• Sonuç bulunamadı

A. Eklem Tutulumu

3. Evine olan uzaklık 4 Katılmayı reddetme

5.4. Hastalık aktivite seviyes

• Questão 1

Observe a figura e marque a alternativa correta.

Ela possui a forma de um: A) Círculo.

B) Quadrado. C) Triângulo D) Retângulo.

Figura 3 - Atividade inicial – Questão 1

Fonte: Atividade avaliativa – 2011

44

José leu a questão em voz alta.

Pesquisadora: “Observe a figura e marque a alternativa correta. Ela possui a forma de um:”

José: Triângulo. É triângulo.

Pesquisadora: Então, vamos ler aqui (a pesquisadora apontou os itens). José: Triângulo é esse aqui (José apontou para a opção C).

Pesquisadora: Isso. José: Pó marcá aqui? Pesquisadora: Pode. José: Com a cruzinha? Pesquisadora: Isso.

José identificou a forma geométrica em destaque: “Triângulo. É triângulo”. Revelou conhecer a forma geométrica presente nos ambientes, nas construções e nos objetos. Ele conseguiu ler e identificar a resposta correta e demonstrou conhecer as instruções de uma prova de múltipla escolha ao perguntar se poderia marcar no texto com a cruzinha.

• Questão 2

Observe a placa e marque a alternativa correta.

A placa alerta para A) Não correr. B) Não entrar. C) Não fumar. D) Não empurrar.

Figura 4 - Atividade inicial – Questão 2

José leu a questão em voz alta.

José: O “Não entra”, né?

Pesquisadora: E o que tá escrito aqui? (a pesquisadora apontou a palavra PERIGO).

José: “Perigo”. Tem que caçá aqui, né? Né isso?

Pesquisadora: É isso mesmo. A placa tá mostrando “Perigo. Não entre”. Então, aqui vem a pergunta: “A placa alerta para:”

José fez a leitura novamente.

José: “A praca alerta para: Não correta” Pesquisadora: Não...

José: Correta.

Pesquisadora: Não correr...

José: É, não corrê. Correta não, é não corrê. José leu todas as alternativas.

Pesquisadora: Então, essa placa aqui tá alertando pra quê? José: Pra não entrá.

Pesquisadora: É o que tá falando aqui. José: É, pra não entrá. Se entrá, corro perigo.

Pesquisadora: Isso, corre perigo. Então, onde que tá escrito “Não entrar”? José: Aqui, ó (marcou a letra B).

A placa de interdição caracteriza-se por orientar e por proibir ações e comportamentos, a fim de exercer sua função sociocomunicativa. Todavia, para interpretar a mensagem, imagens e símbolos são elementos de significação e portadores de informações.

A placa utilizada na atividade traz os dizeres “Perigo” e “Não entre”. A imagem de uma mão em uma posição revela a ideia de que a pessoa deveria parar em uma placa de sinalização de trânsito, significando que é proibido realizar tal tarefa.

Após a leitura inicial, José perguntou: “Tem que caçá aqui, né?”, referindo-se à necessidade de encontrar uma alternativa correta para a resposta. Em seguida, ao observar a placa de interdição, afirmou que esta alertava para não correr.

Ao ler novamente, com a intervenção da pesquisadora, conseguiu perceber a resposta correta. Ele relacionou os dizeres “Não entre” com “Perigo” ao dizer: “É, pra não entrá. Se entrá, corro perigo”.

• Questão 3

O texto abaixo serve para

http://artesatividades.blogspot.com.br/2011_06_01_archive.html

A) Anunciar campanha sobre as enchentes nos períodos chuvoso. B) Divulgar ma campanha sobre a coleta seletiva de lixo. C) Promover um encontro de catadores de papel. D) Vender um produto de limpeza doméstica.

Figura 5 - Atividade inicial – Questão 3

Fonte: Atividade avaliativa – 2011

José leu a questão e as alternativas.

