeno