4. VARLIK (AKTİF) HESAPLARININ İNCELENMESİ
4.1. Dönen Varlıklar
4.1.1. Hazır Değerler:
Segundo Ramos (2006), toda doença pode ser observada em seu aspecto simbólico, e pode expressar uma possível disfunção no eixo ego-self. O seu significado pode estar relacionado a conteúdos inconscientes que precisam ser elaborados para que o desenvolvimento consciente possa progredir.
Observando a doença como uma transdução7 de fenômenos no eixo psicossomático, o símbolo é um dos conceitos fundamentais nesse contexto (RAMOS, 2006).
A autora elucida:
Sintetizando, o símbolo é a expressão da percepção do fenômeno psique- corpo, feita por meio da percepção das alterações fisiológicas e das imagens referentes, sincronicamente. Um complexo8 tem sempre uma expressão
simbólica corpórea, por intermédio da qual podemos ter a chave para a compreensão da doença. Nesse caso, o símbolo aponta uma disfunção, um desvio que precisa ser corrigido quando a relação entre o ego e o Self se altera (RAMOS, 2006, p. 68).
A palavra “símbolo” origina-se do grego “synballein (syn, junto + ballein, atirar), e significa a união dos opostos” (RAMOS, 2006, p. 78). Jung enfatiza a diferença entre
7
A teoria da transdução trata da conversão ou transformação de energia ou informação de uma forma em outra. Aqui, o corpo humano é visto como uma rede de sistemas informativos (genético, imunológico, hormonal, entre outros). Cada um desses sistemas tem seu código, e a transmissão de informações entre os sistemas requer que algum tipo de transdutor possibilite a conversão de códigos de um sistema para o outro (RAMOS, 2006, p. 69).
8 Complexo: manifestações da psique que têm um acento emocional comum, formados em torno de um
um símbolo e um signo. O signo é a representação de algo conhecido, já o símbolo é a melhor descrição de algo desconhecido e expressa sempre algo além do consciente (WHITMONT, 2000). Jung sinaliza que, para se tentar compreender um símbolo, não somente pode ser investigado o mesmo em si, mas deve-se compreender o indivíduo que gerou este símbolo. Já que, dentre outras questões, o símbolo não oferece apenas uma única interpretação (JUNG, 1976/2000).
Jung explica que:
Chamamos de símbolo um conceito, uma figura ou um nome que nos podem ser conhecidos em si, mas cujo conteúdo, emprego ou serventia são específicos ou estranhos, indicando um sentido oculto, obscuro e desconhecido [...] Um conceito ou uma figura são simbólicos quando significam mais do que indicam ou expressam. Eles têm um aspecto abrangente “inconsciente” que nunca se deixa exaurir ou definir com exatidão [...] (JUNG, 1976/2000, § 416/417, p. 189).
Sendo assim, Jung ainda complementa:
Os símbolos, como os sonhos, são produtos da natureza, mas eles não aparecem só nos sonhos; podem surgir em qualquer forma de manifestação psíquica: existem pensamentos, sentimentos, ações e situações simbólicos, e muitas vezes parece que não só o inconsciente mas também objetos inanimados se arranjam de acordo com modelos simbólicos (JUNG, 1976/2000, p. 214).
Fazendo uma ponte com o símbolo e o surgimento de sintomas corporais, Miorin (2006, p. 62) esclarece:
[...] os símbolos presentes nos sonhos ou nos sintomas são formas de compensar uma atitude unilateral da consciência. Diante deste ponto de vista, o que ocorre no corpo pode ser considerado uma expressão simbólica ou um modo do organismo expressar um conflito, uma desarmonia, uma oposição. O corpo simbolicamente se apresenta como um mecanismo compensador das
atitudes unilaterais da consciência. Ao invés de buscar a causa de algo, na abordagem finalista observamos para onde esse algo se dirige.
Assim, a abordagem finalista propõe a busca pela compreensão e entendimento de uma representação simbólica, que pode se apresentar em seu aspecto corpóreo, indicando o caminho para a superação de uma cisão que necessita ser integrada. Para tanto, a necessidade de não somente apreciar o sintoma expresso em sua polaridade causal, mas sim, holisticamente.
