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1. AĞ ORTAMINDA SORUN GİDERME

1.1. Hata İletileri

O modelo adotado para o desenvolvido desta pesquisa foi proposto por Barros e Tubino (1998) e baseia-se na metodologia de implantação do PCP, já que outros trabalhos, como o de Corrêa, Gianesi e Caon (2001) baseia-se em implantação do PCP com foco em sistemas MRP II.

A metodologia utilizada consiste em estruturar o processo de implantação através do aprendizado da empresa, dividida em 10 etapas expostas pelo fluxograma da figura 11.

Figura 11 - Fluxograma de etapas do modelo de implantação do PCP Fonte: Barros e Tubino (1998)

O detalhamento de cada etapa, proposto por Barros e Tubino, encontra-se a seguir:

ETAPA 01 - DEFINIÇÃO DA EQUIPE

Deve-se escolher as pessoas com o perfil mais adequado à prestação daquele serviço, é importante que estas pessoas se dediquem integralmente à função e estejam sempre disponíveis para a implantação do sistema, além de saber qual a função deve desempenhar dentro da equipe. A presença dos diretores da

empresa no grupo é muito importante, pois se o processo não tiver o apoio das pessoas que detêm a autoridade maior na empresa, o fracasso será iminente. O sucesso do projeto parte da definição das pessoas envolvidas.

ETAPA 02 - SENSIBILIZAÇÃO

O comprometimento da alta administração com os objetivos da implantação significa não apenas o envolvimento e o apoio, mas também o entendimento por parte da alta administração dos pressupostos necessários à implantação da nova filosofia de trabalho, do comprometimento de recursos, principalmente tempo, e da comunicação dos objetivos do projeto a todos da organização.

Durante este processo a equipe deve conhecer bem o projeto em todas as suas etapas e datas de conclusão, além de conhecer também as carências do projeto e a função de cada um dentro do sistema.

ETAPA 03 - NIVELAMENTO DO CONHECIMENTO

Para iniciar o processo de nivelamento, as pessoas envolvidas devem conhecer o assunto base, o Planejamento e Controle da Produção, daí recomenda- se que haja troca de informações sobre o conteúdo mais avançado do assunto, partindo da experiência de cada um dentro do grupo. A participação em cursos e palestras é atividade recorrente durante esta etapa. Deve–se focar no conhecimento de sistemas de produção, metas, conhecimento do ciclo produtivo e as técnicas mais utilizadas no planejamento e controle.

ETAPA 04 - CARACTERIZAÇÃO DO TIPO DE SISTEMA PRODUTIVO

Durante esta fase deve-se conhecer melhor a empresa e questionamentos como: Qual é o tipo de sistema produtivo da empresa? Quais as características desse sistema produtivo? Existem características especiais? Devem ser respondidas

após a fase de nivelamento do conhecimento. A classificação dos sistemas produtivos ajuda a entender o nível de complexidade necessário para a execução do planejamento e controle das atividades produtivas. O grau de padronização dos produtos, o tipo de operações necessárias e a natureza dos produtos são fatores determinantes para a definição das atividades do PCP.

ETAPA 05 – ANÁLISE DAS CONDIÇÕES ESPECIAIS DO SISTEMA PRODUTIVO A análise das características básicas do sistema de produção (processo) é extremamente importante, mas precisa-se ir além. Precisa-se analisar a empresa olhando o ambiente em que ela está inserida (visão externa). Das características básicas tiram-se as características operacionais do ambiente produtivo, das características especiais tiram-se as particularidades da empresa. É preciso unir a visão da manufatura com a visão do mercado. Todos devem saber quem são e onde querem chegar. Depois de se enxergar de dentro para fora da empresa, deve-se focar a atenção para o lado interno da empresa (dos muros para dentro) e responder as seguintes perguntas: o que temos? Como estamos?

ETAPA 6 - LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES E ANÁLISE DO SISTEMA ATUAL

Uma vez realizada a classificação e análise do tipo de sistema produtivo pode-se elaborar um tipo de check-list para a análise do sistema de produção atual, baseado no fluxo de informações da empresa. O mapeamento (fluxograma de atividades) deve ser discutido com todas as pessoas envolvidas para que seja certificado que o mesmo ocorre dentro da empresa.

