Grup 4 (Genistein tedavi edici grup): Tüm deney süresince (6 hafta) standart rat yemi ve su ile beslendiler Çalışmanın başında DBTC tek doz 7 mg/kg kuyruk veninden
5.5. Histopatolojik Bulgular
O segundo nível necessário para o desenvolvimento de uma condição cosmopolita é o do direito internacional. Nesse nível, trata-se do desenvolvimento de uma condição jurídica que deveria existir entre os vários governos do mundo como entidades representativas, ou seja, do desenvolvimento de um direito internacional. Portanto, trata-se aqui de uma relação entre os Estados ou de Estado para Estado.
De a o do o Ka t, o di eito i te a io al de e se fu dado e u a federação de Estados li es ZeF VIII, .376 Assim, do mesmo modo como no primeiro artigo definitivo, em que os indivíduos tinham que abandonar o estado de natureza para entrarem em uma condição civil, onde o direito de cada um é assegurado, também os Estados devem abandonar esse estado de natureza internacional, de ameaça constante, para entrarem em uma condição civil.377 Para isso, é necessário o estabelecimento de um código que assegure o direito de cada Estado, pois eles, assim como os indivíduos no estágio anterior, são considerados como pessoas morais.378
Esse a gu e to ha ado de a alogia e t e Estados e i di íduos pela lite atu a do problema.379 Além disso, o texto do segundo artigo definitivo apresenta outro problema, a sa e , a p p ia edaç o do te to. Se e te de o escrito sobre a paz como um panfleto político que sugere concretamente meios para a fundação de uma condição duradoura de
376„Das Völkerrecht soll auf einen Föderalism f eie Staate geg ü det sei . É minha a opção por traduzir „V lke e ht po di eito i te a io al .
377
Cf. HACKEL,V.M.Kants Friedensschrift und das Völkerrecht. p. 64s; cf. EBERL, O. & NIESEN, P. Immanuel Kant. Zum ewigen Frieden. p. 232ss; cf. GERHARDT, V. I a uel Ka ts E t u f ‚Zu e ige F iede . p. 91ss; cf. RADEMACHER, T. Kants Antwort auf die Globalisierung. p. 153ss; cf. HÖFFE, O. „Königliche Völker . p. ss; f.
MORI, M. La pace e la ragione. p. 103ss. 378 Cf. H
ACKEL,V.M.Kants Friedensschrift und das Völkerrecht. p. 64. 379 Cf. H
ÖFFE, O. Völkerbund oder Weltrepublik? In: HÖFFE, O. Immanuel Kant. Zum ewigen Frieden. p. 109s; cf.
HÖFFE, O. „Kö igli he Völke . p. 221ss; cf. MORI, M. La pace e la ragione. p. 103ss; cf. PINZANI, A. Das Völkerrecht. In: HÖFFE, O. Immanuel Kant. Metaphysische Anfangsgründe der Rechtslehre. p. 235ss; cf. EBERL, O. & NIESEN, P. Immanuel Kant. Zum ewigen Frieden. p. 232ss; cf. GERHARDT, V. I a uel Ka ts E t u f ‚Zu
paz .380 No entanto, embora o texto seja bastante concreto naquilo que sugere, o próprio
Kant não enfatizou muito sobre o conteúdo do direito internacional nesse segundo artigo definitivo à paz perpétua, o que impede uma interpretação mais detalhada do tema tendo- se em vista apenas o esboço filosófico Zum ewigen Frieden.381 Assim, no que se refere ao direito internacional, o que se pode dize o e teza, ue ele de e se fu dado e u a federação de Estados li es ZeF VIII, . Desse odo, é necessário discutir, então, como é possível organizar juridicamente a relação dos Estados.382 Ou seja, o que significa essa
federação de Estados li es ZeF VIII, .
