3.3. Mimariden Bağımsız Eserler Üzerindeki Örnekler
3.3.6. Havran Merkez Mezarlığındaki Baş Şahidesinde Yer Alan Damla Biçimli
A virada dos anos 1920 para 1930 era um período de profunda recusa/enfrentamento do ideário liberal da Primeira República, e o pensamento autoritário, ao ser resultado do ambiente intelectual e das transformações sócio-políticas que vigiam no período, constatava que alguns dos problemas nacionais decorriam das inconsistências das instituições liberais com a realidade nacional.
A proposta do projeto autoritário contemplava um programa voltado para superar os problemas nacionais que dividiam o país e, para tanto, uma substituição da sociedade fraca pelo Estado seria o efeito mais imediato. O contraponto do pensamento autoritário era a plataforma liberal da Primeira República e, entre suas finalidades, o fortalecimento e a centralização do Estado (União) era essencial para o estabelecimento da ideia de nação.
Para todos os efeitos, essa proposta – autoritária – iniciava-se como os revisionistas do modelo político institucional da Primeira República e que, de forma envolvente, se direcionava a três momentos específicos de uma proposição política voltada para a ação. Esses momentos se iniciavam ―com amplas reflexões histórico-sociológicas sobre a formação colonial do país, [estendendo-se] no diagnóstico do presente – no caso, a República Velha – e
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[culminando] na proposição de algum modelo alternativo de organização político- institucional‖ (LAMOUNIER, 1985, p. 345).
Segundo os pensadores críticos do modelo constitucional de 1891, entre os principais Alberto Torres, Azevedo Amaral, Oliveira Vianna, Francisco Campos e Cândido Motta Filho, as escolhas institucionais promovidas durante a transição do Império à Primeira República introduziram no país sérios descompassos que permitiram uma distanciação entre o país legal do país real.
Essa distanciação seria resultado direto das influências dos modelos políticos norte- americanos e europeus no contexto brasileiro, provocando o anacronismo das instituições políticas implantadas. Contudo, essa distanciação também era levada ao plano da formação histórica do povo brasileiro, cuja sociedade deveria seu amorfismo tanto aos efeitos da escravidão quanto aos decorrentes da baixa instrução educacional do povo, oportunidade em que as massas, não tendo consciências de seus interesses, não teriam condições de exercer sua cidadania autonomamente (VIANNA, 1939; TORRES, 2002a; TORRES, 2002b)
Havia um ponto em comum nas interpretações desses autores, onde suas intervenções decorriam da efervescência do pensamento nacionalista tencionado a apresentar modelos alternativos para adequar a realidade nacional às suas origens.
Nos círculos de desenvolvimento dessas visões havia a concepção de que eles eram dotados de uma consciência universal, conhecedores das reais necessidades do ―mundo real‖, capazes de produzirem diagnósticos e apresentarem prognósticos para o país (LAMOUNIER, 1985; FAORO, 2001; GOMES, 1980, 1990; FAUSTO, 1987; VIEIRA, 1981, entre outros).
Com efeito, seria verdade que devido aos descompassos observados na Primeira República – em especial, as crises do sistema político, do modelo federalista, da política dos governadores instaurada, das greves dos operários, manifestações dos militares e oscilações na economia mundial no final da década de 1920, entre outros – houve uma série de interpretações sobre a formação social do país aconteceram. Essas interpretações caminharam tanto em direção a reformulação na concepção do Estado, quanto da sociedade, com suas variações na formação do povo brasileiro.
Nesse sentido, tornava-se relevante verificar que os intelectuais da Primeira República, por serem ―freqüentemente vinculados por dependência ou por profissão ao serviço do Estado, [fosse] compreensível que dedicassem significativos esforços à reflexão
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histórica-política, expressando através delas um anseio de fortalecimento do poder público central‖41
(LAMOUNIER, 1985, p. 356).
À guisa de exemplo desta constatação, observada por Lamounier, havia o caso de Alberto Torres que, durante a década de 1890 teve atuação política, primeiramente, como deputado e, entre 1897 a 1900, conduzindo o Executivo fluminense; ou ainda, a de Oliveira Vianna, que desde 1932 a 1940 foi consultor junto ao Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio durante o Governo Vargas, responsável pela implantação das instituições previdenciárias e do sistema sindical de corte corporativista (LAMOUNIER, 1985).
As tendências autoritárias referenciadas a Torres, por um lado, corresponderam a sua atuação frente aos problemas da realidade nacional, por seu combate aos idealismos dos modelos estrangeiros que se incorporaram na cultura política brasileira e pelo nacionalismo42.
Em relação ao nacionalismo, Torres compreendia que:
A consciência nacional precisa encarar, face a face, sem tergiversações, sem pânico, mas, também, sem ilusões, o drama político que se lhe depara. Deve, para isso, dissipar, em primeiro lugar, dois equívocos, sobre os quais repousam habitualmente a inércia dos que fogem ao cumprimento do dever e a incúria dos que não querem reagir. Um destes equívocos diz respeito ao valor da ação dos governos, como autores ou fatores de casos desta ordem e órgãos próprios para lhes dar emenda e correção; o outro, a significação real de certa ordem de conceitos e de fórmulas, ordinariamente invocados, em termos vagos, pelos que discutem estes assuntos – sem clara consciência, quase sempre, do que exprimem, mas com fé profunda, reverente, quase devota, sempre, em sua virtude e seu poder. (TORRES, 2002b, p. 215).
Assim, Torres vislumbrava que a empreitada realizada pelo regime republicano no país não se aproximara da necessária realização nacional, isto é, a de promover a unidade nacional.
Era em busca da necessidade de dar a realização nacional que os autores considerados de matriz autoritária, como Torres, Azevedo Amaral, Oliveira Vianna, Francisco Campos, entre outros, intelectualizaram o pensamento autoritário através de temas que reconheciam a) um histórico de crise; b) debilidades na elite dirigente (política e econômica); c) criticando o sistema liberal da Primeira República; d) com vistas a construção da nação.
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Também era possível verificar que ao mesmo tempo em que havia uma intelligentsia vinculada a modernidade também haviam outras intelligentsia ligadas à vocação agrária.
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As obras de Torres A organização nacional e O problema nacional brasileiro, ambas de 1914, são claras, no sentido de demonstrar como esses temas circulavam no pensamento político do autor.
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Assim, com a possibilidade de reconstitucionalização do país no pós-revolução de 1930, o programa do pensamento autoritário poderia ser uma alternativa para o Estado, evitando, desta forma, os contratempos que a República havia experimentado anteriormente.