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Hidroelektrik Sistemler

3. ELEKTRİK ENERJİSİ ÜRETİM SİSTEMLERİ

3.2. Hidroelektrik Sistemler

Durante a década de 1990, começa a surgir uma nova contradição. A concepção de projeto pós-moderna, baseada na excepcionalidade, na heterogeneidade de elementos e nos jogos de linguagem, começou a transformar-se, emergindo um “novo Estilo Internacional“, globalizado e, por incrível que pareça, universal, indiferente ao lugar contexto e identidade, e com a atenção colocada nos processos econômicos. A extensão da escala global de todos os modelos, que na sua origem pretendiam a procura de um signiicado simbólico enraizado ao lugar, adultera seu sentido vernacular. Existe uma constatação que o design é hoje um fenômeno global, cujos aspectos podem ser criados e produzidos em qualquer lugar, desmitiicando o princípio pós-moderno de uma referência contextual, histórica e geográica para a concepção de um projeto.

Este fenômeno foi constatado a uma década por Hans Ibelings (1998), ao deinir seu conceito de Supermodernidade, no livro “Supermodernismo: arquitetura na era da globalização“. A aposta pós-moderna do diálogo com o entorno e com o usuário, justiicando a obra com base nas referências contextuais, foi perdendo seu signiicado no decorrer desta última década, em virtude da mudança de atitude do homem em relação ao seu contexto. Graças ao desenvolvimento dos meios de comunicação, seu raio de ação se expandiu. O padrão criado com base em parâmetros globais de cπomportamentos estandardizados e reproduzíveis em qualquer parte do mundo e em qualquer sociedade, gerou o contexto globalizado, no qual tudo ocorre simultaneamente em todas as partes. Fica evidente que o mundo do design não pode continuar insistindo no valor da proposta pós-moderna de apegar-se a simbolismos associados ao lugar e ao tempo, justiicando uma obra com base em referências contextuais, Deste modo, neste ambiente globalizado, onde tudo acontece simultaneamente, essa proposta pós-moderna perde a relevância.

A conceituação do design gráico, como vimos no decorrer dos séculos e particularmente a partir do início do século XX, utiliza a arquitetura como respaldo teórico para sua ação projetual. A introdução do conceito pós-moderno icou bem marcada no campo da arquitetura na década de 1970 e o design gráico vai assumir essa conceituação a partir da década de 1980. Hans Ibelings explica que a motivação para escrever o livro “Supermodernismo: arquitetura na era da globalização”, surgiu pela observação de uma mudança radical de orientação na arquitetura durante a década de 1990, junto com a idéia de que este novo curso pode estar vinculado aos processos reais de globalização. Segundo Ibelings, depois do pós-modernismo e do surgimento do desconstrutivismo, começou a emergir uma nova arquitetura, uma arquitetura para a qual as noções pós-modernas de lugar, contexto e identidade, perderam de uma certa forma seu signiicado. Ibelings coloca que o termo supermodernismo foi emprestado do antropólogo Marc Augé, que descobriu a condição supermoderna em seu livro “Os não lugares: espaços do anonimato; antropologia sobre modernidade”. (“Non-lieux: introduction à une antropologia de La surmodernité”, Paris, 1992) declarando que esta condição se manifesta fundamentalmente no modo como as pessoas se relacionam hoje em dia com o lugar e o espaço (Ibelings, 1998: 10)

Durante os anos de 1970 e 1980, tornou-se habitual descrever a arquitetura moderna como inexpressiva e, portanto, alheia à complexidade. Para Ibelings, durante os últimos vinte anos foi aceita a noção que a arquitetura poderia ser entendida em grande medida como um sistema comunicativo. O edifício podia chegar a comunicar-se além de sua mera existência, e um edifício, de uma maneira ou outra, contém referências, normalmente relativas à história da arquitetura, ao contexto ou à função para a qual o edifício fora desenvolvido. No entanto, para Ibelings, progressivamente, os edifícios começaram a transmitir idéias alheias à disciplina. A alusão, em especial ao contexto, converteu-se em um dos meios mais usuais para legitimar uma obra. (Ibelings, 1998: 18) Desta maneira pela perspectiva pós-moderna, a sensibilidade pelo contexto e a assimilação de elementos do entorno, justiicam o direito de um edifício existir. Segundo Ibelings, no inal dos anos de 1970, começou a se abandonar a euforia da demolição de edifícios, ou sua remodelação, dando lugar a uma maior relexão a respeito do assunto. (Ibelings, 1998: 19)

Uma das principais atividades da ilosoia pós-moderna foram as diversas tentativas de desmantelar a mentalidade moderna, tais como o progresso, a objetividade e a originalidade. O ponto de partida para tal empenho era a convicção de que os “os grandes discursos” articulados pelo movimento moderno foram consumidos e perderam validade ou icaram obsoletos com o tempo e no curso dos acontecimentos. A crença no progresso e os metadiscursos deram lugar ao relativismo e a equivalência. Os ilósofos estavam preocupados com os mesmos temas que os arquitetos, de maneira que pareceu natural que trabalhassem juntos, como o caso de Peter Eisemann e Jacques Derrida. Para os arquitetos europeus e da costa oeste americana, os ensaios de pensadores como Jacques Derrida, Jean Baudrillard, François Lyotard, converteram- se em leituras habituais. (Ibelings, 1998: 24)

Revendo os parâmetros:

:Supermodernismo

23.

Resultante do pós-modernismo, ocorreu uma sensibilização ao lugar e ao contexto local, que haviam sido deixados em segundo plano, devido à necessidade de uniformidade internacional proposta pelo movimento moderno.

Apesar do recente êxito mundial dos arquitetos pós-modernos, este movimento, segundo Ibelings acabou por converter-se em um estilo universalmente aplicado como o anterior. “A diferença principal reside no fato de que a qualidade internacional pós-moderna é conseqüência de um movimento que deu as costas à arquitetura moderna”. (Ibelings, 1998: 33)

Durante o período pós-moderno, a neutralidade minimalista foi severamente criticada pela suposta falta de signiicado, ainda que esta ignorasse uma qualidade única desta arquitetura que era sua capacidade expressiva mediante a abstração total. Por este prisma, a arquitetura de Mies van der Rohe, para Ibelings, está avaliada por seu poder expressivo, que segundo o autor é comparável às pinturas expressionistas abstratas (Ibelings, 1998: 51)

A estética do “menos é mais” começou a ser recuperada nos últimos anos e o minimalismo atual é mais puro, devido às melhoras tecnológicas e de materiais. (Ibelings, 1998: 51)

Ibelings ressalta que a simplicidade atual não é uma reação à estética do excesso visual, sendo que essa nova abstração é a expressão de uma atitude fundamentalmente distinta de que a arquitetura é cada vez concebida menos como signiicante e mais como objeto neutro. (Ibelings, 1998: 51) Em 1988, uma exposição no MOMA de Nova York lançou o desconstrutivismo como a última tendência arquitetônica. Desde a exposição de Modern Architecture que ocorreu no mesmo lugar em 1932, cada uma das exposições do Museu de um novo grupo ou movimento foi interpretada como um sinal de reconhecimento oicial que conirmava seu signiicado. O fato de Philip Johnson, quase trinta anos depois de sua primeira exposição, estar envolvido na exposisção do descontrutivismo, reforçava a idéia de que algo de fato estava ocorrendo. Ibelings acredita que o declive do desconstrutivismo já começou, quando vários proissionais não quiseram ser catalogados como tal e “que o guru do desconstrutivismo Jacques Derrida, está em processo de popularidade minguante”. (Ibelings, 1998: 55)

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Benzer Belgeler