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39 Tablo 3. İçsel ve Dışsal Olarak Motive Olan Olumlu Sosyal Davranışların Yordanmasına

Segundo Gómez et al. (2009) embora o autismo seja amplamente estudado em muitas investigações atuais alguns aspectos permanecem desconhecidos. Estes autores acrescentam ainda que as manifestações heterogêneas, a disparidade de critérios clínicos e os resultados de diferentes investigações dificultam o estudo e a aplicação de medidas que minimizem seus efeitos.

Elucidando estas questões Silva e Mulick (2009) afirmam que apesar de a etiologia do autismo ser desconhecida, as informações obtidas até então oferecem suporte à implementação de práticas diagnósticas adequadas e de boa qualidade. Outro aspecto importante mencionado pelos autores refere-se à identificação de sintomas de risco por profissionais que trabalham com a população infantil, bem como a formação de equipes interdisciplinares especializadas em diagnóstico de autismo, que têm permitido que o diagnóstico seja determinado de forma bastante segura, mesmo em crianças de tenra idade.

Tais práticas, conforme os autores, são de suma importância, visto que a idade em que a criança começa a receber intervenções apropriadas representa um dos elementos essenciais para um melhor prognóstico em termos de seu desenvolvimento. Dito de outro modo, em muitos casos, a implementação de intervenções pode, em alguns casos, acelerar a velocidade de aprendizado e desenvolvimento da criança a tal ponto que ela venha a atingir níveis apropriados para a sua faixa etária (Silva & Mulick, 2009).

A respeito do tratamento e intervenção, Baron-Cohen (2008) destaca que embora exista um enorme e potencialmente desorientante conjunto de tipos de intervenções consideradas úteis e funcionais para serem utilizadas com pessoas autistas, a educação especial faz a diferença, assim como o caso em particular e o suporte familiar. Segundo o mesmo, todos os anos são anunciados novos tratamentos e muitos deles não são mais do que propagandas, além daqueles que saem caros, não somente em termos de economias familiares, mas também em termos de tempo e nível de estresse.

Diante desta questão, o autor sugere que a família seja cautelosa, pesquise bastante e não se precipite na escolha. Nesse sentido, são citados os tratamentos, intervenções e métodos educacionais mais conhecidos: musicoterapia, arteterapia, terapia da fala ou da linguagem (PECS, MAKATON, BLISS), serviços educacionais (terapia de vida diária, terapia

ocupacional, TEACCH, intervenção comportamental intensiva precoce - ABA, programa Son-Rise e ensinando habilidades sociais e leitura mental - baseado na teoria da mente).

Mais especificamente sobre o método TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children), um estudo realizado por Panerai et al. (2009) demonstrou a efetividade do programa para crianças com autismo, sobretudo, em relação à inclusão, opondo-se a opinião de que o referido método não poderia ser implementado em tais contextos. Dessa maneira, os resultados mostram que o TEACCH e a inclusão não estão em contraste, mas parecem reforçar-se mutuamente, se usados juntos.

De acordo com Choto (2007) as investigações acerca do tratamento apontam grandes controvérsias; por outro lado, é um reflexo do esforço das diversas disciplinas. Assim, destaca a fusão entre a terapia e educação, pontuando a interdisciplinaridade como um elemento indispensável para obtenção de melhores resultados. Ademais, a autora discorre a respeito da integração de métodos pedagógicos e psicológicos como sendo fundamental para obtenção de avanços na intervenção terapêutica, apontando melhor socialização e desenvolvimento geral da criança.

Este trabalho não pretende descrever as intervenções mencionadas, mas a respeito das terapias da linguagem cabe fazer as seguintes menções: de acordo com Nogueira (2009) as intervenções terapêuticas que promovem treinamento de habilidades comunicativas têm se mostrado promissoras, e, segundo Baron-Cohen (2008), a terapia da fala é vista como parte central no tratamento dessas crianças, haja vista o atraso que elas apresentam nesta área. Para ele, os fonoaudiólogos não devem se concentrar apenas em palavras e habilidades verbais, mas também em habilidades sociais, como atenção conjunta (apontando e observando o outro), em que a criança e o adulto estabelecem um foco de atenção em comum num objeto.

O estudo realizado por Miilher e Fernandes (2006) sobre a análise das funções comunicativas por terapeutas (fonoaudiólogos) de pacientes do espectro autístico constata que

a atuação terapêutica nestes casos deve ser mais intensa e diretiva. Os terapeutas do estudo em questão se utilizavam de comportamentos similares aos da criança, com vistas a compartilhar o foco de atenção.

Outro estudo (Delfrate, Santana & Massi, 2009) objetivou analisar longitudinalmente a aquisição da linguagem de uma criança com diagnóstico de síndrome autística durante o período de dois anos e seis meses de intervenção fonoaudiológica e revelou que, nos episódios analisados, a interação da criança muda conforme o interlocutor e o contexto; assim, foram observadas diferenças entre a relação mãe-criança, criança-professora e fonoaudióloga- criança.

