2. GENEL BİLGİLER
2.2. Hasta Merkezli Bakım Kavramının Gelişimi
Nas últimas décadas do século XX, alguns historiadores têm direcionado seus olhares e percepções para novos objetos e problemas de pesquisa. Entre os novos desafios a serem perseguidos estão às doenças, o corpo, a ciência, as ideias.
Sem restringir a importância de outros elementos correlatos como o positivismo ou o darwinismo social, a teoria de Francis Galton tem conquistado a atenção de um seleto grupo de pesquisadores. Talvez pelo reflexo científico e social nas últimas décadas, descortinado uma infinidade de estratégias e meios para gerenciar, moldar e consequentemente estabelecer uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Outro motivo para a escolha do tema talvez se relacione com sua forma camaleônica de mover-se perante contextos históricos, ideias, práticas e análises, diferenciando-se sem perder, contudo, suas primeiras objeções.
Ao observar a escolha da eugenia e da prática higiênicas como objeto de pesquisa, compreende-se que a maioria dos pesquisadores tem buscado problematizar não apenas o tema em suas ideias pré-estabelecidas, mas, para além disso, muito dos interessados pelo tema têm buscado problematizar a forma como essa teoria foi recepcionada e discutida em determinados lugares.
Ao fazer isso, a eugenia e as práticas higienistas deixaram de ser apontadas ou forammal compreendidaspor suas proximidades com os princípios de esterilização das pessoas ou com o regime nazifascista. A partir dessas novas reflexões sobre o tema, a eugenia passou a ser vista como uma espécie de construção científica que foi sujeita a análises e recepções diversas sem esquecer seu fundamento primário, que é ou seria a busca pela melhoria racial dos indivíduos, fazendo uso de meios biológicos, estatísticos e de práticas restritivas, de modo a coibir o crescimento dos indivíduos disgênicos e incentivando a proliferação dos eugênicos.
Ao tomar como referência essas discussões sobre a eugenia e, sobretudo, as importantes pesquisas nas quais se buscou problematizar a discussão sobre o tema como uma ideia móvel, em determinados momentos e contextos históricos, buscamos discutir como essas ideias chegaram à Paraíba nas primeiras décadas do século XX, fazendo uso, sobretudo, dos anúncios jornalísticos dos periódicos A União, A Impresa e da revista Era Nova.
Apresentado o objeto, os desafios, a historiografia sobre a eugenia já produzida, os referenciais teóricos e metodológicos para a elaboração da presente dissertação e as partes que compõem a pesquisa, no segundo capítulo, adentramos no campo da história das ideias de
forma a desenvolver uma breve história das teorias científico-racialistas, das quais possivelmente a eugenia emergiu.
Procuramos ainda desenvolver o modo como essas ideias foram recepcionadas no Brasil, momento em que buscamos subsídio nos debates sobre miscigenação, raça e o futuro da nação brasileira tomando como referência as concepções de importantes pensadores em fins do século XIX, comoGeorges-Louis Leclerc,Conde de Buffon, Charles Darwin, Arthur de Gobineau, entre outros, de modo a tentar desenvolver um breve panorama a respeito do campo histórico, social e cultural pelo qual as discussões sobre a eugenia chegavam ao Brasil nos últimos decênios do século XIX.
Sobre os discursos do progresso e as ideias sobre a modernidade nos primeiros anos do século XX, buscamos apresentar a situação peculiar da Paraíba, centrando nossas análises especificamente na capital, por encontrar importantes publicações sobre higiene, pobreza e disciplina nos periódicos selecionados.
No fim do segundo capítulo, procuramos desenvolver as ideias pelas quais a eugenia chegou ao Brasil e a forma como foi divulgada por algumas instituições especializadas, como a Sociedade Eugênica de São Paulo, não restringindo a informação de que a eugenia também ganhava importância em outros meios de comunicação, como foi observado suas primeiras edições no jornal A União.
Após esboçar a eugenia e o higienismo de forma geral, chegamos ao último capítulo, no qual procuramos primeiramente elaborar o contexto histórico no qual se encontrava a Paraíba nos primeiros anos da República.Em seguida, procuramos dialogar com os discursos das reportagens sobre a higiene a eugenia na Paraíba. Diálogo que não teve apenas o sentido de construir ou concordar com o que fora exposto nos periódicos. Ao contrário disso, buscamos subsídios em autores como Michel de Certeau e Michel Foucault para entender o círculo de relações de poder e o lugar social no qual se desenvolveram os discursos sobre a eugenia, em especial a primeira matéria sobre os tipos eugênicos na Paraíba. Nas reportagens subsequentes, foi apresentada a efervescência e as formas com que as notícias acerca da eugenia e do higienismo ganhavam adeptos por meio da criação de instituições como a Liga Brasileira de Higiene Mental, entre outras. Nesse momento, vimos a primeira Semana Médica e as peculiaridades com que o médico Flávio Maroja pressupôs o tipo de propaganda a ser estabelecido na Paraíba.
Chegando ao fim do percurso, ficam as possibilidades de análise expostas para futuras pesquisas sobre o higienismo e a eugenia na Paraíba. Pressupomos que outro caminho
seria analisar alguns dos personagens expostos previamente nessa pesquisa, como Flávio Maroja, João da Matta e o próprio Elpídio de Almeida.
Acreditamos que no desenvolvimento histórico-biográfico desses personagens o pesquisador se depararia com outras possibilidades de análise sobre o tema e não se restringiria aos discursos dispostos nas matérias jornalísticas.
REFERÊNCIAS