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2. MATERYAL VE YÖNTEM

2.8. Malzemeler Ve Özellikleri

2.8.9. İçten yanmalı motor

Diversos autores, ao tratarem do futuro da profissão, afirmam que a imagem do contador precisa ser alterada, o que parece um indício de que a imagem atual do profissional contábil não é satisfatória para acompanhar os desafios da profissão. “O primeiro desafio, que será vencido com os demais, é mudar a imagem. O profissional contábil deve ser e passar a imagem de uma pessoa dinâmica, bem informada, deter as informações, saber utilizá-las e saber retransmiti-las” (SCHWEZ, 2001, p. 73)

Também costumam ser destacados alguns problemas normalmente observados nas características atuais do profissional:

(...) a emergência de um reposicionamento das práticas e comportamentos tradicionais dos profissionais da Contabilidade que, hoje, comumente, apresentam as seguintes características: a) recusa-se, em geral, em avançar além do limite restrito da apuração contábil; b) limita-se a trabalhar os aspectos ligados a questões fiscais, tributárias e jurídicas; c) esforça-se mais em mudar o cliente, segundo as orientações do poder público, do que atender às necessidades dos clientes; d) omite-se de intervir na área de consultoria de gestão para as pequenas e médias empresas (COSENZA, 2001, p. 43).

O profissional precisa conhecer o seu passado e com ele compreender o presente, as conquistas realizadas até o momento para, assim, tentar influenciar o seu futuro. É importante também a avaliação da sociedade em relação ao profissional, que pode gerar uma reflexão sobre o caminho trilhado, se a imagem que deixa transparecer é como realmente deseja ser visto. Outro ponto importante é saber a opinião que os contadores têm deles mesmos, para com isso tentar entender se a imagem atual do profissional também não é um reflexo dessa opinião.

A crise gerada pelos escândalos empresariais ocorridos entre o fim do século XX e o início do século XXI resultou na necessidade de ações que restituíssem a credibilidade nos balanços das auditorias, das empresas e do profissional contábil.

Com isso, as empresas de auditoria externa fizeram uma revisão da sua relação com os clientes e adotaram medidas como o rodízio de auditorias, a não cumulatividade na prestação de serviços de auditoria e consultoria. Nos Estados Unidos, a Lei Sarbanes-Oxley, consequência direta de um ambiente sem controle ou de controles fracos, reforça os conceitos da boa prática de governança corporativa e restaura a confiança dos investidores. Com isso, protege a imagem do profissional contábil.

A primeira década do século XXI vivencia uma revisão de conceitos, o retorno a alguns conceitos antigos e a retomada do ambiente de controle do passado, com mais exigências. O contador começa a ganhar importância novamente e redescobre-se que a auditoria deve também revisar e não apenas agregar valor à informação.

Não se pode deixar de atrelar a profissão de auditor com confiança. O contador auditor prima pela independência do seu trabalho, ética, transparência, sigilo e outras qualidades que fazem que a sua prestação de serviço seja inquestionável.

Para garantir a confiança do profissional da contabilidade junto à sociedade, torna-se necessário, entre outras iniciativas, o conhecimento do perfil do profissional contábil. Saber onde há uma carência maior de informação ética para que o órgão de classe possa agir de forma mais contundente.

Para a Federação Internacional de Contadores (IFAC), os diversos usuários da informação contábil confiam na objetividade e na integridade dos profissionais de contabilidade na manutenção das atividades mercantis. Essa confiança impõe aos contabilistas que a sua conduta seja de acordo com o bem-estar da comunidade e das instituições às quais esses profissionais servem (IFAC, 2001, p. 16).

Além dessa função social, o Código de ética deve servir como orientador da conduta ética do contabilista, levando-o a reconhecer se determinado dilema ético pode ser entendido como uma questão ética, do ponto de vista do exercício profissional. Assim, de acordo com Lisboa e Jreige (2001, p. 20):

De qualquer maneira, mesmo que sofra uma série de imperfeições, um código de ética é importante, especialmente para servir como base para uma cultura própria para o profissional da contabilidade. Por definir os padrões de comportamento, o código minimiza ambiguidades, reduzindo a intensidade dos dilemas éticos e positivamente impactando no comportamento e no raciocínio moral do profissional de contabilidade.

Por esses motivos, espera-se que um Código de ética contenha parâmetros que auxiliem o profissional em todas as etapas do processo de tomada de decisão ética e especifique sanções que o levem a considerar a conduta, exposta no Código, diante das demais alternativas disponíveis para o tomador de decisões.

Por outro lado, é importante destacar que a ética profissional é considerada uma parte da ética que se relaciona com os mandamentos básicos das relações de trabalho. Quando é regulamentada, passa a inexistir o conteúdo de espontaneidade, elemento caracterizador da ética

e, em decorrência, a liberdade absoluta de escolher qual teoria ética irá nortear os atos do indivíduo (BITTAR, 2002, p. 363-0).

É com esse enfoque que foi constituído o Código de ética da profissão contábil. Seu objetivo é regular as relações entre a classe e a sociedade, bem como entre os membros daquela, de maneira impositiva. Não é dada ao contabilista a possibilidade de escolha da postura ética que ele julgue mais adequada para resolver determinado dilema ético (visão deontológica – dentro de si). Se o contabilista descumprir a norma, isso, por si só, gera uma sanção.

A implantação do Código de ética do contabilista ocorreu a partir do Decreto-Lei 1.040, de 21/10/1969 e Decreto-Lei 9.295/46, os quais sustentam que cabe ao sistema composto pelo Conselho Federal e pelos Conselhos Regionais de Contabilidade a responsabilidade legal de habilitar, fiscalizar e punir as infrações vinculadas aos profissionais que compõem a classe contábil como já comentado no capítulo anterior.

Com essa medida, o legislador procurou, indiretamente, destacar a relevância da atividade do contabilista para a sociedade, vinculando o exercício da profissão contábil a um conselho de classe.

Portanto, a contabilidade é uma atividade profissional subordinada a um conjunto de normas, no qual se inclui o Código de ética da profissão, reeditado em outubro de 1996 (o primeiro código é de 1970), e que tem como objetivo estipular o comportamento esperado dos profissionais de contabilidade no exercício da atividade contábil.

Esse Código é constituído de cinco Capítulos, os quais prescrevem os deveres e as proibições, o valor dos serviços profissionais, os deveres em relação aos colegas e à classe, e as penalidades impostas a quem descumpre as normas.