Essa federação não tem por objetivo a obtenção de nenhum poder do Estado, mas meramente a preservação e a proteção da liberdade de um Estado para si mesmo e, ao mesmo tempo, de outros Estados aliados sem que esses possam, no entanto, se subjugarem por isso (como os homens no estado de natureza) às leis públicas e à obrigação entre os mesmos (ZeF VIII, 356).383
Nesse sentido, a soberania de cada Estado não seria ferida, pois não existe coação externa que provenha de outro Estado, o qual também é membro dessa livre associação federativa.384A so e a ia de u Estado o siste p e isa e te o fato de ue ele postula a sua majestade (pois, a majestade do povo é uma expressão absurda) precisamente nisso, para não ser submetido absoluta e te a e hu a o igaç o legal e te a ZeF VIII, 354).385 Desse odo, a e t ada essa li e asso iaç o fede ati a ista o o u de e i ediato unmittelbare Pflicht) (ZeF VIII, 356). Os Estados são livres para decidirem se querem entrar em tal associação ou não. Eles têm que deliberar livremente sobre o que eles querem: guerra ou paz.
[A]ssim, tem que haver uma federação de tipo especial que se pode nomear como a federação da paz (foedus pacificum) que se diferenciaria de um tratado de paz (pactum
380„[...] während sich die Friedensschrift in erster Linie als eine Art politisches Pamphlet verstand, das konkret durchzusetzende Maßnahmen für die Errichtung eines dauerhaften F iede szusta des o s hlug PINZANI, A.
Das Völkerrecht. In: HÖFFE, O. Immanuel Kant. Metaphysische Anfangsgründe der Rechtslehre. p. 235).
381
Cf. EBERL, O. & NIESEN, P. Immanuel Kant. Zum ewigen Frieden. p. 232. 382 Cf. H
ACKEL,V.M.Kants Friedensschrift und das Völkerrecht. p. 76ss.
383„Dieser Bund geht auf keinen Erwerb irgend einer Macht des Staats, sondern lediglich auf Erhaltung und Sicherung der Freiheit eines Staats für sich selbst und zugleich anderer verbündeten Staaten, ohne daß diese doch sich deshalb (wie Menschen im Naturzustand) öffentlichen Gesetzen und einem Zwange unter denselben u te e fe dü fe .
384
A ideia aqui é de um federalismo sem poder coercitivo (cf. JACOB,T. „Föde alit t oh e Z a gsge alt. Der foedus Amphictyonum im Kontext der Völke e htsleh e Ka ts . p. 309s).
385„[…] statt desse a e setzt iel eh jede Staat seine Majestät (denn Volksmajestät ist ein ungereimter Ausd u k ge ade da i , ga kei e uße e gesetzli he Z a ge u te o fe zu sei .
pacis), de modo que esse simplesmente procuraria terminar com uma guerra e aquela, no entanto, procuraria terminar com todas as guerras para sempre (ZeF VIII, 356).386 Ainda deve ser dito, sobre a entrada em tal associação, que Kant não argumentou sobre uma suposta obrigatoriedade em abandonar o estado de natureza internacional, mas si e u de e i ediato unmittelbare Pflicht) (ZeF VIII, 356). No conceito de dever (Pflicht) não está contida nenhuma coação (Zwang . Assi , a fo aç o de u a federação de Estados li es ZeF VIII, te ue passa po u p o esso de deli e aç o li e po parte dos Estados, um processo em que eles decidam realmente o que querem, isto é, dar o primeiro passo em direção à formação de uma livre associação com a finalidade de extinguir com a guerra ou, então, permanecer em um estado de incerteza, no qual a guerra contra outro Estado pode eclodir a qualquer momento. Nesse sentido, Kant foi muito cuidadoso ao pensar a estrutura de sua organização internacional, pois ele a pensou de modo que ela não viesse ferir o princípio da máxima autonomia de um Estado, a saber, o princípio de soberania. Desse modo, esse processo de deliberação livre por parte dos Estados sobre a entrada em tal associação somente visa mostrar a força e o poder da soberania estatal.
Out o a gu e to a fa o dessa federação de Estados li es ZeF VIII, e, ao mesmo tempo, contra um Estado de povos387 (Estado homogêneo) é que no conceito de direito internacional está pressuposta a existência de outros Estados. Nesse sentido, a
386 „[…] so uß es ei e Bu d von besonderer Art geben, den man den Friedensbund (foedus pacificum) nennen kann, der vom Friedensvertrag (pactum pacis) darin unterschieden sein würde, daß dieser bloß einen Krieg, jener aber alle K iege auf i e zu e dige su hte .
