3. Bölüm: Hücresel Otomatlar
3.2 Hücresel Otomatların Kompozisyonel Kullanımı
3.2.1 MIDI hedefli hücresel otomat sistemleri
A atividade pesqueira na modalidade artesanal é uma atividade econômica que perpassa séculos na história da humanidade. As trabalhadoras da pesca artesanal, tradicionalmente, desempenham um papel estruturante no fomento e na reprodução dessa atividade. Nesse contexto, o presente capítulo buscou analisar, descrever e debater o percurso histórico da pesca artesanal e as mulheres, bem como a trajetória da legislação brasileira que regulamenta a atividade. Porquanto, fica clara a relevância dessa pesquisa no contexto das ciências sociais e do Serviço Social, pois associa a relação de gênero presente no ambiente pesqueiro artesanal à questão ambiental que tem sido cada vez mais valorizada na contemporaneidade. Para tal, comprova-se o protagonismo das trabalhadoras da pesca artesanal, num ambiente tido como exclusivamente masculino, o ambiente pesqueiro.
2.1 – A Pesca Artesanal no Contexto do Litoral Brasileiro
O surgimento da pesca artesanal se deu da falência na economia dos ciclos cafeeiro e açucareiro do Brasil Colônia e, também, devido à necessidade de exploração de outros meios que não fossem os recursos de flora e fauna litorâneas, como o palmito, a caxeta e os animais de caça (Diegues, 1973).
A pesca artesanal é entendida como aquela sendo realizada dentro dos moldes da pequena produção mercantil de base familiar e comunitária que comporta, em alguns casos, a produção de pescadores-agricultores e se caracteriza pela utilização de baixa tecnologia (Diegues, 1983, 1988).
A pesca de subsistência não tem disponíveis as tecnologias modernas como as demais modalidades de pesca, sendo realizada através do uso ou não de embarcações de pequeno porte movidas a remo e em pouquíssimos casos a motor e apetrechos como a tarrafa, rede pequena, linha, anzol entre outros para a captura do pescado e que no caso da coleta de mariscos muitas vezes se utiliza o gadanho, a
caixa vazada, a colher de pedreiro e as próprias mãos. A atividade artesanal possui baixo poder de predação, executada por produtores(as) autônomos(as), empregando a força de trabalho familiar ou do grupo de vizinhança, cuja produção destina-se ao mercado.
A atividade pesqueira antecede a chegada dos navegadores portugueses. Os indígenas já capturavam peixes, moluscos e crustáceos que constituem parte importante da sua dieta alimentar. Esta atividade continuou a se desenvolver no Brasil Colônia e deu origem a inúmeras culturas litorâneas ligadas à pesca, onde podemos citar a do jangadeiro, em todo litoral nordestino, do caiçara, no litoral entre Rio de Janeiro e São Paulo, e do açoriano no litoral de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no nordeste brasileiro encontramos também as mulheres trabalhadoras da pesca que realizam a coleta de mariscos nas praias, manguezais e estuários (Diegues, 1999; Nishida, 2000; Souto, 2004; Silva & Conserva, 2009).
Esta modalidade de pesca contempla tanto as capturas com objetivo comercial associado à obtenção de alimento para as famílias dos participantes, como o da pesca com objetivo essencialmente comercial. Pode, inclusive, ser alternativa sazonal ao praticante, que se dedica durante parte do ano à agricultura – pescador/agricultor ou a outras atividades econômicas como os pescadores e pescadoras do estuário do Rio Paraíba que está localizada em área urbana.
A pesca artesanal se destaca como uma grande fornecedora de proteína de ótima qualidade para as populações locais, é multiespecífica, utiliza grande variedade de aparelhos e, em geral, a maioria das embarcações não é motorizada. O pescador artesanal exerce sua atividade de maneira individual, em pares ou em pequenos grupos de quatro a seis indivíduos e está sob o efeito de pressões econômicas que governam sua estratégia de pesca selecionando os peixes de maior valor e no caso da coleta de marisco ocorre um aumento na extração do recurso marisco para poder atender às pressões advindas do capital. Sua relação com o mercado é caracterizada pela presença de intermediários (Bayley & Petrere, 1989; Petrere, 1990; Fischer et al., 1992; Diegues, 1993). A relação de trabalho parte de um processo baseado na unidade familiar ou no grupo de vizinhança e tem como
fundamento o fato de que os produtores são proprietários do seu meio de produção (Diegues, 1983).
