2.7. İnternet Bankacılığında Tüketici Motivasyonu
2.7.2. Hedonik Duygular İçeren Motivasyon Unsurları
FANDANGO Canguaretama
Georgino Avelino
CHEGANÇA Barra do Cunhaú (Canguaretama)
BAMBELÔ Natal
CAPELINHA-DE-MELÃO Praia de Caraúbas (Maxaranguape)
Fonte: GURGEL; VITORIANO; GURGEL, 2003, p. 119.
Tabela 3 Eventos Religiosos.
DATA LOCAL DEVOÇÃO
1/jan Touros Festa de Bom Jesus dos
Navegantes
6/jan Natal Festa dos Reis Magos
13/jan Tenente Ananias Festa da Sagrada Família
17/jan São Bento do Norte Festa de Santo Antão Abade
20/jan Caraúbas Festa de São Sebastião dos
“Cachoeira”
23/jan Ielmo Marinho Festa de São Raimundo
30/jan Natal (Praia da Redinha) Festa de Nossa Senhora dos
Navegantes
2/fev Boa Saúde Festa de Nossa Senhora da
Saúde
5/fev Vila Flor Festa de Nossa Senhora dos
Desterros
11/fev Sen. Elói de Souza e Ipanguaçu Festa de Nossa Senhora de Lourdes
19/mar Angicos, São José do
Campestre, Cel. João Pessoa e Rodolfo Fernandes
Festa em homenagem a São José
20/abr Goianinha Festa de Nossa Senhora dos
Prazeres
13/mai Água Nova Festa de Nossa Senhora de
Fátima
22/mai Santa Cruz Festa em homenagem a Santa
Rita de Cássia
12-24/jun Açu, Pendências, Arês, São
João do Sabugi, Cerro Cora, Jardim de Angicos e Antônio Martins
Festa de São João Batista
13/jun Marcelino Vieira Festa de Santo Antônio
24/jun Grossos Festa do Sagrado Coração de
26/jun S. J. Do Mipibu e Campo Grande
Festa de Santana e São Joaquim
29/jun Pedro Avelino e São Pedro do
Potengi
Festa de São Pedro e São Paulo
julho Caicó, Currais Novos e Santana
do Matos
Festa de Nossa Senhora de Santa’Ana
2/ago Barcelona Festa de Nossa Senhora de
Perpétuo Socorro
15/ago Acari Festa de Nossa Senhora da Guia
- Areia Branca Festa de Nossa Senhora dos
Navegantes
- Afonso Bezerra Festa de Nossa senhora das
Graças
8/set Serra Negra do Norte Festa de Nossa senhora do Ó
15/set Itaú Festa de Nossa senhora das
Dores
29/set São Miguel Festa de São Miguel
- Extremoz Festa de São Miguel Arcanjo
1/0ut Tangará Festa de Santa Terezinha do
Menino Jesus
4/out Pedro Velho Festa de São Francisco de Assis
13/out Parnamirim Festa de Nossa Senhora de
Fátima
16/out - Festa em homenagem ao Padre
João Maria
25/out Carnaúba dos Dantas Festa de Nossa Senhora das
Vitórias
25/out Coronel Ezequiel Festa de Nossa Senhora do
Amparo
- Caicó Festa de Nossa Senhora do
Rosário
12 a 21/nov Natal Festa de Nossa Senhora da
Apresentação
21/nov Patu Festa de Nossa Senhora dos
Impossíveis
29/nov Taipu Festa de Nossa senhora do
Livramento
08/dez Canguaretama, Ceará-Mirim,
Jardim do Seridó, Lages, Macaíba, Nova Cruz, Santo Antônio, São Rafael e São Tomé
Festa de Nossa Senhora da Conceição
13/dez Mossoró Festa em homenagem a Santa
Luzia
18/dez Nísia Floresta Festa em homenagem a Nossa
Senhora do Ó
27 a 06/jan Martins Festa de Nossa Senhora da
Conceição
31/dez Jardim do Seridó Festa dos Negros do Terço do
Rosário Fonte: GURGEL; VITORIANO; GURGEL, 2003, p. 87.
