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Hepatit B taşıyıcısı anne bebeğinde doğum salonu uygulamaları

5. RİSKLİ YENİDOĞANDA DOĞUM SALONU UYGULAMALARI

5.6. Hepatit B taşıyıcısı anne bebeğinde doğum salonu uygulamaları

O desenvolvimento desta fase compreendeu ações do projeto GAD, visto que este estudo está vinculado a todas as etapas desse projeto. Nesse tempo, promovemos, inicialmente, reuniões com a equipe técnica da Secretaria de Educação e Assistência Social – SEDAS - e das secretarias executivas regionais, (SER’s) órgãos ligados à Prefeitura Municipal de Fortaleza. Esses encontros tiveram como principal objetivo apresentar e discutir o Projeto Gestão da Aprendizagem na Diversidade o qual a presente pesquisa se vincula, bem como explicitar os critérios de participação de possíveis escolas. Na oportunidade, ressaltamos a necessidade de essa escola contar com um número significativo de alunos com deficiência incluídos na sala de aula regular. Como resultado, foram indicadas sete escolas que atendiam aos critérios apresentados.

8 A opção pela rede municipal se justifica pelo fato de ela oferecer a educação infantil e o ensino

Iniciamos as visitas às sete escolas localizadas em diferentes regiões da cidade de Fortaleza. Três estavam situadas na Secretaria Executiva Regional V, (SER),duas na Secretaria Executiva Regional III, uma na Secretaria Executiva Regional VI e uma na Secretaria Executiva Regional IV. Em relação às suas características, todas apresentavam realidades e condições econômico-sociais e culturais similares, e se localizavam em bairros da periferia de Fortaleza. No que se refere, porém, à infra-estrutura e organização, pudemos perceber algumas diferenças. Três delas contavam com boa estrutura física, salas amplas e recentemente reformadas, enquanto as outras quatro não tinham semelhantes condições, já que possuíam alguns espaços improvisados e vãos livres subaproveitados.

Durante as visitas às sete escolas, foram aplicados questionários e realizadas entrevistas informais com a equipe gestora dessas escolas. A aplicação desses instrumentos objetivou identificar o interesse desses profissionais em participar da pesquisa e suas percepções sobre a inclusão na escola.

Os dados indicaram que todos os gestores estavam interessados em participar, no entanto, dois deles demonstravam compreensões equivocadas sobre alunos com deficiência. Nessas escolas, observamos que os alunos indicados como apresentando deficiência tinham apenas dificuldades de aprendizagem ou alterações no comportamento social. Para os gestores e professores, no entanto, esses alunos eram classificados como “especiais”. A compreensão equivocada sobre o aluno com deficiência implicou a constatação da inexistência de alunos com deficiência incluídos nessas escolas, aspecto que contribuiu para a não-seleção dessas instituições. Outras duas escolas, apesar de contar com alunos incluídos, não atendiam a um dos critérios, que estabelecia o funcionamento de salas da educação infantil. As outras três apresentavam semelhanças e diferenças entre si. Uma delas possuía alunos com deficiências incluídos, no entanto, não oferecia nenhum tipo de atendimento diferenciado na escola. Por fim, as outras duas exibiam condições favoráveis semelhantes, pois contavam com número significativo de estudantes incluídos, além de atendimentos diversificados e salas de educação infantil.

Tomando como base a realidade descrita, o grupo do projeto GAD optou por efetivar um estudo mais detalhado nas duas últimas escolas, visto que atendiam aos critérios e propósitos da pesquisa. Assim, estabelecemos outros percursos metodológicos que consistiram em visitas a essas instituições, com o objetivo de estabelecer novo contato com a direção e professores. Nesse contato, apresentamos mais uma vez a equipe e a proposta da pesquisa, objetivos e operacionalização. A aproximação com a realidade da escola foi de fundamental importância para que pudéssemos obter um quadro de referência sobre o trabalho então desenvolvido, bem como a percepção do grupo sobre a possibilidade de desenvolvimento da pesquisa na escola.

Nesta fase do estudo, identificamos nas duas escolas alguns elementos significativos para análise, especialmente percepções referentes ao âmbito da presença da equipe nas escolas visitadas e a atuação da gestão, dos professores e demais profissionais ante os alunos incluídos. Algumas falas, forma de escuta ou atitudes expressas pelos professores e gestores da escola trouxeram importantes elementos para posterior discussão no grupo da pesquisa (GAD), tais como resistências manifestadas em relação às condições estruturais, pedagógicas das escolas para a inclusão.

Os percursos metodológicos iniciais apontaram pistas sólidas e, ao mesmo tempo, tênues, a respeito de como a escola e os professores vão consolidando a escola inclusiva. Os relatos orais e escritos refletem situações por vezes bastante sofridas e difíceis, como, por exemplo, o desabafo de uma professora que em sua fala, nos pedia socorro diante de situações de sala de aula que para ela se apresentam mais desesperadoras do que desafiantes; ou, por outro lado, estados gratificantes, como aqueles relatados por algumas professoras que declaravam o desenvolvimento e progresso na aprendizagem de algumas crianças incluídas na sala de aula regular.

