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1.1.6. Yapılandırmacı Yaklaşımın Eğitimde Uygulanması

1.1.6.1. Hedefler

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM), como já foi dito anteriormente, é a maior e a mais antiga (e, por muito tempo, a única) instituição de ensino superior da República de Moçambique. Pelos dados de 2004, tem cerca de 3.085 funcionários e cerca de 7.349 estudantes (MOÇAMBIQUE. MESCT, 2004), distribuídos em 31 cursos superiores (incluindo os de mestrado) de 11 faculdades. Com a reforma curricular, a maior parte dos cursos passou a ter a duração de quatro anos. A Universidade, como missão, “empenha-se em ser uma instituição de excelência no contexto da educação, da ciência, da tecnologia [...] pugna pela sua integração e afirmação na comunidade científica mundial e por ser agente e objecto de mudanças e transformações da sociedade” (UEM, 1998).

Em termos estruturais, a Universidade conta com o Reitor, nomeado pelo Presidente da República, e dois Vice-Reitores: o da Vice-Reitoria Acadêmica e o da Vice-Reitoria para

Administração e Recursos, nomeadamente. Além das direções das faculdades, ela conta com as direções centrais (órgãos suplementares) que auxiliam no cumprimento da proposta de missão, entre as quais, a Direcção213 dos Serviços de Documentação (DSD), como coordenadora do Sistema de Bibliotecas.

Por sua vez, o Sistema de Bibliotecas da UEM (SIBUEM) é constituído por 19 bibliotecas. Estima-se em 15.000 o número de usuários potenciais, incluindo professores, alunos e funcionários. Possui um acervo de cerca de 186.499 títulos, incluindo monografias e periódicos.

Quanto à força de trabalho214, o SIBUEM tem um total de 119 funcionários, 12 dos quais fazem parte dos serviços gerais, pertencentes ao quadro geral das faculdades. Entretanto, como alguns desses funcionários, além da limpeza, acabam por prestar um ou outro serviço específico à biblioteca, serão aqui considerados como parte integrante dessas bibliotecas. Então, além dos 12 funcionários, o Sistema conta 85 auxiliares de biblioteca215 (nove deles graduados em algum curso superior, história, geografia, lingüística, entre outros). Dentre os funcionários, 15 são bibliotecários, cinco são técnicos de computadores (incluindo um analista) e dois são estagiários.

Ainda sobre a força de trabalho no SIBUEM, é possível dizer que - entre bibliotecários e alguns auxiliares de biblioteca - apenas 25 funcionários (21,0%) têm o nível superior completo, três dos quais com mestrado. A maioria dos funcionários (61,3%) tem até o nível médio, dos quais 54,8% tem até o nível básico.

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O Duplo “c” está relacionado ao fato de ser um nome próprio.

214

Sobre o perfil da força de trabalho, esclarece-se que só foi possível obter os dados com os detalhes necessários apenas do Sistema da UEM. Para isso, graças a um certo nível de trânsito nesse Sistema, foram aplicados questionários específicos (Anexo ) diretamente a cada um dos 19 chefes das bibliotecas setoriais. Após a coleta, esses dados foram analisados com recurso ao (software de análise de dados estatísticos).

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Essa categoria designa, neste caso, para efeitos de análise, uma categoria genérica de profissionais sem formação especifica em biblioteconomia (graduados ou não), mas que assumem uma ou outra atividade do bibliotecário.

Tabela 3 – Perfil da força de trabalho no SIBUEM

Fonte: Levantamento nosso junto aos chefes de Bibliotecas Setoriais. Categoria

Escolaridade Serviços Gerais Auxiliar de Biblioteca* Bibliotecário Técnico de Computadores Estagiário TOTAL Fundamental 6 8 - - - 14 Básico** 5 19 - - - 24 Médio*** 1 49 4 2 56 Superior - 9 15 1 - 25 TOTAL 12 85 15 5 2 119

Nota: * Incluímos os demais técnicos administrativos com nível superior, já que também se ocupam das atividades biblioteconômicas;

** incluímos os que têm o nível médio incompleto; *** Incluímos os que têm o superior incompleto.

A DSD, como coordenadora do sistema de bibliotecas, foi criada em 1979 (a então Divisão de Documentação) com funções básicas de centralizar a aquisição do material bibliográfico e não bibliográfico, centralizar a catalogação, organizar o catálogo coletivo e coordenar e apoiar a busca de soluções relativas ao pessoal do sistema.