Pesquisadora: O que o senhor entendeu? José: Hum? Negócio de catadores? Oh... Pesquisadora: O que tá falando nessa placa? José: Não jogá lixo no seu.

Pesquisadora: No seu o quê?

José: “Faça coleta seletiva: Condição para um mundo melhor”. Tá certo. Acho que num tá errado, não.

Pesquisadora: Então qual dessas alternativas explica esse cartaz? Sobre o quê que é esse cartaz? (a pesquisadora leu as alternativas). O que o senhor acha?

José: Negócio de chuva num é bão jogá lixo na rua, porque a água vem, entope o buêro, suja o lugá que tá limpo, que tá limpinho, suja o que cê vai passá. Não pode. E vendê um produto de lixo doméstico, porque o produto de lixo é só pra pôr lixo pra jogá fora, pôr no saco pra jogá fora.

Pesquisadora: Produto de lixo?

José: É, produto de lixo é assim... detegente. Aí se cabô, cê tem que jogá no lixo.

Pesquisadora: É quando você usa um produto e tem que jogá fora depois? José: É, tem que jogá fora no lixo. Sabonete... não, sabonete não. É, sabonete tamém, tem aquele papelzinho, pegou o papelzinho, tirô, jogô no lixo. Só pra tomá banho o sabonete. Agora, o papel tem que jogá no lixo.

Pesquisadora: Ah, tá. Então, qual dessas alternativas aqui tem a ver com esse cartaz?

José: O saco de lixo. Colocô dentro do saco, amarrô, e pronto. O saco tá amarrado pra jogá fora.

Pesquisadora: Qual dessas frases aqui o senhor acha que tem a ver? (a pesquisadora leu as alternativas).

José: Porque o produto de limpeza tem uma coisa tamém, costuma eles vendê pra fazê vassoura. É o litro de Coca-Cola45

Pesquisadora: Isso serve pra quê?

... Mais o quê? Eles corta aqueles negócio de refrigerante, qualqué refrigerante, eles corta pra fazê vassoura pra varrê a rua.

José: Pra limpá a rua.

Pesquisadora: O senhor acha então que a frase correta é essa da limpeza doméstica? O senhor tá falando de limpar a rua... Não tô entendendo o que o senhor tá pensando.

José: De limpá a rua. É isso memo. Tem o leite, eles junta um monte. Tem um moço lá perto de casa que ele junta muita. Todos esses leite catado eles junta e corta pra vendê. Eles pega, vende, junta tudo e vende. Aí, faz vassoura, e acho que isso deve serví pra fazê mais alguma coise. Eu num sei não, mas deve servir pra alguma coisa.

Pesquisadora: Mas olha só, esse cartaz fala sobre uma das frases...

45

José: E o litro de Coca-Cola, qualqué coisa, costuma eles deixá pra pôr pinga, colocá pinga, entendeu? É o vendedô, cê tá aqui, é o compradô, eu te vendo, pego, encho aquele litro e dô procê tomá na rua. Num é só pra coisa, não.

Pesquisadora: Entendi. Aproveita o material que seria lixo. É isso?

José: Isso. E aqueles litrão de cinco litro, qualqué coisa, eles proveita pra pô, vamos supô, detegente. Enche aquilo lá pra na hora que fô fazê a limpeza, pega e usa. Pesquisadora: Entendi. Qual desses aqui fala sobre o...

José: O saco de lixo?

Pesquisadora: É, sobre o saco de lixo.

José: É que as pessoa sai na rua pra falá, né? Negócio do lixo na rua. Sai no carro e vai falando na rua afora: “Seus lixo tá prejudicando a rua”. Olha aqui, teve uma época aí que fez duas represa. Uma aqui de água e outra lá em cima. Aí, lixo, saco, tudo joga no córrego. Quando joga no córrego, aí vai e entope o buêro, a água vem e entope pela rua afora. Acho que é esse aqui (apontou para a letra A).