Observamos que esses mecanismos de mapeamento das expressões culturais no referido livro tornam-se fundamentais para delimitar e construir uma narrativa-mapa do que faz parte da formação do Estado do Rio Grande do Norte. Os signos que o constituem compõem uma narrativa que significa o tempo presente e, além de representarem um território,
constroem realidades. Benedict Anderson (2008, p. 239) afirma que o mapa é essencial nesse processo uma vez que demarca fronteiras e, antes de representar o espaço, ele “[...] antecipava a realidade espacial [...] era antes um modelo para o que (e não um modelo do que) se pretenderia representar”. O próprio livro produzido para disciplina já é em si uma cartografia, se levarmos em consideração que houve uma tarefa de mapeamento dos elementos pertencentes a uma ideia de cultura norte-rio-grandense. Assim como também foram indicadas outras narrativas que selecionam e organizam elementos pertencentes ao patrimônio cultural do Rio Grande do Norte, como, por exemplo, a “Cartilha do Patrimônio Imaterial Potiguar”40, que em seu texto inicial expôs seu objetivo:
a Fundação José Augusto está realizando um projeto que pretende abranger todo o estado do Rio Grande do Norte. Denominado Patrimônio Potiguar em Seis Tempos, esse projeto, vinculado à UNESCO e com financiamento do BID e do Governo do Estado do RN, tem como pretensão fazer um levantamento do patrimônio cultural do Rio Grande do Norte, dividido em seis tipos: arquitetura, bens móveis integrados, artes visuais, arte sacra, museologia e imaterial (FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO, 2013, p. 3).
Percebe-se, portanto, que mapear o que seria o chamado Estado do Rio Grande do Norte e suas manifestações culturais é, antes de tudo, uma projeção espacial, uma estratégia para dizer e legitimar os elementos que formam e conformam as identidades espaciais. Estratégia, aqui, está sendo tomada no sentido pensado por Certeau (1994) e que diz respeito a um conjunto de mecanismos relacionados ao poder estabelecido utilizados por determinados grupos para “comunicar” uma representação específica do que seja o Estado. Em outros termos, podemos dizer que esse mapeamento faz parte de um processo de patrimonialização e folclorização, por partes dos intelectuais, de uma ideia de cultura norte-rio-grandense visando à construção de uma identidade local. Que pese ser outro o contexto para o qual Benedict Anderson lançou seus olhares, no intuito de entender o processo de constituição da ideia de nação, notadamente no século XIX, parece que as ações que estão sendo empreendidas para “dizer” uma cultura norte-rio-grandense – a partir de um componente curricular –, em grande medida, reatualizam as formas de como as identidades nacionais foram concebidas.
Todas essas estratégias e produção de uma cultura do Rio Grande do Norte, vale ressaltar, ainda passam por um processo de monumentalização em instituições e locais representativos da cultura. Foi reservado no livro uma seção para discutir especificamente
40
A “Cartilha do Patrimônio Imaterial Potiguar” foi produzida “[...] dentro de um contexto maior, que era o projeto Patrimônio Cultural Potiguar em Seis Tempos, cujos resultados foram apresentados à sociedade norte- rio-grandense no primeiro bimestre de 2007 [mesmo ano de institucionalização da disciplina], pela Fundação José Augusto/FJA” (GOMES NETO, 2011, p.14).
essa questão, intitulada Instituições Culturais e Movimentos Editoriais, enaltecendo a função do IHGRN:
antes de encerrarmos esta nossa breve introdução sobre a Literatura Potiguar, convém falarmos um pouco sobre as nossas instituições culturais, especialmente aquelas que dispõem de dados sobre a Literatura Potiguar, capazes de nos interessar e também sobre o atual movimento Editorial do Estado. A mais antiga fica em Natal: é o Instituto Histórico e Geográfico, fundado em 1902, que tem como presidente Enélio Petrovich. Além de sua própria revista, lançada no ano em que foi fundado, tem em seu acervo a coleção do jornal “A República”, uma das fontes primordiais para o estudo da nossa literatura. Em suas estantes conservam-se também várias coleções de ‘A Imprensa’ (GURGEL; VITORIANO; GURGEL, 2003, p. 38).
Além do IHGRN, citam-se outras instituições importantes para acessar dados e narrativas sobre a cultura potiguar, tais como: a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras; o Arquivo Público Estadual; a Fundação José Augusto; e a Fundação Vingt-Huit Rosado em Mossoró, notadamente destacada, pelo autor, por sua “legendária” Coleção Mossoroense. Instituições que constituem seus acervos com os considerados pelos intelectuais como clássicos dos estudos do Rio Grande do Norte. Obras de Câmara Cascudo, Rocha Pombo e Tavares de Lira como os grandes nomes de destaque, os próprios produtores do livro em questão e entre outros intelectuais norte-rio-grandense encontram-se nessas instituições. Notadamente um fato se faz curioso: a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, instituição a qual dois dos autores do livro, Tarcísio Gurgel e Vicente Vitoriano, estão vinculados, atuando como professores e pesquisados, em nenhum momento foi chamada, indicada ou valorizada como um espaço de trabalhos importantes sobre o Rio Grande do Norte.
A partir dessas ponderações, entendemos que, embora tenha existido um deslocamento do espaço de produção das narrativas culturais sobre o Rio Grande do Norte – saindo do IHGRN rumo à Universidade Federal do Rio Grande do Norte –, parece resistir uma concepção de cultura que era encarnada pelo primeiro espaço. Em outros termos, a partir da disciplina, propõe-se um retorno às narrativas do IHGRN e aos estudiosos que o formavam.