387 Apenas a título de esclarecimento, gostaria de contrapor à proposta kantiana de uma federação de Estados livres a ideia de uma sociedade de povos do filósofo norte-americano John Rawls (1921-2002). Rawls acolhe o legado pacifista, humanista e internacionalista de Kant em seu texto The Law of Peoples (1999). No entanto, Rawls acaba se distanciando de Kant e defendendo certo anti-cosmopolitismo. Esse é um dos motivos pelo qual o pensamento do autor norte-americano não é abordado aqui. A relação Kant-Rawls sobre a ideia de uma organização internacional é bastante interessante e merece uma investigação à parte. Essa investigação, no e ta to, de e espo de , pelo e os, as segui tes uest es: o ue ele e te de po po os ? Ka t, pelo e os, e te dia po os o o Estados Völker als Staaten) (ZeF VIII, 354). Eu poderia mencionar aqui quatro diferentes definições de povos: i) sentido filosófico: totalidade orgânica; ii) sentido jurídico: âmbito da validade do arranjo jurídico estatal; iii) sentido sociológico: a coletividade de pessoas físicas quantitativamente mensurável que integram um Estado; e, iv) sentido ideológico: pessoas ou grupos de pessoas que professam certos ideais ou possuem determinadas qualidades. Ao que parece, Rawls parece adotar o segundo sentido da pala a po o . Disso, possí el o lui p e ipitada e te ue ele u ulti ultu alista, elati ista, nacionalista, portanto, anti-cosmopolita. Isso também permite mostrar que ele se distancia do autor que lhe inspirou. Além do mais, ainda poderia perguntar: quem é o sujeito das relações internacionais? Estados? Po os? E os i di íduos? A atego ia do di eito os opolita pe a e e ia o p ojeto de Ra ls? Po os se ia uma nova categoria nas relações internacionais? Todas essas questões e certamente outras que surgirão a partir de uma leitura comparativa entre os projetos de Kant e Rawls não podem ser respondidas aqui e merecem atenção especial, o que pretendo fazer em outro trabalho. Muitas das interrogações levantadas nessa nota de rodapé foram questionamentos feitos pela minha leitura inicial de: RAWLS, J. The Law of Peoples;
inexistência de outros Estados anularia automaticamente a necessidade de um direito internacional, pois não existiriam Estados em relações recíprocas.388
A ideia do direito internacional pressupõe a separação de muitos Estados vizinhos, mas independentes um do outro; e, embora, tal condição seja já em si mesma um estado de guerra (se uma associação federativa dos mesmos não evitar a eclosão das hostilidades): de acordo com a ideia da razão, essa mesma é, todavia, sempre melhor do que a fusão conjunta dos mesmos através de uma potência que controle os outros e que se torne uma monarquia universal, porque as leis perdem progressivamente o seu vigor com a ampliada extensão do governo e um despotismo sem alma incorre, por fim, em anarquia, depois de ter exterminado os germes do bem (ZeF VIII, 367).389
Assim, a reciprocidade mútua entre os Estados deve ser mantida como o elemento caracterizador da necessidade de existir um direito internacional, pois se não existirem relações recíprocas entre os Estados, também não existe a necessidade de um direito internacional que as egule. Po ta to, o o Ka t afi a, te ue se o side a a ui o direito dos povos em suas relações recíprocas, contanto que eles constituem Estados tão diferentes e não devam fundir-se e u Estado ZeF VIII, .390 Então, ao que parece, a segui te i a ta de e ia se lida aos Estados: todos os ho e s {leia-se: Estados} que podem entre si se influenciar mutuamente devem pertencer à alguma o stituiç o i il ZeF VIII, , ota . Mas, esse u te a ue e trapola o objetivo dessa seção e será, portanto, apresentado e out a seç o, a sa e , u a ep li a u dial? .391