Esta questão apresenta a reprodução de um cartaz do gênero propaganda sobre a coleta seletiva de lixo. Tal gênero busca associar as linguagens verbal e não verbal. Para a elaboração deste tipo de suporte (cartaz), conta-se com planejamento gráfico, diagramação, escolha adequada das cores, tipo e formato de letras e imagens. Tem como característica possuir linguagem sintética, devendo conter informações para alcançar o objetivo a que se propõe. Cabe salientar que o cartaz reproduzido na atividade escolar não possui as cores dos sacos plásticos para acondicionamento do lixo segundo o critério padrão, já que as provas foram copiadas em preto e branco.

Em primeiro lugar, José reflete sobre a proposição do texto ao dizer após a leitura da frase que está expressa no cartaz: “Tá certo. Acho que num tá errado, não”. É interessante notar como ele se posiciona como alguém que tem algo a dizer, expondo suas convicções e demonstrando perceber a si mesmo como alguém que tem condições de concordar ou discordar sobre o que está posto.

José explicou que não é bom jogar lixo na rua, pois assim poderia entupir os bueiros e sujar a rua. Ele relatou como utiliza o lixo domiciliar inorgânico (“produto de lixo”), modificando a sua utilidade.

Todavia, ao dizer “O saco de lixo. Colocô dentro do saco, amarrô, e pronto”, parece fazer referência à imagem da gravura com os sacos de lixo fechados, apropriando-se da linguagem não verbal, e não ao que estava escrito no cartaz.

Em seguida, fez referência ao último item da questão “Vender produto de limpeza doméstica”. Ele comparou, assim, a garrafa de plástico de refrigerante (“litro da Coca-Cola”) com a confecção de vassouras. Falou também da reutilização da caixa de leite e da possibilidade de usar a garrafa de plástico de refrigerante para armazenar outros produtos (pinga, detergente).

José assinalou a primeira alternativa após fazer referência à divulgação da campanha, que tem por finalidade não deixar o lixo na rua, evitando impedir o escoamento de água, tendo como consequência as enchentes.

José esclareceu as alternativas da questão, relacionando-as à sua experiência de vida. Assim, demonstrou conhecimento sobre o assunto ao falar da importância de cuidar do lixo, para evitar enchentes, e de seu reaproveitamento, exemplificando com base em sua vivência, como confecção de vassouras utilizando as garrafas de refrigerante. Por fim, ele percebeu que a questão se tratava de uma campanha, mas não a relacionou à coleta seletiva de lixo.

Percebe-se que José, em sua narrativa, expressou seu modo de pensamento por mecanismos de associação analógica. O termo analógico é aqui entendido como Chalhub (1997), que explica:

Analógica (lógica): associação e combinação de imagens, sejam sonoras, visuais, verbais. Entrelaçam-se, por semelhanças, o signo apontador do objeto, intermediando interpretante — mas, essa analógica é pura surpresa, adere sentidos “nunca dantes navegados”, desabitados de territórios sígnicos já cristalizados e reconhecidos. Aquilo que se pode contar é simbólico, digitalizável, linear: princípio, meio e fim (CHALHUB, 1997, p. 57).

Muitos estudos têm sido realizados46 sobre a influência das analogias e das metáforas no processo de aprendizagem, especialmente na compreensão dos processos científicos, por considerarem que estas podem contribuir para a aquisição de novos significados. A metáfora é assim entendida por Chalhub (1997):

Metáfora: a metáfora é um dos processos de associação por similaridade, um dos eixos da linguagem e uma das formas — analógica — de inteligir sensivelmente os fenômenos do universo. Supõe capacidade de substituição, operando por semelhanças, as mais longínquas (CHALHUB, 1997, p. 58).