Disto isso, os autores discutem que interlocutores diferentes produzem diferentes interações que, por sua vez, promovem modificações na participação da criança. Assim, diante de um interlocutor que a constitui como sujeito falante, considerando como significativos seus enunciados e manifestações verbais e não verbais - no caso, a fonoaudióloga - a criança apresenta em alguns momentos participação ativa no discurso estabelecendo significativas interações, diferentemente dos demais contextos mencionados.

Contudo, os referidos autores apontam a importância da mudança nas práticas interativas das crianças que possuem alguma patologia de linguagem, passando a considerar a criança (com autismo ou não) como um sujeito que está imerso na linguagem e nas práticas sociais. Dito de outra forma, um terapeuta envolvido com a linguagem deve conceber o sujeito enquanto falante e atuante no meio social.

Por outro lado, importa mencionar as dificuldades encontradas na realização das intervenções, ainda a respeito da comunicação, um estudo realizado por Chiang (2009) com crianças mudas ou com limitações na linguagem observando a comunicação expressiva produzida pelas crianças em resposta às instruções dos professores em rotinas escolares, revelou que estas crianças apresentam dificuldades não apenas na comunicação espontânea,

mas também na comunicação mediada. Entretanto, tais achados são discutidos a partir de duas hipóteses: a primeira refere-se à frequência muito baixa de interações iniciadas pelos professores e, a segunda, a dificuldades dos professores em se utilizarem de prompts que facilitem a comunicação expressiva dos seus alunos.

Novamente fazendo alusão aos achados do estudo supracitado, importa citar que quanto mais severa for a sintomatologia autística, menos provável é o desenvolvimento da comunicação expressiva, e que assim como crianças com autismo exigem maior atenção dos professores do que crianças com desenvolvimento típico, crianças com autismo severo exigem mais atenção do que crianças com autismo moderado.

A variedade de serviços disponíveis também foi abordada por Bosa (2006). A autora enfatiza que a eficácia do tratamento depende da experiência e do conhecimento dos profissionais sobre o autismo e, principalmente, de sua habilidade em trabalhar em equipe e com a família. Para esta autora, existem quatro alvos básicos para o tratamento: 1) estimular o desenvolvimento social e comunicativo; 2) aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas; 3) diminuir comportamentos que interferem no aprendizado e no acesso às oportunidades e experiências do cotidiano; e 4) ajudar as famílias a lidarem com o autismo.

Em relação às crianças menos comprometidas, a autora propõe que as principais fontes de preocupação são a dificuldade de empatia, compreensão social e interações recíprocas, que compreendem os déficits nucleares no autismo. Para tanto, existe o treinamento de habilidades sociais, muito embora seus efeitos apresentem um caráter limitado devido às dificuldades da criança em generalizar as habilidades adquiridas.

Ainda pontuando os estudos realizados por Bosa (2006), a modificação das estereotipias e dos comportamentos desafiadores dos autistas faz parte do tratamento e deve

ser entendida a partir da redução da ansiedade e do sofrimento. Tal prática deve ser realizada de forma gradual nos diferentes contextos em que a criança estiver inserida.

Contudo, é preciso pensar na qualidade de vida dessas crianças e no que é possível proporcioná-las dentro de suas possibilidades; por isso, ampliar sua funcionalidade e desenvolver suas habilidades são imprescindíveis nesse processo. Dessa forma, tratamentos medicamentosos, psicoterapêuticos, técnicas de modificação de comportamento, intervenções educacionais e inclusão em escolas regulares são possibilidades de tratamento para essas crianças, considerando que o autismo se trata de uma condição crônica e que essas alternativas irão variar de acordo com o grau de comprometimento em vários aspectos do comportamento e da cognição do indivíduo (Bosa & Baptista, 2002).

No que se refere à qualidade de vida, Elias e Assumpção Jr. (2006) realizaram uma pesquisa cujo resultado apontou que crianças autistas de alto funcionamento apresentam índices de qualidade de vida iguais aos de crianças normais. Em face disso, os autores afirmam que baixos parâmetros de normalidade não são sinônimos de baixa qualidade de vida, e, a respeito do tratamento, destacam que para prestar melhor assistência é preciso ouvir, levar em consideração as percepções da criança, possibilitando o planejamento de intervenções baseadas nas condições específicas da criança, transcendendo fronteiras disciplinares e conceituais, sejam elas biológicas, psicológicas, sociais ou culturais, para construir uma lógica interior às particularidades de cada sujeito.

Porém, os dados dessa pesquisa remetem a aspectos importantes para o tratamento e a compreensão da qualidade de vida destas crianças, uma vez que o espectro autista é muito amplo e os autistas de alto funcionamento apresentam uma situação muito díspar da vivida pela maioria das crianças autistas, consideradas de baixo funcionamento, com retardo mental associado e severos comprometimentos cognitivos e funcionais. Assim, se o autismo é considerado um espectro, não pode ser tratado como uma entidade nosológica fechada,

devendo admitir diferentes tipos de tratamento de acordo com o quadro (Elias & Assumpção Jr., 2006; Ortega, 2009;).

Dada a importância da família para o desenvolvimento global da criança autista, bem como sua função no tratamento através de suas expectativas, concepções e participação, também são abordadas algumas repercussões nesse sentido.