É longa a discussão, tanto acadêmica quanto normativa, acerca da conceituação dos pescadores artesanais. Consideramos a pesca artesanal como aquela exercida em regime de trabalho familiar ou em grupos de parentesco e vizinhança, mesmo quando combinada com outras atividades como agricultura, construção civil, etc. Os pescadores e pescadoras são proprietário(as) dos meios de produção e responsáveis pela tomada de decisão em relação ao processo de trabalho, sendo que o produto destina-se tanto para o consumo familiar como para o mercado.
A pesca artesanal constitui um ―sistema complexo com múltiplas interações sociais e ecossistêmicas‖ (Amanieu, 1991; Garcia & Reveret, 1991; apud Andrigueto- Filho, 2002), o que nos traz implicações de ordens teóricas e metodológicas quando a transformamos em objeto de análise, demandando-nos uma abordagem interdisciplinar, que ―permite combinar os fatos naturais, as realidades sociais e as práticas técnicas no seio de um mesmo esforço de compreensão‖ (Raynaut et al., 1998; apud Andrigueto-Filho, 2002).
Entretanto, os esforços de pesquisa, voltados para a pesca, seguiram caminhos separados. De um lado, é preciso destacar os trabalhos realizados no âmbito das ciências sociais, especialmente nas décadas de 70 e 80, que buscaram estruturar na forma de uma ―sócio-antropologia das comunidades pesqueiras (Diegues, 1989). Um campo de conhecimento científico específico. Este esforço tem como principal referência o trabalho de Diegues (1983), ―Pescadores, camponeses e trabalhadores do mar‖, bem como uma série de estudos apresentados no II e III Encontros de Ciências Sociais e o Mar, nos anos de 1988 e 1989, dentro do Programa de Pesquisa e Conservação de Áreas Úmidas no Brasil, da Universidade de São Paulo (IOUSP-F. FORD-UICN). Por outro lado, disciplinas como a economia e a engenharia de pesca, enfocaram os aspectos técnicos e mercadológicos, de forma produtivista e desconsiderando os variados contextos ambientais e sociais nos quais pesca artesanal se desenvolve nas diferentes regiões do país.
Para Béné & Neiland (2003), tanto a análise dos problemas relacionados à pesca como as políticas públicas propostas para solucioná-los, tem sido elaborados a
partir de abordagens monosetoriais, sendo que apenas recentemente os pesquisadores, e em menor medida os responsáveis pela formulação de políticas públicas, têm percebido a pesca não apenas como uma atividade econômica, mas também em função de sua matriz social, a qual está ―totalmente e irreversivelmente ligada a um sistema mais amplo, através de laços sócio-econômicos e comerciais que são locais, regionais ou internacionais‖.
De forma semelhante, mas incluindo a temática ambiental, Quensière (1993) afirma que as abordagens setoriais e produtivistas não foram capazes de promover o desenvolvimento da pesca artesanal, sendo necessário que setores da economia e engenharia de pesca, àqueles que freqüentemente influenciam a elaboração de políticas públicas, passem a considerar que a dinâmica dos recursos naturais explorados não é independente das motivações sociais e culturais das famílias que com eles interagem. Ressalta que não se trata apenas de considerar os aspectos envolvidos – sociais, culturais, econômicos e ambientais – mas também que a inter- relação entre estes aspectos produz configurações emergentes, que podem ―amplificar‖ efeitos secundários não imaginados. É o caso, por exemplo, de tecnologias introduzidas em função de demandas de mercado, que produzem os efeitos econômicos esperados em curto prazo, mas que em longo prazo podem trazer impactos ambientais indesejáveis ou mesmo prejuízos sócio-culturais, como a perda de conhecimento tradicional sobre determinado aspecto ambiental.