Para Ramos (2006), o símbolo, ao realizar a união de conteúdos conscientes com conteúdos inconscientes, provoca uma emoção, “um movimento para fora (e+ moção), movimento do sistema nervoso vegetativo, simpático e parassimpático”. Logo, o símbolo é, para a autora, a chave da psicossomática, na medida em que, por meio dele, podem ser atingidas as camadas mais profundas do inconsciente (p. 78).
A autora ainda acrescenta que, ao existir uma compreensão e integração dos conteúdos simbólicos na consciência do sujeito acometido por uma patologia, esta conscientização pode ocasionar uma melhora na expressão do quadro patológico orgânico, apresentado pelo indivíduo (RAMOS, 2006. p. 78).
O processo de tomada de consciência da disfunção que a doença possa vir a representar na vida de um sujeito pode promover crescimento, individuação. Ou seja, de uma forma ou de outra, há um processo de transformação na ocorrência do adoecimento, independente de sua causalidade.
Como exemplo, trago os relatos de Rothenberg (2004), em seus escritos na obra, “A Jóia na Ferida”, em que a mesma expõe a história do surgimento de sintomas corporais, neste caso, quelóides, ao redor do seu corpo. Estes, inicialmente visualizados como uma forma de punição, posteriormente, foram considerados como a “chave” para o processo de crescimento desta psicóloga. A autora acredita que, pelo fato de sua mãe ter falecido, durante o seu parto, os quelóides surgiram como uma manifestação punitiva. Todavia, pelas buscas individuais e na tentativa de compreender o porquê daquelas alterações na pele sempre surgirem em fases de transição, a autora pôde compreender que se tratava de uma tentativa de proteção, diante dos medos e anseios
vivenciados por ela. A partir disso, as cicatrizes passaram a ser vistas como manifestações do inconsciente, como “jóias”, mostrando a necessidade de se haver uma conscientização, que a levaria a uma vivência mais real, afastando-a da dinâmica de órfão, que possui a tendência para a morte. De acordo com a autora (p. 212): “[...] Os quelóides revelaram o caminho que eu tinha de seguir nessa vida e que me deu a vida. Eles me definiram [...].
Sintomas físicos, em seu sentido mais positivo e metafórico, são como jóias no corpo esperando serem descobertas. Eles criam um ímpeto no paciente para realizar o trabalho interno, e trazem consigo o ponto central para a cura. O sintoma corporal serve a um propósito bem definido nesse ponto, levando o indivíduo à fonte da doença ou da desordem que a criou e, conseqüentemente, à cura (ROTHENBERG, 2004, p. 19).
Jung traz, em sua obra, considerações a respeito da relação entre corpo-mente. Ele afirma que:
“[...] psique e matéria estão encerradas em um só e mesmo mundo e, além disso, se acham permanentemente em contacto entre si [...] há não só a possibilidade, mas até mesmo uma certa probabilidade de que a matéria e a psique sejam dois aspectos diferentes de uma só e mesma coisa” (JUNG , 1971/2009, § 154/155/418).
Entretanto, Jung ressalta a dificuldade em se comprovar a existência da relação psique/corpo, de forma simultânea. A partir disso, ele traz o fenômeno da sincronicidade como tentativa de apontar esta conexão. Afirma que este processo trata de fatos que ocorrem juntos, entretanto, sem a existência de uma relação causal (JUNG, 1985, §69/70).
Para Ramos (2006), a sincronicidade é um conceito que se encontra implícito na conceituação de doença e de símbolo. O fenômeno psicossomático é sincrônico, onde eventos na psique e no corpo acontecem ao mesmo tempo, sem relação causal, mas com uma relação de significado entre si (p. 72).
Aqui podemos indagar se o vitiligo, independente de sua causalidade, estaria transduzindo um transtorno de ordem emocional. Podemos também indagar como o vitiligo é transduzido em sentimentos e afetos relativos a essa doença.
Isto é, mesmo se a causa do vitiligo for, por exemplo, uma alteração genética, essa doença provocará alterações sistêmicas em todo o organismo. A questão é observar como essas transduções estão ocorrendo nos vários níveis do organismo. Este trabalho centrar-se-á nas possíveis alterações psíquicas concomitantes às alterações dermatológicas.