Com base nesses elementos, e buscando de fato nos apropriar de uma real percepção da escola em relação ao projeto, elaboramos um instrumental a ser respondido pelo grupo das duas escolas, no qual pedimos para que eles respondessem às seguintes questões:

2. Você quer participar desse projeto?

3. Como você imagina que poderia ser sua participação no projeto?

4. Que dificuldades poderiam limitar o desenvolvimento do projeto na escola?

Ao todo foram respondidos quarenta e três questionários nas duas escolas, sendo 23, na escola Sobreira Amorim e vinte na escola Isabel Ferreira. Esse quantitativo refere-se a todos os professores presentes a cada reunião.

O questionário apresentou-se como um instrumento importante na definição da escola e trouxe elementos imprescindíveis para a compreensão mais apurada do que queríamos com o estudo.

A análise de cada questionário foi mais uma etapa percorrida nesse estudo exploratório. Tal fase forneceu o quadro geral de referências, além do mapeamento de respostas que foram agrupadas em alguns aspectos considerados relevantes. As questões e, conseqüentemente, suas respostas, orientaram a organi- zação das seguintes categorias: participação da escola no projeto; adesão do profissional ao projeto; tipo de participação e dificuldades para implementação do projeto. A seguir, apresentaremos os resultados, tendo como referência as categorias enunciadas.

1. Participação da escola no projeto: As duas escolas manifestaram respostas favoráveis; eles destacavam, dentre outras vantagens, a vontade de aprender, o beneficio para a equipe, a experiência inovadora e a necessidade de atualização.

2. Adesão do profissional ao projeto: as duas escolas exibiram diferenças em suas respostas. Na escola Sobreira de Amorim, dos 21 professores, 14 responderam “sim” ao projeto, quatro responderam “não” e três não responderam. Enquanto isso, na escola Isabel Ferreira, todos responderam afirmativamente à realização e adesão do projeto.

3. Tipo de participação: os professores da escola Sobreira de Amorim destacaram a possibilidade de troca de experiências, a interação com o grupo, o acolhimento aos alunos, o desenvolvimento de atividades

lúdicas, vivências e flexibilidade para aprender. Dentre as respostas mais recorrentes, destacamos a elaboração coletiva de uma prática pedagógica. Na escola Isabel Ferreira, os professores destacaram a possibilidade de ter estudos que possam aplicar na prática, a interação com o grupo gestor, o apoio da equipe técnica da escola, a possibilidade de serem ajudadas pelo grupo de pesquisa no sentido de sugerir práticas que contribuam para o desenvolvimento da sala de aula, a realização de estudos de caso e, como resposta mais freqüente, a participação em grupos de estudo.

4. Dificuldades para implementação do projeto: a escola Sobreira Amorim destacou os seguintes aspectos: falta de equipamentos e melhorias pedagógicas, dificuldades físicas, barreiras entre profissionais e famílias, falta de acompanhamento, de profissionais competentes, falta de interesse de alguns profissionais da escola, barreiras atitudinais, número de alunos por salas e mães que não dão limites aos filhos. Já na escola Isabel Ferreira foram destacados os seguintes aspectos: resistência ao novo e acomodação, a metodologia, pessoal de apoio, falta de recursos, dificuldade do professor sair de sala de aula, barreiras arquitetônicas. A falta de tempo aparece seis vezes como um dos principais dificultadores. Chama a atenção o fato de que quatro professores escreverem que não vêem nenhuma dificuldade ou impedimento para a realização do projeto.

Tendo como base essas quatro referências, as visitas, as entrevistas realizadas e ainda muitas ponderações do grupo da pesquisa, optamos pela escola Isabel Ferreira. Um dos elementos determinantes foi o fato de todas as professoras da escola terem respondido no questionário afirmativamente, indicando a intensão da presença da pesquisa na sua escola, enquanto, na outra escola quatro professoras disseram não ao projeto.

Não foi pretensão neste trabalho proceder uma interpretação científica isenta de sentimentos e emoções, pois a nossa história profissional em muitos momentos se confundiu com a da escola pesquisada e de todo o trabalho desenvolvido. A metodologia de pesquisa utilizada permite entrosamento entre o

pesquisador e o grupo pesquisado, mediado por uma relação construtiva de aproximação gradativa. Além disso, o nosso perfil de educadora, gerado no âmbito da Rede Publica Municipal de Fortaleza, no decorrer de mais de 20 anos de trabalho, a maior parte desse tempo dedicada ao estabelecimento da educação inclusiva nas escolas municipais, tornou-se assim fundamental para as reflexões vivenciadas ao longo da pesquisa.