2.2 – Legislação Pesqueira
Para a atual discussão usaremos de cinco legislações classificadas como pesqueira, trabalhista, ambiental, previdenciária e uma proposta de alteração da legislação vigente. A escolha destas se deu a partir do que a MPA/PR - Ministério da Pesca e Aqüicultura da Presidência da República indicava como legislação básica para orientar no cadastramento e recadastramento de pescadores, como o caso do Decreto–lei nº 221, de 28 de fevereiro de 1967 (Código de Pesca); da identificação de outras legislações (Lei nº 10. 779, de 25 de novembro de 2003 e a Lei nº 8.212, de 24 de
julho de 1991) mencionadas no texto base do Projeto-lei 6697/06, que tivemos acesso junto a SEAP/PR na Paraíba, atual Ministério da Pesca e Aqüicultura no Estado, no período em que eram desenvolvidas atividades como Biólogo colaborador de muitas atividades deste órgão e lutas junto às colônias e associações de Marisqueiras em 2006. Sendo esse texto também considerado como material de análise. A Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, conhecida como Lei da Vida, foi incorporada a partir da leitura de um estudo acerca das condições da pesca no norte e nordeste do país, que, durante a exposição de seus resultados, conclui-se que, apesar da ampliação do conceito de pesca na referida lei, muitas mulheres não eram cadastradas nas colônias de pesca.
Para um direcionamento das questões fundantes que envolvem Legislação, Pesca e Mulheres. Elaboramos uma exposição que buscava respostas as seguintes perguntas: Que possibilidades surgem na legislação que permitem falar da visibilidade/valorização das atividades e organização do trabalho desenvolvido pelas mulheres nas comunidades pesqueiras? E que possibilidades surgem na legislação que permitem o acesso das mulheres aos direitos?
2.2.1 Decreto–Lei Nº 221, de 28 de Fevereiro de 1967
Dispõe sobre a proteção e estímulos à pesca e dá outras providências. O Decreto–lei nº 221, de 28 de fevereiro de 1967, também conhecido como Código de Pesca, define como pesca, no Art. 1º, do Capítulo I: “(...) todo ato tendente a capturar ou extrair elementos animais ou vegetais que tenham na água seu normal ou mais freqüente meio de vida‖; bem como define uma tipologia da pesca que a classifica como uma atividade que pode ser voltada para a comercialização ou não.
Dentro do contexto da pesca como atividade não produtiva e nem destinada ao comércio estaria a pesca desportiva, praticada com linha de mão, aparelho de mergulho, e a dita científica, realizada para fins de pesquisa.
Os Arts. 5º, 8º e 13º do Capítulo II, que trata da pesca comercial, permitem fazer algumas inferências quanto à idéia de produção. No primeiro, a pesca
comercial de que se fala pode ser realizada por embarcações de pesca que se dediquem exclusivamente à prática da captura, da transformação ou da pesquisa dos animais e vegetais, viventes das águas. A academia sempre recorre a este artigo para a concessão de anuência de pesquisas com seres vivos típicos de ambiente aquático, junto aos órgãos competentes.
O Art. 8º e o 13º correspondem ao registro e ao comando das embarcações de pesca costeira ou de alto-mar. O registro poderá ser concedido a brasileiros natos e naturalizados ou a sociedades organizadas no país. O comando das embarcações será permitido aos pescadores que tiverem carta de patrão de pesca, brasileiros natos ou naturalizados e estrangeiros autorizados, maiores de dezoito anos e, na condição de aprendizes de pesca, para os maiores de quatorze anos, conforme o Art. 27 e, que ―(...) faz da pesca sua profissão ou meio principal de vida‖ (Art. 26).
A concepção que se tem de pesca, praticada por pescadores, é justamente a que se destina à produção comercial com a utilização de embarcações, na costa ou em alto-mar, registradas a qualquer pessoa ou sociedade organizada no país, que realizem uma atividade voltada para a captura, extração, transformação e de pesquisa dos seres aquáticos.
Diante de tal realidade o tipo de pesca comercial definida nessa legislação corresponde ao modelo industrial que, no início da República, começou a emergir no cenário pesqueiro. Conseqüentemente, o/a profissional apto/a seria aquele/a que soubesse manejar embarcações, executar as artes de captura e extração do pescado em grande escala e que pudesse trabalhar, diariamente, na atividade pesqueira.
No cenário pesqueiro no início da República entrava em evidência a suplantação da forma de trabalho dos pescadores, pois a Marinha e a elite política tinham, objetivamente, que introduzir técnicas modernas de pesca e de implantar uma nova compreensão de trabalho, baseada no pensamento capitalista, ao qual a realidade que se intensificava na época era a pesca artesanal.