Após a realização e análise do tipo de sistema produtivo, pode-se analisar os problemas levantados, esses devem ser classificados em dois tipos: aqueles que se relacionam com o PCP e os que não se relacionam com o PCP, então é focada a

resolução destes problemas que fazem relação com o PCP, estes problemas podem ser listados e separados por grupos de resolução.

ETAPA 07 - SIMPLIFICAÇÃO E SISTEMATIZAÇÃO DAS ATIVIDADES

No início dessa etapa é necessário definir o que será priorizado. A empresa deve determinar se visará entre outros fatores, o incremento das vendas, o aumento dos lucros, a redução nos custos, o aumento do ROI, diminuição do lead time de produção ou a elevação do nível de serviço.

A empresa deve visar nessa etapa a simplificação e sistematização das suas atividades, a busca pela padronização dos processos é um dos caminhos para organização do sistema. Um autor que abordou a simplicidade foi Harmon (1991) que dizia que para uma empresa tornar-se “classe mundial” de forma econômica ela deve visar a simplificação em três quesitos: a simplificação no fluxo de atividades (atividades do planejamento e controle), simplificação no produto e simplificação no sistema de produção.

ETAPA 08 - DEFINIÇÃO E ESPECIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA UM SISTEMA DE PCP

È o momento em que a empresa deve saber o porquê de optar por um sistema de gerenciamento da produção.

Estando a empresa convencida da importância e disposta a partir para a adoção de sistemas de apoio, a primeira questão a ser trabalhada é a de que técnica adapta-se melhor ao sistema produtivo da empresa. O sistema deverá ajudar a empresa a controlar aquilo que para ela é fundamental sob o ponto de vista de sua estratégia de negócio. É quando se tem a definição da abrangência do sistema no ambiente da empresa, suas características e prioridades de acordo com os critérios competitivos de desempenho.

ETAPA 09 - SELEÇÃO OU DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA

Nesta etapa devem ser respondidas as questões como utilizar ou não utilizar pacotes computacionais e comprar ou desenvolver o software em questão (interna ou externamente no caso de desenvolver).

Devem ser pesquisadas no mercado as soluções disponíveis e se estas existentes atendem ou não às necessidades da empresa, é quando se avalia se utilizará um pacote completo ou solução parcial.

ETAPA 10 - IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA

Determinada a posição da empresa em relação aos passos anteriores, principalmente o de escolha do software, deve se iniciar a implantação do sistema.

Com definição de parâmetros desde a implantação do PCP, esta etapa tende a ser mais tranquila, mas também muito importante, e em alguns casos a mais demorada. Deve-se montar uma estratégia de implantação se a empresa não possui nada, ou de migração se a empresa já possuir algum sistema em uso. Complementando esta etapa do processo tem-se a inserção da atividade Planejamento e Controle da Produção em um ciclo de melhoria contínua, para que o projeto como um todo se torne sustentável.

No estudo de caso a seguir utilizou-se a metodologia de implantação do PCP de Barros e Tubino (1999) combinada à de Corrêa, Gianesi e Caon (2001) na metodologia de implantação de sistemas MRP II, para o caso do ERP escolhido pela empresa.

Para melhor entendimento do processo dividiu-se as etapas da metodologia de Barros e Tubino (1999) em duas fases, sendo a primeira fase com as etapas do processo de implantação do PCP e a segunda fase com o processo de implantação do ERP acrescidas à metodologia de Corrêa, Gianesi e Caon (2001), sendo que as

etapas 5 e 6 da primeira fase agrupam-se em uma só. Ficando então divididas da seguinte forma:

• Primeira fase:

o ETAPA 01 - Definição da equipe

o ETAPA 02 - Sensibilização

o ETAPA 03 - Nivelamento do conhecimento

o ETAPA 04 - Caracterização do sistema produtivo

o ETAPAS 05 e 06 - Análise das condições especiais do sistema e levantamento de informações e análise do sistema atual

o ETAPA 07 - Simplificação e sistematização das atividades

• Segunda fase:

o ETAPA 08 - Definição e especificação de requisitos

o ETAPA 09 - Seleção ou desenvolvimento

o ETAPA 10 - Implementação do sistema

Benzer Belgeler