• Sonuç bulunamadı

HİTİTLER’DE SİYASÎ EVLİLİKLER

Por toda a extensão dos terrenos cristalinos que envolvem a Bacia Sedimentar de São Paulo (BSP) ocorrem indícios de que aqueles possuem algum

nível de receptividade e favorecimento à expansão da mancha urbana da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Ao Norte, entre o eixo do vale do rio Parateí a Nordeste até o município de Pirapora do Bom Jesus a Noroeste e a calha do rio Tietê, a topografia é suave e característica da BSP, aí se encontram os municípios de Itaquaquecetuba e parte dos de Arujá e Guarulhos (SÃO PAULO, 1969a). Segundo Ab‟Sáber (1978), o lado Norte da Serra da Cantareira, nos municípios de Franco da Rocha e Mairiporã, possui uma escultura granítica maciça e suave constituída por um conjunto de morros.

A drenagem desbastou as formas mais agressivas das encostas da Serra da Cantareira voltadas para a cidade de São Paulo, possibilitando a ocupação dessas encostas pela rodovia [possivelmente Fernão Dias] que liga São Paulo a Bragança Paulista (SÃO PAULO, 1969a). Segundo São Paulo (1972), a drenagem subseqüente ocorrida aí e permitida pela intrusão de xistos nos granitos dominantes desgastou o terreno, formando morros na frente principal da Serra da Cantareira de perfil mais suavizado, facilitando o acesso ao Sul de Minas Gerais, através da Rodovia Fernão Dias, que conecta São Paulo a Belo Horizonte.

Constata-se assim que na porção Norte da RMSP, trechos consideráveis dos terrenos cristalinos possuem relevo mais suave que, de algum modo, favorecem a expansão da mancha urbana.

Nos terrenos cristalinos ao Sul, Sudeste e Sudoeste da BSP observa-se um peneplano que se estende até as bordas do planalto cristalino já na Serra do Mar, este setor aplainado é mais velho que as camadas de rochas sedimentares da Bacia de São Paulo, tem linhas de topo de 900 a 800 metros e é rejuvenescido por rios que correm em direção à Serra do Mar (AB‟SÁBER, 1949). Na porção central da Serra do Mar situada entre Santos e São Paulo, a barreira montanhosa desce para a altitude de 800 m, formando uma seladura entre os cumes a Leste e Oeste; aí a topografia não é acidentada como em toda a Serra do Mar, ocorre um peneplano de relevo senil que drena as nascentes do Tietê (PRADO JÚNIOR, 1998). Saint Hilaire7

7

SAINT-HILAIRE, A. de. Voyages dans l’interieur du Brésil. – Quatrième partie: voyages dans l‟interieur de Saint Paul et Saint Catherine. Paris: A. Bertrand, 1851. 2 v.

SAINT-HILAIRE, A. de. Viagem à Província de São Paulo e Resumo das viagens ao Brasil: Província Cisplatina e Missões do Paraguai. 2a ed. Tradução de Rubens Borba de Moraes. São Paulo: Livraria Martins Fontes, 1945.

(1851, 1945 apud AB‟SÁBER, 2007, p. 35) comenta que, vindo de Santos, do cume da Serra do Mar até São Paulo, o que se observa é uma planície ondulada de rampa sensível.

O sítio de São Paulo se localiza na seladura que rebaixa o alto da Serra do Mar para 800 m, sobre o velho peneplano das nascentes do Tietê (DEFFONTAINES, 1935). Os europeus descobriram a passagem do Planalto Paulistano para o litoral através de uma garganta relativamente baixa em relação às altitudes predominantes a 800 metros de altitude na Serra do Mar (MONBEIG, 1954). No trecho da Serra de Cubatão a Serra do Mar se dá na altitude 800 m, ao invés dos 1100 m em outros pontos, favorecendo as vias de transporte São Paulo- Santos (SÃO PAULO, 1969a).

“A circulação entre a Região de São Paulo e a Baixada Santista é facilitada localmente devido à existência de um enorme “Colo” no reverso continental da Serra do Mar, em frente à Região de São Paulo.” (SÃO PAULO, 1972, p. 2/1).

[...] A partir do Município de São Paulo, desenvolve-se para o sul e sudoeste, até os contrafortes da Serra do Mar, um peneplano que sobe inicialmente sem grande quebra de continuidade altimétrica até a cota 840 m, descendo a seguir até 800 m, nas proximidades daqueles contrafortes. [...] (SÃO PAULO, 1969a, p. 38).

Neste setor se localizam os municípios de São Caetano do Sul, Diadema, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra (SÃO PAULO, 1969a).

Todas essas considerações demonstram que nos terrenos cristalinos ao Sul da BSP, ocorre um peneplano de altitude mais baixa que nos terrenos cristalinos adjacentes e que tende a favorecer a expansão da mancha urbana da RMSP, já que seu relevo, em algumas porções consideráveis é mais suave e se assemelha ao da BSP.

A Sudeste, ou seja, “A Leste de São Paulo e ao Sul do Tietê, essa superfície sobe em direção ao alto curso desse rio, conservando as mesmas características topográficas da bacia de São Paulo. [...]” (SÃO PAULO, 1969a, p. 38), localizam-se aí os municípios de Ferraz de Vasconcelos, Poá, Suzano, Mogi das Cruzes e Biritiba Mirim (SÃO PAULO, 1969a). Analisando o mapa dos municípios da RMSP de

Galvão (2011) (Figura 1), constata-se que tais municípios possuem boa porção de seu território a Leste e não só a Sudeste, desse modo, na metade Leste, algumas porções dos terrenos cristalinos também parecem favorecer, de algum modo, o assentamento urbano.

A Oeste do Município de São Paulo parte do relevo também é suave como o da BSP, situam-se aí os municípios de Osasco, Carapicuíba, Jandira e Itapevi (SÃO PAULO, 1969a). No capítulo de Geomorfologia de São Paulo (1983, p. 8) afirma-se que “[...] O relevo colinoso [...] ocorre não só na Bacia Sedimentar de São Paulo como sobre o embasamento cristalino (a Oeste), sendo praticamente tomado pela urbanização. [...]”. O vale do Ribeira do Iguape, ao evitar a Serra do Mar e entalhar a de Paranapiacaba, constitui via natural de acesso ao Planalto Meridional do Brasil, subindo suavemente até grandes altitudes (RÊGO, 1932). Tal acesso atinge a porção Sudoeste da RMSP.

Percebe-se que nos terrenos cristalinos a Oeste também ocorrem setores que favorecem a expansão da mancha urbana, segundo a bibliografia em geral, assim como ao Norte e Sul, a presença de estradas neste trecho é um indicador deste fato. Estas são evidências espaciais que demonstram as semelhanças entre os terrenos sedimentares e os cristalinos que os circundam em todas as direções deste, no que se refere ao favorecimento à expansão da mancha urbana. Mas falta ainda sistematizar quais condições fisiográficas presentes nos terrenos cristalinos da RMSP são responsáveis por tais semelhanças, isso será explicitado no item a seguir.

1.4 AS CONDIÇÕES FISIOGRÁFICAS QUE PERMITEM A EXPANSÃO DA

Benzer Belgeler