Ainda no cerne deste diálogo, Leitão (1995) afirma que a criação da legislação em questão vinha atender às necessidades da Superintendência do Desenvolvimento da Pesca – SUDEPE, criada em 1962, com a finalidade de efetivar o desenvolvimento da pesca industrial, ―(...) privilegiando esta atividade tanto no que se refere às diretrizes
implantadas, quanto aos recursos técnicos e financeiros destinados à infra-estrutura do setor‖ (p. 189), ficando a pesca de caráter artesanal e, seus atores, à margem das mudanças no setor pesqueiro, ou seja, ocupando os espaços da invisibilidade no que infere o direcionamento das políticas da época em questão.
No meandro do debate que vem sendo colocado em questão temos outro aspecto que nos chama atenção e que diz respeito à obtenção da matrícula de pescador profissional que deveria ser autorizada previamente pela SUDEPE. No entanto, a emissão do documento era feita pela Capitania dos Portos que, no Império, realizava o cadastro de pescadores, mais uma vez torna-se nítida o encaminhamento dos pescadores artesanais para o campo da invisibilidade social se aportando a realidade posta no período inicial da república.
No início do século XX em registros históricos observam-se apontamentos que relatam de forma pontual a prática de atividades pesqueiras voltadas para indústria e mesmo assim no que se direciona a participação das mulheres neste setor, a legislação não permite identificar atividades que essas pudessem se ocupar.
As inovações tecnológicas no setor pesqueiro que teve na industrialização desse setor um de seus principais contribuintes, adverte que várias atividades realizadas pelas mulheres e outros membros da família na pesca artesanal desapareceram. O que parece indicar que a intenção de suplantar a pesca de caráter artesanal durante a colonização dos pescadores, conforme apontado anteriormente, não somente naquele momento, mas, como também nas décadas de 1950 e de 1960, se fizeram presentes (Maneschy, 1995).
Diante das verificações feitas se constata que as mulheres permaneceram à margem do setor pesqueiro durante essa época. E de forma clara que todos os encaminhamentos feitos pela SUDEPE e Capitania dos Portos eram propositivos a tal realidade.
2.2.2 - Lei Nº 8.212, de 24 de Julho de 1991.
Dispõe sobre a organização da Seguridade Social, institui Plano de Custeio, e dá outras providências. De acordo com o Art. 12 dessa legislação os pescadores destinados à descrição dos segurados da Previdência Social, poderá se assegurar a direitos sob duas formas distintas de inscrição de que a primeira destina-se ao contribuinte individual e a segunda ao segurado especial.
Verificando o Art. 25 no capítulo VI no momento em que se estabelece a contribuição do assegurado especial e do contribuinte seja calculada a partir da produção do segurado, enquanto que, a arrecadação será feita de acordo com a comercialização do produto (recurso pesqueiro). Assim, a atividade de pesca artesanal não é caracterizada como trabalho rural, produtiva e com fins comerciais.
Na definição de regime de economia familiar, a legislação estabelece no parágrafo 1º, Art. 12 que a pesca, realizada com a participação familiar, sendo esta indispensável à subsistência, é pautada por princípio de dependência e de colaboração mútua, sendo a presença de empregados. A lei prevê também que o cônjuge ou o companheiro e os filhos maiores de quatorze anos ou a eles equiparados, desde que trabalhe comprovado com o grupo familiar respectivo, também sejam considerados segurados especiais. Aqui passa a ser considerado o trabalho do grupo familiar com importante na execução da atividade pesqueira. Diante desta análise torna-se claro que os membros do grupo familiar, principalmente, as mulheres não são tidas como pescadoras.
Definido no capítulo VI o caráter produtivo da pesca, que relata a contribuição do produto rural e do pescador, ao conglomerar desde os produtos in-natura até os submetidos aos processos de beneficiamento e os de industrialização rudimentar, tais como, lavagem, limpeza, descascamento, secagem e cozimento que para além dos subprodutos e resíduos gerados a partir destes, torna-se evidente a contribuição e importância do trabalho das mulheres na cadeia produtiva da pesca, visto que é estas, na maioria das vezes, atuam no beneficiamento e na venda do pescado.
2.2.3 - Lei Nº 9.605, de 12 de Fevereiro de 1998
Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. A referida lei é conhecida como lei da vida, constitui sansões penais e administrativas a qualquer ação que degrade o meio ambiente, ao definir no seu Art. 36, a atividade pesqueira como ―(...) Todo ato de tendente de retirar, extrair, coletar, apanhar, apreender ou capturar espécimes de grupos de peixes, crustáceos, moluscos e vegetais hidróbios susceptíveis ou não de aproveitamento econômico‖ torna-se abrangente a concepção de pesca e não estabelece como condição pré-existente a finalidade econômica. A ênfase chapada dessa legislação é o ato de extração dos recursos ambientais.