46

O Grupo de Estudo de Metáforas, Modelos e Analogias na Tecnologia na Educação e na Ciência (GEMATEC) do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – (CEFET-MG), ligado ao Mestrado em Educação Tecnológica da instituição. O GEMATEC tem por finalidade contribuir para o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão relativas ao tema Analogias e Metáforas na Tecnologia, na Educação e na Ciência. Disponível em: <http://www.gematec.cefetmg.br/index.html>. Acesso em 29 jul.2013.

Deve-se admitir que José, ao se deparar com conceitos, informações e conteúdos técnicos e científicos, relacionou as características destes com aquelas que são semelhantes a algo que já conhece.

• Questão 4

Leia a tabela abaixo. Ela contém os nomes dos funcionários de um comércio.

TRABALHADORES CARGA HORÁRIA

SEMANAL

Guilherme 37 horas

Maria das Graças 32 horas

Piedade 30 horas

João 40 horas

Qual desses trabalhadores possui maior carga horária? A) Guilherme

B) João

C) Maria das Graças D) Piedade

Figura 6 - Atividade inicial – Questão 4

Fonte: Atividade avaliativa – 2011

José leu a questão em voz alta.

José: Aqui, oh: 37 minuto. Pesquisadora: Não, 37 horas. José: 37 hora. Num é minuto, não? Pesquisadora: Não, é hora.

José: 37 horas num tem. Um dia num tem 37 hora. Pesquisadora: Um dia tem quantas horas?

José: Um dia? É... 24 hora.

Pesquisadora: Isso, mas esse tempo aqui é referente a quê? Leia aqui. José: Carga horária semana. Ah, por semana.

Pesquisadora: Carga horária por semana. Isso!

José: Ah, então pode sê. Isso tá certo: 37 hora por semana. Aí, eu concordo. Então, posso pôr uma cruzinha aqui? Ah, tá certo. Guilherme faz 37 hora por semana, né? Maria das Graças faz 32 hora por semana, né? Piedade faz 30 hora e João faz 40 hora, né? Tudo por semana, né?

Pesquisadora: É. E o que é pra marcar aí?

José: A maió carga horária de trabalho aqui é o João. O João trabalha 40 então, né? É o maior.

Pesquisadora: Muito bem!

Esta questão aborda uma experiência profissional em relação à jornada de trabalho. Logo após a leitura, José inferiu que se tratava de 37 minutos, pois relacionou com o conhecimento de que o dia possui 24 horas, e não 37 horas.

Após a intervenção da pesquisadora, conseguiu compreender que a questão fazia referência à carga horária semanal. José identificou a resposta correta.

• Questão 5

Veja abaixo a nota que Rosângela possui.

Ela trabalha em uma loja e quer trocar a nota por moedas de 50 centavos. Quantas moedas ela terá?

A) 5 B) 10 C) 15 D) 20

Figura 7 - Atividade inicial – Questão 5

Fonte: Atividade avaliativa – 2011

José: Isso aqui é nota de 5 reais, né? Pesquisadora: Isso mesmo.

José leu a questão em voz alta.

José: Aí tem que fazê a conta, né, pra sabê qual é desses. Então tem que fazê a conta, quanto dá tudo aqui pra dar os cinco.

José: Contra moeda de cinquenta centavo.

Pesquisadora: Isso. Então, quer trocá essa nota por moedas de cinquenta centavos. Quantas moedas ela terá?

José: R$ 1,00; R$ 2,00; R$ 2,50... dá dez moedas. Então, vô pôr aqui dez moedas. Tá certo?

Pesquisadora: Certinho.

Esta questão visava estabelecer relações entre cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro. José percebeu o enunciado da questão ao afirmar: “Aí tem que fazê a conta, né, pra sabê qual é desses”. Ele resolveu com facilidade, conseguindo relacionar o valor da cédula com o valor em moedas, visto que se trata de algo recorrente nas práticas sociais, como o uso do dinheiro.

Benzer Belgeler