Do ponto de vista de estrutura, a DSD tem uma posição favorável dentro da Universidade, uma vez que tem a linha hierárquica ascendente diretamente subordinada à Vice-Reitoria Acadêmica.

No sistema - e sendo este um sistema descentralizado, isto é, em que as bibliotecas setoriais gozam de uma certa autonomia, desde a sua estrutura interna ao planejamento das atividades e serviços216 - as bibliotecas setoriais estão administrativamente subordinadas às respectivas direções das faculdades e, tecnicamente, à DSD, hoje encarregada não somente da aquisição dos materiais, mas também do estabelecimento de suas políticas gerais de funcionamento: Políticas de Formação e Desenvolvimento do Acervo; Políticas de Integração e Intercâmbio entre Bibliotecas; Políticas de Circulação; Políticas de Informatização, dentre outras, sem, no entanto, interferir na autonomia de cada setorial.

Entre as setoriais que compõem o Sistema da UEM, a Biblioteca da DSD - com o acervo mais ou menos diversificado, composto, principalmente, por obras de referência e material da área de biblioteconomia e documentação, etc. – diferente das demais, é técnica e administrativamente subordinada à Direção da DSD.

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Organizacionalmente, a DSD – que até 2002 não tinha sancionada uma estrutura interna específica - está dividida em quatro departamentos. Conta também, ainda em nível do centro coordenador, com um Conselho de Direção, formado pelos chefes de departamento e pelo Diretor, e com uma Comissão Técnica, através da qual se assiste tecnicamente as bibliotecas setoriais, como alude a Figura 1.

Referência Formação e Desenv. Acervo Adm inistração Div. Serviços Gerais Tratam ento Técnico Seleção e Aquisição Formaçao Desenv. Acervo DIRECTOR DSD Desenvolvimento organizacional

Informatização Mod. admin. Informação Comissão Técnica Ad. Recursos Fac. Ciências Antropologia Econom ia Letras Direito Matemática UFICS Biologia Medicina Veterinária Agronom ia Engenharia Arquitectura DIRECCAO DE FACULDADE A nível da DSD

A nível das Bibliotecas DSD

Conselho de Direcção

Figura 1 – Estrutura Organizacional do Sistema de Bibliotecas da UEM217

Sob o prisma técnico, aqui restrito à indicação da tecnologia adotada e das ferramentas adotadas para a atividade técnica biblioteconômica, o Sistema de Bibliotecas usa o MARC21 como formato padronizado de registro bibliográfico (que já incorpora o AACR2, como instrumento de catalogação); usa a CDU para a classificação e diversos cabeçalhos de assuntos para a indexação. Quanto à tecnologia, está, desde 2002, na fase de transição do software do Winisis - software de pequeno porte218, gratuito, que funcionava como gerenciador de bases de dados bibliográficos, acoplado ao EMP, para a gestão da circulação dos materiais - para o Millennium, que é um software de grande porte219. Antes, porém, de adotar o Winisis, o SIBUEM teve que abandonar as anteriores tentativas de informatização,

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MANGUE, Manuel V. Repensando o Sistema de Bibliotecas da UEM. Maputo: DSD/UEM, 1999. 15p.

218

Software com facilidades de tratamento de bases de dados, geralmente textuais, e com poderosos recursos de busca da informação. São software de relativamente baixo custo e complexidade, tanto em termos de consumo de equipamento, quanto em treinamento e manutenção (cf. Capítulo 2, p. 74).

219

Software desenvolvidos para administrar, de forma modular e integrada, todas as funções da biblioteca. Para mais informações, vide Cap. 2, p. 74.

caracterizadas pela ausência de um planejamento específico (MANGUE, 2002). Nesse sentido, Mangue destaca que:

[...] das 17 bibliotecas do Sistema, 6 não tinham nenhum equipamento de hardware. Das 11 que tinham esses equipamentos [...] cada uma delas usava um software diferente, entre editores de textos e gerenciadores de texto, como o Microisis, Cardbox, Reflex, Bookplus e outros. A informatização, na maioria destas bibliotecas, foi feita durante o período de vigência de um determinado projeto, não diretamente relacionado à biblioteca; efetivada por um professor da faculdade ou até pela transferência de um computador com determinado programa [...] Como forma de registro de dados, praticamente todas as bibliotecas usam os seus programas como gerenciadores de arquivos de dados, e, na maior parte dos casos, com certa aleatoriedade, visto não haver padrões de entrada desses dados, fato que, conseqüentemente, dificulta a sua recuperação (MANGUE, 2002, p. 16).

Benzer Belgeler