A atividade pesqueira definida não absorve as atividades de beneficiamento e/ou venda do pescado, geralmente, realizadas pelas mulheres nesse setor. As mulheres trabalhadoras da pesca artesanal que têm sua atividade voltada para a coleta de marisco têm no seu cotidiano a utilização dos verbos retirar, coletar, capturar que são atribuídos pelo Art. 36 da referida Lei classificá-las como pescadoras.
A referida legislação é de caráter ambiental, sendo assim, a garantia do cumprimento da mesma, como também a sua aplicação de sanções penais são atribuições do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis – IBAMA que é o órgão fiscalizador para os assuntos de preservação do ambiente, a utilização da definição de pesca é restrita ao âmbito da fiscalização. Conforme as alíneas da lei a qual não poderá ser transposta para outros espaços, tais como, o previdenciário, o trabalhista, que estão voltados para os assuntos relacionados à profissionalização.
2.2.4 - Lei Nº 10.779, 25 de Novembro de 2003
A concessão do benefício de seguro desemprego, durante o período de defeso é foco desta lei, que no período de defeso, ao pescador profissional que exerce a
atividade pesqueira de forma artesanal, estabelece no Art. 1º a definição de pescador artesanal próxima à utilizada pela Lei nº 8. 212/91. Entretanto o texto da Lei nº 10.779/03 difere quanto à possibilidade de realizar a atividade com auxílio eventual de parceiros.
Com a aprovação da atividade para receber o benefício, o pescador é aquele que possui registro emitido pelo Ministério de Pesca e Aqüicultura – MPA, que deverá apresentar inscrição no instituto Nacional de seguridade Social – INSS, como também o pagamento de contribuição previdenciária, comprovante de que não está em gozo de nenhum benefício da previdência ou da assistência social, além de atestado da colônia de pescadores a que esteja filiado, comprovando o exercício da profissão, a dedicação à atividade em caráter ininterrupto e que não disponha de outras fontes de renda. Sem a documentação comprobatória fica difícil acessar os benefícios e a outros.
Com base no parágrafo 2º, do Art. 1º, ao determinar que ―o período de defeso é fixado pelo (...) IBAMA, que estabelece como pesca a captura em relação à espécie marinha, fluvial ou lacustre‖, cuja atividade o pescador se dedique. Na lei de nº 9.605/918, pode se ver a utilização de outros verbos, além de capturar, para classificar a pesca.
2.2.5 - Projeto de Lei Nº 6697 de 2006
A deputada Federal Luci Choinacki e outros, através do projeto de Lei apresentado no dia 8 de Março de 2006 pediu a equiparação da mulher que exerce atividade pesqueira e da marisqueira artesanal em regime de economia familiar à condição de pescador artesanal, para efeitos previdenciários e de seguro- desemprego, e altera o decreto-lei nº 221/67 e os nos 10779/03; 8.212/91 e 8.213/91.
Com relação ao defeso na Paraíba temos alguns contra tempos impostos pelo IBAMA ao pedido feito pelo Mistério de Pesca e Aqüicultura – MPA, mais o órgão responsável por tal deliberação alega que há pouco estudos que legitime tal pedido.
Para os Trabalhadores desse setor propõe-se o uso da nomeação, pescadores artesanais, para ―as mulheres que exercem atividades diretamente relacionadas à atividade pesqueira e [de] marisqueira artesanal‖ podem esta ainda se estender para o grupo familiar.
O projeto de Lei nº 6697/67 permite visualizar duas importantes mudanças em relação à condição profissional, que diz respeito a quem pode ser considerado como pescador artesanal. A primeira diz respeito ao reconhecimento profissional das atividades realizadas pelas mulheres, enquanto que, a segunda corresponde à extensão dessa condição profissional aos membros do grupo familiar.
2.3 - Instrução Normativa Nº. 2, de 25 de Janeiro de 2011
A ministra da Pesca e Aqüicultura, a Sra. Ideli Salvatti, anunciou no dia 25 de Janeiro de 2011, as novas regras para o cadastramento dos pescadores artesanais no Registro Geral da Pesca (RGP), sistema usado para concessão das carteiras de pescador profissional. As exigências foram discutidas num grupo de trabalho